Disenchanted
40 Capítulo 40 - Dizendo Adeus...
Notas iniciais
Bye...
Cheguei em casa cerca de duas horas depois de ter saído, passei no supermercado antes de voltar, para ter uma desculpa para ter saído.
— Onde você estava? – perguntou Gerard assim que entrei em casa.
— Fui ao supermercado – disse, mostrando-lhe as sacolas.
— Demorou – ele disse.
— Você nem sabe que horas eu saí – disse.
Ele sorriu.
Gerard me ajudou a levar as sacolas até a cozinha e a guardar tudo.
— Eu te amo, Gerard – disse, de repente.
— Eu também te amo, amor – ele disse, vindo até mim e selando nossos lábios. – Mas por que isso, de repente? – ele riu.
— Por nada, apenas fiquei com vontade de lhe falar isso – disse. – Nunca vai esquecer disso, não é?
— Nunca – ele sorriu, acariciando meu rosto.
— Se um dia... eu não estiver mais aqui com você... – comecei, lágrimas vindo aos meus olhos.
— Shhh – ele me interrompeu. – Não ouse falar nada disso! A gente nunca vai ficar longe um do outro.
— Mas coisas acontecem, Gerard... não dá para prever o futuro...
— Layla... tem certeza que está tudo bem? – ele estranhou minha conversa.
— Tenho – sussurrei. – Apenas queria que soubesse que eu te amo e sempre vou amar.
Gerard tocou seus lábios nos meus, segurando firme minha nuca. De repente ele desceu uma mão para minhas costas e passou o outro braço por debaixo de minhas pernas, pegando-me nos braços.
— Bobo – disse, rindo.
Ele me levou até o quarto e me jogou sobre a cama, eu não parava de rir daquela situação.
Gerard beijou-me novamente, tirando minha jaqueta, tirei sua camiseta também. Era uma sensação tão boa sentir minha pele na dele, nossos lábios unidos, se movimentando juntos.
— -
X – x Uma Semana Depois x – X
Eu havia me encontrado várias vezes com Madame Shelly, ela ajudou-me a entender melhor as coisas sobre vidas passadas. Brendon também não fez mais contato comigo, o que me deixou um pouco tranquila, mas também preocupada, Madame Shelly disse que eu não deveria descuidar.
Era sexta-feira à noite, Gerard havia saído para uma reunião com os produtores da banda e voltaria em uma hora. Eu estava lendo um livro quando a campainha tocou, fui rapidamente até a porta e a abri.
— Olá, Layla – disse Brendon.
Não respondi nada, tentei apenas fechar a porta, mas ele impediu, empurrando-me para dentro do apartamento e batendo a porta.
— Aonde paramos na última vez? – ele perguntou, rindo.
— Saia daqui! – gritei.
Tentei dar-lhe um tapa no rosto, mas ele segurou meu pulso e me jogou contra a parede com força.
Avancei novamente contra ele, jogando-lhe o abajur.
— Maldita! – ele gritou ao ser acertado pelo objeto, avançando sobre mim novamente.
Brendon pegou meu pescoço e apertou, apertou, apertou... eu estava ficando sem ar, ele sorria maquiavélico enquanto eu me debatia tentando me soltar. Até que lhe dei um chute nas partes baixas, ele me soltou e abaixou um pouco por causa da dor, era minha única chance.
Corri até meu quarto, onde estava meu celular e disquei o primeiro número que veio à minha cabeça, Gerard. Tive tempo apenas de ouvir os dois primeiros toques, logo Brendon puxou meus cabelos, arrastando-me para a sala novamente.
— Me solta, desgraçado! – gritei, debatendo-me.
— Eu disse que você iria se arrepender, Layla! – ele gritou, jogando-me no chão, ao lado do sofá. – E eu costumo cumprir minhas promessas!
Joguei a mesinha de centro para cima dele, isso lhe resultou um corte no antebraço.
— Vadia! – ele gritou, dando-me um tapa no rosto.
Tentei socá-lo, mas ele segurava meus braços muito rapidamente, até que consegui empurrá-lo contra a parede.
Quando ele disse a palavra promessa, eu me lembrei de tudo que Madame Shelly disse-me, e o que ela disse sobre a história se repetir.
— As coisas não irão se repetir desta vez, Brendon! – gritei, com ódio na voz, correndo para a cozinha.
Ele não pereceu entender, mas correu atrás de mim. Tive tempo de vasculhar a gaveta de talheres em busca de uma faca, mas assim que peguei-a ele empurrou-me contra a parede. Bati a cabeça com força, então as coisas ficaram turvas, não pude ver os movimentos de Brendon, apenas sei que assim que recuperei a visão avancei sobre ele com a faca em punho no alto, pronta para fincá-la nele. Tarde de mais.
Brendon havia pego uma faca na gaveta enquanto eu não conseguia ver, e assim que avancei sobre ele, a faca perfurou minha pele, causando-me uma dor terrível.
Encarei-o sem acreditar, ele sorria alegre para mim.
— Enfim cumpri o meu prometido – ele sussurrou em meu ouvido.
Sentia minhas forças se esvaindo, escorrendo junto com meu sangue que pingava no chão.
— Isso não é justo – disse, quase sem forças.
— O que? – ele não entendeu.
— Eu também preciso cumprir a minha – sussurrei.
Antes que ele pudesse entender, perfurei suas costas com minha faca, o mais fundo que consegui colocá-la.
Ele me encarou surpreso, com sua boca entreaberta, seus olhos arregalados.
— Vadia – ele repetiu.
— Morre desgraçado! – disse, retirando a faca de suas costas.
Ele caiu no chão, próximo aos meus pés, seu sangue jorrava e se misturava ao meu.
— Maldito – disse, ao ver seus olhos perderem o brilho.
Eu havia conseguido, ele estava morto agora.
Olhei para minha barriga, a faca estava cravada sobre a minha marca de nascença, que ironia do destino. Puxei-a, não aguentava a dor, estava perdendo as forças, mas eu precisava sair dali, precisava avisar alguém.
Caminhei até a sala, segurando-me nas paredes, deixando o chão totalmente manchado, meu sangue jorrava rápido, eu não tinha muito tempo...
Caí próxima ao sofá, lutei para me levantar novamente, alguém precisava avisar Gerard.
Cambaleei até o elevador, eu não aguentava mais, minhas forças haviam ido embora, eu não conseguia manter-me em pé. Assim que as portas do elevador se fecharam eu senti meu corpo escorregar pela parede, até que tocou o chão. Eu estava cercada de sangue agora, eu sabia que aquele era o fim para mim, mas estava feliz, pois havia acabado com a saga de mortes, eu poderia ser livre em minha próxima vida.
Se eu tivesse sorte, encontraria um novo Gerard daqui algumas décadas, talvez o destino nos unisse em outras encarnações, seria outra coisa não terminada, mas esta eu adoraria cumprir.
Eu sentia o fim chegando, a cada gota de sangue que saía de meu corpo, a cada pensamento que passava por minha cabeça, a cada batimento que soava mais fraco, a cada respiração ofegante... até que não era ruim, a única parte ruim disso era ter de deixá-lo, deixar Gerard.
Eu não veria o nascimento de minha afilhada... ou afilhado, eu não veria o casamento de Diana com Frank, não veria o casamento de Leticia e Mikey, e nem veria o nascimento de todos os filhos deles... eu não veria mais o sorriso de minha mãe, eu não veria mais o olhar duro e ao mesmo tempo doce de meu pai, eu não veria mais minha queridas amigas, eu não veria mais... Gerard.
Agora estava sendo muito mais difícil ir... muito mais difícil do que aos dezesseis anos, quando eu não tinha nada à perder.
Lágrimas caíram de meus olhos, eu sentiria falta disso... queria pelo menos a chance de falar à minha mãe o quanto a amava, falar ao meu pai a falta que suas broncas me fariam, falar à Diana e Leticia que nunca as esqueceria, falar a Gerard que o amava, que era em parte por ele que eu havia feito aquilo, para tentar fazer com que tudo acabasse e pudéssemos ter uma vida normal, mas eu não havia fracassado totalmente, eu havia cumprido a promessa que fiz há séculos, havia terminado com tudo aquilo.
Senti o elevador parar, e vi turvamente as portas se abrirem.
— Oh meu Deus! – uma voz feminina gritou, talvez uma moradora.
— Senhor! O que é isso? – gritou outra voz, masculina, provavelmente era o porteiro.
Alguém tocou minha mão ensanguentada.
— Gerard – sussurrei. – Diga a ele... que o... o... amo – disse, gastando o resto de minhas forças.
— Moça, moça! – gritava o porteiro. – Acorde, pelo amor de Deus... Acorde... Acorde... acorde... acorde... Oh Deus! Acorde! – a voz foi ficando distante, a cada palavra, ela ia se distanciando, até sumir...
Notas finais
- -
EU NÃO SEI MAIS O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA! EU ACHO QUE MATEI A PERSONAGEM PRINCIPAL! ~morre Luana, vc e sua mente fértil... matou ela sem dó nem piedade... EU TE ODEIO!~
- -
Reviews?
Fale com o autor