Disenchanted

122 Capítulo 122 - Apertos no Peito


Notas iniciais
Volteeeei =)
Boa Leitura...

X – x Duas Semanas Depois x – X

— Aonde você vai? – Gerard perguntou-me enquanto eu abotoava minha calça jeans.

Ele usava um moletom preto que o deixava tão fofinho – e parecia realçar ainda mais o seu cabelo vermelho.

— Fazer compras com Diana e Leticia – respondi, penteando meu cabelo rapidamente.

Leticia ligara-me há alguns minutos avisando que passaria ali para me buscar para um passeio entre amigas, Frank tomaria conta de Alice, então Gerard poderia muito bem cuidar de nossos filhos. Eram nove e trinta da manhã, voltaríamos por volta das duas ou três horas da tarde.

— Eu vou ter que cuidar deles sozinho? – ele encarou-me no espelho.

— Você não tem seus segredos? Então, use-os – debochei.

— Mas eles ainda estão um pouco assustados com a cor do meu cabelo, você sabe... – ele insistiu.

— Não fui eu quem mandou você pintar ele desta cor – dei de ombros. – Culpe Frank.

— Deduzo que você não irá querer o meu cartão de créditos, então... – ele sorriu, debochado.

— Já peguei – disse a ele, retirando o cartão de meu bolso.

— Como você fez isso? – ele arregalou os olhos.

— Sou muito rápida, querido – sorri, devolvendo o cartão a ele. – Mas não irei precisar.

— Okay – ele deu de ombros.

Passei um delineador preto nos olhos e passei um batom vermelho que eu adorava; prendi meu cabelo em um coque desarrumado. Estava vestindo uma calça jeans e uma blusa de mangas curtas na cor azul; também calcei uma botinha de cano curto sem salto.

— Volta quando? – ele parecia realmente preocupado.

— Depois das duas horas – respondi, pegando minha bolsa.

— Não demore – ele quase implorou agora.

— Pode deixar – sorri, indo até o quarto dos bebês. – Até depois, meus amores – disse a eles, dando um beijo rápido em cada um.

— Eu te amo – Gerard disse enquanto eu fechava a porta do quarto.

— Também te amo – acabei rindo.

— Não é piada – ele encarou-me sério.

— Eu sei, só ri de sua preocupação – afaguei sua bochecha rapidamente.

— Então me ama mesmo? – ele fez um beicinho muito fofo.

— É claro, seu lindo – dei um selinho leve nele. – Até mais tarde.

— Até mais tarde – ele respondeu.

*

Quando cheguei à portaria, Diana e Leticia já esperavam-me lá. Estavam dentro do carro, fui até lá e entrei, sentando-me no bando traseiro enquanto Diana estava no do carona e Leticia dirigia.

— Olá – elas disseram em uníssono.

— Oi – sorri para elas, colocando minha bolsa ao meu lado no banco. – Porque esse passeio repentino?

— Não posso sentir saudades de minhas queridas amigas? – Leticia riu, ligando o carro e arrancando.

Coloquei o cinto de segurança rapidamente, estranhei o fato de ter sentindo um aperto no peito conforme nos afastávamos de meu prédio e dobrávamos a esquina.

***

Gerard’s P.O.V.

Acordei bem naquele dia, estava de bom humor até saber que Layla sairia e deixaria-me sozinho com os bebês.

Estranhamente um certo aperto no peito começou a me incomodar, eu já havia sentido aquilo uma vez, justamente quando Layla ficou à beira da morte por causa de Brendon.

Tentei afastar esse pensamento, mas algo ali estava errado. Parecia que algo iria acontecer a qualquer momento, pensei em pedir que Layla ficasse em casa, mas não o fiz, ela acharia idiotice de minha parte.

— Volta quando? – eu estava tentando não aparentar minha preocupação.

— Depois das duas horas – ela respondeu, pegando sua bolsa sobre a cama.

— Não demore – eu estava quase implorando, queria que ela ficasse em casa, como se fosse evitar algo.

— Pode deixar – ela sorriu, indo até o quarto dos bebês.. – Até depois, meus amores – ela disse a eles, dando um beijo rápido em cada um.

— Eu te amo – falei rápido enquanto ela fechava a porta.

— Também te amo – ela riu.

— Não é piada – encarei-a, sério.

— Eu sei, só ri de sua preocupação – ela afagou minha bochecha, não pude conter um sorriso.

— Então me ama mesmo? – fiz um beicinho que eu sabia que ela achava fofo, tinha esperanças de ela decidir ficar em casa.

— É claro, seu lindo – ela deu-me um selinho, tirando minhas esperanças. – Até mais tarde.

— Até mais tarde – respondi, desistindo.

Assim que ela saiu, um silêncio pairou no ambiente. Porque eu estava com a sensação de que algo estava prestes a acontecer? Um nó estava se formando em minha garganta, um buraco estava se abrindo em meu peito.

Fui até a sacada e olhei para baixo, pude ver o carro de Leticia parado em frente ao prédio, instantes depois vi Layla saindo da portaria e entrando no carro, segundos depois o carro arrancou, aumentando ainda mais minha agonia.

Voltei até a sala, soltando um longo suspiro.

— É, Gerard... – murmurei, jogando-me no sofá. – Acho que você precisa pedir o número do psicólogo de Frank.

Não era normal me sentir assim, era?

Eu estava precisando fazer alguma coisa para passar o tempo, fui até a cozinha para preparar café, mas Layla já havia feito – pela primeira vez senti raiva de terem preparado café para mim. Voltei à sala e procurei algo para fazer, comecei a afofar as almofadas dos sofás, deixando-as gordinhas e depois organizando-as por cores sobre os sofás.

Fui até o quarto dos bebês, esperava que um deles estivesse acordado, mas não. Justo hoje que eu precisava deles para me acalmar, eles dormiam tranquilamente em seus berços. Dei uma rápida bagunçada na cômoda deles, arrumando tudo novamente – este é meu nível de solidão.

Saí dali, indo até o banheiro e tomando um banho frio e demorado. Até que estava funcionando, o aperto em meu peito diminuíra e eu estava conseguindo pensar em outras coisas.

Quando saí do banheiro ouvi meu celular tocar, fui rapidamente até meu quarto para atender, era Ray.

— Oi? – atendi.

— Hey, me mandaram ligar para você – ele disse, monótono.

— Por...? – questionei.

— Uma nova reunião... Últimos preparativos antes de decidirmos os destinos da próxima turnê – ele respondeu.

Próxima turnê... Isso estava me atormentando também. Queria dizer que eu provavelmente ficaria longe de Layla e dos bebês por um período maior do que o normal.

— Okay... No estúdio? – perguntei.

— Sim – Ray disse. – Hoje, às quatro horas.

— Está bem – falei.

Depois de desligar coloquei meu celular novamente na cômoda de meus quarto e fui secar meu cabelo. Eu não estava acostumado a usar um secador, mas como eu estava sem nada para fazer resolvi usar. Fiz diversos penteados: arrepiado, bagunçado, moicano, nerd – repartido no meio, era ridículo –, enfim... Depois desisti e o deixei desgrenhado como sempre.

Resolvi então fazer um desenho, fazia algum tempo que eu não desenhava algo novo. Fui até minha gaveta de papeis e peguei um caderno com folhas limpas, um lápis para desenho e sentei-me na cama para desenhar.

Estava funcionando novamente, minha mente estava um pouco mais clara e eu não me sentia mais tão mal. Olhei no relógio e já eram onze e quinze da manhã.

Já estava na metade de meu desenho, era um vampiro que eu gostava de fazer, Mikey dizia que parecia mais um ET, mas era eu que desenhava, então eu dizia que era um vampiro.

Estava tudo indo bem, quando ouvi um barulho alto vindo do corredor, deixei meu lápis cair.

— Que diabos é isso? – disse a mim mesmo, levantando-me e indo até lá.

Notas finais
Reviews?
O.O O QUE SERÁ?
Beijos