Discovering A New World

19 Capítulo 19 - And so It Begins


Notas iniciais
"Minna-san!!! Gomenasai! Gomenasai! GOMENASAAAAAAIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Caham... Sério gente, eu realmente, REALMENTE, sinto muito pela gigantesca e absurda demora em postar um novo capítulo, mas, por favor, tentem entender. Eu estou passando por um momento crucial na minha vida... Acabei de me formar (sim! Sou uma Médica Veterinária agora ^^) e entrei naquela fase difícil, onde você deixa de ser a esperança da sociedade e se torna um problema social... Em resumo, minha vida está simplesmente de ponta cabeça. Por isso, eu gostaria de ter a compreensão de todos vocês, meus adorados leitores, pois, dependendo do tempo que eu demore para eu encontrar e me estabelecer em um emprego, os capítulos continuarão a serem postados com alguma demora entre eles. Entretanto isso não significa que eu estou abandonando minha história! Discovering já tem um final quase que completo e eu pretendo chegar até ele! Por isso, novamente eu peço a paciência e a compreensão de todos. Com carinho, Kir."

Banco Gringots

Foram necessários alguns minutos para que o rapaz moreno enfim se recuperasse. Nesse meio tempo Alder os conduziu de volta para a sala de reuniões. Após todos terem se estabelecido em confortáveis poltronas com uma xícara de chá nas mãos, Harry respirou profundamente e se voltou para encarar ao chefe goblin.

– Mestre Goblin..? – começou meio inseguro, suas brilhantes esferas esverdeadas cheias de temor.

– Chame-me Alder, pequeno.

– Alder... Você anteriormente mencionou que havia enviado uma carta, pedindo a minha presença para a leitura do testamento de Sirius, mas... Isso significa que... Ele está... Não! Não pode estar...

– Tinha calma jovem. Lorde Black está bem vivo, posso lhe garantir. – o goblin se apressou a aliviar ao conturbado rapaz.

– Mas então...

– Você deve lembrar que Lorde Black é um fugitivo de Askaban, e o Ministério está atolado de pessoas corruptas de olho na fortuna Black. – Alder meio rosnou, meio bufou. – Para evitar que as riquezas de sua família caíssem em mãos erradas, o Senhor da Casa Black veio até nós e autorizou a leitura do seu testamento... Se você estiver em condições, podemos proceder com ela.

– Faça isso, Alder. – Lilith assentiu com firmeza. – Eu também gostaria que fosse feita a releitura dos testamentos de Lorde e Lady Potter.

– Na verdade minha Senhora... – aqui o Mestre Goblin não conseguiu conter o rosnado de indignação. – A leitura do testamento dos Potter nunca foi feita. O Ministro da Magia ordenou que este se mantivesse selado até o décimo sexto aniversário do jovem Lorde.

Um silvo irritadiço foi tudo o que escapou pelos lábios de uma muito alterada Princesa Kittyara. Como aqueles humanos imbecis ousavam negar algo que era do seu filhote por direito?!

– Pois eu estou revogando essa ordem! Como parente de sangue mágico mais próxima do futuro Lorde Potter, eu tenho o direito de exigir a leitura dos seus testamentos. – ela rosnou.

– Imediatamente, minha Senhora. – o goblin sussurrou, fazendo uma reverência e saindo da sala para acatar com as ordens dadas.

– Nós somos parentes? – Harry pediu em um sussurro confuso.

– Se eu não me engano o seu avô paterno e o meu eram irmãos... Acho que isso nos faz primos em segundo grau. – Lilith explicou, ainda meio enfurecida.

– Então... Por que você não veio até mim antes?.. Por que eu tive que ficar naquele lugar?

– Ô filhote... – vendo as lágrimas se formando nas belas esmeraldas a Princesa Kittyara se adiantou e acolheu ao pequeno rapaz em seus braços, deixando que ele chorasse em seu ombro por toda a dor que havia sofrido. – Eu não podia pequeno. Minha própria herança também havia sido bloqueada até pouco tempo atrás. Mas eu prometo que, a partir de agora, eu sempre estarei ao seu lado, sempre pronta para ajudá-lo no que for preciso... E eu tenho certeza de que seu companheiro também fará o possível para protegê-lo. – ela finalizou com um sorriso matreiro, ao que o rosto do moreno se tingiu com um adorável tom de vermelho.

– Eu não entendo por que ele iria querer ficar comigo. – Harry murmurou apenado.

– Porque ele é a sua alma gêmea. – a morena esclareceu com simplicidade. -Os Veela têm os seus companheiros determinados desde o seu nascimento. Uma vez que atingem a maioridade mágica, eles começam a buscar por aquele ou aquela que os fará completos e, assim como nós, se eles se ligarem a pessoa errada ou forem rejeitados por dito companheiro, a sua própria magia irá matá-los... Uma vez feita a ligação, esta é eterna.

– Eu não sei se estou pronto para isso...

– Você o ama? – a pergunta inesperada de Luna pegou a ambos Kittyara de surpresa. Eles haviam esquecido completamente da presença dos dois felinos guardiões.

– Eu... Eu não sei. – foi o suspiro triste do jovem Griffyndor. – Agora que minha magia e minha mente foram limpas de toda influência externa desagradável, eu reconheço que uma parte de mim quer ter a chance de conhecê-lo, saber do que ele gosta, quais os seus hobbys... Mas outra parte não consegue esquecer que ele vem me atazanando a vida desde o nosso primeiro ano! – finalizou exasperado.

– Os dominantes tendem a tentar mostrar o seu poder quando estão perto de seus submissos, mesmo que eles não percebam isso. – a Kittyara explicou com uma risada divertida, recebendo um silvo de protesto do felino branco. – Ora, você sabe que é verdade Ártemis... Aposto que Draco veio com a conversa de que seria mais vantajoso estar ao lado dele do que de qualquer outro quando vocês se conheceram, não foi?

– Bem... ele meio que disse que eu estaria melhor com ele do que com alguém inferior como um Weasley... Mas, naquela época, eu ainda era uma criança e, apesar de tudo o que ele fez, Ron foi o meu primeiro amigo e Draco não estava sendo muito agradável... Eu não suportei vê-lo com toda aquela pose arrogante, então eu recusei o seu pedido de amizade.

– Ahhh... E o lado Veela parcialmente desperto do jovem Malfoy tomou aquilo como uma pseudo rejeição, de forma que ele se aproveitou de todos os seus encontros para provar que você havia feito a escolha errada. – ponderou a morena.

– Eu agora me arrependo de ter feito aquilo. – foi o comentário abatido do rapaz.

– Você sabe... Ainda não é tarde para concertar as coisas. Tente conversar com ele... Eu tenho certeza que vocês poderão se acertar.

Após analisar com cuidado o que lhe fora dito, Harry enfim abriu um pequeno sorriso, que iluminou todo o seu rosto.

– Eu vou... Obrigado minha Senhora.

– Oh não, você deixe disso! Nós somos família agora. Chame-me Lily, ou até mesmo tia Lily se preferir. – ela admoestou-o, franzindo o cenho com falsa irritação.

– E-Eu... Obrigado... – o sorriso no rosto do rapaz ficou ainda maior.

– Não tem de que filhote. – ela retornou, acariciando uma de suas felpudas orelhas com suavidade.

– Aqui estão eles! – Alder escolheu aquele momento para retornar, duas pequenas esferas de vidro aninhadas com cuidado em suas mãos. – Qual deles vocês gostariam de ver primeiro?

– Ahmm... Eu gostaria de ver primeiro o de Sirius, se não tiver problema. – Harry pediu meio nervoso.

Dando de ombros com indiferença, o goblin depositou uma das esferas em cima da mesa, de forma que todos pudessem vê-la, e tocou de leve em sua superfície. Imediatamente uma fumaça esbranquiçada circulou por dentro do globo e a voz de Sirius ecoou por todo o recinto.

“Eu, Lorde Sirius Orion Black, Senhor da Casa Mui Antiga e Nobre dos Black, declaro estar em perfeitas condições mentais... Não ria Remus!!”

Alguns segundos de silêncio.

“Caham! Como eu ia dizendo, eu me declaro apto e consciente a fazer esse testamento, de forma que vamos tirar toda a burocracia do caminho e partir para o que interessa!”

Aqui Harry não se conteve e soltou uma leve risada. Ele até poderia imaginar a cara safada de seu padrinho, enquanto falava aquelas palavras e era repreendido pelo seu amigo lobisomem.

“ Então, no grosso, eu deixo uma soma de 2.000.000 galeões para o meu companheiro, Remus Lupin, além da propriedade Black na Irlanda... Eu sei o quanto você sempre amou aquela casa Moony.”

“ E, finalmente, para o meu afilhado, Harry James Potter, eu deixo toda a fortuna Black e o declaro Lorde Black, dando-lhe o direito de exigir a sua independência mágica. Você merece filhote! Espero que, com isso, você possa finalmente ser livre.”

– Isso é tudo? – Lilith indagou com ligeira surpresa.

– Lorde Black sempre foi um homem de poucas palavras e muita ação. – foi a resposta meio divertida de Alder. – Então, o que você gostaria de fazer agora Sr. Potter?

– Esse testamento pode ser revogado? – o moreno pediu com cautela.

– Se a inocência de Lorde Black for provada, você pode devolver o Senhorio para ele, alegando inaptidão para exercer o cargo.

– Muito bem. Eu aceitarei o Senhorio dos Black por enquanto... Quanto a ser independente... – aqui ele olhou com ligeira preocupação para a mulher morena que, ao ver o olhar, lhe sorriu com doçura.

– Não se preocupe filhote, você sempre será parte da família, não importam as escolhas que você faça.

– Mas você não queria ser a minha Guardiã Mágica?

– Eu ainda serei, mas com menos responsabilidades. Em vez de manter um controle sobre todos os seus cofres eu atuarei apenas como uma conselheira, ajudando a gerir todas as suas riquezas até que você atinja a maioridade ou se case com o seu companheiro Dominante, que irá então assumir os negócios de ambos, embora eu espero que isso ainda leve algum tempo para acontecer... – Lilith explicou, a última parte dita em um murmúrio quase inaudível.

Ao encarar as esferas douradas e encontrar nelas apenas aceitação e orgulho, Harry tomou a sua decisão. Respirando profundamente, ele ajeitou a postura e voltou seu olhar para Alder.

– Eu gostaria de assinar os papéis para a minha emancipação.

– Pois não, jovem Lorde. Eles serão imediatamente providenciados. – afirmou o goblin. – Enquanto isso, passemos pelos testamentos de Lorde e Lady Potter.

Com um nó na garganta, o moreno apenas assentiu, e ficou a observar enquanto o Mestre Goblin depositava a segunda esfera na mesa e repetia o procedimento. Logo, a voz profunda do Lorde Potter retumbou pelo aposento.

“Eu, Lorde James Charles Potter, Senhor das Casas Mais Antigas e Nobres dos Potter e Gryffindor, declaro-me em perfeito uso de todas as minhas capacidades mentais...”

“Eu, Lady Lilian LeFay Evans Potter, Senhora da Casa mais Antiga e Nobre de LeFay, declaro-me em perfeito uso de todas as minhas capacidades mentais...” A voz suave da mulher secundou e Harry se viu dividido entre o sorriso e as lágrimas ao escutar a bela voz de sua mãe.

“De forma que aqui afirmamos nossa última vontade...” Eles terminaram em conjunto.

“Para nosso adorado amigo, Remus Lupin, deixamos a biblioteca particular de nossa casa de campo na Irlanda e um total de 1.500.000 galeões para gastar com o que lhe der na telha... Eu sei que você vai fazer bom proveito desses livros e dinheiro, Moony, então pode tirar essa carranca do seu rosto.” A voz de James soou divertida.

“Para Severus Snape, deixo meu diário particular e livros raros de poções... Eu sentirei a sua falta meu amigo...” a voz de Lilian entoou abatida.

“ Para Sirius Black, nós deixamos nosso bem mais precioso: nosso filho... Eu sei que você não precisa do dinheiro Pad. Por favor, proteja o nosso prongslet.” James pediu com suavidade.

“Se, por algum motivo, Lorde Black não se encontrar em condições de cuidar de nosso filho, a guarda deve ser passada para uma das seguintes pessoas: Remus Lupin, Lucius e Narcisa Malfoy, Severus Snape, ou Tom Marvollo Riddle-Slytherin... De nenhuma forma ele deve ir para os cuidados de Petunia Dursley!” Lilian demandou, severa.

“E finalmente, para nosso amado filho, deixamos todas as nossas posses e títulos... Não importa o que aconteça, Prongslet, nós sempre estaremos com você.”

Ao final, Harry estava soluçando abertamente, deixando que toda a mágoa, dor e tristeza escoassem junto com as lágrimas. Ele podia apenas sentir os braços calorosos ao seu redor, dando-lhe apoio e conforto, enquanto aqueles sentimentos ruins eram lavados de seu ser.

Foram longos minutos antes que Harry conseguiu se recompor, enxugando o restante das lágrimas com um lenço que lhe fora fornecido. Ele agradeceu com um sorriso aguado, respirou fundo e se empertigou, encarando ao goblin com olhos esmeraldas decidido.

– Eu gostaria que os itens do testamento de meus pais fossem realizados, Mestre Goblin... Também gostaria de exigir meus direitos como Lorde Potter e Gryffindor, bem como Lorde Black.

– Assim será feito, Milorde. Basta que você acrescente uma gota de seu sangue nessa bacia e os anéis familiares irão aparecer. – o goblin esclareceu, apontando para uma pequena bacia de ouro encrustada de pedras preciosas, que descansava em cima da mesa.

Com um aceno, o moreno pegou a adaga ritualística e fez um pequeno furo em seu dedo indicador, deixando uma gota cair no estranho líquido prateado que enchia o vaso. Após um flash esbranquiçado, todo o fluido desapareceu, deixando a mostra cinco anéis e uma fina pulseira prateada. Levando um dos anéis, Harry observou que ele era feito de ouro, com um rubi incrustado no meio de dois leões.

– Esse é o anel de Gryffindor. – Alder esclareceu, observando com satisfação quando o jovem rapaz colocou-o em seu dedo anelar e passou para o próximo anel, que também era de ouro, mas com uma pedra prateada incrustada com o brasão de um gamo com duas espadas cruzadas. – E este o dos Potter.

Um por um, os outros anéis foram colocados em seus dedos: o anel dos Black, um fino aro de ônix simples, com o dito “Toujour pur” escrito em ouro; o LeFay, um círculo de prata com um lápis-lazulli em seu centro e uma meia lua prateada desenhada em sua superfície; e o anel de herdeiro de Slytherin, uma cobra de prata enrolada em uma esmeralda. Neste último, Harry se deteve duvidoso.

– Como eu me tornei o herdeiro de Slytherin? – ele inquiriu, olhando para ambos adultos.

– Isso eu não posso explicar. – o goblin respondeu.

– Talvez Tom tenha alguma explicação. Podemos perguntar a ele quando retornarmos. – Lilith opinou, recebendo um aceno do rapaz.

Quando todos os anéis foram devidamente colocados em cada dedo de sua mão direita, eles brilharam levemente quando a magia inerente em seu interior reconheceu ao moreno como o seu novo mestre e desapareceram.

– Os anéis permanecerão invisíveis até o momento que você deseje usá-los. – o goblin esclareceu.

Assentindo em entendimento, Harry se voltou para a última peça que surgira, uma fina pulseira prateada, com pequenos pingentes de luas e estrelas detalhados com pedras ágata azuis. Tomando o ornamento com cuidado em suas mãos, ele se voltou para sua futura guardiã com uma sobrancelha erguida em questionamento.

– Esse é o símbolo dos Sacerdotes da Magia. – foram as palavras da Kittyara.

– Isso foi o que apareceu no meu teste de herança... O que significa? – o moreno pediu, confusão evidente em seus olhos esmeraldas.

A princesa Kittyara ponderou por alguns instantes, organizando seus pensamentos. Por fim, ela pareceu tomar uma decisão.

– Para responder a essa sua pergunta eu terei que entrar um pouco na história do nosso povo... Você lembra quando Tom lhe disse que nós somos uma raça intimamente ligada a Magia em si? – ao receber um assentimento do moreno ela sorriu e continuou. – O que muitos parecem estar esquecendo é que a Magia em si é a manifestação da força e da vontade dos Antigos Divinos...

“Nos tempos antigos, onde os Deuses ainda eram temidos e reverenciados, a Magia circulava livremente, dando sua benção aos povos que eram criados e atendendo aos comandos dos Divinos. E a maior representação da Magia em si era o Casal Real dos Deuses: o Grande Pai, Senhor da Luz; e a Grande Mãe, Senhora das Trevas. Ambos governavam sobre todos os outros seres, mortais e imortais, promovendo o equilíbrio na Magia que regia o universo. Entretanto, há muitos e muitos anos atrás, antes mesmo do nascimento daquele conhecido como o grande mago Merlin, o equilíbrio foi quebrado. Criaturas mágicas que antes viviam em harmonia começaram a se separar em seres de ‘Luz’ e ‘Trevas’, e passaram a lutar entre si para demonstrar qual era a raça superior, a mais forte. A Magia começou a morrer e, com ela, toda a Terra e seus seres entraram em colapso. Para evitar a catástrofe, o Grande Pai e a Grande Mãe de todos criaram duas raças de pura Magia, capazes de reestabelecer o equilíbrio e trazer a paz. Assim surgimos nós, os Kittyara, e nossos irmãos mágicos, os Kirins, filhos abençoados pela própria Magia.”

Lilith fez uma pausa para tomar um gole da bebida que lhe fora oferecida, um pequeno sorriso se formando em seu rosto ao ver a expressão deslumbrada de seu filhote, que escutava a todas as suas palavras com arrebatamento.

– Assim, para honrar aquela que nos criou, três dos mais poderosos de nossa espécie são escolhidos a cada geração, para representar e prestar culto as três faces da Grande Mãe. Como futura rainha do Milênio de Prata eu represento a face terrena da Mãe, ou Gaia; aquele ou aquela escolhido para representar a face espiritual da Deusa, ou Selene, são denominados sacerdotes ou sacerdotisas da Lua; e, por fim, aqueles escolhidos para representar Hécate, o poder e a magia da Grande Mãe, são conhecidos como sacerdotes ou sacerdotisas da Magia. – ela finalizou.

–Uau! – foi o comentário maravilhado do Kittyara mais jovem, que agora encarava a pulseira em suas mãos com algo semelhante à reverência. – Quer dizer que nós podemos nos comunicar com uma Deusa?!

Lilith assentiu divertida – E ela por vezes se utiliza de nossos corpos para exercer seus poderes entre os terrenos.

– Incrível! – Harry murmurou e, com cuidado, prendeu a pulseira em seu pulso, observando ainda enlevado como ela emitiu um brilho perolado e uma onda quente de magia passou por ele, reconhecendo-o como o novo sacerdote.

– Bom. Creio que o único que nos resta fazer é passar pela papelada, certo Mestre Goblin? – a morena inquiriu com energia, recebendo um aceno afirmativo.

Quando todos os papéis foram devidamente lidos e assinados, os dois Kittyara se despediram de Alder e se dirigiram para o Hall de entrada do banco, o moreno sorrindo com verdadeiro deleite por conta do rumo que sua vida estava tomando. Entretanto, o sorriso morreu de seus lábios quando, ao atingirem a arcada que dava para o saguão, Harry se deparou com o jovem loiro Malfoy rindo amigavelmente ao lado do rapaz de olhos violáceos, ambos perto demais para o seu gosto. Uma onda forte e quente de puro ciúme, que ele não tinha ideia de onde tinha vindo, imediatamente dominou todo o seu corpo e um sentimento instintivo o fez avançar. Com a agilidade do gato que habitava em seu interior, Harry se lançou entre os dois rapazes, surpreendendo-os, sua cauda e orelhas enriçadas pela ira.

– MEU! – foi o silvo possessivo que passou entre os seus lábios, enquanto ele aferrava suas mãos com garras na frente da camisa do loiro, seus olhos esmeraldas fendidos destelhando farpas em direção ao Nephilin.

O momento de silêncio se estendeu entre eles, até ser quebrado por suaves risadas, provenientes das duas mulheres que assistiam toda a cena de certa distância. Saindo de seu estupor, o jovem veela sorriu com verdadeiro deleite na direção do seu pequeno companheiro e se aproximou, enlaçando-o com suavidade pela cintura, enquanto lhe sussurrava em um dos ouvidos felinos.

– Acalme-se, amor.

– Meu? – o moreno resmungou, sua voz soando agora duvidosa, enquanto se voltava no abraço para encarar ao rapaz mais alto com suas anormalmente brilhantes esmeraldas.

Com seus olhos adquirindo um atípico tom prateado, Draco soltou um rosnado estrangulado e se lançou sobre o mais jovem, se apoderando de seus lábios convidativos em um beijo cheio de paixão e possessividade. Todo e qualquer pensamento remotamente racional saiu voando da mente do moreno naquele instante, sendo substituído por ondas e mais ondas de um desejo intenso que inflamou todos os poros do seu corpo e o fez se aferrar ao outro rapaz, se rendendo ao beijo com a sofreguidão de um beduíno perdido no meio do deserto.

O momento foi quebrado quando um alto pigarro soou pelo corredor, penetrando na mente turva do moreno. Percebendo então a posição em que ele se encontrava, agarrado com firmeza ao peitoral musculoso do rapaz loiro, Harry o soltou com um empurrão, suas faces adquirindo uma adorável tonalidade avermelhada. Uma suave risada divertida o fez olhar para cima e encarar as belas esferas prateadas, que brilhavam cheias de prazer e luxúria.

– Você fica tão lindo quando está assim corado. – Draco sussurrou, acariciando uma das felpudas orelhas negras de seu companheiro, fazendo-o corar ainda mais. – Eu me pergunto até onde essa adorável cor vai. – ele praticamente ronronou, se adiantando e lambendo uma área sensível no pescoço do moreno.

Com um guincho indigno de choque, Harry saltou dos braços do loiro e se escondeu atrás da Kittyara morena, que estava fazendo um esforço fenomenal para não rir da cara apenada de seu protegido.

– Draco, comporte-se. – Lady Malfoy repreendeu ao seu filho, embora seus lábios também tremessem em ligeira diversão.

– Mas eu não posso me conter mãe! Ele é tão adorável. – o loiro se defendeu. Um sorriso malicioso e cheio de desafio aflorou em seu rosto quando ele escutou o silvo indignado do Kittyara moreno, que agora o fuzilava com seus belos olhos esmeraldas, sua cauda e orelhas enriçadas pelo descontentamento.

Lilith, ao ver o que aparentava ser o início de um longo argumento, resolveu dar o assunto como encerrado para que eles pudessem continuar com seus planos.

– Vamos lá, casalzinho ternura. Nós ainda temos muito que fazer e eu realmente gostaria de voltar para casa antes do sol se por. – e, com essa afirmação, ela lançou um encanto glamour para esconder os atributos felinos de ambos e se dirigiu para a saída do banco, um ainda injuriado moreno ao seu lado e um loiro com um sorriso presunçoso logo atrás.

oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Mansão Riddle.

– Meu Senhor, por favor, eles vão ficar bem. – Lucius Malfoy suspirou com ligeiro aborrecimento, enquanto observava ao seu Lorde passear de um lado para o outro da sala de reuniões, posição que ele havia adotado desde que seu espião, Severus Snape, havia sido convocado para uma reunião de emergência da Ordem. – O velho tolo deve estar apenas querendo atualizações sobre o nosso lado da guerra.

– Ele nunca foi convocado dois dias seguidos. – Voldemort praticamente rosnou, parando em frente a lareira e encarando as chamas com olhos sombrios. – Não sei... algo não está certo.

– Você consegue ouvir alguma coisa, Shuichi? – o Kittyara loiro perguntou ao seu companheiro de cabelos rosados, ambos sentados confortáveis nos colos de seus dominantes.

– Ouvir? – Lorde Malfoy pediu com educada curiosidade.

– Como um elemental e Senhor dos Bosques, eu posso me comunicar com qualquer forma de vida vegetal... É bem divertido, na verdade. As árvores são realmente muito fofoqueiras. – o jovem de olhos esverdeados esclareceu com uma risadinha divertida, mas logo seu semblante ficou sério. – Entretanto, eu concordo com o Lorde das Trevas... Algo definitivamente não está certo... As árvores estão silenciosas.

Voldemort soltou um grunhido irritado e começou a fazer o seu caminho para a saída do aposento, sua mente fixa na ideia de encontrar sua bela companheira e trazê-la de volta para a segurança da mansão, quando o seu caminho foi barrado por um perturbado elfo-doméstico.

– Milorde...

– É bom que seja importante. – ele sisseou para a criatura trêmula.

– Sinto muito Milorde! São dois convidados Milorde! Dois convidados estão pedindo para falar com Milorde e o Lorde Peixe, Milorde! – a pobre criatura guinchou apavorada, se encolhendo ante o brilho maligno nas esferas avermelhadas.

– Convidados? – foi Simbad quem indagou, um pouco indignado pelo título que o ser lhe dera.

– Sim, sim, Lorde Peixe! Dois convidados. Um sr. cavalo marinho e uma srta. gatinha hiper. – o elfo respondeu, acenando com entusiasmo.

– Oh não! Ela não. – foi o lamento que soou do general Marina, que, nem bem as palavras deixaram sua boca, se viu levado ao chão por um vulto que passou voando pelas portas abertas.

– Kamiuuuuu!!!!

– Meri! – o homem de cabelos azulados rosnou, tentando desalojar seu atacante de suas costas. – Saia!

Uma risadinha divertida foi toda a resposta que o homem conseguiu.

– Tytar! Deixe-o em paz. – a jovem de curtos cabelos dourados, brilhantes olhos azulados e corpo petit foi erguida de cima do general por um alto e musculoso rapaz, de cabelos curtos pretos e olhos azuis-marinhos.

– Aumm Kaiiii!! Não acabe com a minha diversão. – ela resmungou, fazendo um beicinho adorável. Sua felpuda cauda amarela com manchas negras balançava de um lado para o outro e seus diminutos ouvidos felinos estavam achatados em sua cabeça, demonstrando seu aborrecimento. Trajava um vestido de babados azul claro, que lhe conferia um ar de boneca de porcelana, enquanto seu parceiro vestia uma simples blusa turquesa e jeans pretos.

– Não estamos aqui para isso. – o jovem repreendeu a sua companheira.

– Então por que exatamente vocês resolveram invadir minha residência? – Tom sibilou com frieza, todo o seu corpo ainda tenso.

– Mil perdões, Milorde. Parece que minha pequena companheira estava um pouco impaciente para chegar até aqui. – ele se desculpou.

– Mas eu queria ver a minha Princesa! – a pequena se lamentou, fazendo beicinho e batendo o pé no chão. Duas leves risadas atraíram a atenção dela para os dois rapazes Kittyara, e seus olhos azulados se acenderam com prazer. – Irmãos!!!

Com movimentos rápidos ela se lançou sobre os dois Kittyara, que a receberam em seus braços com sorrisos divertidos e ronronados amigáveis. Soltando um suspiro exasperado e ignorando aos três afoitos Kittyaras, Kamus se ergueu com movimentos fluidos e resolveu esclarecer.

– Peço perdão pelas ações de meus conterrâneos, Milorde. Permita que eu os apresente. – ele então apontou para o rapaz de semblante sério e olhos azulados. – Este é Kai Perseus Atlantti, General Marina do Oceano Pacífico, e aquela é sua companheira, Lady Tytar Meri...

– MEU SENHOR! – o chamado em pânico do Mestre de Poções, quando este invadiu sem cerimônia o recinto, cortou toda e qualquer conversação que poderia se desenvolver e o Príncipe dos Demons sentiu todos os seus músculos se tensarem em apreensão quando os olhos de obsidiana se fixaram aos seus, cheios de temor. – Nós temos problemas.

E então todo o inferno se desatou.

Notas finais
KIR: Ufa! Consegui. TOM: Demorou bastante. - voz sarcástica. KIR: Me deixa ¬¬ LILITH: Pelo menos saiu, né? KIR: Vcs dois querem parar de me atazanar a vida! HARRY: Mas eles só estão dizendo a verdade. - murmurando. KIR: Você, quieto! Ou eu vou começar a te colocar com uma personalidade de Maria Madalena chorona. HARRY: NÃO! O.O DRACO: Umm.. Agora que eu parei pra pensar, ele parece estar se recuperando bem de toda aquela experiência traumática... Não que eu esteja reclamando, mas achei que ele iria ser do tipo "não me toque" ou "eu não mereço" por um bom tempo. KIR: É o lado gato dele... - dá de ombros. - Eu vou explicar mais a frente. Por hora, eu deixo as coisas como estão. Bjos gente! Até o proximo!! =^.^=