Dirty Little Princess
2 Conhecendo Lily Luna
Capítulo 1
Conhecendo Lily Luna
Último jantar em família dos Weasley antes do início das aulas, nem sei por que isso ainda existe? Afinal eu e Hugo somos os únicos que vão para Hogwarts este ano. Tá certo que a Rose logo volta para a Califórnia com o Scorpius, eles estão estudando lá, ela quer ser curandeira e ele ser auror e a Nique volta a viajar pelo mundo fazendo suas matérias. Mas o resto dos netos nem saem de longe de casa mais! É só a vovó chamar que todos aparecem para um almoço de domingo!
Mas bom, tradição é tradição, de modo que aqui estou eu me arrumando pra ir pra Toca, não que eu esteja me esforçando muito, é só a casa dos meus avós afinal. Como já disse tradição é tradição, então logo papai vai gritar.
–Gina, Lily vamos logo vocês duas! Nós só vamos jantar na Toca!-Meu pai berrava acompanhado dos meus irmãos que resmungavam sem parar lá em baixo. Quase pude visualizar a cena, Alvo todo certinho batendo os pés, James bufando como meu gato e meu pai desarrumando os cabelos de modo impaciente.
Me olhei pela última vez no espelho do meu quarto, é eu poderia ser mais bonita mas por outro lado sei que poderia ser muito mais feia. Não que eu me achasse feia, mas sempre havia algumas imperfeições aqui e ali, certo havia um milhão delas aqui e ali.
Meu nariz, por exemplo, eu odeio meu nariz! Não faço ideia de onde é que ele veio, meu pai tem um nariz bonito o da minha mãe é lindo e empinadinho e o meu é todo fora de ângulo! E meus olhos, é claro! É sério onde estavam os genes do meu pai quando se precisa deles? Por que ele não me deu aqueles magníficos olhos verdes, e pra piorar eu também não tenho os belos olhos cor de chocolate da minha mãe! Isso é tão injusto! A genética em si é injusta por demais com Lílian Potter.
Meu primo Hugo diz que meus olhos refletem meu humor e acho que pode até ser! Alguns dias eles estão de um castanho puxado pro verde, e em outros estão exatamente da cor do mel, amarelos....quem na face da terra tem olhos amarelos?
Bufo irritada enquanto tento fazer com que meus cabelos lisos fiquem um pouco menos escorridos que o normal, outra coisa que não podia ser normal. Ruivos e lindo como os dos Weasley? Negros como os do papai? Não é claro que não, como já disse a genética foi injusta comigo, apenas um tom avermelhado e indeciso.
–Lílian só falta você!-Meu pai gritou lá de baixo, suspirei e me olhei mais uma vez no espelho dando a última conferida. Blusa listrada preta e branca e uma saia. Certo, vamos aproveitar o curto verão Inglês! Mas não custa nada levar o casaquinho de lã branco que a vovó fez pra mim....
–Lílian! -Gritou James impaciente como sempre, ele realmente estava precisando de uma namorada para acalmar os ânimos.
–Eu já to descendo caramba! — Falei no alto da escada.
–Mas pode subir de novo! — Falou meu pai nervoso olhando pra minha saia. Tá legal eu admito quando se tem pernas como as minhas os pais realmente não gostam de vê-las expostas.
–Pai! — Gritei indignada batendo o pé como uma criança que quer um doce ou como a princesinha mimada que eu era.
–Concordo com o papai! Você deve ter alo mais decente em seu armário!-Falou James apontando pra mim.
–Ah, pelo amor de Merlin! Vamos logo e eu não troco de roupa nem amarrada! – Anunciei descendo as escadas e tentando me fazer de firme, mesmo que eu soubesse que bastava apenas uma ordem do meu pai e eu teria que obedecer.
Minha mãe como sempre não escondeu o riso ao ver o ciúme do meu pai e dos meus irmãos. Fala sério ela mais do que ninguém tinha que ser solidária comigo, afinal passou pelo mesmo drama que eu ao ser a caçula da família. Mas Gina Potter parece querer me ajudar de alguma maneira? Não é claro que não, deixe a filha sofrer as mesmas humilhações ao ser super-protegida.
Fomos para os fundos da casa e meu pai retirou o feitiço anti-aparartação.
Aparartamos no local de sempre, mais ou menos a uns 300 metros da Toca. Caminhamos juntos na direção da casa sabendo que mais uma vez nós éramos os últimos a chegar:
–Finalmente! — Exclamou meu tio Jorge quando nos aproximamos, como sempre não cabia todo mundo lá dentro então as mesas de armar estavam postas na frente da casa. Droga! Tinha perdido a lutinha entre as mesas, adorava quando uma perdia uma perna e a vovó saia furiosa de dentro de casa com a vassoura em mãos.
–Boa noite pessoal! — Cumprimentei chegando na frente do resto da família.
–Boa noite princesa!-Meu vô falou sorrindo ao me ver.
–Boa noite vovô! — Falei dando um beijo em sua bochecha, e logo depois beijando minha avó.
–Olá querida! Fiz um suéter novo da Grifinória pra você usar este ano! Cresceu tanto!-Ela falou, caraca ser caçula te dá muitas vantagens.
–Obrigada vovó!-Respondi sorrindo e indo conversar com meus primos que estavam na sala. Nunca muda adultos na mesa de jantar conversando e jovens na sala. Meus irmãos já estavam na sala, diferente de mim eles não paravam para beijar o vovô e a vovó. E é por isso que eles não ganhavam suéteres extras como eu ganhava, sem contar os biscoitos que meu avô escondia pra mim.
–Oi, pessoal!-Falei chegando ao meu modo extrovertido, estava em casa ali.
–Lily! Que bom que chegou!-Rose cumprimentou sorrindo.
–Claro, quem é que iria animar isso aqui se eu não chegasse?-Perguntei rindo e fazendo uma pose como se fosse a dona do pedaço.
–Eu é claro! — Gritou meu primo Fred me fazendo rir.
–Ah não, você não consegue ser tão divertido sem mim! — Suspirei fundo e me sentei no sofá dando uma analisada no ambiente, notei que faltava um casal ali. Onde estavam Vic e Ted? Eles tinham casado há mais ou menos um ano e sempre compareciam a este jantar.
–Nique onde está a sua irmã?-Perguntei curiosa tentando não lançar olhares furiosos aos malditos cabelos loiros e perfeitos dela.
–Ela e o Ted acabaram de sair, Victoire falou que tinha que conferir algo!-Explicou Nique dando ombros.
–E o Hugo cadê?- Questionei sentindo a falta do meu primo preferido. Certo ele é bem mais que o meu primo preferido, a verdade é que entre nós existe uma leve tensão ou como diz a Rose existe um frison. Mas a questão é a seguinte Hugo é meu primo, crescemos como irmãos praticamente! Simplesmente não pode haver nada entre nós além de uns beijos escondidos! Sério às vezes tenho a impressão que as coisas entre nós nunca vão se resolver de verdade, já faz algum tempo que percebi que estava apaixo....NÃO! Encantada, essa é a palavra certa, encantada por ele.
–Lily! Ouviu algo do que eu disse?-Rose perguntou olhando pra mim e reprimindo o riso.
–Não, desculpa! — Falei sentindo o rosto corar.
–Certo, eu disse que ele está na cozinha com a Lana Prescott! — Sério senti o sangue ferver e uma veia pulsar no meu pescoço, isso era mau sinal, mas eu tinha que me controlar....
–O que? Ele trouxe aquela vaca, vadia, oxigenada e cobra sonserina para a Toca?-Perguntei, sim eu estava controlada, não faz ideia dos palavrões quem sairiam caso estivesse fora do controle. Todos na sala reprimiram o riso me encarando de modo malicioso. Não tenho culpa se tudo que fazemos nessa família logo vira conhecimento de todos os primos, então eu e Hugo não conseguimos esconder nada, mas não tem problema também sabemos os piores podres de todo mundo. Nada que uma chantagem não resolva, certo? Uau, não sei por que Alvo foi o Potter a ir para a sonserina quando fica tão claro que eu sou a maléfica da família.
–Lílian eles estão namorando faz quase dois anos!- Alertou Dominique ao ver que eu não me conteria em esperar sentada até que os dois resolvessem aparecer.
–É verdade, o fato de você e ele terem aprontado nas férias não quer dizer que ele não possa trazer a namorada pra conhecer a família! — Disse Roxanne.
–Mas não se preocupe você perdeu o Hugo mas sabe que tem outros primos pra aprontar com você!-Brincou Fred sorrindo, ri daquilo, Fred tinha namorado e eu sabia que ele estava apenas querendo me envergonhar. Pena que meus irmãos mais velhos não pensavam o mesmo.
–Olha o respeito com a minha irmã! — Disse Alvo levantando-se do sofá onde estava acomodado, James simplesmente puxou a varinha e começou a girá-la nos dedos em uma ameaça muda.
–Fred cale a boca! James e Alvo vocês sabem que ele só está sendo um idiota. — Eu falei antes de seguir na direção da cozinha.
Quando eu entrei no cômodo, os dois estavam conversando e eu podia escutar com precisão a voz melosa que Lana usava pra falar com o meu primo. Ela estava de costas pra mim, portanto foi ele quem me viu, e para meu deleite assim que me olhou abriu um sorriso de tirar o fôlego e então me mediu de cima a baixo. Sorri como resposta e a vaca percebeu a minha presença:
–Lílian querida! — Ela falou naquela voz extremamente melosa.
–Oi querida! — Respondi oferecendo o meu sorriso mais falso. Pela primeira vez analisei Lana de verdade e depois percebi que não devia ter feito isso. Ela é bonita de mais, perfeita de mais é humilhante estar no mesmo local que ela. Ela devia andar com uma plaquinha no pescoço para alertar as outras garotas...
“Atenção! Se olhar por mais de 10 segundos sua autoestima vai ficar tão baixa que irá querer se jogar da torre de astronomia.”
Balancei a cabeça me forçando a voltar para o mundo dos normais e cometi o engano de continuar olhando para a cobra. Seus cachos loiros apesar de falsos eram extremamente perfeitos e combinavam com sua pele e seus olhos azuis. Ela era mais baixa que eu e era uma garota pequena e delicada. Ela é muito oposta a mim, enquanto eu adoro praticar esportes e modéstia a parte sou uma fera no quadribol, ela é cheia de não me toques! Eca!!Enjoada! Se acha a tal!
Todos na escola falam que os dois são o casal perfeito! O Hugo é bonito, bom nas aulas, joga quadribol e todas as garotas sonham em ficar com ele. A Lana é a rainha da escola, dá pra ser melhor que isso? Claro que dá eu e Hugo somos um bom exemplo de algo melhor que isso! Mas enquanto isso não acontece os dois desfilam como o casal real. Patético eu sei.
–Oi primo! — Falei correndo na direção do meu primo e dando um abraço apertado nele, sim eu queria ser má com aquelazinha.
–Oi Liy! — Ele respondeu passando a mão em meus cabelos, como sempre o mais breve contato com ele me fazia entrar em combustão espontânea.
–Então quer dizer que trouxe a sonserina pra conhecer a família Weasley?-Perguntei em um tom que deixava claro o quanto não gostava de Lana ao passo que fazia um mantra para não estar tão vermelha quanto imaginava.
–Na verdade foi ela quem me pediu pra conhecer a família! — Explicou meu primo dando ombros, como se não achasse que fosse algo importante ela estar ali.
–Espero que goste da Toca! Só tome cuidado com os objetos que encontra por aí! Nunca se sabe o que pode ou não, ser uma nova invenção do tio Jorge!- Alertei sorrindo! Ainda bem que a cobra não percebeu o tom de ameaça na minha voz! Se ela tivesse percebido o jantar iria perder metade da graça...
(...)
A família já estava praticamente toda reunida em volta da mesa quando minha mãe me intimou a ajudar a pegar os pratos. Ergui a varinha pronta para gritar Accio, quando me lembrei que minha última tentativa com feitiços domésticos não havia sido muito satisfatória.
Digamos, que foi preciso uma grande quantidade de varinhas trabalhando com feitiços “reparo” para consertar meu estrago.
Suspirei e caminhei até a cozinha para fazer as coisas ao velho modo trouxa quando escutei um grito agudo vindo do segundo andar:
–AAAHHHH! MINHAS MÃOS!- Nem preciso dizer que a voz de Lana Prescott em desespero soou como música para meus ouvidos. Isso só podia significar uma coisa!
LÍLIAN 1 x 0 Lana
Logo boa parte da família já estava na porta do banheiro onde a garota gritava desesperada.
–Estão azuis! Minhas mãos! Eu fui lavar com aquele sabonete e ficaram assim! — Vovó ao ver o que acontecia já pôs a culpa no meu tio.
–Jorge Weasley! O senhor tem algo a ver com isso? Se trata de mais alguma invenção sua? – Perguntou minha avó, ela estava muito brava o que meu deu muito, muito medo. Sério porque se minha mãe sabia ficar brava minha vó praticamente se transformava em outra pessoa, nem parecia a mesma senhora pacata oferecendo biscoitos aos netos.
–Hum, sim...-Mas ao ver a expressão da vovó continuou – Não! Quer dizer sim, é a tinta instantânea mas eu não faço ideia de como foi parar no vidro de sabonete liquido!
Ah mas que coisa? Como será que tinta fora parar ali?
Eu não conseguia mais conter o sorriso que teimava em aparecer no meu rosto, aposto que vovó estava pronta para mais um sermão, quando a Biscalinha loira me viu e gritou:
–Foi você Potter! Eu sei que foi você! Vai pagar caro por isso! – O problema é que o dedo azul dela apontado pra mim tornava a cena engraçada e nada, nada ameaçadora. Tem um filme trouxa chamado E.T, e eu juro que tive que conter a vontade de apontar meu próprio dedo e encostar no dela como na cena do filme.
–Vai fazer o que? –Perguntei debochada diante de sua ameaça. – Se fantasiar de Smurf e me assustar de noite? – Os olhos da sonserina estava em chamas, o problema é que minha mãe que em algum momento da confusão, aparecera também me encarava furiosa.
–Lílian Luna Potter, se tiver algo a ver com isso vai voltar para Hogwarts sem vassoura esse ano! – Deixa eu te falar uma coisa, as ameaças da mamãe surtiam muito mais efeito do que as da Prescott.
–Eu? Mãe, eu estive o tempo todo com vocês, além disso por que eu faria isso?- Perguntei na maior inocência do mundo.
–Ela me odeia, morre de ciúmes do meu namoro com Hugo!-Gritou a loira balançado histericamente aquelas mãos azuis hilárias.
–Está louca? Ele é meu primo!-Gritei de volta. – Não fui eu mamãe, juro!
–É bom que isso não seja uma mentira garotinha! — Falou minha mãe me encarando com seriedade.
–Claro que não!.- Respondi ficando séria, mesmo assim minha adorada mãezinha continuava com aquele olhar de que não acreditou em uma palavra minha.
–Bom, já chega! Precisamos resolver isso, Jorge sabe como tirar essa cor das mãos dela? –Perguntou meu avô sempre calmo em situações extremas.
–Bom, o problema pai é que essa tinta meio que ainda está em fase de teste...-Os olhos da Prescott se arregalaram em desespero e meu tio continuou – Mas espero que a cor suma em mais ou menos três dias.
–Três dias? Minhas mãos vão ficar dessa cor durante três dias? O que faço até lá? – Confesso que eu queria gargalhar da expressão dela, Hugo que estava ao lado dela tencionava os lábios evitando que um sorriso zombeteiro aparecesse. Até mesmo minha mãe parecia prestes a cair no riso.
–Compre luvas...-Sugeri como quem não quer nada, com certeza viria mais uma explosão de raiva vinda da cobra mas minha vó foi mais rápida.
–Bom então não há nada a se fazer além de esperar querida! Por que não vamos todos descer e jantar agora? – Essa é minha avó Molly sempre esperando que um jantar em família resolva as picuinhas externas. Não que uma grande quantidade de comida não seja eficiente para manter todo mundo de bico fechado, acredito que sua filosofia é a seguinte: se não podem falar não podem brigar.
Enquanto descíamos para os jardins tio Jorge sussurrou em meus ouvido:
–Lhe devo alguns galeões querida, não preciso mais pagar uma cobaia a tinta funciona com perfeição! – Arregalei os olhos, meu tio tinha me descoberto, mas ele apenas sorriu e piscou pra mim. Suspirei aliviada, sairia impune de minha travessura, o que era mais do que poderia esperar tendo em vista minha constante maré de azar.
Estávamos todos na mesa esperando Victoire e Teddy, o novo casal ainda não chegará e minha avó insistia que não iríamos comer antes que a mesa estivesse completa. Finalmente os dois apareceram no portão, Teddy que era quase que meu irmão sorria de orelha a orelha e Victoire parecia deslumbrante, como sempre.
–Finalmente! Onde é que vocês estavam?-Perguntou tio Gui, o pai de Vic.
–Bom, nós tínhamos um compromisso inadiável, e temos uma notícia pra dar.- Falou Ted conseguindo a atenção de todos na família. Ele olhava com adoração para a esposa e desejei que alguém olhasse daquele modo para mim um dia. Como se nada no mundo importasse além de Victoire, Ted com certeza era um marido apaixonado.
–Eu estou grávida! – Anunciou Victoire sorrindo, e logo toda a família também sorria, a felicidade do casal contagiou a todos como e logo as mulheres estavam abraçando a nova mamãe. Eu mesma não podia acreditar naquilo, uau eu estava ficando velha, Vic estava grávida? Parece que foi ontem que ela me contava histórias de princesa e me ensinava a desenhar no chão da sala.
–Um bisneto!-Exclamou Vovó se debulhando em lágrimas.
–Eu ser tan joven para serr avó...- Exclamou Fleur que foi a primeira a correr para abraçar a filha. Realmente, minha tia francesa não fazia em nada o gênero avó, minha mãe reclamava que a mesma parecia não ter envelhecido um dia desde que se casara.
Corri e dei um abraço em Teddy, estava feliz por ele, de certo modo eu já considerava esse bebê como meu sobrinho. Já que meu pai ajudara a criar o afilhado nada mais justo que eu me autonomear tia da criança.
–Parabéns Ted, vai ser uma criança linda e com certeza você será um ótimo pai! – Falei tentando conter minha própria ansiedade.
–Obrigada Lily, lembra todas as vezes que eu e Vic ficamos de babá? Agora você poderá nos recompensar! — Disse rindo. Era verdade antes de eu ir para Hogwarts os dois cuidaram de mim inúmeras vezes.
–Eu vou adorar ajudar a cuidar dele ou dela, mas quero deixar bem claro que a mão de obra de vocês foi explorada por meus pais...-Respondi sorrindo.
Então fui entrar na fila para abraçar minha prima mais velha. Victoire era quase que uma conselheira para todas as outras garotas da família de modo que todas éramos de certo modo ligadas a ela.
–Parabéns Vic! Vai ser uma criança muito amada ! — Falei antes de abraçá-la.
–Obrigada minha pequena. — Murmurou minha prima que ainda não tinha conseguido parar de sorrir, previsível dela, ficar ainda mais adorável do que era normal.
Sabe o que dizem sobre mulheres grávidas ficarem radiantes?
Tem que ser verdade, minha prima estava linda, reluzia na noite escura e nem a lua nem as estrelas nem nada, nada poderia ser mais impressionante que Victoire naquela noite.
(...)
Já passava da meia noite quando terminamos definitivamente o jantar, antes disso a adorável namorada do meu primo já tinha voltado para casa. Ou deveria dizer que a bruxa tinha retornado para o reino das trevas? Posso usar também as palavras cobra e ninho...
–Lílian e Hugo os dois estão incumbidos de cuidar da louça! — Ordenou tia Hermione a mãe de Hugo.
–Por que mãe? Em um aceno de varinha você resolve isso! — Reclamou meu primo.
–Sim, mas trabalho ajuda a moldar o caráter.- Respondeu minha tia com um sorriso satisfeito.
–Droga!- Reclamei enquanto carregava os pratos para a cozinha.
–Por que você não treina mais feitiços domésticos? – Me perguntou Hugo.
–Por que você não treina? — Respondi dando ênfase no VOCÊ.
–Coisa de mulher...-Disse entre os dentes.
–Machista! – Comentei e comecei a lavar os pratos, meu primo já estava em posição preparado para secá-los.
–Por que fez aquilo com a Lana?- Me perguntou depois de um tempo.
–Porque não gosto dela.- Respondi simplesmente, sabia que não adiantaria mentir pra ele, Hugo me conhecia, sabia me ler bem.
Bem demais pro meu gosto.
–Foi engraçado, toda vez que olhar para as mãos dela vou me lembrar de você! — Comentou sorrindo.
–Só durante três dias!-Brinquei ficando um pouco vermelha.
–Não que fosse preciso Lily, sabe que é impossível não pensar em você!- Disse me abraçando por trás, imediatamente senti um arrepio correr todo meu corpo, minha respiração se acelerou e a temperatura subiu pelo menos uns 20 graus.
–Sabe que você é linda não sabe? Algo em você parece me chamar, me provocar. — Continuou ele me apertando mais ao corpo dele.
–Me solta! – Pedi com um fiapo de voz, mas isso só fez com que ele começasse a beijar meu pescoço, droga! Eu o odiava completamente, à meia hora atrás estava com a namorada e agora já queria me beijar!
Ele era muito cretino mesmo, mas era impossível resistir aquilo, estava tentada a me virar e beijá-lo quando minha mãe e minha tia escancaram a porta da cozinha.
Como se eu tivesse começado a dar choque Hugo pulou para longe de mim, olha não sei como fez aquilo, mas em um segundo ele estava apoiado na mesa do lado oposto da cozinha.
–Hugo, Lílian? — Perguntou minha mãe nos encarando, ela parecia muda, mas isso não era problema para Hermione Weasley, esta sempre sabia o que dizer.
–Vocês dois estão loucos? Hugo Weasley você estava tentando agarrar sua prima? Pelo amor de Merlin vocês são quase irmãos! E sua namorada Lana Prescott? Lembrou se dela enquanto beijava o pescoço da sua prima? SUA PRIMA!- Insistiu minha tia.
–Se acalme Mione. — Pediu minha mãe que parecia de certo modo recuperada.
–Me acalmar Gina? Como posso me...
–Chega mãe! Estávamos só brincando.- Argumentou Hugo. Enquanto isso minha cabeça estava uma confusão. Como assim só brincando? Nesse momento todos olhavam pra mim esperando que eu confirmasse.
–Realmente, foi uma piada, vocês apenas nos pegaram no meio de uma brincadeira boba! – Falei tentando sorrir, mas como sempre não era tão fácil enganar Gina Potter.
–Bom, já chega por hoje, acho melhor todos irmos pra casa. — Falou Hermione, com um aceno de varinha limpou toda a cozinha e eu segui minha mãe de volta para os jardins não sem antes lançar um olhar furioso para o meu primo.
Como ele podia ser tão cretino? E eu? Por que era tão fraca a ele? Não estava apaixonada por ele, não poderia estar, ele era meu primo e eu só gostava de ficar com ele. Que garota não gostaria afinal? Belos olhos azuis, cabelos castanhos arruivados, um sorriso sacana alto musculoso...Droga meu PRIMO, como eu podia ter deixado a situação chegar a esse ponto? Além disso ele tinha namorada! Sou tão idiota. E minha mãe com certeza vai querer me interrogar, ela me conhecia iria querer a verdade e insistiria até que eu contasse tudo.
Notas finais
Beijos a todos, fiquem com Deus!
Loreline
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