Direct To Promised Land
1 Prólogo
Notas iniciais
“Três semideusas, a porta do tártaro se conheceram,
Muitos perigos, juntas enfrentaram,
Éons e éons pularam,
E quando finalmente juntas de seus irmãos
Na maior luta, venceram ou caíram,
A justiça não prevalecerá,
E o anjo da morte certo está,
E se a ele resolverem não escutar, a morte certa chegará”
Três prodígios, Três Grandes, Três semideuses.
Olimpo ... 1305
Atena não acreditava no que estava escutando, a menina tinha apenas 10 anos e ele não se pronunciava, estava mudo e com o olhar fixo na menina, ela esperava uma resposta, todos esperavam uma resposta, até que seu pai resolver exigir a respectiva resposta:
– Poseidon você nos deve uma resposta? – disse Zeus em um tom superior.
– Ela e apenas uma garotinha – respondeu o deus dos mares em um tom severo com a voz mais superior que o próprio irmão, fazendo todos os deuses estremecerem – mas se tem que ser feito eu mesmo irei fazer.
Poseidon, não.
Atena podia sentir uma lágrima escorrendo por seus olhos cinzas ela secou a mesma, pois apesar de tudo ela não queria deixar ninguém ver que havia se tornado fraca.
– Faça logo – o tom frio de Zeus ecoou pelo salão inteiro, Atena se levantou em um movimento rápido, mais antes que pudesse fazer algo Poseidon havia sumido com sua garotinha, por mais que Atena não gostasse de admitir ela havia se apegado a garotinha de olhos verde mar e cabelos loiros, ela era tão...
– Bom o conselho está terminado – disse Zeus desaparecendo em uma fumaça azul, seguido por Hera e outros deuses, sobrando somente três deusas.
A deusa da sabedoria ficou pensando vários minutos naquela profecia, o que ela queria dizer ??
E por que sua filha era tão essencial para aquilo ??
Mas, não conseguia juntar os fatos necessários o que aquela maldita profecia queria dizer, sua paciência estava quase toda gasta.
– Atena, você esta bem? – Os pensamentos da deusa foram interrompidos quando Afrodite se pronunciou pela primeira vez, fazendo Atena a perceber.
– Ahh Dite ... estou bem sim?
– Eu sei que não – Atena percebeu a presença de Ártemis que levantou e andou até a deusa da sabedoria e a abraçou e ao sentir o frio da outra deusa, Atena não se segurou e deixou lágrimas escorrerem – shh eu to aqui para o que precisar.
A deusa se encolheu mais entre os braços da outra deusa e ficou ali chorando por incontável tempo. E a partir daí Afrodite e Ártemis souberam que Atena nunca mais iria perdoar Poseidon.
(...)
Poseidon saiu do olimpo decidido, sabia exatamente o que tinha que fazer pelo bem de sua filha e pelo bem de todos. Ele tinha que levá-la até ele e deixar que e dito cujo fizesse o resto do plano.
Quando chegou ao local marcado, pode ver a sombra dele escorado na parede, mas não o olhou, estava preocupado com Tiffany, a garota o fitou assim que colocou os pés no chão novamente, ele sabia que ela entendia tudo o que havia acontecido no olimpo, e o que ele teria que fazer e que nunca iria fazer.
Ele se ajoelho e continuou a fita-la ela era tão linda e esperta, nesses pontos a menina tivera sorte de puxar a sua mãe, Atena.
Ele sabia que ela nunca o perdoaria e ele nunca contaria o real plano e aguentaria ela o odiando eternamente, pelo próprio bem da mesma, sabia exatamente que se Atena soubesse de tudo, ela ditaria um monologo dizendo que não precisava ser protegida.
Poseidon estava perdido em seus pensamentos quando uma linda voz o chamou de volta.
– Pai o senhor irá mesmo me matar? – perguntou Tiffany, segurando os soluços, a voz limpa e doce, porém com medo.
– Claro que não – um trovão rompeu o céu, o que fez o homem andar para frente e se pronunciar pela primeira vez.
– Estamos ficando sem tempo ele esta percebendo irmão, ande logo – Tiffany olhou o homem pálido que aparecerá, seus olhos eram negros e seus cabelos da mesma cor, em suas mãos tinha um anel de caveira que deixou a menina com medo, não era preciso muita inteligência para perceber que ele era Hades, o rei do submundo, irmão de seu pai e de seu avô.
Poseidon assentiu e explicou para Tiffany que seu tio não iria fazer mal a ela, que ele a tiraria dali e a levaria para um lugar perigoso pelo qual ela teria que passar e depois que saísse entenderia tudo, ele entregou a ela uma caixa media com desenhos de corujas e estrelas do mar, detalhados em ouro branco aonde tinha um colar de ouro com uma coruja em pedrinhas, um bracelete de ouro com finas tiras de prata e um anel também de ouro com várias flores e pedrinhas.
– Filha esse colar e pra você se lembrar de quem você é, e os outros vão te proteger quando você precisar – mas bastou uma fumaça azul para um Zeus raivoso aparecer ao lado de Poisedon, porém por sorte de todos Hades foi mais rápido em um segundo já havia pego Tiffany e saído dali, Poseidon se levantou e virou lentamente encarando o irmão que estava pálido de raiva – não fique assim Zeus é melhor que a profecia se cumpra não adianta mais, Hades já havia viajado e levado Thalia e Bianca com certeza já deve estar lá também, deixe isso comigo e Hades irmão, nos sabemos o que estamos fazemos .
Mas mesmo assim a dúvida impregnava a cabeça de Poseidon e Zeus, pois eles sabiam que tinha uma grande chance de não dar certo. E os grandes poderiam perder seus tesouros mais amados.
(...)
O deus patrono do sol e das artes olhou para a ruiva ao seu lado, e teve a certeza que Ártemis sabia extamente o que fazer quando aquilo terminasse, Apolo não conseguiria ficar e olhar Atena em prantos.
“Cuida dela, vou falar com o idiota do Poseidon, eu não o entendo Artie, porque ele faria isso, e com a nossa afiliada.”
De esguelha o deus pode ver um meio sorriso na face, na opinião dele, perfeita da deusa ao mencionar o fato que Tiffany era afilhada deles com Dite e Ares, tudo porque Poseidon e Atena queriam que a menina tivesse uma eterna ligação com os mundanos e seus tios.
“Eu também não entendo Apolo”
Foi a única coisa sensata que a deusa pode responder, pois depois disso Poseidon sumiu com sua garotinha, Apolo amava aquela menina, apesar de que semana passada ela tinha o deixado bêbado e acabado com seu carro e a plantação de Deméter, mas ele amava ela do mesmo jeito, não podia negar.
E assim Zeus encerou o 1.475.090 conselho olimpiano, deixando seu irmão matar a própria neta, de seis crianças – pensou o deus – Réia tinha que deixar justo o idiota do meu pai livre ??
Depois de tudo aquilo, sentado no banco de seu carro, Apolo só tinha duas certezas, Atena e Poseidon, desta vez não sucumbiriam a nenhum plano de Afrodite, e que fosse aonde fosse, nunca, nunca deixaria sua pequena loirinha sozinha, ela era parte dele, mais que sua afilhada, sua filha mais nova.
Aquela que precisava dele mais que todos, e afinal quem era o merda do deus das profecias que enfiara ela naquilo, quem era o bosta que estava perdidamente apaixonado pela sua ...
A porta do carro abriu, mostrando um moreno de olhos verdes com cheiro de cerveja e cachaça, Poseidon estava com os cabelos mais desarrumados do que nunca, e os olhos vermelhos, e o loiro nem sabia se era de chorar ou beber.
– Desembuça idiota – disse frio.
Poseidon sabia que havia errado feio e merecia o tom frio na voz de seu “compadre” / melhor amigo.
– Você sabe que se eu pudesse eu teria feito totalmente diferente – ele deu uma breve pausa e o outro deus nada falou, dando a chance dele continuar – eu perdi – sua voz saiu fraca e sem vontade alguma – eu perdi as duas pessoas que mais amo de uma só vez.
– Tiffany não te odeia, ela é apenas uma criança, te ama, e muito, ela ama até o imprestável do avo dela se for ver.
Poseidon deixou uma leve risada no ar mas essa durou pouco, já que lembrou de certos momentos com uma loira de olhos cinzas, que agora o odiava mais do que nunca, ele prometera que nunca ia ser assim, e Atena sabia bem que ele não era. Mas o que ele fez foi a gota d´agua, ele tinha certeza que ela o odiava mais que a primeira vez, por ele ter feito ela confiar nele e então a magoado.
– Nós somos eternos Popo – Apolo falou usando o apelido que Dite insistia em colocar no deus governante dos sete mares – tudo tem seu jeito, principalmente o amor.
– Alguns erros são mais eternos que nós Apolo. – Poseidon disse olhando janela afora, o loiro seguiu o olhar do tio e encontrou uma família, um homem moreno que sorria para a filha,loira de uns cincos anos que olhava para a mãe, também loira, que lhe explicava algo.
– Se Afro estivesse aqui ela iria te xingar – o sol disse pensativo e em seguida imitando a voz da deusa do amor pessimamente – Por que Popo o amor é eterno.
Poseidon se deixou guiar pela risada melodiosa que seu melhor amigo e sobrinho soltou, afinal a vida devia seguir em frente, ele era um deus e tinha seus deveres a fazer e não podia ficar remoendo os erros que deviam ser acertos, mas nem sempre eram.
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