Dimension

5 Bateu.


Eu estava caindo já fazia uma hora, achei até que eu tinha morrido e estava em um sonho sem fim, quando de repente...

− QUÁ!

− QUÁ?

− QUÁ!

Só depois da terceira vez percebi que esse era um diálogo entre eu e eu mesmo, pois só tinha eu aqui, e aparentemente tinha um bico a minha frente, isso significa que...

− QUÁ! – “Quaquarejo”.

Oh, não! Eu virei um pato... Mas, como? Nunca ouvi falar sobre pessoas virarem patos em quedas livres... Ou apenas não literalmente. De qualquer forma, acho que o socorro chegou voando – literalmente −. Eu estava vindo. Não o eu pato. O eu de trezentos anos... Quatrocentos? Vai saber.

O eu velho me segurou no braço e foi andando no ar como se estivesse subindo uma escada, ele falou algo antes de fazer isso. Algo como... Queijo é muito bom, ou então, Sky Conson. Muito provavelmente a primeira palavra, mas, tudo bem.

− Lembre-se de me segurar com força, garoto... – Diz o velho.

− Quá? – “Quaquarejo”.

− SKY FORCE! – Após o eu velho falar isso, tenho a impressão de ter visto o céu tremer, e em seguida desmaiei.

Vou abrindo os olhos lentamente, e com a vista embaçada, esfrego os olhos, fazendo minha vista voltar ao normal, e percebo que meu corpo está normal.

− Voltei a ser um humano? – Pergunto.

− Sim. Beba isso. – O velho me entrega um pote com algo, e bebo para verificar.

− O que é isso? – Pergunto.

− Leite de ornitorrinco. – Afirma o velho.

− Pfft! – Cuspo o leite.

− Soneks, estamos sem tempo. Quero que você vá para a próxima dimensão agora, e eu não poderei ir, mas não se preocupe, pessoas de confiança te encontrarão lá. – Diz o velho.

− Mas... Mas... Ok. Como saberei quem são as pessoas? – Pergunto.

− Na hora você saberá, menino. – Ele direciona a mão para a parede. – Sky Gate! – Um portal se abre na parede, e eu entro nele, então saio cheio de fumaça (devido ao portal) em um canto estranho e ao mesmo tempo familiar.

Isso mesmo, o canto era o extravagante, extraordinário, exótico, espetacular, esplêndido... Carrinho de bate-bate!

Fiquei tão encantado com isso que nem percebi que estava dentro de um carrinho, até que alguém bateu nele e eu quase fui jogado pra fora.

− Ziiiiiiiiium! Ba! Ba! AAAAAAAA! Ba! – Barulhos do campo do carrinho de bate-bate.

Novamente alguém estava vindo em minha direção com uma velocidade surpreendente, cheguei a pensar que ia explodir meu carro, e o pior de tudo, é que o “piloto” era um bebê com... Fogo nos olhos? Acho que não. Devem ser apenas olhos laranjas. Coincidentemente, um cara em outro carro ficou na minha frente, colidindo os dois carros, assim eu fugi e fui para o outro lado da pista. O cara que me salvou parecia familiar, mas... Ele tinha cabelos longos e brancos e cara de 16 anos. Ele me lembrou uma história, mesmo assim duvido disso.

− Cuidado! – Ele gritou. – Vamos cooperar, eu e você contra todos os corredores, o que acha?

− Tudo bem. – Concordo.

De repente tudo para, como se fosse obra de uma brincadeira sonora, barulhos indo e vindo, rápida e lentamente.

− Ele está vindo. – Diz o meu “parceiro”.

− Ele quem? – Pergunto.

− Na hora certa você saberá, Soneks...

− Como sabe meu nome? – Pergunto.

− Apenas sei. E meu nome é Sezãru, se quiser saber. – Diz Sezãru.

− Tudo bem, Sezãru. Vamos lá! – Após dizer isso, percebi que ambos nos teletransportamos para a frente e batemos nos outros carros.

Pensamento: Para teletransportar e ter o nome de Sezãru... Esse só poder ser Sezãru, da história Dreamers! Cara, sou maior fã dele, quando isso acabar, terei que pedi um autógrafo.

Após passarmos por vários carros, o sino do carrinho de bate-bate toca, mas, sem querer eu bato num carro – em que estava um bebê com fogo nos olhos −, e o “piloto” sai de dele, me olhando como se fosse me queimar vivo e...

− Você perdeu a sua vida, meu irmão! – O bebê fala, e em seguida desaparece.

Após isso, sinto uma onda de frio percorrer o meu corpo, mas Sezãru chama a minha atenção e fala que temos que ir.

− Será que pode acompanhar o meu ritmo de teletransporte? – Pergunta Sezãru.

− Hoho... Seu ritmo de teletransporte não chega aos pés dos meus! – Respondo.

− Vamos! – Ambos falamos.

Quando me dou conta, estou em um lugar — aparentemente uma cafeteria – com quatro pessoas reunidas.

− Você provavelmente não se lembra deles, mas... – Diz Sezãru. – Este é o Deatheye. – Ele aponta pra um cara de cabelos curtos. – Este é o Witek. – Aponta pra um cara de cabelos pretos curtos também. – E este é o... Soneks. – Aponta pra um cara de cabelos pretos médios, parecendo estar no mundo da lua com um fone de ouvido.

− Uau! Lembro-me de todos vocês! Mas... Vocês não eram uma história? E de qualquer jeito, como pode haver dois Soneks aqui? Ele se parece muito comigo... – Expresso entusiasmo.

− Isso é você quem irá explicar para ele, Soneks... – Sezãru olha para o Soneks sentado ao lado dele.

− É... Soneks? – Sezãru continua a chamá-lo.

Depois de um tempo, Soneks olha e responde.

− Desculpe... Eu estava no mundo da lua, e acabei descobrindo que ela é feita de queijo, então, que o queijo é feito de leite e... Será leite de ornitorrinco? – Eu... Digo, ele (Soneks) olha para mim.

− Como você sabe do leite de ornitorrinco? – Pergunto.

− Eu sei de tudo, meu amigo... Brincadeirinha. Como você já deve saber, eu tenho o poder do som, e---

− Soneks, saia daí! – Witek gritou.

Instintivamente percebi que o Soneks a quem ele se referiu tinha sido eu, então teletransportei para o outro lado, e de repente o lugar que eu estava virou chamas e delas saiu uma pessoa com cabelos curtos e pretos, com aparentemente quinze anos, e um sorriso sarcástico em seu rosto.

− Oi, eu sou o Har---

Um monte de gelo é jogado sobre Haru, apagando o seu fogo e o deixando sem jeito.

− Foi mal, não aguentei. – Fala Deatheye.

− Como eu ia dizendo... Eu sou Haru, e pelo visto você deve ser o Soneks. – Fala Haru.

− Sim, sou eu. – Digo.

− Bom, pessoal, eu andei investigando por aí, e vi que nossa missão é procurar a Mãe da Árvore. Sugiro que devamos nos separar em grupos, o que acham? – Diz Haru.

− Ótimo! – Diz Sezãru. – E o Soneks da outra dimensão deve estar sem entender nada, então vamos explicar. Nessa dimensão aqui, nós registramos que um alto índice de coisas estranhas estavam acontecendo, como lobisomens andando por aí, natureza se revoltando e pessoas sumindo estranhamente, parece que o Haru descobriu que para solucionarmos o caso, temos que encontrar a Mãe da Árvore. Devemos nos separar em dois grupos. Eu, Soneks, Haru e Deatheye iremos pela costa norte. Witek e Soneks dos Dreamers irão pela costa sul. Concordam? – Pergunta Sezãru.

− Sim. – Todos falam.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.