Disenchanted

14 Capítulo 14 - Reconciliação & Revelações


Notas iniciais
Bem, O clima esquentou no último capítulo entre a Layla e o Gerard... :s
*Esse daqui é mais tranquilo.
Boa leitura.

— Layla – Leticia batia na porta. – Abre essa porta, Layla!

— Me deixa sozinha – eu disse, chorando.

Ouvi ela falar com alguém, se fosse Gerard, aí mesmo que eu não abriria.

— Quem está aí com você? – perguntei, tentando fingir a voz para que não percebessem que eu estava chorando.

— A Diana – ela disse depois de um curto silêncio.

— É mentira! – falei. – Se for ela mesma, quero que fale alguma coisa.

Mais um curto momento de silêncio.

— Layla – era Gerard. – Abre essa porta, a gente precisa conversar – ele parecia mais calmo agora.

— A gente não tem nada para conversar, você já disse tudo que queria! – gritei. – Ou vai querer me humilhar mais?

— Eu não te humilhei – ele disse, já elevando a voz novamente.

Ouvi Leticia o repreender por causa disso.

— Lay, por favor – ele insistiu.

Por um lado, eu não queria mais ver a cara dele, pelo menos por hoje, mas por outro, eu queria ver ele me pedir desculpas por tudo o que disse.

Respirei fundo e caminhei até a porta, destranquei-a e voltei correndo para a cama.

— Pode abrir – gritei e afundei o rosto no travesseiro.

Ouvi a maçaneta da porta girar, logo depois ouvi a porta ser fechada e trancada. Logo senti uma respiração perto de meu rosto.

— Layla – Gerard sussurrou. – Fala comigo, por favor – ele choramingou.

— Pode falar – respondi, sem olhar para ele.

— Eu não quero falar, eu quero conversar com você – ele disse. – Dá pra olhar pra mim?

Ergui a cabeça e olhei pra ele, ele ficou surpreso ao ver que eu estava chorando. Ele tentou tocar em meu rosto, mas me afastei rapidamente, então ele respirou fundo e começou:

— Você pode até ficar brava comigo, mas você também tem que concordar que não foi fácil pra mim, ver outro cara pedindo pra sair com você. Você mesma disse que não gostou quando Jessica conversou comigo naquele dia, então imagina se ela tivesse pedido pra sair comigo – ele terminou.

— Você não precisava ter gritado comigo daquele jeito – falei.

— Você também gritou.

— Mas só porque você fez isso primeiro.

Alguns segundos de silêncio.

— Okay, me desculpa – ele disse.

Olhei novamente para ele, queria ter certeza que ele estava pedindo desculpas realmente, que não era apenas da boca pra fora.

— De verdade? – perguntei.

— Sim.

— Ta – falei simplesmente.

— Só isso? – ele perguntou.

— Você queria o que?

— “Ta” não é jeito de se aceitar desculpas – ele insistiu.

— Argh – resmunguei. – Okay, Gerard Arthur Way, eu lhe desculpo por ter gritado comigo hoje dentro de seu carro. Melhor assim?

— Ainda não – ele disse.

— Falta o que? – perguntei irritada.

— Que você desamarre essa cara.

O encarei, sem expressão.

— Só um sorrisinho – ele pediu novamente.

Respirei fundo e revirei os olhos. Dei um leve sorriso torto para ele, fazendo-o rir.

— Ficou bom agora? – perguntei.

Ainda não – ele disse.

— O que ainda ta faltando? – disse irritada.

Ele não disse nada, apenas aproximou seu rosto do meu e tocou meus lábios delicadamente, assim como na primeira vez que nos beijamos.

Ele colocou a mão atrás de minha nuca e manteve nossos lábios unidos, eu também não resisti, como sempre, eu queria aquele beijo.

— Você é um idiota – sussurrei.

Ele apenas riu, sentando ao meu lado na cama.

— Está rindo do que? – perguntei.

— Você fica ainda mais adorável quando está irritada – ele disse, acariciando meu queixo com o polegar.

Nesse momento alguém bateu na porta.

— Layla, Gerard? – perguntou Leticia.

— Sim? – perguntei.

— Está tudo bem?

— Sim – falei.

— Porque o Gerard não está respondendo? O que você fez com ele? Ele ta aí? Ele ta bem? Você não jogou ele pela janela, não é? – ela falou rápido.

— Eu estou aqui – ele riu.

— Ah, olha, o Mikey ligou e disse que é pro Gerard passar na casa dele, não entendi o motivo, acho que tem a ver com a banda.

— Okay – ele respondeu.

— A gente se vê amanhã? – perguntei.

— Sim – ele sorriu. – Passo pra te buscar na loja.

— Está bem – sorri.

Ele deu um beijo rápido em mim.

— Te vejo amanhã – ele disse saindo do quarto.

— Até amanhã – respondi.

Depois que Gerard saiu Leticia veio até meu quarto e tive que lhe explicar tudo que havia acontecido no carro.

Ela ficou um tanto surpresa pela reação de Gerard, mas também não tirou a razão dele, e eu também não tirava, apenas não entendia o porquê de ele ter agido assim.

Logo Diana também já estava sabendo da briga e disse que nós dois éramos dois idiotas, brigar por uma coisa insignificante dessas.

— — x — -

Duas semanas depois... 29 de outubro.

— — x — -

— Layla! – Diana gritava loucamente da sala.

— Já vou, espera! – falei.

— Qual é o problema? Porque está demorando? Eu preciso da sua ajuda agora! – ela continuou gritando.

— Eu engordei, tá legal? – gritei. – Minha calça não está fechando! Ou melhor, a minha calça preferida não me serve mais.

— Deixa de ser dramática, você perde isso em uma semana, mas eu tenho dois dias para comprar o presente do Frank e ainda não tenho nem noção do que comprar!

Tirei a calça que não estava fechando e peguei uma saia qualquer no guarda roupas, fui até a sala. Diana e Leticia me olharam de cima a baixo.

— Desenterrou isso daí de onde? – perguntou Leticia.

— Sem brincadeirinhas, okay? É a única coisa que está limpa e que ainda me serve – falei mal-humorada.

Sentei com elas no sofá, Diana estava com seu notebook no colo e elas viam algumas opções de presentes.

— Vocês não têm nenhum noção ainda do que dar? – perguntei.

— Eu disse pra ela comprar alguma coisa em um Sex Shop, tanto ele quanto ela ficariam felizes – disse Leticia.

Olhamos para ela, sem expressão no rosto.

— O que foi? – ela perguntou assustada.

— Sex Shop? – perguntou, incrédula, Diana.

— Sim, porque não?

— Vamos pensar em outra coisa – falei.

— Mas se vocês não acharem nada irão considerar minha opinião, não é? – disse Leticia.

— Quem sabe... – disse Diana.

Olhei espantada para ela.

— O que foi? – ela perguntou. – Oras, se eu não encontrar nada o que eu poderei fazer? Melhor isso do que nada.

Revirei os olhos e continuamos com nossa pesquisa, mas Diana não gostava de nada que nós mostrávamos à ela, então desistimos, ela disse que iria sair no outro dia para ver algumas lojas.

— Tem certeza? Amanhã é sábado, as lojas estarão cheias – disse Leticia.

— Tenho, eu preciso comprar esse presente – ela disse.

Depois disso fomos dormir, já era tarde e a loja estava movimentada hoje.

No outro dia, para nos surpreender, Diana chamou Frank para levá-la até as lojas para comprar o presente dele, mas logicamente ela não lhe falou qual o verdadeiro motivo disso.

Ela comprou para Frank uma calça jeans preta, uma camiseta preta com uma caveira na frente e um conjunto de palhetas personalizadas.

— Isso me tranqüiliza – falei. – Pensei que você fosse comprar algo realmente em um Sex Shop.

Ela me olhou, como se estivesse segurando uma risada.

— Oh Deus, você comprou algo em um Sex Shop, não é? – disse.

— Não, quero dizer, não em um Sex Shop, mas é algo parecido – ela riu.

Diana pegou outra sacola, da Victoria’s Secret e tirou de lá três conjuntos de lingeries, uma vermelha, outra branca e outra preta.

— Eu pensei que o presente tivesse que ser para o Frank – falei.

— Você acha mesmo que ela não vai usar isso como modo de presentinho para ele? – riu Leticia.

— Eu tenho medo de vocês – ri.

Leticia tentou imitar uma leoa, rugindo e fazendo um gesto com a mão como se estivesse arranhando algo. Rimos disso.

— Use essa leoa apenas com Mikey – disse Diana para Leticia.

Leticia jogou uma almofada em Diana, que revidou com outra.

— Quem vai fazer o jantar hoje? – perguntei.

— A pizzaria que fica há algumas quadras daqui – disse Diana.

— Quem vai ligar? – perguntei novamente.

— Deixa que eu ligo – Leticia se ofereceu.

Depois de comermos a pizza fomos para a sala.

— Eu acho que vou explodir – falei, me referindo ao peso.

— Você não parece ter engordado – disse Diana, beliscando minha barriga.

— Mas aquela calça não entrou, e ela entrava na semana passada – expliquei.

— Será que você está grávida?! – gritou Leticia.

Revirei os olhos.

— Impossível – sorri.

— Vocês podem ter esquecido de se prevenir, se eu fosse você fazia um exame – disse Diana.

— Não é por isso, é que é simplesmente impossível eu estar grávida – expliquei.

— Por quê? – as duas perguntaram juntas.

Respirei fundo e falei:

— A gente não... não... fez nada ainda – sorri. – Se é que vocês me entendem.

Elas me encararam, pareciam não ter ouvido o que eu falei.

— Você está falando sério? – perguntou Leticia.

— Sim – sorri.

— Caramba, eu... eu estou surpresa – disse Diana.

— Eu pensava que vocês já... – disse Leticia.

— É, mas ainda não – falei.

Terminamos a conversa ali, logo fomos para nossos quartos e dormimos. No dia seguinte teria uma festa de aniversário no apartamento de Frank, Mikey, Gerard, Leticia e eu iríamos organizar a festa, seria como um presente – santa criatividade.

Notas finais
Reviews, Please??
O que acharam?? (:
Desculpem a demora pra postar esse cap. okay?! Vou ver se consigo postar o próximo ainda hoje.
*Bye Bye, meus Killjoys mergulhados em sorvete de flocos! sz
Beijooo. sz