Disenchanted

33 Capítulo 33 - Pesadelos & Amizade


Notas iniciais
Bem, muitos gostaram do cap. anterior, mas a Ana (A_Revolution) é inocente, e acharia mais fofo se as coisas tivessem acontecido depois do casamento *eu tmbm achava isso, mas tavam pedindo pra fazer logo isso, então : Desculpa Ana! *mimi sz
- - -
Bem, agora vamos ao o que vocês querem mesmo: Boa Leitura.

Layla’s Dream – On

Onde eu estava? O lugar era escuro, mas eu ainda conseguia ver o ambiente, parecia um quarto ou algo do tipo.

— Layla – ouvi alguém falar.

Olhei rapidamente para o lugar de onde vinha a voz, levei um susto.

— O que está fazendo aqui? – perguntei, revoltada.

— Você me magoou, sabia? – disse Brendon, fazendo beicinho. – Você não pode casar, Layla. Eu não vou deixar.

— Cale a boca! Me deixe em paz! – gritei.

De repente ele não estava mais ali.

— Não vai se livrar de mim tão fácil – ouvi um sussurro em meu ouvido.

Olhei e vi ele ali, me encarando com um sorriso divertido, mas que me aterrorizou.

Fechei meus olhos rapidamente, queria sumir dali. Senti algo em volta de mim, parecia que o espaço a minha volta estava se movimentando.

Abri os olhos novamente e agora eu parecia estar em outro cômodo, uma sala. Caminhei e vi duas pessoas – um homem e uma mulher – sentadas no sofá. Eles estavam imóveis, mas com sorrisos no rosto. Eram pálidos, a mulher tinha cabelos negros e olhos redondos, sua boca era vermelha como sangue e ela estava com uma face paralisada, aquele sorriso me assustou um pouco, parecia um tanto psicopata. Já o homem olhava para a janela, tudo estava escuro lá fora, mas mesmo assim ele sorria. Ambos usavam roupas antigas, talvez de outro século.

Aproximei-me da mulher, ambos não se moviam, mas seu sorriso paralisado me intrigou, quando estava muito próxima, ela piscou, me assustando. Dei um pulo para trás, aquele foi o único movimento dela, mas me aterrorizou.

Respirava ofegante, estava assustada com tudo aquilo.

Havia um espelho ao meu lado, eu não tinha percebido a presença dele ali, o encarei durante alguns instantes, e vi que havia algo de errado em minha imagem.

Eu estava pálida, igual às duas pessoas no sofá, minha boca avermelhada. Eu usava um vestido parecido com o da mulher sorridente, mas o dela era cor de caramelo, o meu era completamente preto. Ele era apertado na cintura e solto na saia, com mangas até os cotovelos, apertadas, mas que deixavam meus ombros à mostra.

Virei-me novamente para o sofá, espantei-me ao ver que agora ele se encontrava vazio, sem sinal de que alguém sentara nele há poucos minutos.

— Oh Deus! – falei. – Onde eu estou?

Arfei ao me virar e ver aquele sorriso psicopata atrás de minha imagem no espelho.

Ela não se moveu, apenas me encarou com aquele sorriso.

— Quem é você? – perguntei, pronunciando cada palavra lentamente.

Ela não respondeu, apenas sorriu.

Olhei em volta, para me localizar, foi quando quase morri de susto. Haviam várias pessoas de pé à minha volta, sorrindo igual à mulher atrás de mim, me encarando, todos vestidos com roupas antigas, e pálidos.

Eles me encaravam, estáticos. Aquilo me assustou e eu fui obrigada a gritar. Tudo escureceu de repente, e eu senti-me cair.

Layla’s Dream – Off

Acordei gritando. Sentei rapidamente, estava tudo escuro, aquilo me aterrorizou mais ainda. Comecei a chorar, estava com medo daquilo tudo.

Gerard não estava aqui, ele foi para seu apartamento – que estava há quase uma semana sem ser freqüentado por ele – por que teria que acordar cedo no outro dia para resolver os últimos detalhes das roupas dele e dos padrinhos – Frank e Mikey – para o casamento, que seria em uma semana.

Liguei o interruptor, precisava de luz. Não queria voltar a dormir agora, eu acabaria voltando a esse pesadelo, então, fui até a cozinha e tomei uma xícara de café, depois fui até a sala e liguei a televisão, zapeei pelos canais até encontrar algo bom, acabei ficando em um desenho animado, pelo menos não era assustador e nem entediante.

— Layla? – perguntou Diana, chegando à sala.

— Oh, desculpa se lhe acordei – disse. – Tive um pesadelo.

— Não, não me acordou – ela sorriu, sentando ao meu lado no sofá. – Eu estava um pouco enjoada e sem sono.

— Mas os enjôos já não tinham acabado? – perguntei.

— Sim, mas de vez em quando voltam – ela sorriu. – O ET ainda não gosta de algumas comidas.

— É um bebê, não um ET – ri.

— Mas até eu ver a cara dele e ter certeza de que isso é uma criança, coisa que eu duvido, por que bebês não fazem as mães enjoar tanto assim, eu irei chamá-lo assim – ela explicou.

— Frank não se incomoda? – pedi.

— Ele também está estranhando isso, não fala, mas eu sei que ele também pensa que essa criança pode ser um Alien disfarçado em meu útero – ela riu.

— Já escolheu os nomes?

— Ainda estamos pensando – ela disse. – Se for menina, Frank quer chamá-la de Alice.

— Lindo nome – sorri. – E se for menino?

— Eu estava pensando em chamá-lo de Matt – ela respondeu.

— São nomes lindos – falei.

— Frank está com cem por cento de certeza que vai ser uma menina, mas acho que é loucura da cabeça dele, minha mãe disse que acha que é menino.

— Eu concordo com Frank, vai ser menina – a desafiei.

— Quer apostar? – ela sorriu, desafiando-me.

— Okay – sorri também. – Se for menina, eu vou ter que ser madrinha dela.

— Você já ia ser madrinha mesmo – ela deu de ombros.

E você terá que casar com Frank – continuei.

— Sério? – ela me encarou.

— Sim.

— Okay – ela deu de ombros novamente. – Mas e se for menino, o que eu ganho?

— Pode escolher – disse.

— Você e Gerard terão que me chamar para ser madrinha dos filhos de vocês – ela sorriu.

— Só isso?

— Não – ela riu. – E você terá que pagar dois meses de academia para mim, pois terei que perder peso depois do Alien nascer.

— Por mim tudo bem, por que eu sei que vai ser menina mesmo – ri.

— Isso é o que vamos ver – ela riu também.

Nesse momento percebemos a aproximação de alguém, olhamos em direção ao corredor que vinha dos quartos, era Leticia.

— Acordada também? – perguntei.

— É, insônia – ela sorriu, sentando no sofá também. – E vocês?

— Enjôo – respondeu Diana.

— Pesadelo – respondi.

Ficamos conversando por alguns minutos, rindo, falando de nós, de nossa infância.

— Há quanto tempo a gente não tem um momento assim... Juntas – suspirou Leticia.

— Verdade – concordou Diana.

— Lembram do nosso pacto aos quinze anos? – perguntei, rindo.

— Sim – as duas responderam juntas, rindo também.

— A gente prometeu que nunca iríamos nos separar, jamais, em hipótese alguma – lembrei.

— E estamos cumprindo isso até hoje – disse Leticia.

— E continuaremos cumprindo – sorriu Diana.

— Para sempre – sorri.

— Amigas eternas, imortais – riu Leticia.

— Então vocês podiam ter dividido as despesas dos presentes de aniversário da minha mãe no final de Março e do Gerard no início de Abril, né amigas?! – brinquei.

— A mãe e o namorado são seus, era sua obrigação pagar tudo sozinha – riu Diana.

Todas rimos, fazia tempo que não conversávamos assim, eu nunca havia percebido, mas sentia falta disso, e sabia que elas também sentiam.

— Vou visitar vocês todos os dias – falei.

— E nós iremos na sua casa todo santo dia para te incomodar – riu Leticia.

— Vou até levar o Alien pra você cuidar se quiser – riu Diana.

— Você vai ver, Diana, não vai conseguir desgrudar da Alice quando ela nascer – falei.

— Bem, talvez sege assim se o Frank tirar as mãos do Matt por alguns instantes – ela suspirou.

Alice! – retruquei.

Matt! – ela respondeu.

— Deixem a criança decidir se vai ser menina ou menino quando ela fizer dezoito anos – sugeriu Leticia. – A medicina está muito avançada hoje em dia, é super normal experiências de troca de sex...

— Não termine essa frase! – interrompeu Diana. – Vai nascer menino e ser menino pra sempre.

— Não, vai nascer menina e ser menina para sempre – corrigi.

— Layla! O Alien é menino! – esbravejou Diana.

— A criança é menina! – falei.

Ela não respondeu, apenas revirou os olhos.

Ficamos o resto da madrugada conversando, acabamos dormindo no sofá mesmo por volta das cinco horas da manhã, foi Frank que nos acordou.

Tomamos café da manhã rapidamente, pois eu tinha que fazer a última prova do vestido de noiva e Diana e Leticia precisavam provar seus vestidos também.

— Droga! – disse Diana enquanto a costureira fechava o vestido. – Está apertado de novo!

— Mas passou apenas uma semana! – falei, indignada.

— Você acha que eu não sei? – ela quase gritou. – Eu estou engordando feito uma porca para o abate!

— Mas não parece que você engordou tanto assim – disse Leticia, já vestida.

— Mas engordei, engordei e engordei!

— Será que dá pra aguentar uma semana? – perguntei.

— Não sei, agora já está apertado e difícil de fechar, e eu engordo em uma semana, então ele nem se quer vai entrar – ela explicou.

— Eu posso alargar um pouco – sugeriu Sra. Magri.

— Ah, faça isso, por favor – pediu Diana.

— Terei apenas que tirar suas medidas novamente – sorriu a costureira. – E deixarei dois dedos de folga, que é mais ou menos o que você engorda em uma semana – ela sorriu.

— Okay – disse Diana, tirando o vestido.

— Layla, vá colocando seu vestido, já vou ajeitá-lo – disse Sra. Magri.

— Está bem – falei, pegando a caixa grande branca e levando até o provador.

Tirei o grande vestido da caixa e o vesti com cuidado, teria que apertar um pouquinho na cintura, mas estava perfeito.

Saí do provador e fui até as garotas, elas sorriram bobas.

— Você está linda! – gritou Diana.

— Perfeita! – disse Leticia, com os braços para cima enquanto Sra. Magri arrumava seu vestido.

— Obrigada – sorri. – Acho que terá que apertar na cintura – avisei.

— Você precisando apertar e eu tendo que alargar – disse Diana.

— É apenas por causa do bebê, logo, logo você vai ter que comprar roupas novas por que vai voltar ao seu peso normal – sorri.

— O Alien está me engordando, e isso não é legal – ela choramingou.

— Alien? – perguntou Sra. Magri, assustada.

— É o jeito carinhoso que Diana usa para se referir ao bebê dela – explicou Leticia.

— Eu chamava minha filha pelo nome – riu a costureira.

— Mas é que os cabeças duras não quiseram saber o sexo do bebê, apenas para continuarem brigando para adivinhar se é menino ou menina – disse.

— Eu também não sabia o sexo do meu bebê, mas intuição de mãe não falha, eu sabia que era menina desde que descobri que estava grávida – disse Sra. Magri.

— Viu? Intuição de mãe não falha – riu Diana.

— Mas você ainda não age como mãe, então não tem intuição de mãe, então vai ser menina! – ri.

Ela apenas mostrou a língua para mim.

Logo chegou minha vez de arrumar o vestido, Sra. Magri apertou dois dedos em minha cintura e pronto. Não havia mais nenhum acerto para fazer, estava pronto.

Fomos para casa, deixamos os vestidos com Sra. Magri, pois iríamos fazer outra prova na véspera do casamento, por causa do vestido de Diana que ainda devia ser acertado.

Quando chegamos ao apartamento Frank, Gerard e Mikey estavam sentados no sofá, Mikey e Gerard estavam jogando vídeo game e Frank estava anotando o número de partidas acertadas por cada um.

— Olá – falamos, entrando no apartamento.

— Oi – eles responderam juntos.

— Que cheiro é esse? – perguntei, sentindo um cheiro estranho no ar.

— Que cheiro? – perguntou Frank.

— Esse cheiro de... de... – fiquei pensando do que era o cheiro. – De queimado! – esbravejei.

— Droga! – disse Mikey, irritado, entregando o controle do vídeo game para Frank. – O arroz! Deixei no fogão!

— Esse cheiro está me deixando enjoada – disse Diana, fazendo uma careta.

— Deixe que eu arrumo tudo lá – falei para Mikey, que se levantava para ir à cozinha.

— Okay – ele disse, arrancando o controle das mãos de Frank novamente.

— Que droga, Mikey! Vocês estão jogando isso a manhã inteira! Eu também quero jogar – reclamou Frank.

— Só mais uma partida – disse Gerard.

— Vocês disseram isso desde as nove e meia da manhã! – ela quase gritou. – E agora é quase uma hora da tarde!

Corri até a cozinha e tirei a panela de arroz do fogo, a parte de baixo estava toda queimada, consegui salvar um pouco de arroz, mas quase nada. Além de ter que temperá-lo, já que Mikey o colocou para cozinha sem tempero.

A única coisa que ficou prestável naquele almoço foi a carne, que também devia ser a única coisa que Mikey sabia fazer.

Almoçamos juntos, agora era mais fácil isso, já que Diana não passava mais mal durante as refeições.

— E os vestidos? – perguntou Gerard, sentado em minha cama enquanto escovava meu cabelo após o banho.

— Perfeitos, apenas o de Diana terá que ser um pouquinho alargado na cintura – falei.

— Terá mais uma prova então? – ele riu.

— Sim, um dia antes do casamento – sorri.

— Quer que eu leve vocês?

— Não – falei. – Você não me engana Gerard, só quer ir junto para tentar ver o vestido.

— Como ousa me acusar assim? – ele fez cara de inocente.

Revirei os olhos.

— Vamos dormir, estou totalmente quebrada – disse, deitando ao seu lado.

— Okay – ele disse me abraçando.

Dormi tranquila naquela noite, sem pesadelos.

Notas finais
REVIEWS? REVIEWS? REVIEWS?
:P
Beijos Killjoys!