Discovering A New World
5 Capítulo 5 - Party, enemies and friends.
Notas iniciais
- Você está pronta, minha Senhora? – Lorde Voldemort perguntou para a beldade ao seu lado, oferecendo-lhe uma mão cavalheiresca.
Eles haviam parado um pouco antes de alcançarem as escadas, Tom vestindo sua máscara de fria indiferença e se elevando com porte imperioso. Abaixo deles, o barulho suave de conversas educadas era ouvido, proveniente do Hall de entrada onde os convidados obviamente haviam se reunido, a espera de seu mestre. Querendo fazer jus a sua ascendência e orgulhar seu Dominante, a princesa Kittyara respirou profundamente e manteve seu rosto completamente impassível, estufando seu peito e endireitando suas costas, em uma pose digna de uma rainha, o que causou um leve brilho de orgulho a transpassar as esferas rubis.
- Eu já nasci pronta, meu Senhor. – ela murmurou em resposta, pegando a mão oferecida.
Caminhando lentamente, o casal de aspecto real fez sua aparição na sacada da escadaria, onde se mantiveram parados regiamente por alguns segundos, deixando que todos os admirassem. O silêncio que se seguiu foi opressor, muitos encarando ao seu senhor e àquela mulher estranha com olhares surpresos. Aproveitando-se da falta de reação de seus seguidores o Lorde das Trevas se adiantou, sua voz profunda ecoando por todo o Hall de entrada e chocando ainda mais aos seus visitantes.
- Bem vindos, meus fiéis seguidores! Pela primeira vez em meu reinado como o Lorde das Trevas eu estou oferecendo uma festa a vocês, pois eu mesmo tenho muito que celebrar! – Tom voltou-se para Lilith, sorrindo levemente enquanto a puxava de maneira suave para ficar ao seu lado. – É com grande prazer e orgulho que, nesta noite, eu apresento vocês àquela que será minha esposa e sua futura senhora, Lady Lilith Serenity Arcana Grindelwald!
Imediatamente todo o salão explodiu em gritos animados, os olhos da maioria se fixando sobre ela com animação e curiosidade, embora um ou outro possuísse um leve brilho de inveja e até ódio mal disfarçado. A Kittyara manteve seu rosto completamente impassível e indiferente, e elevou-se em toda a sua altura.
Segurando delicadamente em uma das mãos de sua noiva o Lorde a guiou escadaria abaixo, enquanto murmúrios acalorados voltavam a encher o salão. Chegando ao final dos degraus eles foram imediatamente abordados por sete pessoas, cinco homens e duas mulheres.
- Milorde. – entoaram, fazendo uma reverência ante o casal.
Após receberem permissão para se erguerem um dos homens se adiantou. Ele era alto e loiro, seus cabelos na metade das costas presos elegantemente por uma fita prata, emoldurando frias esferas azuis celestes. Suas vestes eram finas e requintadas, de uma profunda coloração azul marinho, fazendo ressaltar ainda mais a cor de seus olhos. Atrás dele estava uma elegante mulher de cabelos loiros presos graciosamente em um coque frouxo, e olhos turquesa que combinavam lindamente com seu vestido azul celeste, e um belo e alto jovem também loiro, os cabelos tão compridos como os de seu pai presos por uma fina fita preta, de porte altivo e olhar prateado, que aparentava estar entre os dezesseis ou dezessete anos, sua musculatura sendo enfatizada por suas primorosas vestes verde musgo. Juntos, os três irradiavam poder e riqueza.
- Milorde. Milady. – o loiro mais velho cumprimentou se curvando levemente ante a morena, sua voz não mais que um sussurro. – Permitam-me ser o primeiro, em nome da família Malfoy, a lhes dar os parabéns pela sua união. Eu sou Lorde Lucius Abraxas Malfoy e estes são minha esposa, Lady Narcisa Amaltéia Malfoy, e meu filho Draconis Alexander Malfoy.
- É uma honra conhecer uma família tão nobre e antiga, Lorde Malfoy. – Lilith voltou o cumprimento em um murmúrio, fazendo uma ligeira reverência, reconhecendo-o como o Chefe da família. – E, em meu nome e de meu futuro marido eu agradeço aos parabéns. Que os Deuses sorriam no momento desse nosso encontro. – ela finalizou suavemente, utilizando os antigos costumes das famílias puros-sangues com herança veela em sua linhagem, reconhecendo-os pelo que eles eram.
- Assim eles o fazem. – Lucius respondeu, seus olhos brilhando em relevo e ligeira surpresa.
Assim que a família Malfoy se retirou outro homem tomou seu lugar a frente deles e Lilith imediatamente reconheceu a figura séria e austera do moreno Mestre de Poções. Ele trajava sóbrias vestes negras, dando-lhe um ar de elegância e finesse. Ao vislumbrar a aura que o envolvia, Lilith não pode deixar de sorrir maliciosamente, cumprimentando-o.
- Lorde Prince. Possa o manto da Senhora Noturna nos abençoar esta noite.
Severus Snape, conhecido como Lorde Prince, estancou surpreso não apenas por reconhecer a mulher que o atacara há alguns dias atrás, como também por ouvir o cumprimento que ela utilizou. Ela havia acabado de empregar os antigos costumes dos elfos negros, vampiros e ninfas, os quais não eram conhecidos por quaisquer sem sangue de criatura. Se Severus não soubesse melhor ele diria que sua futura senhora era um ente mágico, mas isso era impossível. A aura dela não dava quaisquer indícios de uma herança criatura. A não ser que...
- E que a bela Selene guie nossos passos. – ele rebateu, esperando ansioso pela resposta dela.
Sorrindo agora decididamente divertida, Lilith respondeu ao cumprimento formal.
- O Brilho Dela assim o faz.
Perante essa resposta os olhos do Mestre de Poções se arregalaram em surpresa e ele aprofundou levemente a reverência que estava fazendo.
- E que as Sombras nos acolham. – Severus completou, respondendo as devidas formalidades e encarando a mulher morena a sua frente com grande respeito.
Lilith riu levemente ante o olhar de relevo no rosto do normalmente austero pocionista. Ele logo se retirou para dar espaço aos três outros Comensais que haviam se aproximado, e Lilith teve que usar toda a sua força de vontade para conter o rosnado que ameaçava escapar por sua garganta após vislumbrar a mulher morena que vinha em sua direção. Percebendo seu corpo tenso, Tom se colocou discretamente a sua frente, protegendo-a de possíveis ameaças.
- Milorde, Milady. A casa Lestrange tem o prazer de lhes dar as suas mais sinceras felicitações. – disse o homem que vinha mais a frente, de estatura mediana, cabelos curtos castanhos e olhos verdes claros, fazendo uma pequena mensura. – Eu sou Rodolfo Lestrange, Cabeça da Casa Lestrange, e estes são meu irmão, Rabastan Lestrange, e minha esposa Bellatrix Lestrange.
Antes que mais palavras pudessem ser trocadas um elfo doméstico apareceu e notificou que o jantar estava servido. Tomando suavemente a mão de sua companheira Tom liderou a todos para o salão de jantar.
- Nervosa. – ele perguntou sutilmente, sua voz não mais que um sussurro, seu rosto não demonstrando qualquer reação.
- Um pouco. – Lilith respondeu também em um sussurro, seu rosto uma máscara de indiferença.
- Você irá se sair bem, amor. – Tom beijou-a levemente na mão e guiou-a para a cadeira em forma de trono logo ao lado da sua na imensa mesa do salão.
O jantar em si foi um caso rápido. Alguns poucos Comensais continuavam a lançar olhares de suspeita e inveja, embora nenhum deles tivesse a ousadia de se opor abertamente as decisões de seu Senhor. Logo o baile teve início e Lilith se viu de pé sozinha em um canto do salão, bebericando uma taça de vinho e observando aos mais jovens dançando, enquanto seu futuro marido se mantinha afastado alguns passos, conversando com um grupo de homens do seu Círculo Interno, os quais incluíam Snape e Lorde Malfoy.
- Estou surpresa que nosso Lorde a tenha abandonado aqui, Milady. – uma voz suave chegou aos seus ouvidos e ela se voltou para encarar o rosto perfeitamente indiferente da Lady Malfoy. – Pensei que ele seria mais protetor para com aqueles que irão se tornar família.
- Não se engane Lady Malfoy. – Lilith rebateu, um indício de um sorriso em sua voz. – Tom se mantém tão pendente de mim agora como sempre, embora ele ache que eu não percebo os seus olhares de soslaio em minha direção. Tenho certeza que Lorde Malfoy também está atento a seus passos.
Uma risada cristalina escapou dos lábios da loira, seus olhos turquesa brilhando com diversão.
- Esse é o problema com os Dominates, eles supõem que nós, Submissos, somos completamente frágeis e delicados.
- E eu estou muito feliz em deixá-los com sua ignorância. – Lilith comentou também rindo ligeiramente.
- Se não for muita impertinência de minha parte perguntar, o que fez Milady vir se esconder nesse canto do salão? – Narcisa pediu, aceitando uma bebida oferecida por um dos garçons.
- Deste canto eu tenho uma perfeita visão de todo o salão. – a Kittyara respondeu simplesmente. – Assim eu posso me manter informada sobre “personas non gratas” tentando se aproximar.
- Eu espero não ser uma dessas pessoas? – a mulher loira perguntou, genuinamente deliciada com a astúcia de sua futura senhora.
- Minha nossa, Lady Malfoy, mas é logico que não! Eu nunca sequer sonharia em depreciar tal engenhosa e elegante companhia feminina. – Lilith rebateu com indignação.
- Ora, me alegro em ouvir suas palavras, Milady. E, por favor, me chame de Narcisa ou Cissa.
- Apenas se você me chamar de Lili.
As duas trocaram sorrisos conhecedores, sabendo que uma forte amizade acabava de se iniciar. Mantiveram-se em silêncio cúmplice por alguns minutos, apenas admirando aos dançarinos no salão, quando foram interrompidas pela chegada de um furioso jovem loiro de olhos prateados, que parou ao lado de Narcisa e arrebatou uma taça das mãos de um dos serviçais que passavam naquele momento, bebendo seu conteúdo de um trago.
- Minha nossa Draco! Onde estão seus modos? – Lady Malfoy pediu olhando escandalizada para os atos de seu filho.
O rapaz pareceu perceber a acompanhante de sua mãe e corou levemente, sua raiva parecendo diminuir, embora seus olhos ainda brilhassem em desagrado.
-Minhas desculpas mãe, Milady. – ele pediu fazendo uma pequena reverência para as duas senhoras. – Mas eu só tive um encontro desagradável com Pansy que me fez perder levemente o controle.
- O que a menina Parkinson queria dessa vez? – Narcisa bufou em desagrado.
- O mesmo de sempre. – Draco rosnou em resposta. – Ela acha que estamos comprometidos e que iremos nos casar. A idiota parece não entender quando eu digo que ela não é e nunca será minha companheira.
- Linguagem Draco. – a Sra. o repreendeu suavemente.
- Parkinson... Falam da filha de Amélia Parkinson? – Lilith pediu suavemente, divertida ante os resmungos furiosos do rapaz loiro.
- Draco, não resmungue. É indigno. – Narcisa admoestou-o novamente, antes de responder. – Sim, esta seria Pansy Parkinson... Os pais dela sempre quiseram forçar um contrato de casamento entre ela e meu Dragão, mas Lucius dispensava todos os intentos. Infelizmente isso não os impediu de estimularem os avanços de sua filha, na esperança de Draco se apaixonar por ela.
- Como se eu fosse sequer pensar em chegar perto daquela va...
- Suficiente Draco. – a mulher loira cortou-o, seus olhos azulados brilhando severamente.
- Assim que eu estou supondo que o jovem Senhor Malfoy aqui entrou em sua herança mágica? – Lilith perguntou, escondendo a sua diversão ante o olhar calculista que recebeu de ambos Malfoy.
Draco encarava a mulher com genuíno interesse. Seu pai o havia alertado para ser muito cuidadoso em torno dela, não só por ela ser a futura esposa do seu Senhor, como também por ser um grande enigma. Ela parecia conhecer todos os costumes e etiquetas relacionados às criaturas mágicas e, o que mais o intrigava, ela tinha uma aura a sua volta que impedia qualquer um de descobrir o que ela era exatamente. O loiro sabia que seu padrinho havia encontrado alguma coisa, mas ainda não tinha tido a chance de conversar com ele.
- Sim. – ele respondeu cauteloso. – De fato, minha Senhora, eu entrei em minha herança veela no meu aniversário há algumas semanas, embora eu ache que Milady já tinha conhecimento desse fato.
Lilith sorriu diante da não tão sutil indireta do rapaz, mas não fez qualquer comentário, fazendo-o franzir o cenho em sua direção. Em vez disso ela voltou seus olhos para a pista de dança, quase que com saudade.
- Ah, como eu gostaria de me juntar a eles. – ela suspirou.
O rapaz loiro ia se adiantar e pedir-lhe uma dança, como mandava a etiqueta, quando uma mão morena apareceu em frente a mulher, olhos vermelhos brilhando em advertência para ele, fazendo Draco engolir em seco e recuar.
- Seria um prazer para mim se minha noiva me desse o direito dessa dança. – a voz de barítono sibilou suavemente, enquanto o dono desta fazia uma ligeira vênia ante Lilith.
- Encantada, meu senhor. – ela respondeu também em um sussurro e logo ambos se viram abrindo caminho entre os dançarinos, que paravam para se curvar levemente para o casal.
- Eles realmente formam um belo casal. –Lucius Malfoy comentou, ele e Severus se aproximando dos dois outros Malfoys.
- Gostaria de saber o que ela é, no entanto. – Draco sussurrou, ainda encarando o par que deslizava elegantemente na pista de dança, atraindo muitos olhares curiosos e invejosos. – O senhor sabe de alguma coisa, tio Severus?
- Tenho minhas suspeitas Draco, mas este não é o local nem a hora ideal para se discutir isso. – o moreno respondeu, advertindo ao seu afilhado com um olhar.
- O Lorde deu a entender que queria que nós permanecêssemos após os convidados se retirarem. – Lucius comentou, seus olhos também apreciando a vista do jovem casal. – Eu acredito que ele gostaria de discutir os recentes acontecimentos de maneira mais privada.
Narcisa sabiamente se manteve calada, não sendo seu lugar discutir esses assuntos com os homens. Entretanto seu olhar se franziu levemente em desagrado ao vislumbrar as emoções que passavam pelo rosto de sua irmã, que também encarava ao casal na pista. Aquilo não pressagiava nada de bom.
- Algo errado, minha mãe? – Draco pediu tendo notado o semblante carregado dela, atraindo a atenção dos outros homens.
- Bellatrix está tramando alguma coisa. – Lady Malfoy sussurrou, seus olhos nunca deixando o rosto cheio de ódio da morena.
Os homens se voltaram na mesma direção e seus olhares também se ensombreceram com descontentamento.
- Eu acho que faria bem lembrar a sua irmã que ela é casada com um Lestrange, Cissa, e que nem Rodolphus nem o nosso Lorde iriam aprovar o seu comportamento. – Lucius murmurou.
- Sim Lucius. Uma conversa está em ordem. – ela comentou suavemente, disposta a por algum sentindo na cabeça de sua irmã.
No entanto Narcisa nunca teve a chance de falar com Bellatrix e logo os convidados começaram a se retirar para suas devidas casas, sua irmã sendo escoltada a contragosto pelo marido e cunhado. Era já bem tarde quando só restaram ela, seu marido, seu filho, Severus, seu Senhor e Lilith. Esta ordenou a um elfo doméstico para servir um chá na sala de estar e os conduziu até lá, onde o Lorde das Trevas a puxou para uma das cadeiras em frente a lareira e sentou-a em seu colo, abraçando-a possessivamente, para grande desespero de Lilith e divertimento dos outros, que se fizeram confortáveis nos assentos ao redor. Quando o chá foi finalmente servido, Tom se voltou para encarar de maneira avaliativa aos seus convidados.
- O que for dito aqui não é para ser repassado para qualquer um, sob qualquer razão ou circunstância, entendido? – ele exigiu ao que todos os Comensais aquiesceram intrigados.
Antes que mais palavras pudessem ser ditas, no entanto, dois ligeiros miados chamaram a atenção de todos e logo dois felinos surgiram no limiar do aposento, saltando levemente nos braços estendidos de Lilith, que os recebeu com um sorriso carinhoso.
- Olá meus amores. Espero que não tenham ficado entediados enquanto eu estive fora. – ela pediu suavemente, recebendo pequenos miados como resposta.
- Aposto que eles usaram o tempo para explorar a Mansão e descobrir mais sobre mim. – Tom bufou divertido, recebendo um olha azedo do gato branco, ao qual ele retribuiu com um sorriso irônico.
A conversa foi interrompida quando, com uma aguda ingestão de ar, o Mestre de Poções se ergueu com um salto, seu semblante pálido e um suor frio escorrendo pelo seu pescoço.
- Severus... – Lucius chamou, preocupado pelo estado abalado de seu amigo, mas foi cortado quando dito amigo se ajoelhou em frente à mulher morena e recitou um juramento que eles achavam há muito estar perdido.
- Oh estrela escolhida pelo destino! Que o teu brilho nos ilumine e nos traga a paz. Anjo, em cujas asas repousam os Sonhos da Mãe Terra, possa a grande Senhora da Lua Branca guiar sabiamente teus passos. Eu como teu humilde servo, me prostro ante ti, reconhecendo-a como aquela escolhida pela Magia, a Filha de Selene.
Os outros ocupantes do quarto, a exceção de Tom, suspiraram surpresos quando a magia que envolvia Lilith desapareceu, revelando seus atributos felinos, juntamente com suas asas e sua marca de Lua Crescente. Prontamente os outros se ajoelharam, repetindo as palavras do Mestre de Poções.
- Por favor, meus amigos, levantem-se. – Lilith pediu suavemente. – Eu ainda não assumi o Trono de Prata, por isso não há motivos para formalidades.
Eles fizeram o que ela pediu, ainda atordoados pela revelação.
- Uma Kittyara... A Princesa do Milênio de Prata, ainda por cima. – Severus murmurava, entre assombrado e maravilhado.
- Nunca em todos os meus anos de vida imaginei presenciar algo desse tipo. – concordou Lucius, seu rosto ainda ligeiramente pálido.
- Eu pensei que a Linha Real Millenium tivesse sido extinta na guerra há 25 anos. – Narcisa sussurrou também abismada.
- Minha pequena Lua aqui foi escondida por seus pais no mundo trouxa. – Tom esclareceu, alisando levemente as orelhas felinas de sua companheira, fazendo-a ronronar em apreciação. – Eu a encontrei por acaso quando estava sendo perseguido por Dumbledore e sua Ordem idiota.
- Um descuido muito perigoso de sua parte, meu Senhor. – o mestre de poções resmungou, sendo devidamente calado pelas esferas vermelhas que se fixaram friamente sobre ele.
- Você acha mesmo que eu seria idiota o suficiente para permitir aquele bando de pássaros flamingos me capturarem?! – ele exigiu, sua magia negra pulsando ameaçadoramente a sua volta.
- Sorte que você tinha a mim e as minhas panelas ao seu alcance. – Lilith murmurou maliciosamente, rindo abertamente quando as esferas rubis se voltaram contrariadas para encará-la.
- Panelas? – a mulher loira pediu suavemente, um ligeiro sorriso escondido por trás da sua xícara de chá.
Às gargalhadas, Lilith contou alguns dos eventos de maior importância que aconteceram desde a hora em que Tom invadiu o seu apartamento, até o momento em que ele a pediu em noivado. E pensar que tudo aquilo havia acontecido no decorrer de três míseros dias. Ao final do relato os Comensais se retiraram para suas casas, deixando ao casal livre.
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