Dimensional Warriors (Fic Interativa)
6 Morte certa, ou não. Amigo ou Inimigo.
Notas iniciais
e também devido a pedidos e algumas ameaças...
Espero que gostem e vamos lá.
Assim que raciocinei um pouco sobre o que acontecia, decide não ficar parado apenas olhando o que se passava. Olhei para Dankan que parecia um pouco surpreso com o que acontecia e logo decidi o que fazer.
- Dankan, por favor, pegue isso e sigam em direção ao próximo guardião, encontrarei vocês lá. – Falei jogando a bussola para ele.
- Mas e você? Você que é o que tem mais conhecimento sobre o que acontece. Vai nos deixar aqui para fazer o que? — Disse ele com um pouco mais de raiva do que ele queria demonstrar.
- Não me diga que pretende segui aquela sombra, garoto. – Disse Ryujin, que pela primeira vez se dirigia a mim depois de muito tempo. – Você não tem poder suficiente para enfrentar o que está por vir. Primeiramente deve reunir todos os guardiões.
Quando ele disse isso pude notar que ele temia que alguma coisa fosse revelada antes da hora. E que possivelmente ele teria alguma relação com aquela sombra. Sombra, isso me fez lembrar daquela sensação de escuridão e solidão que emanava de uma outra sombra que havia encontrado no mesmo lugar onde encontrara Ryujin pela primeira vez.
- Sinto que está não é a primeira vez que eu o encontro. Preciso saber o porquê disto, até porque eu fui escolhido por causa da minha curiosidade não é mesmo? – Falei com confiança porem ainda em duvida sobre se era certo me separar assim dos outros. – Preciso me livrar dessas incertezas sobre o que está acontecendo, e para isso tenho que ir.
- Então iremos com você, que mesmo que o encontre o que diria para uma pessoa que acabou com uma horda de monstros sem nem se mostrar? – Disse Renma. E eu realmente não podia dizer se era preocupação comigo, ou apenas testando minha reação.
- Desculpe Renma terei de negar seu pedido dessa vez, e ir sozinho, não quero colocá-los em riscos desnecessários, tirando que não podemos nos esquecer que temos uma nova integrante. – Disse olhando para Ruby, ou Red como ela mesma disse. – Preciso que a deixem a par de tudo e que a ajudem a encontrar seu guardião antes que tenha um próximo ataque dos diástatikós.
E ao falar isso, eu corri em direção a sombra, sem nem ao menos esperar uma resposta deles. E ao chegar ao ultimo lugar aonde a virá, vi que tinha um espaço um pouco mais aberto entre as arvores, como que naquela área só houvessem árvores ao redor. E ao chegar lá escutei alguns passos vindos em minha direção, e pensando em ser Renma, Dankan e Ruby, percebi uma figura negra.
- Finalmente nos encontramos. Parece que você ou é muito corajoso ou muito estúpido. – disse, e então percebi que era um garoto. Ele tinha aproximadamente a minha idade, cabelos brancos um pouco grande, tinha olhos vermelhos, tinham mais ou menos a mesma altura. – Vejo que não tem medo dos problemas do que isso pode causar.
Porem o que realmente me chamou a atenção foi o fato de que ele possuía uma armadura negra, algo que lembrava escamas de dragão negras com pequenos fragmentos do mesmo minério que meu avô encontrará há vários anos. Sua armadura aparentava ser pesada e fechada, mas algo me dizia que isso não o incomodava e que ele poderia se mover facilmente com aquilo. E também possuía uma katana com o punho negro, e felizmente ela estava embainhada, mas me perguntava até quando isso se manteria assim.
- Quem é você? Por que nos ajudou? E o que é essa armadura? – Lancei as perguntas mais rapidamente do que as pensei. – E o mais importante, por que me atraiu até aqui? Você poderia muito bem ter desaparecido, mas vejo que continuou aqui para me esperar por algum motivo.
- Quanto às três primeiras perguntas você deveria se informar melhor com seu guardião, estou correto Ryujin? — Escutar ele falar o nome de Ryujin, não sei se isso me deixou com mais medo ou raiva em relação a ele, mas até a hora que ele completou. – Porem posso te dizer o motivo da ultima. E o motivo de tê-lo atraído para cá foi para te matar.
Quando ele disse isso eu não sabia o que fazer, não conseguia raciocinar até que ele desembainhou sua katana, que continha uma lamina escura como sua armadura, e me atacou. E nisso só tive tempo de:
- D.A.S Ryujin, Guardião da luz modo arma. – O que me possibilitou parar o primeiro ataque dele por puro reflexo, ai eu decidir fazer uma aposta. – Ryujin modo armadura.
E quando me dei conta de que estava em uma armadura branca, algo parecida com a da pessoa que estava prestes a me matar, porem ela tinha escamas brancas, e uma cabeça de dragão no meu punho direito, que ao contrario, percebi que nele havia aparecido um elmo em formato de dragão, o que dava mais brilho aos olhos vermelhos, que continham uma sede insaciável por sangue. Mas em contra ponto eu estava sem minhas espadas o que me deixava quase indefeso perto dele.
Mas ao invés de recuar eu parti para a luta, e o mais surpreendente foi o fato de que eu conseguia me mover livremente com aquela armadura, e que eu havia aprendido a lutar perfeitamente de mãos vazias. Atacando com socos e chutes, mas ele desviava facilmente de meus golpes e chegou a certo ponto em que ele me atacou tanto com sua katana que eu não consegui desviar e fui cortado em sentido diagonal, e soube que se não tivesse com a armadura seria atravessado facilmente como um papel, e descobri na hora que já havia tido a mesma sensação quando fui acertado por projeteis na saída do prédio no dia em que eu encontrara a bussola e meu dispositivo dimensional (o modo que eu decidira o chamar ou apenas DD).
- Então percebeu que fui eu que o acertei quando havia saído do museu naquele dia. – disse ele, que aparentemente lia minha expressão, e sorrindo como se gostasse da sensação de me acertar. – Mas não se preocupe após isso com certeza morrerá, e não precisará passar por essa sensação novamente.
Mas algo dentro de mim me deu forçar e me mantive de pé, ainda mais determinado a arrancar aquele sorriso idiota da cara dele e acabar com ele ali mesmo. Mas antes que eu pudesse desferir qualquer golpe senti um golpe forte no estomago, e vi que acabará de levar um chute e isso me lançou longe em direção ao rio, mas antes disso eu escutei ele dizer.
- Adeus, e espero que não morra apenas com isso. Sobreviva e me enfrente novamente.
Assim que atingi o rio, lembro de ter escutado um grito de alguém e assim apaguei, mais uma vez. Cara, eu realmente estava frustrado em não poder fazer nada em algumas situações, mas desmaiar tantas vezes era ainda mais frustrante.
Quando eu acordei me vi deitado debaixo de uma arvore e por algum motivo eu estava sem a armadura e o corte atravessará minha roupa, deixando-a intacta, e rasgará apenas a minha pele.
E ao longe vi uma menina mexendo com algo no rio, e pensei que ela provavelmente havia me tirado do rio e me tinha me deixado ali. E quando ela veio em minha direção percebi que ela tinha cabelos escarlates, olhos verdes e um corpo... Bem, digamos desenvolvido.
Quando eu finalmente lembrei-me do que estava acontecendo, logo pus a mão no bolso e tirei o DD (dispositivo dimensional), e comecei a dizer.
- Ryujin, vamos, eu preciso de explicações do que aconteceu, e também preciso me encontrar com os outros. – E ao dizer isso eu senti uma dor aguda no tronco, onde havia sido cortado. E também percebi que a menina começava a me encarar com uma cara de divertimento.
- Olha, você tem um aparelho igual ao meu. Legal não é mesmo? E por que você ta tentando falar com ele? — Ela me perguntou com uma cara, como se me achasse estranho,enquanto me mostrava seu dispositivo que era marrom e tinha o desenho de uma montanha na parte de tras. E então falou. – Desculpe minha indelicadeza, eu me chamo Elize Karagura e você quem é?
Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa e dar qualquer explicação sobre o que havia ocorrido percebi que Ryujin tentava se comunicar.
- Desculpe-me garoto, mas infelizmente nas minhas condições não posso dar muitas explicações. – Disse ele com uma voz rouca e fraca. – Mas posso te ajudar a localizar os outros.
- Espera ai outros? Quem são vocês afinal? E quem está falando ai por esse aparelho ai? – Disse ela incrédula.
- Acalme-se está bem? Meu nome é Emerson e esse é Ryujin. – eu disse para ela.
E então comecei a explicar o que estava acontecendo, e apenas poderia esperar que ela acreditasse, já que ela também possuía um dos dispositivos dos guardiões. E quando acabei de explicar achei que ela me olharia como se eu fosse um doido, ou sei lá. Mas pelo contrario, ela me olhou com fascinação e alegria.
- Cara, então quer dizer existem outras dimensões e uma delas esta próxima a nossa e isso permite que monstros invadam nosso mundo para destruí-lo? – Acho que ela mostrava uma alegria um tanto quanto peculiar para a situação. – E esses outros? Quando vamos encontrá-los?
- Como assim “vamos encontrá-los”? Você realmente entende a situação e mesmo assim quer fazer parte disso? – Perguntei com surpresa e um pouco chateado por causa da reação dela.
- Você realmente não acha que vou deixá-lo andando por ai nas suas condições não é mesmo? – O que realmente me assustou, porque vamos lá, quantas pessoas se preocupariam com o estado de outra pessoa assim e entraria no meio de uma confusão dessas? – Mas ai quando iremos, e para onde?
Quando ela terminou de falar, quase que instantaneamente, Ryujin me mostrou um mata e um pouco nele, como um GPS.
- Posso rastrear a bussola e enquanto eles estiverem com ela poderemos achá-los. Mas é o Maximo que posso fazer em minhas condições, por isso vamos logo.
O ponto do mapa apontava para o norte de onde estávamos o que levava diretamente a nascente do rio, e foi para lá que seguimos. Mas demorou mais do que eu gostaria, pois tinha que parar muitas vezes por causa do corte, e em outras precisava da ajuda de Elize.
Durante o caminho eu percebi que apesar de tudo Elize era do tipo de pessoa que gosta de ajudar a todos e que com ela não tinha um “tempo ruim” estava sempre alegra e fazia pergunta sobre Renma, Dankan e até mesmo sobre Ruby a quem eu tinha acabado de conhecer. Quando finalmente chegamos lá, vi que o sol já estava caindo, o que me fez pensar no tempo em que fiquei desacordado.
- Emerson, você está vivo, estávamos preocupados com você. – Disse Renma vindo em minha direção. – Estivemos esperando você por um dia inteiro e acabamos de chegar, e me responda como chegou tão rápido aqui?
Assim que ela disse isso varias perguntas se formaram em minha cabeça. Eu havia apagado por um dia inteiro? E pensando em eu havia acordado bem longe de onde estava. E foi quando Elize disse:
- Olha, eu não devo ter mencionado, mas eu o encontrei no final da tarde de ontem boiando no rio. Eu estava acampando e o vi sendo levado pelo rio e foi quando decidi ajudá-lo. – E foi ai que tudo fez sentido, eu havia sido carregado pelo rio, e estava indo em direção a nascente, mas era algo estranho, pois se a água sai da nascente ela deveria fluir de lá e não para lá.
- E então podemos começar a procura pelo guardião da água? – Disse Ruby, um pouco chateada por termos ignorado ela por um tempo. – Ou será que terei que procurá-lo sozinha?
- Me desculpe Ruby. Vamos ajudar a procurar. — Eu disse, mesmo que eu ainda não tivesse me recuperado e estivesse me sentindo cada vez pior.
E foi ai que encontramos uma abertura próxima a nascente do rio, o que me fez pensar se seria uma boa idéia entrar lá. Mas no final todos concordamos em ajudar Ruby.
- Vamos lá, quero ver o que nos espera, e Emerson, já pedi para me chamarem de Red. – disse isso encarando Elize que estava conversando com Renma, perguntando tudo o que podia querer saber sobre ela.
E foi ai que pulamos para a água e fomos em direção à abertura na nascente e vimos que lá estava começando a criar um redemoinho e então fomos sugados para lá.
Notas finais
Lembrando que caso eu tenha esquecido de algo sobre os(as) personagens por favor me avisem.
PS: Ainda haverá o capitulo de sábado. e até a proxima.
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