Digimon - The Domains Of Darkness
1 Um Novo Dia! O Portal da Torre de Tóquio!
Notas iniciais
Ah, Dai é apelido dele. Não é "Daí", com acento agudo!
Título do Capítulo em Japonês: 新しい日!東京タワーのポータル!
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Daichi passou a bola para seu amigo do lado. Este driblou mais um jogador, mais um e com forte chute, acertou em cheio a rede no gol! Era a vitória dos LIONS.
Todos ficaram felizes, porque passará dois anos e o time deles não tinha ganhado nenhum jogo. Parecia que havia alguma praga em cima dos jogadores. Um ficava doente. Outro quebrava o pé. E ainda um sumia sem mais nem menos!
Daichi, ou simplesmente Dai, morava em Odaiba, uma ilha do Japão. Seus olhos eram azuis e tinha cabelo preto. Gostava tanto de jogar futebol, que participava do time da escola, os LIONS.
Tinha dois melhores amigos, Yumi e Hajime. Apesar de ele ter treze anos e Yumi doze, ambos estava na sétima série. Ela completaria treze no dia em que o menino ganhou o jogo. Logo após a partida ele iria para a festa. Ela era americana, porém seus pais japoneses, por isso ela aprendeu japonês e foi para o Japão viver com a avó, enquanto seus pais viajavam pelo mundo em desfiles de moda – isso mesmo, eles eram modelos.
Hajime era o mais novo dos três, tinha doze anos e cursava a sexta série. Era chamado na sua classe de “nerd”, apesar de já sim, ter tirado um 0. Ele tinha cabelo preto não era tão alto, gostava de ler e mexer com tecnologia.
Dai foi para o vestiário junto com o resto do time. O lugar tinha vários boxes, onde cada um tomou banho, pois, estavam muito suados. Cada um pôs uma roupa diferente, pois, o dia foi só de jogos de futebol. Não precisaram colocar os uniformes.
O garoto estava do lado de fora do campo, com camiseta vermelha, calça jeans, tênis e o cabelo desarrumado quando Yumi e Hajime chegaram gritando:
- PARABÉNS! – O grito foi tão alto, que o jovem se assustou.
- Por quê? É seu aniversário Yumi. Além do mais, eu não fiz o gol!
Hajime adiantou-se:
- Pode ser você que não fez o gol final – falou o menino que olhava para Daichi. –, mas aquele passe que você deu... Foi demais! Quando entrar no time da escola, quero ser igual a você!
Todos riram ao mesmo tempo.
- Então, você vai ir na minha festa? – Perguntou a aniversariante.
- Claro! Porque não? – Disse animado.
TRIIIM! TRIIIM!
O telefone tocou. Dai pegou-o e o abriu. Apareceu: Número desconhecido. Colocou no ouvido e disse:
- Alô? – Daichi pensava que era algum trote. Ninguém respondia. – Tem alguém aí? Que DROGA! – E assim desligou o telefone.
BLIP, BLIP!
Logo após o término da conversa ele apitou. O que será que acontecia? Primeiro um número desconhecido liga. Agora... uma mensagem, o que acontecia? Daichi queria saber.
Abriu o celular e lá estava: uma mensagem. Número como anteriormente, não tinha. Clicou para abri-la e leu:
“Daichi Yamamoto, Hajime Hashimoto e Yumi Honda, estão sendo convidados para uma aventura. A melhor aventura da vida de vocês.
Mas lembrem-se: não poderão voltar. Se escolherem se aventurar no Mundo Digital, terão permanecer até o fim
Vá para a Torre de Tóquio, Observatório Especial!
AJUDE OS DIGIMONS.”
- Pessoal – Falou Daichi. – Deem uma olhada nisso aqui! – O jovem mostrou aos dois a mensagem que alguém lhe enviara no celular. O que eles pensariam sobre isso?
- Vamos lá! – Sugeriu Hajime. – Vai se legal! Uma aventura!
- Não sei não... – disse Yumi. – E se for algum sequestrador? Quero dizer, pode ser algum cara que queira nos raptar e levar para um cativeiro!
- Você realmente tem uma mente muito fértil. – Disse Hajime. – Mas isso não deixa de ser verdade! Mas podemos ir?!
- O quê? Hajime, você mesmo disse que não deixa de ser verdade um sequestrador querer nos levar!
BLIIIP! BLIIIP!
- Outra? – Disse Yumi.
Dai abriu novamente o celular e procurou a outra mensagem. Ainda quem enviou não podia ser reconhecido, ainda estava desconhecido. Clicou e lá estava outra mensagem parecida. Daichi deu um suspiro e leu em voz alta:
- “Não sou sequestrador, não quero o cativeiro de vocês! Quero apenas ajuda! O Digimundo corre perigo! E só há três pessoas que podem ajudar a mim e os outros digimons. Essas três pessoas são vocês!” – Ele fez uma pausa e voltou a falar: – Certo... isso é muito estranho. Como esse cara sabe que falamos isso dele?
- Ai meu Deus! – Exclamou Yumi. – Isso tá ficando muito estranho.
BLIIP! BLIIP!
- Ah, que droga, ele não cansa não? – Falou Hajime.
Após abrir o celular viu escrito apenas um horário. Daichi olhou para o topo da tela e viu que horas eram: 5:30 PM. Então disse o que estava escrito no celular:
- “Vocês têm até as 6:00 PM!” – Falou num tom de medo misturado com a vontade de ir para a Torre. – Acho que nos devemos ir. Sei que correremos um perigo, mas... Se já lá quem for... Ele pede socorro, temos que ajudá-lo!
Yumi sorriu. Seus lábios eram perfeitos, seus cabelos pretos e lisos, balançavam ao vento suave de fim de tarde. Ela então disse com o sorriso estampado no rosto:
- Ah Dai, você sempre faz isso não é? – Disse suavemente. Daichi ficou corado pelo que ela disse. Yumi riu novamente.
- I-Isso o quê? – Disse com a voz trêmula.
- Isso! – Disse ela. – Você sempre quer ajudar os outros, mesmo que eles sejam desconhecidos, ou... alguém que você nunca viu ou ouviu falar. Ajuda sempre aquelas pessoas que mandam uma mensagem no celular! – Ela riu, depois todos riram.
Estava decidido. Todos iriam para a Torre.
Hajime antes de entrar no táxi que ia pegar para levá-los para o destino disse:
- E a festa?
- Ela pode esperar! – Disse Yumi, a própria aniversariante.
Todos entraram e o carro arrancou pelas ruas de Odaiba. Passaram pela Rainbow Bridge. De lá, eles viram a Torre, o mar, entre outros prédios da cidade.
Chegando rua, perguntaram ao motorista quanto tempo levaria. O mesmo disse que demoraria em torno de vinte minutos. Faltavam dez minutos para chegar e quinze para o prazo da mensagem.
Passaram por mais algumas ruas e pediram para descer alguns quarteirões antes. O taxímetro estava marcando 800 ienes. O taxista perguntou:
- Porque tão antes?
- É que temos apenas 850 ienes, já que são 800, paramos aqui! – Disse Dai.
Eles tinham juntado o dinheiro que tinham e pagaram o motorista. Realmente, faltava pouco para chegar até a Torre. No caminho, Yumi disse:
- Pessoal! – Exclamou. – Para entrar lá tem que pagar. Como iremos pagar se só temos 50 ienes? É muito pouco, eu acho... Ainda mais o Observatório Especial. Lá é mais caro!
- Realmente... – falou Hajime.
- Vamos ter que entrar escondido!
Andaram mais alguns metros até que chegaram ao FootTown, um tipo de “mini-shopping”. Ao entrarem, se depararam com o salão de recepção – não tinha ninguém –, uma galeria de aquários, que tinham algumas pessoas. Também tinha uma loja de lembrancinhas e um restaurante. Poucas pessoas estavam comendo lá.
- Aqui é tão movimentado normalmente! – Falou Yumi.
- Estranho de mais! – Falou Daichi.
- Ali, os elevadores! – Apontou Hajime.
Os jovens foram correndo para lá e apertaram o botão que logo abriu a porta. Quando todos estavam dentro, Yumi comentou:
- Mas... Não vamos pagar?
- Ninguém cobrou! – Disse Dai.
O elevador fechou as portas. Subiu até o primeiro andar, que estava vazio também. Ninguém tomava café na loja que estava ali. Subiram as escadas para o segundo andar. Nele tinha apenas um altar e uma loja de lembrancinhas fechadas. E também, o que mais importava a eles, os elevadores para o Observatório Especial.
- Muito estranho... não tem quase ninguém na Torre, ele é tão cheia ultimamente! – Falou Yumi com medo de ser pega por algum segurança!
Mas como no andar anterior, não havia nada. Lá podia se ver a cidade Tóquio inteira. Ao Sul o monte Fuji sumia entre as nuvens. O céu da cidade inteira estava escurecendo. E o observatório começou a ficar abafado. O vidro estava ficando suado.
— Meu Deus o que está acontecendo? – Disseram todos com medo.
Luzes começaram a rodear o aquele andar. O chão também brilhava.
Uma explosão de luz consumiu os jovens que sumiram de lá. Eles foram para outro lugar. Outro mundo!
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