Daqui a 232 dias:

Mesmo ali, parado diante daquele que governou esse país tão friamente apontando uma arma na sua cabeça com ele ajoelhado na minha frente. E ainda assim sentia que essa historia ainda estava longe do fim, que meu povo ainda iria sofrer.

Eu estava ali apontando minha Pacificadora (nome que tirei de uma historia que ouvia quando era criança enquanto lavava o banheiro da sede, historia sobre uma arma feita no século 19, uma época chamada de “Velho Oeste” onde tudo era mais simples, todos os problemas ou desigualdades eram resolvidos com um único disparo dessa arma) para a cabeça do Rei Negro pronto para atirar e nem a beira da morte ele demonstrava medo ou remorso pelo o que fez durante todos esses anos.

– Fiz o que fiz pelo bem maior – ele me disse enquanto me encarava ajoelhado – e se para proteger isso tenho que morrer, que seja. Então atire logo rapaz, não desperdice nosso precioso tempo!

– É o que farei seu verme, irei vingar meu povo que você fez sofrer por 20 anos! – e então... Eu atirei.