Dirty Little Princess
9 The Human Nature
Notas iniciais
NÃO ME ODEIEM!
Tem muita história ainda e espero que aceitem bem esse capítulo!
Tem o Link de uma música no texto, não costumo fazer isso mas seria legal se ouvissem.
1 de Novembro
8:32 a.m
Havia muito tempo não me lembrava de dormir tão pesado como naquela noite, a cama parecia mais aconchegante do que nunca, era como se nem estivesse em meu dormitório. Não fazia idéia de que horas eram, mas sabia que tinha perdido a hora da corrida matinal. Eu não entendia como aquilo poderia ter acontecido, sempre acordava com o raio de sol que entrava pela janela oposta a minha cama.
Onde estava esse raio de sol? Pensei mais um pouco e então finalmente a ficha caiu. A pergunta que deveria ser feita era;
Onde raios eu estava?
Ai, Merlin, será que eu bebi demais e fui parar no lugar errado?
Para piorar minha situação senti a respiração de alguém na minha nuca.
Ai, Merlin, será que eu bebi demais e fui pra cama errada? A noite passada voltava em flashes dispersos em minha mente, mas ainda não me lembrava de como havia parado em uma cama que não fosse a minha.
E o pior, no momento não fazia idéia de quem estava ali comigo, um medo enorme me invadiu. E se eu tivesse feito uma grande besteira? E se nesse momento eu não fosse mais virgem?
Ai, Merlin, minha cabeça doía imensamente, e eu me toquei que usava uma camisola branca desconhecida.
Cheguei a conclusão que usar uma camisola era melhor que estar nua, a respiração pesada continuava a me acertar a nuca, e por mais que eu estivesse morrendo de medo de me virar na cama para descobrir quem dormira ao meu lado era algo que deveria ser feito.
Delicadamente movi meu corpo para não acordar quem quer que fosse.
AI MERLIN, MORGANA, DEUS, ODIN, ZEUS...QUALQUER UM QUE ESTEJA ME OUVINDO!
Como foi mesmo que eu e Hugo Weasley viemos parar na mesma cama?
Como resposta, as lembranças foram voltando, e finalmente lembrei do motivo por eu não querer ir àquela festa de dia das bruxas!
31 de Outubro
09:33 p.m
Estava apreensiva parada em frente à grande porta de madeira do salão onde seria a festa. Era um salão nas masmorras e muito usado para pequenas festas promovidas por professores, a porta estava fechada e eu sabia que o motivo era evitar a entrada de penetras, qualquer um que entrasse ali seria o centro das atenções.
Respirei fundo mais uma vez e estiquei a mão, mas não tive coragem de empurrar a porta, qual é Lily? Você é ou não é uma grifinória? Com esse pensamento abri a porta, que infelizmente fez um barulho terrivelmente alto.
Nunca fui como Sara que odeia ser o centro das atenções, mas naquele momento foi impossível evitar que minhas bochechas corassem.
TODOS, absolutamente todos me encaravam, algumas garotas sorriram pra mim, enquanto outras simplesmente desviaram o olhar. A maioria dos garotos me olhava de um modo estranho, como se nunca tivessem me visto, imaginei que era um choque ver a sempre atlética e despojada Lílian Potter vestida de princesa.
Então finalmente encontrei o rosto que mais ansiava por ver, encontrei aqueles olhos azuis perfeitos, e o mais perfeito era que Hugo Weasley naquela noite era príncipe. Era muita coincidência, era muita sorte, finalmente o destino estava me dando uma mão, nossas fantasias combinavam.
Juro que ele sorriu como nunca sorrira antes, juro também que ele vinha em minha direção mas assim que deu um passo a frente foi segurado por ninguém mais ninguém menos que Lana Prescott.
Confesso que a loira estava deslumbrante de Marylin Monroe, ela tinha tudo, a delicadeza, a sensualidade, a beleza o carisma, Lana Prescott era a perfeita Marylin, porém aquela noite era minha.
Eu tivera certeza disso na primeira vez que me olhara no espelho já pronta, e agora ao ver seu sorriso prepotente morrer ao me encarar eu tinha ainda mais convicção. Ela não me superaria naquela noite, pelo menos naquele momento ele seria inteiramente meu.
-Lily, sabia que você iria vir, está deslumbrante! – Não percebi que Lise estava por perto até o momento que a fadinha pulou em meu pescoço toda animada.
-Sua amiga tem razão Lilyndinha! Nunca te vi tão bonita. – Sorri de orelha a orelha ao ouvir James. Ele estava ali!Realmente estava, sem me agüentar dei uma grande abraço nele, como eu sentia falta do meu irmãozão.
Como o esperado Sara estava ali também, minha amiga nada disse, apenas sorriu em aprovação. E eu entendi o que ela queria dizer, era fácil ver que de certo modo estava orgulhosa de mim. Notei então que ela e James estavam de mãos dadas, pisquei pra ela que corou e soltou a mão do meu irmão mais velho.
Logo, fui tirada para dançar por um séptimanista da Corvinal, dancei como nunca na minha vida. Desviei de algumas tentativas de beijo, troquei de par, bebi cerveja amanteigada e me arrisquei com um pouco de whisky de fogo.
Não fui atrás de Hugo, não o procurei, apenas tratei de me divertir, naquela noite era ele quem procuraria. Afinal, era ele quem sempre me perseguia, a diferença é que dessa vez eu não iria fugir, dessa vez eu queria que ele percebesse que EU, era tudo que ele precisava.
Foi no final da festa, eu estava cansada, suada, rindo de qualquer coisa, meus pés doíam, estava sentada no fundo do salão, meus amigos já tinham ido embora mas eu não me importava, sabia que ele viria até mim, mais cedo ou mais tarde aconteceria.
Foi quando uma mão conhecida foi estendida a minha frente, senti seu cheiro e soube imediatamente que era meu príncipe. Ele não disse nada, nem era preciso, apenas nos encaramos como tantas vezes já havíamos feito e me deixei ser levada para a pista.
Tocava uma música com uma batida sensual e lenta do tipo que se dança sozinho, típica de fim de festa, eu devia estar bêbada, porque nunca antes havia tido a coragem e desenvoltura necessária para dançar sensualmente da forma como fazia.
Jogava meus braços pra cima, e então os deixava cair em meus cabelos enquanto rebolava como nunca antes, fazia minhas mãos passearem do meu pescoço até meus quadris e então repetia o gesto sem nunca parar de rebolar, meus olhos estavam fechados e eu sorria de puro prazer ao saber que ele estava ali me olhando, me desejando.
Fui pega de surpresa ao sentir suas mãos me puxarem pela cintura me aproximando de seu corpo, a eletricidade entre nós foi imediata, e era impossível não encará-lo e não sorrir, nossos corpos se moviam juntos, em uma perfeita sincronia.
Já estava até vendo a hora em que um dos professores nos expulsaria por atentado ao pudor, porque tenho certeza que nossos movimentos não eram nada inocentes, foi quando que prestando atenção na letra da música tive que cantá-la no ouvido de Hugo. Ele entenderia a mensagem.
-Se eles perguntarem, por que, por quê? Diga a eles que é a natureza humana! – Pela forma como me encarou ele entendeu, éramos apenas isso, dois humanos que cometiam milhares de erros como todos os outros. Dois seres humanos que em algum momento da vida passaram a se desejar, e infelizmente, ou felizmente era de nossa natureza ceder a isso.
-Quer sair daqui? – Me perguntou em um dado momento.
-Quero! – Respondi imediatamente sem medir conseqüências.
Saímos juntos daquele salão, estávamos de mãos dadas, e quando estava na porta olhei pra trás e para minha surpresa e deleite, ali estava Lana Prescott. A bela me encarava com um misto de fúria, tristeza e decepção, mas naquele exato momento não senti culpa, sinto vergonha em dizer que simplesmente sorri para ela, sorri do mesmo modo superior e vitorioso que ela sempre sorria pra mim.
Juntos corremos pelo castelo até a sala precisa, que no momento em que entramos era uma grande sala de estar, havia sofás e poltronas, além de um felpudo tapete no chão.
No momento em nos vimos a sós na sala, Hugo me beijou, como nunca antes havia feito, me beijou de um modo que deixava claro o que queria, me beijou com vontade, desejo e até uma certa agressividade.
Não pensei em nada, não pensei nas conseqüências quando o ajudei a tirar meu vestido, e menos ainda quando nos deitamos em uma cama que aparecera ali. Eu só queria aquilo desesperadamente, eu queria que ele me fizesse sua, queria que percebesse que eu era a garota certa pra ele.
Foi quando ele parou de me beijar e se afastou de mim, como se de uma hora pra outra houvesse percebido o que estava acontecendo. Fiquei em choque, o que havia acontecido?
-Hugo? – Chamei. – Qual é o problema? – Perguntei me sentindo um pouco envergonhada, será que eu havia feito algo errado?
-Não posso fazer isso. – Falou olhando para a parede.
-O que? E você me diz isso agora? – Perguntei me contendo para não começar a chorar.
-Sinto muito, mas precisamos conversar. – Disse de modo duro, eu não queria conversar, estava cansada de conversar.
-Hugo, você me ama? – Perguntei na lata, sim posso ter enlouquecido, mas precisava de uma resposta.
-Amo. – Respondeu meu primo e vi sinceridade em sua resposta.
-Então, qual é o problema? –Perguntei acariciando seu braço nu.
-Pode se vestir Lily, por favor? – Eu estava só de calcinha, e Hugo evitava me olhar, um pouco bêbada e com preguiça de colocar o vestido novamente desejei uma roupa leve, e a sala providenciou uma camisola branca de algodão para mim.
-Pronto, pode me olhar agora? – Perguntei contendo as lágrimas. E ele me olhou, eu não conseguia de modo algum ler sua expressão, só sabia que ele parecia preocupado.
-Lily, eu amo você, mas não podemos fazer isso, seria sua primeira vez, e eu não sei poderei viver com isso. – Fiquei vermelha ao ouvir essa declaração.Mesmo assim armei uma resposta.
-Mas Hugo, se você me ama, qual é o problema? – Perguntei sem entender, onde ele queria chegar com aquilo.
-Eu amo você, mas amanhã ainda vou querer namorar com Lana. – Ele disse me fazendo franzir a testa, se ele me amava porque diabos ele ainda iria querer namorar com ela?
-Hugo, acho bom você me explicar o que está acontecendo com você! – Falei soando mais dura do que gostaria.
-Olha, eu gosto dela, Lana é divertida, bonita, me faz rir! Eu a amo também, entende? Depois dessa noite, o que achou que mudaria?Seja sincera. – Me perguntou ele, e eu fui o mais sincera que pude.
-Achei que ia terminar com ela. – Respondi, e ele foi rápido em responder.
-Não consigo. – Por quê? Eu me perguntava, por que, eu tinha que me envolver tanto nessa história! Não era tão difícil escolher entre nós duas, era?
-Quem você ama? – Tornei a perguntar, em resposta meu primo abaixou a cabeça, ele não sabia me responder, ele estava sendo sincero, eu sentia isso nele.
-Além disso, tem essa outra garota agora, que anda meio que ocupando meus pensamentos. — Confessou meu primo para meu desespero.
-Três? Qual é Hugo, ninguém pode amar tanta gente assim! É impossível, ou você ama uma só ou não ama nenhuma! – Falei com raiva, meu primo me encarou de modo sério e perguntou.
-Será? Será que você sabe o que é amar alguém Lily? Por que eu sei o quanto pode ser confuso estar apaixonado, eu me pergunto se você ainda me ama como quanto tinha 15 anos. – Não consegui dar uma resposta a ele, eu deveria ter gritado, TE AMO, mas não pude, algo me impediu e temo dizer que foi minha própria consciência.
Após algum tempo de um silencio constrangedor, decidi mudar o rumo da conversa, afinal ELE, era o errado e não eu.
— Eu desisto! Eu oficialmente desisto, uma coisa era a Lana Prescott, mas ter que brigar com duas pela sua atenção? É humilhante, chega! Agente para por aqui! – Falei, sem conter as lágrimas.
-Você sempre vai ter minha atenção, sempre será especial pra mim! — Disse Hugo segurando meu braço.
-É, mas você não vai me pedir em namoro, e não vai deixar de amar, as outras duas garotas por mim.
Hugo não respondeu, só desviou um olhar, e eu percebi que por mais que me doesse admitir eu estava certa.
Era impossível não querer chorar, me sentia péssima com aquilo e ele não estava melhor, parecia até culpado. Nos encaramos e sem planejarmos começamos a nos aproximar, de um modo tímido e lento, como se soubéssemos que aquele seria nosso último beijo, como se devêssemos aproveitar ao máximo esse último momento juntos.
Quando estávamos bem próximos falei:
-E aqui vamos nós de novo! Me pergunto por quê? – Fui calada com seus lábios, diferente de antes o beijo foi delicado, doce e carinhoso. Pela primeira vez entendi que talvez não fosse nosso destino ficarmos juntos, talvez fosse preciso esquecê-lo, talvez, só talvez era hora de crescer e amadurecer.
Quando nos separamos, disse aquilo que estava engasgado há algum tempo.
-Nós já terminamos há muito tempo! Só nos dois não percebemos isso, insistimos, insistimos e nos magoamos. – Mais uma vez Hugo, não me respondeu, ao contrário me fez outra pergunta.
-Então o que nós temos? – Pensei um pouco para responder sabendo que dizer em voz alta aqui magoaria a mim mesma e a ele.
-É só desejo... faz parte da nossa natura humana! – Mais uma vez meus olhos se encheram de lágrimas, mas não deixei com que caíssem. Após alguns minutos de completo silencio, Hugo deitou na cama e abriu os braços em um convite mudo, foi assim abraçados que pegamos no sono, dormi imediatamente sabendo que por pior que eu estivesse não havia mais ilusões em nossa quase extinta relação.
1 de Novembro
8:41 a.m
Engraçado, a sensação que tinha era que havia crescido mais um uma noite do que em um ano, olhando friamente os fatos era engraçado ver como havia mudado de opinião em horas.
A noite começara com uma Lílian decidida, que logo se tornara sedutora para então terminar a noite como uma Lily madura. Eu ainda gostava de Hugo, afinal, ninguém deixa de gostar em tão pouco tempo, mas eu entendia que gostava dele do modo errado, era doentio e eu precisava deixá-lo.
Em algum momento o amor tinha virado obsessão e era ridículo, não sabia como, mais eu iria esquecê-lo, iria voltar a vê-lo como um irmão, como meu melhor amigo.
Então assim que era crescer? Bom por enquanto a experiência não estava sendo nada agradável.
Foi então que me lembrei da hora, oh Merlin, as garotas deviam estar assustadas e eu não podia falar pra elas que havia dormido com Hugo, não poderiam saber de nada disso. Primeira coisa que fiz foi acordar Hugo, quando ele estava mais ou menos acordado combinei com ele o que faríamos:
-Escuta, eu vou sair na frente, vou falar para Sara e Lise que você me deixou na Sala Precisa após notar que eu estava um pouco bêbada, e se perguntarem de você, diga que passou a noite com a Prescott. Entendeu? – Perguntei notando que ele estava meio sonolento.
-Sim, não se preocupe. – Era impossível não me preocupar, mas aceitei o que ele disse, coloquei uma roupa limpa fornecida pela sala e fui na direção do salão principal, pensei que se alguém descobrisse o que tinha acontecido eu e Hugo teríamos que dar muitas explicações.
Notas finais
LINK: https://www.fanfiction.com.br/historia/199166/Secrets_Of_Soul
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