Disenchanted

125 Capítulo 125 - Não Pode Fazer Nada Contra Isso


Notas iniciais
Boa Leitura sz

Gerard’s P.O.V.

Mikey estava comigo na sala de meu apartamento enquanto alguns policiais estavam no quarto dos bebês. Frank não pudera vir, já que estava cuidando de Alice e aqui não era um lugar muito apropriado para crianças agora. Ray havia estado ali, se ofereceu para levar Helena e Arthur para seu apartamento enquanto eu precisava resolver algumas coisas com os policiais e Layla não chegava.

Eu estava com as mangas de meu moletom erguidas até os cotovelos, havia algumas manchas vermelhas em minha pele, pude identificar que se tratava do sangue de Malu.

Eu não conseguia pensar em nada além da cena que vira naquele quarto. Nada me deixara tão assombrado do que ver Malu tirar a própria vida, e o pior, em meus braços. Estava sentindo-me culpado em certo ponto, depois de tudo o que ela me dissera antes de cometer aquele ato inesperado pensei que, no fundo, ela era apenas uma garota que perdera seu amor – é estranho pensar em Brendon assim – e não conseguiu se reerguer.

— Como você está? – Mikey perguntou-me, olhando para mim preocupado.

— Culpado – respondi de imediato.

— Não foi sua culpa, Gerard – ele disse. – Ela... estava atormentada, eu sei que pode parecer sádico de minha parte, mas chego a pensar que tenha sido melhor assim para ela... Ela estava sofrendo, podia não demonstrar, mas sofria...

— Eu sei... Mas penso que eu poderia ter evitado isso – retruquei. – De alguma maneira eu poderia ter evitado.

— Não – Mikey corrigiu-me. – Pelo o que você me disse, ela parecia decidida a fazer isso. Tudo o que ela fizera hoje foi apenas um meio de conseguir a brecha necessária para fazer o que fez, inclusive o beijo...

Eu não concordava muito com isso, ela parecera-me realmente sincera quando me dissera tudo aquilo, e também não pareceu estar fazendo alguma espécie de teatro quando pedira-me aquele beijo.

— Você vai contar para Layla? – ele perguntou.

— Ainda não sei – confessei. – Ela provavelmente estará confusa com tudo isso, não sei como reagiria se soubesse que eu beijei Malu.

— Entendo... – ele disse apenas.

Alguns minutos de silêncio se passaram naquela sala, eu estava com milhares de pensamentos atravessando meu cérebro, há algumas horas atrás eu estava vendo Layla se arrumar para sair, nunca imaginaria que fosse rever Malu, que supostamente estava morta, e depois vê-la tirar a própria vida em minha casa.

Isso fez-me pensar em outro ponto preocupante: Aquela casa.

Eu não sabia se ia conseguir continuar morando ali depois disso tudo. Eu não conseguira continuar no apartamento antigo quando Brendon morrera lá, e agora era mais grave, Malu se matara no quarto de meus filhos, sempre que eu entrasse lá lembraria-me do corpo de seu corpo caído no chão.

— Gerard? – uma voz nervosa tirou-me de meus pensamentos.

Pisquei algumas vezes, olhando na direção da porta – de onde viera aquela voz familiar. Era Layla, com algumas lágrimas nos olhos.

— Lay – arfei, levantando-me do sofá rapidamente e correndo até ela, abraçando-a com todas as minhas forças.

— Eu não devia ter saído – ela disse aleatoriamente, envolvendo seus braços a minha volta e abraçando-me também.

— Iria acontecer de um jeito ou de outro – falei, minha voz saía estranhamente nervosa.

— Onde estão os bebês? – Layla perguntou preocupada, olhando em volta tentando encontrar algum sinal de Arthur ou Helie.

— Ray os levou daqui, não achei saudável deixá-los aqui nesse clima – expliquei.

— Fez bem – ela concordou. – Leticia foi levar Diana para casa, mas logo virá até aqui.

Nesse momento um dos policiais que estavam no quarto chegou à sala.

— Senhor Gerard, creio que precisaremos do seu depoimento – ele disse. – Ainda hoje – ele completou.

— Okay... – concordei, eu já sabia que teria de explicar tudo o que havia acontecido ali, devo confessar que tive medo de pensarem que eu a havia matado.

***

Malu’s P.O.V.

Depois do grande disparo que invadiu minha cabeça, pude apenas ver os olhos de Gerard se abrirem assustados. Logo depois os meus se fecharam e um grande silêncio se abateu.

Eu sabia que não estava mais viva, mas, estranhamente, me sentia “acordada”, como se precisasse apenas abrir os olhos para voltar.

Mas eu não conseguia, parecia que algo não permitia que meus olhos se abrissem novamente.

De repente, meu corpo começou a cair – não sei se literalmente, mas eu sentia esta sensação – e depois senti um forte baque sob meu corpo, como se tivesse caído, mas não senti dor.

Abri meus olhos, feliz por finalmente conseguir fazer isto, mas tudo o que eu via era escuridão.

Onde eu estava? Não conseguia ouvir nada, lembrava-me apenas de ter atirado em mim mesma enquanto beijava Gerard.

Eu havia prometido que deixaria-os em paz, e assim o fiz... Nunca mais os veria, então não teria como atrapalhar a vida “linda e feliz” daquela família.

— Malu? – uma voz masculina e conhecida chamou-me.

Olhei em volta, atordoada, eu conhecia aquela voz. Era ele!

— Brenny? – chamei, desesperada.

Nesse instante a escuridão desapareceu, dando lugar a uma espécie de galpão mal iluminada, onde eu podia ver a silhueta quase apagada dele.

— Brendon! – disse, surpresa e feliz ao vê-lo.

Ele encarava-me incrédulo, parecia não acreditar que eu estava ali, em sua frente, assim como eu não acreditava que ele estava ali, comigo finalmente.

— O que está fazendo aqui? – ele perguntou, parecia não entender.

— Ora... Eu morri – dei um leve sorriso. – Finalmente poderemos ficar juntos!

— Como assim? Você não pode estar morta! – ele ficou irritado, ignorando o fato de estarmos novamente juntos.

— Mas estou – perdi o sorriso.

— Droga! Eu precisava de você viva! Era minha última esperança de acabar com aqueles malditos!

Por um momento achei que ele estivesse assim, irritado, por saber que eu havia perdido minha vida, mas não... Ele estava assim apenas por eu não ter acabado com Layla e Gerard.

— Mas, Brenny... Eu estou aqui! Com você! – falei, segurando algumas lágrimas.

— Eu preferia receber Gerard e Layla aqui, pelo menos significaria que você conseguira me vingar! – ele rosnou.

— Quando você vai se conformar que eles estão vivos e felizes e você não pode fazer nada contra isso? Você está morto... – falei sem pensar, estava cheia de raiva agora.

— Eu posso, sim, fazer algo contra eles – ele riu, irônico.

— Acha que vai se livrar de mim agora, Brendon? Está enganado – falei, encarando-o. – Agora eu estou aqui, e você não pode contra isso...

— Tchau – ele disse, desaparecendo em uma neblina densa.

Fiquei ali, parada.

Se ele acha que vai se livrar de mim, está muito enganado, pensei, com raiva. Agora eu estava ali, e Brendon era meu! E nada podia mudar isso.

Notas finais
Reviews? Please?
-x-x-
Queria pedir, gentilmente, para quem lê essa fic ~lol~ que me ajudem na campanha "Ana, faz o que a Luana pediu!" U.u' Por que eu ameacei ela, e se ela não fizer, eu dou fim a Disenchanted ~true!~ Isso mesmo... #FIM O.o'
E vcs não querem isso, huh? Então.. "Ana, faz o que a Luana pediu!" #run Podem bombardear o twitter dela tmbm > @A_Revolution_ ~dumal haha~
Beijoos'