Disenchanted

41 Capítulo 41 - Sem Você...


Notas iniciais
~le ainda chorando~
Comoção total por causa da Layla... #cry
Boa Leitura...

Gerard’s P.O.V.


Sexta-feira à noite, eu e Layla jantamos rapidamente, eu estava atrasado para uma reunião com os produtores da banda.

– Te amo! – ela disse, como todos os dias, antes de eu sair.

– Te amo! – disse, dando-lhe um beijo.

Aquilo causou-me um aperto no peito, estranho, eu nunca havia sentido aquilo, mas resolvi não falar nada, devia ser bobagem, apenas por que fazia uma semana inteira que não nos desgrudávamos.

Fui até meu carro no estacionamento e o liguei, enquanto eu seguia até o estúdio começou a tocar Love Of My Life do Queen no rádio, Layla provavelmente não imaginava que eu lembrava que aquela era a nossa música, a que tocou quando demos nosso primeiro beijo, não pude conter o sorriso ao pensar nela, em seus lábios doces e macios, que agora eram meus.

Estranhei o fato de tudo que acontecia lembrar-me Layla, primeiro a música, depois ouvi a secretária de nosso produtor conversando com outra garota sobre um perfume, que era justamente o perfume preferido de Layla. Ela não me saía da cabeça.

– Está tudo bem, Gerard? – perguntou Mikey, olhando-me fixo.

– Sim, por quê? – estranhei.

– Você está um pouco pálido – ele respondeu, abanando-me com as mãos.

– Não, estou bem – sorri.

Layla vinha à minha cabeça há todo momento, eu estava agoniado com algo, que eu não sabia ao certo o que era.

Quando eu não aguentava mais, decidi ligar para ela, mas de repente o meu celular começou a tocar, pedi licença a todos e saí da sala para atender, olhei no visor, era Layla.

Antes que eu pudesse atender, ela desligou, estranhei isso. Resolvi retornar a ligação, mas agora ninguém atendia. Liguei cinco vezes, o celular chamava, mas nada de Layla atender. Resolvi então voltar para a sala de reunião.

Fiquei cerca de dez minutos lá, soando frio por algum motivo inexplicável. Até que meu celular começou a tocar novamente, saí da sala para atender.

Estranhei ao ver o número da portaria de meu prédio no visor.

– Alô? – atendi.

– Senhor Gerard? – perguntou uma voz nervosa, era o senhor Heller, porteiro do meu prédio.

– Sim, sou eu. Algum problema? – perguntei.

– Na verdade sim – ele parecia desesperado. – Mas não sei se devo lhe dizer por telefone, só posso adiantar que é com a sua esposa...

– Layla? O que aconteceu com ela? – quase gritei.

– Um homem, subiu até o seu apartamento, disse à mim que tinha a permissão do senhor, tentei confirmar, mas o seu celular estava fora de área naquele momento, então deixei subir, cerca de meia hora depois o elevador se abriu aqui e a Senhora Way estava caída, praticamente desacordada – ele explicou.

– Ela está bem? – perguntei.

– Venha para cá, por favor, Senhor Way – ele praticamente implorou.

Saí correndo dali, nem se quer avisei os produtores. Cheguei ao prédio quinze minutos depois, e me deparei com dois carros de polícia e duas ambulâncias parados em frente a ele. Estacionei ali em frente mesmo e corri até a entrada do prédio.

– Não pode entrar, é área restrita – disse um policial para mim, colocando um braço em minha frente.

– Sou marido de Layla Way! – gritei.

– Ah – ele disse, mudando o tom de voz. – Pode passar.

Entrei rapidamente, indo até o hall de entrada. Havia uma mulher sentada atrás do balcão, parecia em estado de choque, Sr. Heller estava falando com um policial, mas quando me viu veio rapidamente até mim.

– Sr. Way – ele me cumprimentou.

– Onde ela está? – perguntei, nervoso.

Ele não respondeu, apenas olhou em direção ao elevador.

Foi então que vi aquilo... o sangue. O elevador estava totalmente sujo de sangue, o chão a sua frente também estava sujo, e as paredes do elevador estavam manchadas.

– O que aconteceu lá em cima? – perguntei ao policial.

– Parece que houve uma briga – ele respondeu. – Senhor Brendon Urie teria vindo aqui com a intenção de fazer algum mal á sua esposa, ela tentou se defender, mas pelas marcas em sua pele pode se perceber que ele a agrediu, então ela teria corrido para a cozinha e pego uma faca, Brendon fez o mesmo e os dois acabaram se ferindo – ele explicou. – Ele foi encontrado morto na cozinha com um ferimento de faca nas costas. Sua esposa ainda teve forças para entrar no elevador e ser encontrada ainda acordada pelo Sr. Heller.

– Como assim “ainda teve forças” ? Ela está bem, não está? Foi apenas um pequeno ferimento – comecei a chorar.

– Ela teve uma parada cardiorrespiratória e foi levada ao hospital agora – ele disse com pesar na voz.

– Mas ela vai ficar bem... – disse.

– Não podemos dizer – ele respondeu.

– Gerard! – chamou Sr. Heller. – Ela mandou lhe dizer algo.

– Layla? Ela lhe disse algo? – perguntei, nervoso.

– Sim – ele quase sussurrava. – Ela mandou lhe dizer que o ama – ele disse, seus olhos ficaram úmidos.

Não respondi, apenas peguei meu celular e avisei Leticia, nos encontraríamos no hospital.

Eu não suportaria perdê-la, nunca conseguiria aguentar ficar sem ela.


– -


Cheguei ao hospital atordoado, fui direto ao terceiro andar, ela provavelmente estava lá, na UTI novamente. Leticia e Diana já estavam lá, junto de Mikey e Frank.

– Cara, como isso foi acontecer? – disse Frank, sem acreditar.

– Eu nem sei direito o que aconteceu, só sei que tinha sangue... muito sangue lá Frank – eu disse, chorando.

– Ela superou uma vez, Gerard, vai superar novamente – disse Mikey.

– Eu não sei, Mikey – disse, em prantos. – O desgraçado bateu nela, ele colocou aquela faca na barriga dela sem dó nem piedade, ele era um psicopata, merecia um fim muito pior! – eu quase gritava.

– Mas ele já morreu, Gee – disse Leticia. – Ela conseguiu fazer isso, ela é forte!

Neguei com a cabeça... Eu sabia que ela não era.

– Ela só parece ser forte – disse. – Ela é uma porcelana, quando se quebra, não tem mais concerto.

– Mas essa porcelana já foi concertada uma vez, pode ser concertada duas – ela disse.

Mas eu sabia que não era assim. Não seria assim tão fácil.

Nesse momento o Dr. Hill apareceu ali.

– Oh, infelizmente estamos aqui de novo – ele disse a mim.

Não respondi.

– Ela deu entrada no hospital sem batimentos, sem respiração, desacordada... sinceramente eu não daria muito tempo de vida à ela – ele disse. – Mas eu já vi a capacidade de Layla de renascer das cinzas, então tentamos reanimar o coração dela...

– E...? – incitei.

– Conseguimos, mas ainda assim ele bate com a ajuda dos aparelhos médicos, iremos mantê-la inconsciente, ela já sofreu de mais por hoje – ele explicou.

– Ela tem chances de se recuperar, não é? – perguntou Leticia.

– Bem... – começou Dr. Hill. – Layla já nos surpreendeu uma vez... vamos torcer para sermos surpreendidos novamente.

Eu sabia o que isso queria dizer... Queria dizer que ela tinha poucas chances de viver, que ela os surpreenderia se voltasse...


Notas finais
REVIEWS??
- - x - - x - -
Bem feito pro Brendon... MORREU! muahahaha
E a Layla ta viva, viram? Não precisam me odiar *ainda*...
- - x - - x - -
Beijos...