Discovering A New World

4 Capítulo 4 - About Shopping and Meetings


Na manhã seguinte, Tom cobriu a ambos com um poderoso feitiço glamour e, escondidos debaixo de capas com pesados capuzes, eles vagaram tranquilamente em direção a Travessa do Tranco. Uma vez chegando lá, ele guiou-os através de várias lojas, coletando livros, ingredientes para poções e um grande número de objetos estranhos. Foi quando estavam passando por duas lojas de aspecto sombrio que Lilith viu um estranho cartaz com os dizeres: ‘Reduto da Magia – Não permitimos a entrada daqueles impuros. ’

Intrigada, Lilith chamou por Tom e, quando este parou ao seu lado, ela lhe apontou a placa e perguntou ao que ela se referia.

- O Reduto da Magia é um agrupamento de lojas e restaurantes apenas para seres mágicos. – ele explicou com um pequeno sorriso se formando no canto de seus lábios quando viu os olhos dourados se iluminarem com interesse. – Gostaria de dar uma olhada?

- Mas você não tinha coisas para fazer por aqui? – ela perguntou preocupada.

- Não, tudo bem. Eu já peguei tudo o que tinha para pegar. – o moreno a acalmou, conduzindo-a para a entrada do Reduto, formada por um pequeno arco de pedras cinza.

Uma vez do outro lado, os olhos de Lilith se ampliaram com surpresa e encanto. Várias pequenas lojas coloridas se estendiam pelos dois lados da extensa rua que, naquele momento, estava apinhada com o movimento de seres completamente diferentes. Ninfas, elfos, fadas, vampiros. Para todos os cantos que Lilith se voltava ela encontrava um ser desconhecido e isso a fascinava. Um pouco afastado, Tom a observava, seu sorriso satisfeito sendo ocultado pelas sombras a sua volta. Entretanto esse sorriso foi substituído por uma careta de aborrecimento quando um homem alto, de pele pálida e cabelos negros se aproximou da desavisada Kittyara.

- O que você pensa que está fazendo aqui?! Simples humanos não são permitidos. – uma voz grave as suas costas fez Lilith se voltar rapidamente.

Seus olhos se fixaram nas duas esferas azuladas de seu interlocutor e ela soube imediatamente que não gostava dele. Os olhos frios lembravam a água em uma tempestade e o homem desprendia um cheiro desagradável de maresia. Focando-se na aura dele, Lilith finalmente entendeu o porquê dessa antipatia repentina. O homem era um Kelpie, uma criatura cavalo marinho.

- Vamos! Responda! – o Kelpie exigiu, agarrando-a grosseiramente pelo braço e fazendo-a soltar um pequeno silvo de dor.

- Se você não tirar as suas mãos imundas da minha companheira neste exato segundo eu me certificarei de que você nunca mais possa usá-las. – uma voz fria e sibilante rosnou, e Tom apareceu ao lado do agressor, pequenas chamas negras pulsando a sua volta.

O Kelpie empalideceu e largou-a prontamente, e Lilith aproveitou-se para correr para o lado de seu dominante.

- Se ela não é um ser mágico ela não deveria estar aqui, Demon.

- Eu achava que Kelpies eram inteligentes, mas acho que me enganei. – a Kittyara bufou, lançando um sorriso insolente para o furioso Kelpie. – Eu sou um ser mágico, seu pangaré subaquático! Basta olhar para a minha aura.

O homem rosnou ante o insulto, mas fez o que lhe foi dito e voltou a examina-la. Meio minuto depois ele empalideceu, seus olhos se ampliando de maneira cômica.

- N-Não pode ser. I-Isso é impossível!

- Vejo que você finalmente desenvolveu um cérebro. – Tom rosnou, empurrando levemente as costas da Kittyara em direção ao amontoado de lojas. – Da próxima vez, pense antes de agir.

E, com isso dito, eles se afastaram, deixando para trás um Kelpie completamente estático.

- Cavalo idiota. – o moreno bufou em desgosto, arrancando uma gargalhada musical de sua companheira.

Eles continuaram caminhando pelas coloridas e luxuosas lojas, parando de vez em quando para admirar ou comprar algum souvenir. Foi em uma dessas paradas que algo chamou a atenção de Lilith: uma discreta lojinha onde os mais variados e estranhos animais eram exibidos na vitrine. Como se atraída por alguma força, a Kittyara entrou na loja, seguida de perto por um curioso Lorde das Trevas.

Dentro da loja, o cheiro era surpreendentemente agradável, uma mistura de ervas, grama orvalhada e incenso. Ao redor, várias gaiolas mostravam as mais estranhas criaturas e Lilith poderia jurar que tinha até visto uma pequena quimera. O barulho de sinos os alertou para a chegada do que parecia ser o dono da loja, um homem relativamente jovem, de aparência afeminada, cabelos negros e lisos, e surpreendentes olhos lilases. Ele vestia um belo quimono vermelho com flores negras. No seu ombro, um estranho animalzinho amarelo peludo com asas de morcego planava alegremente.

- Boa tarde. Eu sou o Conde D, proprietário desta pequena loja pet shop. Posso ajuda-los em alguma coisa? – a voz dele era suave e envolvente, e seu sorriso repleto de simpatia, mas Lilith sabia que, por trás daquela fachada, se escondia um personagem perigoso.

Tom parecia ter os mesmos pensamentos, pois, tão logo a presença marcante do Conde se fez conhecida, ele se pôs a frente de sua companheira, protegendo-a, e rosnou um aviso para o dono da loja. Este sorriu e abaixou ligeiramente o olhar dando um pequeno passo para trás.

- Ummm. Um Demon e... Oh Deuses! Uma Kittyara! Fazia um longo tempo que eu não via um de sua espécie. – os olhos do homem se arregalaram maravilhados e ele começou a dar pequenos saltinhos. – É uma grande honra ter um de vossa espécie aqui, Milady. Vamos! Sentem-se e fiquem a vontade que eu já trago um chá. – pediu a animada criatura, conduzindo-os para um conjunto de sofás.

- Isso... Foi estranho. – Lilith concluiu quando eles foram deixados a sós.

- Definitivamente. – Tom murmurou, ligeiramente perdido com a velocidade dos eventos.

- Pronto, pronto, meus amigos! – o Conde voltou após alguns minutos, com um fumegante bule de chá e alguns doces. – Agora, em que posso ajuda-los? – ele pediu após se acomodar em uma poltrona em frente ao casal.

- Na verdade senhor Conde...

- Por favor, Milady, me chame apenas de Conde ou D. Senhor me faz parecer velho.

- Ora, então você também me fará o favor de me chamar de Lilith.

- Que assim seja. – D abriu um brilhante sorriso cheio de dentes, que foi imitado pela Kittyara.

- Sinto interromper o momento Colgate de vocês, mas o que você é? Por que não consigo senti-lo? – Tom pediu seu cenho se franzindo em suspeita e desagrado. Entretanto, para a surpresa dos dois homens, não foi o Conde quem respondeu.

- Porque ele é um Sybil que, assim como os Kittyara, têm uma forte afinidade com as trevas e com o ocultismo, sendo criaturas difíceis de identificar. Foi também por isso que nós nos demos tão bem. Ambos somos criaturas recatadas, vindas de uma sociedade matriarcal, embora os Sybil possuam representantes dominantes. – Lilith esclareceu, tomando um pequeno gole de seu chá.

Passado o assombro inicial, o Conde sorriu e assentiu. – Exatamente Lilith, embora eu esteja curioso para saber como você conseguiu me identificar, levando-se em conta que eu estou usando o máximo de meus poderes.

A morena apenas olhou inocentemente e tomou mais um gole de seu chá, evadindo a pergunta, ao que o Conde sorriu de maneira predatória.

- Ah... Um segredo? Adoro mistérios. – ele murmurou ainda sorrindo. – Mas, enfim, o que os trouxe até a minha loja?

- Eu não sei exatamente. Estávamos apenas passeando quando eu avistei a sua loja e me vi forçada a entrar, como se tivesse sido impulsionada por alguma força. – Lilith respondeu franzindo levemente o cenho.

- Ummm. Talvez tenha sido o chamado do familiar de um dos dois. – propôs o Conde.

- Eu já encontrei meus dois familiares. – Tom cortou.

- Sério?! O que eles são?! O que? – o homem no quimono saltava levemente em seu assento de animação.

- Uma serpente Basilisco e um Pesadelo. – o Lorde das Trevas respondeu a contragosto.

- Umm... Eu já tentei criar Pesadelos em minha loja, mas eles são muito temperamentais e não tem um pingo de senso de humor. Suponho que vocês se deram bem. – disse o Conde, recebendo um brilho contrariado do Demon. – Viu?! Sem nenhum senso de humor. Enfim... – ele suspirou, voltando a encarar a divertida Kittyara. – Creio que aquilo que a atraiu até esta loja tenha sido o poder de seu familiar. Agora, para encontra-lo, basta que você feche os olhos e se concentre.

Lilith fez como lhe foi dito e na hora sentiu aquela mesma sensação que a obrigara a entrar na loja, só que bem mais forte e urgente. Seguindo um impulso momentâneo ela abriu seus olhos, que estavam estranhamente vidrados, se levantou e se dirigiu para uma área escondida por pesadas cortinas vermelhas, nem mesmo prestando atenção aos seus dois acompanhantes que se apressaram para segui-la, o Conde exibindo uma expressão ligeiramente chocada e preocupada. Eles avançaram por uma série de corredores adornados com os mais variados tipos de quadros e tapeçarias até que Lilith se deteve em frente a uma pequena porta de madeira negra. Abrindo-a, ela percebeu que a porta dava em um deposito, onde outras criaturas, ainda mais estranhas do que as que eram exibidas na loja, pareciam estar armazenadas dentro de redomas de vidro, seus olhos fechados como se estivessem em transe.

Ela continuou caminhando, indiferente aos vidros e aos chamados preocupados de Conde D, quando a sensação que a guiava se deteve em um rompante e ela se viu encarando uma redoma com dois pequenos gatos em suspensão. Um deles branco e o outro negro. O estranho é que ambos possuíam uma marca dourada em forma de lua crescente muito parecida com a dela. Impulsionada pela curiosidade, Lilith avançou um passo e tocou na redoma, ignorando o grito de advertência que veio atrás dela. Imediatamente o objeto começou a emitir um grande resplendor, que cegou momentaneamente aos ocupantes do quarto.

- Lili!!! – Tom gritou, tentando proteger sua visão e chegar até ela ao mesmo tempo.

Quando a luz esmoreceu ambos os homens se arriscaram a olhar em volta, apenas para engasgarem surpresos. Onde antes havia a redoma com os dois felinos agora se encontravam de pé dois belos e imponentes leões, um macho branco e uma fêmea negra, ambos com suas marcas de lua crescente brilhando levemente. Marca esta que podia agora ser observada brilhando na testa de Lilith que, juntamente com o aparecimento dos seus apêndices felinos e de suas asas, lhe davam uma aparência majestosa. Ao vê-la, o Conde automaticamente caiu em um joelho, fazendo uma profunda reverência.

- Majestade. – sussurrou temeroso e maravilhado.

- Lili? – Tom chamou-a inseguro, suspirando de alívio quando ela lhe sorriu levemente. – Quem são eles? – quis saber, encarando aos dois felinos.

- Eles são os protetores pessoais da família real do Milênio de Prata, Luna e Ártemis. – Lilith esclareceu, tocando levemente na cabeça felpuda da leoa negra.

- E estamos aqui para servi-la, princesa. – uma suave voz feminina retumbou do animal.

- Nós estivemos adormecidos nessa loja, esperando o dia em que aquela com o Sangue Real enfim nos despertasse. – o leão murmurou numa voz grave e profunda. Ele então se voltou para o ainda estático Conde. – Obrigado por cuidar de nós todos esses anos Conde.

- Não há porque me agradecer, nobre Ártemis. Foi uma tarefa que a própria Rainha Vivianne me encomendou e eu a aceitei honrado.

O leão branco voltou-se então para encarar ao Lorde das Trevas, seus olhos azuis celestes brilhando em desafio.

- Desde os tempos remotos tem sido o meu dever acompanhar aos Reis do Milênio de Prata. Você pode ter sido escolhido pela nossa princesa como o seu companheiro, mas eu ainda não o aceitei como meu futuro soberano. – rosnou, empertigando seu corpo em toda a sua impressionante altura.

- Ártemis! – a leoa o repreendeu

- Não Luna! Ele deve provar ser merecedor do título de Rei Consorte do Milênio de Prata e da mão da nossa Princesa. – finalizou. Após isso ele voltou a brilhar e a encolher, reassumindo a forma de um gato branco. – Eu estarei de olho em você, Príncipe dos Demons.

- Ártemis... – Lilith murmurou um pouco abatida pela recusa de seu guardião em aceitar o companheiro que ela escolheu.

- Ele tem razão, amor. – o moreno consolou-a, abraçando-a calorosamente. – Não se preocupe. Eu irei provar que sou digno de você e do trono. Venha, vamos para casa.

- Espere Tom. – ela o deteve e se voltou para o sorridente Conde. – Quanto eu lhe devo por manter meus guardiões a salvo, Conde?

- Oh não, majestade! Eu não cobro pelos familiares deixados aos meus cuidados. — ele recusou educadamente, acariciando o topo da cabeça da Luna. – Mas, se estiver mesmo disposta a me pagar, eu considero um preço excelente a Srta. me convidar para conhecer o Palácio Real quando voltarem a morar lá.

- Considere feito! – Lilith sorriu, acenando enquanto Tom a guiava para fora da loja e em direção à área de aparição.

Uma vez lá o moreno os aparatou diretamente nos portões de entrada da Mansão Slytherin, e Lilith conteve o fôlego diante da magnífica visão. A sua frente se estendia uma imensa mansão em estilo colonial toda pintada de branco, com colunas de mármore gregas. O jardim era bem cuidado com rosas de várias cores crescendo ao redor. O caminho que levava à mansão era de pedra e, ao seguir caminhando por ele para evitar pisar na grama bem cuidada, Lilith pode apreciar uma linda fonte de mármore, com figuras de delfins e sereias que jorrava água de diferentes cores, em um verdadeiro show de luzes. Ao longe ela conseguiu identificar um estábulo e alguns cavalos que pastavam soltos.

Dentro da casa a vista era ainda mais magnífica. Havia um gigantesco hall de entrada, com cabides para pendurar casacos, quatro imensas portas de carvalho a esquerda e a direita, e duas belas escadas ao fundo que levavam ao andar superior. Olhando através das portas a direita Lilith viu uma luxuosa sala de estar, com paredes de coloração marfim e móveis de mogno escuro, sofás e cadeiras de forro preto, dispostos em frente a uma lareira tipicamente britânica. Quadros de diferentes artistas famosos podiam ser apreciados pendurados nas paredes, como Van Gogh e Monet. As duas portas laterais à esquerda levavam a um suntuoso salão de baile, com portas de vidro com vista para o jardim e um gigantesco candelabro dourado que pendia do teto com motivos de anjos. À direita da entrada do salão de baile outra porta levava ao salão de jantar, onde havia uma gigantesca mesa de madeira escura, suficientemente grande para caberem umas 60 pessoas.

- Tom! Isso é simplesmente assombroso. – Lilith murmurou embelezada.

-Isso tudo é seu agora, meu amor. – o Lorde sussurrou em sua orelha, antes de abraça-la e beija-la apaixonadamente.

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O resto do dia foi gasto explorando a mansão, com Tom mostrando todos os seus lugares favoritos, desde a gigantesca biblioteca, aos estábulos, onde ele introduziu-a a um de seus familiares, um garanhão Pesadelo negro chamado Scáth. Por último ele levou-a até o quarto que ambos iriam dividir no segundo andar. O aposento era tão imponente como o resto da casa, com paredes de pedras cinza, chão de madeira escura, móveis também escuros, uma janela que dava para uma sacada com cortinas verde escuras e uma ampla cama king-size com cobertas da mesma cor das cortinas. O banheiro era amplo de cerâmica cor creme, com uma suntuosa banheira, que Lilith se viu louca para experimentar. Vendo que já era tarde e que logo os seus Comensais estariam chegando para a reunião que ele havia marcado, Tom deixou-a para se arrumar e foi a procura dos empregados e elfos domésticos para lhes dar todas as indicações para o baile e jantar que seriam realizados após a reunião.

Ao deixar todos os preparativos prontos o Lorde voltou ao seu quarto para que ele também pudesse se arrumar. Entretanto ele se viu estancando no batente da porta, embasbacado com a visão que o recebia. Sua bela e magnífica companheira estava parada de frente para um espelho, ajeitando algumas rugas inexistentes de seu vestido vermelho-sangue tomara-que-caia que se ajustava perfeitamente às suas esbeltas curvas, ressaltando o tom moreno de sua pele e o brilho dos olhos dourados. Seu cabelo negro estava preso em uma trança lateral, com pequenas flores douradas adornando ao penteado. Seus atributos felinos estavam escondidos sob um forte glamour, embora a tatuagem das asas ainda pudesse ser admirada nas suas costas. Seu rosto, desprovido de qualquer maquiagem, irradiava felicidade e uma ponta de apreensão.

- Será que eu estou bem? Eu não quero fazer com que meu Dominante passe vexame. – ela pediu aflita, encarando aos dois felinos deitados na cama.

- Você está linda, princesa! E se seu Dominante pensar o contrário ele é um idiota. – bufou a felina de pelos negros, ligeiramente divertida.

- De fato... Eu teria que ser cego para não apreciar tamanha beleza. – Tom ronronou, se aproximando e puxando-a para um beijo cheio de desejo e luxúria. – O que me preocupa é que eu terei um tempo difícil esta noite espantando qualquer idiota que ousar se aproximar de você. – completou, rosnando levemente.

- Serve como punição para todas as mulheres que eu terei que espantar. – Lilith rebateu, um sorriso malicioso surgindo em seu rosto.

Assim que ambos estiveram devidamente vestidos, com o moreno trajando calças de um fino tecido na cor negra, camisa branca em estilo colonial e primorosas vestes negras com detalhes de serpentes prateadas, que lhe davam um ar de nobreza, eles se prepararam para se juntar aos seus convidados no salão de baile. Entretanto, antes que eles começassem a descer os vários lances da escadaria, o Demon a puxou para um canto do corredor isolado pelas sombras.

- Tom? – Lilith pediu ligeiramente preocupada com o olhar apreensivo de seu companheiro.

- Lilith, eu sei que nós mal nos conhecemos e que as coisas estão indo rápido demais, mas eu gostaria de fazer isso da maneira correta. Não quero deixar nenhuma dúvida do quanto você já é importante na minha vida, por isso... – ele respirou fundo e se ajoelhou diante dela, puxando uma pequena caixinha de veludo preto de dentro das vestes, enquanto encarava os agora arregalados olhos dourados daquela que ele sabia que iria amar para sempre. – Lilith Serenity Arcana Milleniun, este anel de noivado pertenceu a Consorte de Salazer Slytherin, meu ancestral, e você me faria o homem mais feliz do mundo se aceitasse usá-lo. – pediu abrindo a caixinha para revelar um anel de ouro branco em forma de serpente com uma esmeralda solitária saindo de sua boca.

Lilith, além das palavras e com lágrimas de felicidade ameaçando escapar, simplesmente assentiu e, assim que Tom colocou o anel de compromisso em seu dedo, ela se lançou sobre ele, fundindo seus lábios em um beijo arrebatador e cheio de amor, que foi retribuído na mesma intensidade por um orgulhoso e satisfeito Lorde.

Mais afastados, dois pares de olhos assistiam a cena, um deles meio emburrado e o outro decididamente divertido.

- Vamos Ártemis. Eu não sei o que você vê de errado nesse Lorde. Ele faz a nossa mestra feliz! – pediu Luna seus olhos alaranjados brilhando de contentamento e diversão.

- Ele ainda tem que se provar para mim, Luna. Não posso deixar qualquer um assumir ao Trono de Prata. Seria como denegrir a imagem do Rei Augusto. – Ártemis contrapôs seriamente.

- Eu sinto falta deles. – Luna miou tristemente. – Sinto falta da minha doce Vivian.

- Eu também sinto falta deles Luna. – o felino branco suspirou, lambendo levemente o rosto de sua companheira para transmitir-lhe conforto. – Mas nós ainda temos a nossa Princesa e Lady Vivianne conta conosco para protegê-la e ensina-la sobre os costumes de nosso povo.

- Você tem razão Ártemis. – a gata preta assentiu, observando a sua jovem mestra descer as escadas com seu companheiro.

Notas finais
Aviso Importante: Infelizmente o cap. 5 irá demorar um pouquinho para sair, pois estou passando por um período de provas e tenho que estudar -.-'
Mas assim que eu estiver em condições mentais (se eu não ficar louca no processo) eu continuarei a história.