Disenchanted

18 Capítulo 18 - Surpresas de Aniversário


Notas iniciais
Desculpem a demora, Boa Leitura Killjoys! sz

X – x 15 de dezembro x – X

— Bom dia! – falei, abrindo a porta para Gerard.

— Bom dia – ele sorriu, parecia diferente.

— Está tudo bem? – perguntei, estranhando-o.

— Precisamos conversar – ele disse, cauteloso.

Sentamos no sofá e ele ficou calado.

— Pode falar – disse, nervosa.

— Bem, Layla... – ele parou.

— Diga... – incitei.

— Daqui dois dias é seu aniversário, certo?

— Sim – falei.

— Você ficaria muito chateada se...

— Se... ? – fiquei mais nervosa ainda.

— Se eu não estivesse aqui, com você? – ele terminou.

— Depende – sussurrei. – Porque você não estaria aqui?

— É que foi marcada uma entrevista com a My Chemical Romance, justamente no seu aniversário, em Los Angeles – ele disse, sorrindo desanimado.

Fiquei sem reação, o que eu poderia dizer? Não, eu não quero que você vá! Não importa o quanto isso seja importante para a banda, é meu aniversário, você tem que ficar!, não, eu não poderia falar isso.

— Tudo bem – disse simplesmente.

— Sério? – ele perguntou. – Porque se você quiser mesmo, eu fico...

— Não, pode ir – falei.

Eu sabia que ele iria acabar indo de qualquer jeito, mesmo que eu falasse que o queria aqui, a banda era importante o suficiente para ele conseguir ir.

— Okay, mas não fique chateada, por favor! – ele disse, acariciando meu rosto.

— Não ficarei – menti.

Eu iria me preparar para afogar minha cara em um pote de sorvete, um copo de chocolate-quente e depois me afundar nas cobertas.

Gerard dormiu comigo naquela noite, então não tive oportunidade falar sobre o assunto com Diana e Leticia, elas iriam ficar surpresas quando soubessem que eu passaria meu primeiro aniversário depois de conhecer Gerard, sem Gerard.

Eu havia pegado férias da loja, então não tinha mais nada para fazer além de ficar vegetando na cama, depois vegetando no sofá, e depois vegetando mais um pouco na cama.

— Tenho que ir – Gerard se despediu de mim.

— Okay, boa sorte lá – sorri, dando-lhe um leve e rápido beijo.

— Feliz aniversário antecipado – ele sorriu, triste.

— Obrigada – sussurrei.

Logo depois que Gerard saiu, fucei na geladeira para colocar meu plano de me afogar em sorvete em prática. Achei um pote de um litro, de flocos. Terminei com ele, sozinha, em uma hora e meia, assistindo “Um Amor Pra Recordar”, um lindo e romântico filme, para quem não estava como eu, abandonada na véspera de meu aniversário.

Começou a nevar novamente naquele dia, fiquei sentada de frente para a janela umas duas horas, vendo a estrada ficar branca aos poucos, até virar um mar branco. Logo as máquinas começaram a limpar as ruas, fiquei me divertindo vendo-as passar para lá e para cá.

Perguntei-me onde estariam Diana e Leticia, foi então que lembrei que elas ainda não estavam de férias, iriam trabalhar até às nove horas da noite. Eram apenas onze da manhã ainda.

— Será que se eu pulasse dessa janela a neve amorteceria a queda? – perguntei-me, olhando para baixo.

Pensei seriamente em testar minha teoria, mas fiquei com medo do resultando, então procurei outra coisa para me divertir.

Cheguei ao estado crítico de começar a falar sozinha.

— Como é se sentir sozinha, Layla? – perguntei. – É uma sensação estranha, principalmente quando se está na véspera de um aniversário – respondi para mim mesma. – Você se sente amada? – perguntei novamente. – Não – respondi. – Você se sente como? – questionei. – Ignorada, trocada, rejeitada, esquecida, derrotada, invisível, tudo, menos amada – terminei.

Revirei os olhos e voltei à janela, as maquinas pararam de passar, e a neve começou a se acumular novamente.

Repensei minha ideia de pular da janela, será que não seria menos doloroso do que ser esquecida por todos?

Fui até o banheiro, vasculhei a prateleira. Achei meus antigos antidepressivos, se eu os tomasse eu uma dose controlada, apenas dormiria. Tomei dois comprimidos e fui para meu quarto, liguei a televisão e deitei em minha cama. Não demorei muito para adormecer.

— Layla! Lay! Layla! – gritava alguém em meu ouvido.

— Acorda garota! – outra voz falava.

Olhei para Diana e Leticia, elas estavam sorridentes de mais.

— A gente pensou que você tivesse morrido – disse Diana.

— Está dormindo desde ontem, e olha que quando chegamos você nem estava acordada, já são dez horas da manhã – disse Leticia.

— Nossa, que incrível – ironizei.

— Sabia que hoje é dia 17 de dezembro? – perguntou Diana.

— Sério? Nossa, como o ano passou rápido – respondi.

— Sabe quem faz aniversário hoje? – perguntou Leticia.

— Milhares de pessoas nesse mundo? – perguntei, irônica.

— Deixe de ser chata, Layla! Feliz aniversário! – gritou Leticia.

As duas pularam em cima de mim, me sufocando no travesseiro.

— Você precisa abrir seus presentes – disse Diana.

— Presentes? Eu disse que não queria presentes! – reclamei.

— Só por hoje dá pra você fingir que tem bom humor? – perguntou Leticia.

Apenas revirei os olhos.

Elas me trouxeram duas caixas, embrulhadas em papel de presente colorido, comecei a abrir a primeira, que era de Leticia. Era celular i-phone preto, lançado recentemente pela Apple.

— Amei, obrigada! – tive de ser sincera.

— Abre o meu agora! – disse Diana, me entregando a outra caixa.

A abri rapidamente e vi que se tratava de uma máquina digital prateada, com vários apetrechos que eu demoraria séculos para decorar.

— Amei também – sorri. – Mas vocês não deviam ter gastado comigo.

— Você nos deu presentes maravilhosos em nossos aniversários, merecia algo também – disse Diana. – Ah, tenho mais uma coisa para lhe dar.

— Não acredito que você vai mesmo dar aquilo pra ela – riu Leticia.

— Eu comprei, vou dar sim – ela disse, me entregando uma sacola preta.

Abri a sacola e tirei de lá o presente de Diana.

Eram quatro lingeries, uma preta, uma roxa, uma vermelha e uma branca, encarei-a sem expressão.

— Eu vou usar isso para o que? – perguntei.

— Você sabe... – ela riu.

— Eu já lhe disse que não acontece nada entre mim e... – comecei a protestar.

— Ta, você já disse, mas isso não vai durar para sempre, um dia você vai ter que fazer alguma coisa, ou vai virar freira? Aposto que o convento não aceitaria você, e você não se acostumaria com a vida de lá – protestou ela.

— Mas eu acho que não irei precisar disso quando for acontecer algo – falei.

— Vai por mim, você vai precisar sim – disse Leticia.

Até ela achava isso? Me arrependi de não ter me jogado da janela no dia anterior.

Fui até a cozinha tomar um café, enquanto Diana e Leticia foram para a sala. Eu estava cortando um pedaço de bolo quando Diana gritou:

— Layla! Corre aqui garota!

Corri até a sala, e me deparei com elas animadas olhando para a televisão. Os garotos estavam lá, a My Chemical Romance estava dando uma entrevista.

— Oh Deus! – falei, me sentando no sofá.

— Eles estão lindos! – disse Leticia.

— Maravilhosos – falou Diana.

— Perfeitos! – terminei.

Ficamos assistindo a entrevista, eles falavam principalmente dos shows, dos fãs, do que eles achavam do carinho do público, até que chegaram à pergunta mais frequente que fora feita a eles até agora.

— Algum de vocês está namorando? – perguntou a repórter.

Ficamos esperando a resposta padrão, mas não foi isso que aconteceu.

— Sim – respondeu Gerard, para a surpresa da repórter e de nós.

— Oh Lord! – gritei.

Eles assumiriam tudo? Era isso mesmo que eu estava ouvindo?

— Nossa, que novidade incrível – disse a repórter. – Podemos saber quais de vocês estão comprometidos e quem são as sortudas?

— Eu, Gerard e Mikey – disse Frank.

— Quais os nomes delas?

— A minha namorada se chama Diana – disse Frank.

Diana quase enfartou.

— O nome da minha é Leticia – disse Mikey, envergonhado.

Leticia gritou histericamente ao ouvir seu nome.

Meu coração quase parou quando chegou a vez de Gerard falar.

— O nome da minha namorada é Layla – ele sorriu. Quase desmaiei. – E justamente hoje é aniversário dela, e infelizmente não pude estar lá – ele sorriu novamente.

Quase vomitei arco-íres nesse momento, Gerard estava falando o meu nome na televisão!

— Ah, uma pena – disse a repórter. – Mande meus parabéns a ela.

Faltou pouco para que eu desmaiasse.

Gerard apenas sorriu, concordando com a cabeça. Será que era essa a surpresa dele? Ele já sabia dessa entrevista quando voltou de Washington e não me disse nada, me fez pensar que havia me abandonado em meu aniversário e no fim, assumiu nosso namoro em rede nacional.

Era muito bom para ser verdade! Aquilo não poderia ser real!

— Ainda bem que não me joguei da janela! – gritei, feliz.

— Do que está falando? – perguntou Leticia, assustada.

— Ah, nada importante, apenas uma besteira – respondi.

Logo que a entrevista acabou, meu celular tocou.

— Oi! – atendi.

— Assistiu a entrevista? – Gerard perguntou.

— Sim! Sim! Sim! Sim! – gritei. – Eu te amo, Gerard!

Ele riu.

— Também te amo, Layla! Viu? Não gastei nada com sua surpresa – ele brincou.

— O que a torna melhor ainda!

— Preciso desligar, nos vemos amanhã – ele disse.

— Okay, se cuida, te amo! – respondi.

— Te amo, e feliz aniversário!

— Obrigada!

Desliguei o telefone. Aquele era o melhor aniversário da minha vida!

Notas finais
Gelarinha, é o seguinte... Eu acho q vou demorar pra postar os próximos capítulos por causa do natal, okay?! Tipow, minha mãe arranca meu couro e faz um abajur se eu ficar muito no pc nesses dias, e eu gosto de ter couro, não gosto de abajures, e demoro cerca de cinco horas pra terminar um capítulos, então preciso de tempo e isso causaria minha morte pelas mãos da minha mãe, mas prometo que depois do natal eu posto vários de uma vez só...
Ah, é a partir desse capítulo que as coisas ficam mais "aterrorisantes" e "misteriosas" para o nosso lindo casal...
Bye Killjoys, amoo vcs! sz