Disenchanted

54 Capítulo 54 - Nomes


Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem... tive uma crise de insônia do capeta, e isso fez a minha Falta de Criatividade Aguda voltar, estava há quase dois dias sem dormir ~se Mata~
Mas vamos ao que interessa... Boa Leitura. :)
X x 1 de Dezembro x X

Segunda-feira nublada, eu gostava de dias assim, davam-me tranquilidade além do fato de eu odiar sol por deixar-me soada e com calor.

Minha barriga já estava maior, com apenas quatro meses de gestação, ela estava maior do que a de Diana quando estava nesta mesma época. Gerard atribuía isso aos meus lanchinhos durante a noite e madrugada, ele havia lavado duas mãos, eu comia o que queria, desde que depois eu não o culpasse por qualquer celulite a mais ou uma bronca de Dr. Thomas.

A My Chemical Romance estava quase voltando, eles estavam trabalhando em algumas músicas novas, e também estavam pensando em voltar já com um novo disco.

Uma vez ou outra apareciam novas fotos na internet sobre a banda, como Frank e Diana passeando com Alice, ou Gerard e eu fazendo compras para o bebê, ou Mikey e Leticia jantando, mas mesmo assim ainda estávamos todos sendo discretos, preferíamos manter um pouco a privacidade.

Meu aniversário estava chegando, Gerard não desgrudava de mim ele ainda lembrava-se do acontecimento do ano passado , pois pensava que qualquer coisa podia acontecer. Como se um raio caísse duas vezes no mesmo lugar.

Gerard ficou bravo comigo, fomos ao médico para exames de rotina e descobrimos que eu havia engordado mais dois quilos em um mês, ele havia dito que não era para eu engordar, por causa da saúde do bebê, então, agora, eu estava privada de doces em casa.

Como vingança, cortei as pontas de meu cabelo as que Gerard amava, por causa da coloração branca deixando-o ainda mais irritado. Mesmo assim ele não cedeu, eu ainda não podia comer doces... Por isso eu fugia para a casa de Diana ou Leticia, onde não havia impedimentos.

Alice estava crescendo, em poucos dias completaria cinco meses, cada vez parecia mais uma boneca. Frank era o pai mais bobo que eu conhecia okay, o segundo mais bobo, Gerard ainda conseguia o vencer.

Mikey finalmente havia pedido Leticia em casamento, ela, claro, aceitou. Os dois ainda moravam em apartamentos separados, mas ele vivia mais no apartamento dela do que no seu próprio.

Diana e Frank também estavam pensando em compromissos sérios, eles estavam pensando em casar no próximo verão.

Meus pais passaram um final de semana em nosso apartamento. Meu pai e Gerard conversaram, mas em nenhum momento foi mencionado o assunto bebê entre os dois, era como se ele quisesse esquecer um pouco que iria ser avô.

Era estranho pensar nisso, pensar em meus pais como avós. Eu nunca sequer pensei em viver, hoje precisava pensar em como seria minha vida daqui alguns meses, quando o bebê nascesse, quando eu me tornasse mãe.

— Como é ser mãe? perguntei à minha mãe.

— Não sei explicar muito bem, você apenas sente que algo muda, mas não sabe o que ela disse.

— Uma curiosidade... comecei. Na hora em que... nasce... qual é a sensação? perguntei.

Ela começou a rir, divertindo-se com minha preocupação.

— Eu lhe dizia uma vez que não sentia nada, lembra-se? ela perguntou, referindo-se às vezes em que eu lhe fazia perguntas parecidas quando era criança.

— Sim sorri.

— Então... esqueça isso ela riu novamente. Dói... Isso é a mais pura verdade! Você sabe que eu nunca fui de reclamar de dor, mas eu admito que passei perto de matar seu pai quando ele pedia-me para respirar que a dor passaria... e quis matar o médico também, que disse que parto normal era melhor...

— E não é melhor? perguntei, assustada.

— Para a saúde sim... Mas se você é intolerante à dor, não é o mais recomendável ela explicou. Na verdade, ter filhos é que dói, pois com a cesárea tem a anestesia, mas é só no momento, nos dias seguintes dói também. Já o parto normal dói apenas no momento, logo depois você já está recuperada... Agora é só escolher a melhor, quero dizer, a menos pior.

Fiquei séria... Ela não precisava ter sido tão... sincera.

Meus pais foram embora domingo à noite, eu estava exausta e um pouco tensa por causa de minha conversa com minha mãe.

— Gerard, será que tem algum jeito de o bebê nascer sem que eu sinta dor? perguntei de repente, quando fomos dormir.

— Bem... Só existem dois meios de ele nascer, se dói ou não, eu não sei ele riu.

— Conversei com minha mãe... Ela disse que dói disse. Agora eu estou entendendo o desespero de Diana quando dizia do medo da sensação de uma melancia saindo de um espaço onde cabe um limão...

— Essa teoria é dela? ele riu mais ainda.

— Acho que sim.

— Bom... pensando por esse lado, não deve ser muito confortável ele concordou.

— É fácil falar quando não é você que terá de sentir isso.

— Não tenho culpa se a natureza fez-me homem ele riu.

— Ela falhou um pouco nessa missão brinquei.

Ele riu, sem graça, de minha brincadeirinha. Dormi bem naquela noite, não estava mais tendo pesadelos, o que deixava-me mais tranquila.

— —

— Bom dia! disse Gerard, abrindo as cortinas do quarto, parecia alegre. Andei pensando... ele disse, sentando-se ao meu lado na cama. O que quer de aniversário?

— Nada... murmurei, com sono.

— Mas Layla, você é minha mulher, mãe do meu filho ou filha, e este é, em tese, o seu primeiro aniversário que vai ser comemorado junto de mim ele choramingou. Merece alguma coisa...

— Uma caixa de chocolate... sugeri.

— Nada de doces, eu ainda não esqueci que você está proibida de comer isso! ele falou. Mas posso dar outra coisa, sei lá... Tem certeza que não quer nada?

— Tenho, Gee... sussurrei, quase dormindo.

— Você é muito chata quando está com sono ele resmungou.

— Eu sei... disse apenas, fechando os olhos.

— Eu vou achar alguma coisa para lhe dar... ele disse, encerrando o assunto e deitando ao meu lado.

— E aí eu acho algo para jogar em sua cabeça retruquei, abraçando-o.

Ele riu, o som me tranqüilizava.

Nesse momento também, o bebê mexeu um pouco.

— Ele mexeu falei.

Gerard colocou uma de suas mãos sobre minha barriga, logo começou a rir quando sentiu os leves movimentos do bebê.

— Não é justo choraminguei. Ele nunca mexe quando eu falo com ele, mas é só você dar uma risada, ele reconhece a voz, e mexe feito louco!

— Não tenho culpa de ter uma voz perfeitamente perfeita ele brincou.

— E de ser modesto também ri.

— Oh, é mesmo, mais uma qualidade ele riu também.

— —

Mikey e Leticia visitaram-nos naquela tarde.

— Sua barriga está grande disse Mikey a mim.

— Caso você não saiba, ela está grávida brincou Leticia.

— Oh Deus! Por que não falaram-me isso antes? ele fingiu surpresa.

— Já sabem o sexo do bebê? perguntou Leticia.

— Ainda não respondi. Ele se mantém com as perninhas cruzadas, impedindo que o médico identifique.

— Esperto riu Mikey.

— Eu acho que vai ser menino Leticia disse. Daí ele e Alice podem casar!

— Mente fértil Mikey riu novamente. Eu acho que é menina...

— Eu também concordou Gerard.

— Eu não sabia que você pensava isso falei, surpresa.

— Comecei a imaginar isso há pouco tempo ele deu de ombros.

— E você, Layla? Acha que é o que? Leticia perguntou.

— Um alienígena falei, repetindo as palavras de Diana.

— Bem, um alienígena menino ou menina? ela riu.

— Menino falei, depois de pensar.

— Por quê? perguntou Gerard.

— Não sei, apenas acho que é sorri.

— Diana disse que também acha que é um menino disse Leticia, sorridente. E Frank disse que é menina.

— Andam fazendo apostas sobre o meu bebê? perguntei, achando graça.

— Mais ou menos respondeu Mikey. Não estamos apostando nada, apenas para competir...

— Vocês têm ideias de nomes? ela perguntou.

— Ainda não respondeu Gerard.

— Pois é, precisamos começar a pensar em alguns... disse.

— Se for menino pode ser... Gerlay disse Mikey.

— Gerlay? Gerard perguntou, confuso.

— É Mikey sorriu, feliz. Mistura de Gerard e Layla.

Rimos disso, ele era uma mente brilhante.

— E se for menina pode ser... hum... que tal Pinkie Pie? ele perguntou.

— Pinkie Pie? perguntei.

Todos nós o encaramos, estranhando o nome. De repente Gerard disse:

— Ah, agora estou lembrando desse nome...!

— Quem é Pinkie Pie? perguntou Leticia.

— É do My Little Pony sorriu Mikey. Nunca ouviram falar?

— Acho que não ela riu.

— Eu havia esquecido dessa sua fascinação por pôneis riu Gerard.

Notas finais
REVIEWS? REVIEWS? REVIEWS?
-x-x-x-x-
Beijos.