Dimension

1 O começo ou o fim? Decida por si próprio.


Ter poderes? Conseguir poderes? Obter poderes? Não, não... Todos já temos poderes. Poderes não são apenas a habilidade de sair voando por aí soltando raios lasers pelos olhos, soprando gelo e ter cueca sobre a calça. O próprio nome já diz: Poder. Ou seja, quando você pode. Mas, aí vem a dúvida: Como eu vou poder virar gigante, cuspir fogo ou ficar invisível? A questão não é como, quando, onde ou por que, e sim “o quê”. Dependendo de como você age e pensa, seus poderes aparecerão. Às vezes podem nem chegar a aparecer, pois precisam de um “empurrãozinho”. Outras vezes, despertamos os poderes e nem nos damos conta, pois despertamos eles de uma maneira não desenvolvida. Um hábito, mania ou capacidade, por mais estranhos e anormais que sejam, podem ser o início de algum poder, cabe a você despertá-lo. Mas não é tão fácil assim despertar um poder quando se sabe dele, pois é necessária a maior das determinações, uma determinação que você talvez não consiga em nenhuma parte da sua vida, mas, de qualquer maneira, vale apenas tentar, pois como já dizia o velho ditado: Quem não arrisca não petisca.

Sou um garoto de 17 anos, prestei um concurso para o início da realização do meu sonho. O prêmio para o vencedor seria uma viagem com os exploradores até o Egito, e, adivinha... Eu ganhei! Cara, vai ser muito irado! Nem consigo parar de pensar nisso! Bom, agora tenho que arrumar minhas malas parar ir.

~30 minutos depois~

*TOC TOC TOC*

Abro a porta e vejo um adulto de porte atlético, óculos, cabelos grisalhos e roupas marrons.

− Hã... Olá? – Pergunto, parecendo meio confuso.

− Olá, é aqui que mora o Sr. e Sra. Leaf? Eu serei o guia da viagem até o Egito. – O homem diz.

− Sim, é aqui mesmo, eu me chamo Soneks Leaf. – Abro um sorriso no rosto. – Entre.

O homem entra e vai de encontra à minha mãe.

− Sra. Leaf, eu me chamo Nakendou, vou ser responsável por seu filho durante a viagem, só precisa assinar uns termos. – Nakendou entrega os papéis.

~10 minutos depois~

− Já está com as malas prontas, Soneks? Vamos?

− Claro, Nakendou! – Pego as malas e as levo para dentro do carro.

~30 minutos depois, chegamos ao avião~

− Certeza que quer ir? – Pergunta Nakendou.

− Absoluta. – Afirmo.

Entramos no avião e sentamos, após um curto espaço de tempo, uma aeromoça vem em minha direção com a comida, eu aproveito e pego apenas um saquinho de amendoim e um brigadeiro, pois não estava com muita fome. Com os meus fones de ouvido, ouvindo algumas músicas, acabo pegando no sono, e acordo com uma voz me chamando.

− Soneks, acorde, já está na hora de descermos, chegamos ao Egito. – Abro os olhos e quem está lá é Nakendou.

Levanto e desço do avião, em seguida encontramos outra turma de exploradores, todos com roupas semelhantes às de Nakendou.

− Esse aqui é o garoto que passou no concurso, rapazes, temos que tomar cuidado com ele. −

Diz Nakendou, me apresentando para os outros quatro exploradores, e eles dizem seu nome, da direita para a esquerda: Billy, Jhow, Mandy (a única menina) e Philips.

− Então, Soneks, você sabe o que fazemos ou quem somos exatamente? – Pergunta Mandy.

− Bom, acho que vocês procuram sobre o passado. – Digo duvidosamente.

− Errado e certo ao mesmo tempo, garoto. Nós somos exploradores, nós exploramos tanto o passado quanto o futuro, tudo o que pudermos, nós exploramos. A nossa rede de informações é tanta que temos vários inimigos, mas a nossa tecnologia é bem melhor do que a deles, portanto, podemos nos defender facilmente, mas... Eu preciso que fique o tempo todo perto da gente, pois nunca se sabe quando vem o perigo. – Ordena Mandy.

− Pode deixar. – Afirmo sem muita decisão. – Mas, para onde vamos agora?

− Vamos para a base da Dimension, que é o nome do nosso grupo de exploradores, lá tem cerca de 900 de nós, mas com outros cargos. Eu sou a vice-líder dos exploradores, Billy é o vice comandante, Jhow é o comandante e Philips é o faxineiro, e... Ah, o Nakendou é o guia.

− Tudo bem. – Afirmo.

Mandy tira um controle do bolso e aperta um botão, em seguida o pedaço de chão em que estávamos começa a afundar, e quando me dou conta, estamos em um local perfeitamente climatizado e amplo, com cerca de 900 funcionários andando por aí, computadores em todo local, telescópios, fósseis e várias outras coisas.

− Uau... Cara... Isso é... INCRÍVEL! – Grito entusiasmadamente.

− Haha! Essa é uma reação natural, a minha foi muito maior quando vim aqui pela primeira vez, assim como... Como... Como você. – Mandy fala em um tom sombrio.

− Espere... Você já veio aqui a passeio? Assim como eu? – Pergunto.

− Sim, mas isso não vem ao caso. Vamos, vou te apresentar o nosso laboratório.

~Alguns minutos depois~

− Então, ali é uma área restrita, é de uma pesquisa que estamos fazendo, ela pode fazer um humano superar sua capacidade, fazê-lo “criar” poderes. Mas a pesquisa ainda está incompleta, ou seja, se você cair lá, você tem 97,43333333...% de chances de morrer. Espero que tenha entendi---

Mandy desmaia de repente.

− Mandy? O que foi? Man---

Sinto algo me atravessando e me queimando por dentro, minha visão fica turva, mas eu ainda consegui ver: Uma lança de metal com a ponta tendo um formato de X com um tamanho bem grande tinha acabado de perfurar meu coração e vários outros órgãos. Não consegui mais aguentar e tudo apagou.

Um homem velho e musculoso, vestindo apenas uma calça, retira a lança de mim e a segura, ensanguentada, então ela começa a brilhar, e ele me chuta com uma tremenda força, me fazendo quebrar a parede do local da pesquisa proibida, e eu adentro, destruindo todas as experiências lá feita.

− Finalmente eu vou poder acabar com esse grupo lixo, e criarei a minha era, na minha era, experiências não serão aceitas, ninguém poderá descobrir mais do que já sabe! Em 1 hora e 49 minutos, este lugar será reduzido à cinzas, e minha era começará! – O velho grita, fazendo a maioria dos funcionários correrem. – Esperem, apenas esperem...