Notas iniciais
Acho que tô quase começando a pegar o jeito.

É engraçado pensar que os desfechos de suas experiências não condizem exatamente com como você às vivenciou. É como pensar como era bom fazer idiotices na infância ou coisas do tipo, as vezes penso um pouco nisso e as vezes, acho que eu deveria simplesmente não pensar...

O palácio tinha um formato de cúpula, era todo prateado com detalhes em cerâmica branca e em ouro que pareciam ter sido esculpidos minuciosamente. O ponto mais alto do palácio era uma semi-esfera dourada que reluzia bastante enquanto o sol alvejava sua superfície. Os jardins ao redor do palácio eram bastante floridos, tanto que era possível sentir um aroma muito agradável mesmo estando longe.

-Major, seu nome certo? – Amaya, mostrando finalmente alguma calma. – Acompanhe-nos.

Em silêncio acompanhei as belas moças, o chão era tão limpo e prateado que era quase possível ver o reflexo nele. Elas me conduziram até um portão dourado detalhado com várias figuras femininas nele. Ao abrir, deparei-me com um enorme salão, com uma mesa redonda no centro, onde haviam várias cadeiras cobertas de jóias, sendo uma delas um pouco mais rebuscadas e mais elevada que as outras. Por trás dessa cadeira maior, entendia o palácio, onde era possível ver diversas portas e um par de escadas simétricas que levavam a corredores mais fundos do palácio. Era definitivamente imenso para tão poucas pessoas.

-Sem querer ser rude, mas qual o motivo de me requisitarem a vir aqui? –perguntei.

O silêncio pairou sobre elas. Amaya sentou-se na cadeira de destaque e as demais se sentaram em outras cadeiras.

-Sente nesta cadeira –disse Amaya apontando para uma cadeira oposta ao pomposo trono dela- e nos diga qual o seu propósito aqui.

-Na verdade, eu viajo procurando um propósito. Se puder me dar um, eu aceito.

-Tenha noção que você é uma ameaça em potencial. –Hyuuga disse com olhar de desconfiança. — Se você ousar fazer qualquer gracinha você será punido severamente.

-Não tenho medo de punições Deusa Hyuuga. Não faço por onde recebê-las.

-Você é meio estranho mesmo. Que são essas coisas na sua cabeça? É uma maldição ou algo assim? –Questionou Neko.

-Não, não! Parece que ao chegar por aqui eu assumi essa forma meio distorcida.

-Ele é legal. Será que é ele? – Disse de forma doce a Miku.

Todas ficaram em silêncio e olharam de maneira estranha para mim.

-É possível que ele seja o tão comentado “Anunciante.” Dos livros – Disse Miku quebrando o silêncio.

-Um homem?! Anunciante?! Isso é impossível!- Falou Hyuuga energicamente, aparentemente, perto de se descontrolar.

-Ordem! Não vamos julgá-lo como Anunciante ou não. Ele deve ser ex...

Antes de Amaya terminar a frase, as portas se abrem bruscamente, batendo na parede e então surge uma presença imponente com um ar não muito normal.

-OIÊ PESSOAL! QUEM É ESSE CARA?

-Jacuzzi... Será que pode levar as coisas um pouco a sério por aqui?! Estamos num meio de um julgamento!

-HA, SÉRIO AMAYA QUE VOCÊ TÁ PREOCUPADO COM ELE?- Dizia a Deusa gargalhando- POR QUE ELE MESMO NÃO ESCOLHE?HA HA!

Inicialmente, as figuras divinas sentadas não deram a mínima e logo eu interrompi ousadamente...

-Com licença, Divinas... Será posso sugerir algo? – Fazendo quase todas elas me olharem com um ar muito desconfiado – Eu deixarei esta chave aqui com vocês, ela é muito importante pra mim e com certeza eu não sairia do reino de vocês sem ele. Só estou à procura de um propósito. Será que posso entender um pouco mais sobre esse maravilhoso lugar?

— Darei a você dois dias para tal. –Disse Amaya severamente.

-Três, por favor, Amaya! – Implorou Miku rapidamente.

-... Certo. Três dias, homem.

E ao olhar para o sorriso da Miku após ter seu pedido concedido, senti felicidade.

Notas finais
3 dias? O que Major vê na Miku? Será que a Jacuzzi é confiável? Veremos no próximo capítulo!