Digimon : Dados em chamas

3 Capítulo 3 - O assassino de dados


Notas iniciais
Fala pessoal, antes de mais nada, desculpe pela demora. Tive alguns problemas aqui para poder escrever o capítulo, porém, agora voltei e tamos ai para mais uma parte de nossa história. Espero que gostem e boa leitura ai pessoal.

Abertura

Capítulo 3 — O assassino de dados

Mundo Digital, 00:17 AM

Já estava tarde. A noite tomara conta de todo o acampamento. Os escolhidos já haviam jantado juntamente com todos dali ao redor de uma das várias fogueiras em meio a enorme base enquanto desfrutavam de muitas histórias. Jake acordara a pouco tempo. A ansiedade e felicidade de tudo o que havia ocorrido o fizeram picotar seu sono o que o fez acordar algumas outras vezes anteriormente, porém agora, enquanto estava ainda tentando voltar ao sono, ouviu algo. Passos. Se levantou silenciosamente e aos poucos atravessou a barraca onde ele, Bruno e seus parceiros dormiam e chegou a barraca principal, passando desta para fora. Assim que chegou lá encontrou uma cena bem diferente.

Em frente a tenda de Gennai, havia uma pedra bem grande onde havia plantada sobre ela uma árvore que lembrava um pequeno pessegueiro. Não fazia ideia de como a árvore estava ali, porém não se importava. O que importava era que sob a luz que uma das três luas daquele mundo proporcionava ali, estava sentada sobre a pedra ao lado da árvore Lisa. Estava com seus joelhos em um abraço e olhava fixamente para o céu perdida em pensamentos. Jake conversara com ela até bastante nesta noite e descobrira que tinha este nome pois sua avó conhecia o nome a muito tempo o achava bonito. Descobrira também que a garota era carioca, porém quando foi para o Mundo Digital estava a uma semana de se mudar para a capital mineira. Ele se aproximou calmamente e até pensou em assustar a garota, porém, preferiu somente cumprimentá-la.

– Oi. — Disse tranquilamente se aproximando enquanto olhava Lisa.

– A, oi Jake. — Respondeu depois de ter percebido quem era e se virando a ele com um pequeno sorriso gentil.

– O que esta fazendo aqui? — Perguntou ele enquanto se colocava ao lado dela, porém em pé, fora da pedra e começava a encarar o céu também. Este estava preenchido de estrelas.

– Só admirando. — Respondia ela em um tom sonhador. — É lindo não é? Apesar de serem dois mundos tão diferentes, o céu continua incrível no nosso planeta e neste.

– Verdade. Mas me diga, não é só isso é? — Dizia ele voltando a olhar para ela.

– Me conhece somente a um dia e já sabe o suficiente sobre mim para perceber quando estou assim pensativa. — Dizia ela se voltando com um sorriso para Jake. Este porém foi diminuindo até sumir. — Estou pensando sobre minha família. O que devem estar pensando?

– Ei, não pense nisso. Ouviu Gennai hoje no jantar, de nossas famílias eles cuidam. Enquanto estivermos aqui, é melhor nos preocuparmos somente em continuarmos bem para podermos voltar para eles. Agora, é melhor entrarmos. Não esta exatamente quente aqui fora.

Lisa da um sorriso a Jake. Ambos então entram juntos e logo se despem seguindo cada um a seu dormitório. O resto da noite foi tranquila e todos conseguiram dormir.

Mundo Digital 9:34 AM

Os escolhidos acordavam agora um atrás do outro sendo Tati a última a se levantar. Todos se reuniram no café da manhã que ocorria em volta das fogueiras da noite anterior que já estavam quase todas com suas chamas extintas. Eles se sentaram na fogueira em que Gennai também estava. Comeram tranquilamente e conversaram um pouco. Por fim se levantaram e acompanharam Gennai até sua tenda. Lá ele lhes entregou suprimentos para a viagem e começou a falar:

– Bom, é isso meus jovens. Creio que é somente até aqui que vou acompanha-los. É uma pena que pessoas tão jovens como vocês tenham de se envolver em uma guerra como essa. Mas lembre-se, enquanto estiverem unidos, terão sempre mais força.

E com estas últimas palavras eles se preparavam para sair. Assim que puxaram a entrada da tenda se viram de frente a literalmente, todo o acampamento que estava ali e agora começava a gritar por eles. Mal podiam acreditar. Todos estavam ali por eles. E assim que colocaram o pé do lado de fora eles abriram o caminho direto para o túnel que interligava o acampamento a floresta. Eles então entram pelo caminho e com todos ainda gritando de alegria. Leomon também estava ali e com um sorriso acenou com a cabeça para eles. Todos então começaram a andar e logo estavam correndo. Suas mãos para o alto como se dessem apoio a multidão também. Atravessaram uma boa parte do acampamento e chegaram no tal túnel dando a despedida final e então se afundando ali. Tudo era escuro. Ou melhor, uma penumbra. Conseguiam ver um ao outro enquanto o som do acampamento se distanciava de seus ouvidos.

Eles percorreram ali dentro por um bom tempo. Aos poucos começaram a conversar e não pararam mais. Um dos principais pontos foi quando Jake lançou a pergunta a seu digimon:

– Commandramon, você já foi até o Acampamento #3 antes?

– Sim, várias vezes. Olha, dizem que a maior parte das negociações ocorrem entre os acampamentos #3 e #7, porém se isso for verdade, garanto que a segunda maior é entre o #6 e o #3. — Dizia o digimon que ia na frente, sendo ele o guia do grupo.

– E vocês já encontraram algum outro digimon no caminho? — Perguntou Tati.

– Você fala digimons selvagens ou infectados com os dados negros? — Perguntava o digimon se virando para olha-los mesmo sem parar de andar. Todos concordaram com a cabeça então ele continuou. — Não. Não se preocupem com isso, o caminho é seguro. Se não fosse não nos enviariam sozinhos, confiem em mim. Apesar de que... bom não importa.

– Começou tem que falar Commandramon. — Disse Plotmon percebendo que o digimon pretendia deixa-los curiosos com as últimas seis palavras.

– Tudo bem, tudo bem. Bom, é que as expedições ocorrem durante o dia, porém, quando se está em emergência, elas podem ocorrer durante a noite. Eu nunca participei de uma a noite, porém conheço um Commandramon que já participou de até mais de uma. Ele disse que durante a noite, por toda a floresta podem ser ouvidos vários uivos vindos de vária direções. Dizem até que já ocorreram uns dois desaparecimentos. — Neste segundo um ar de tensão tomou conta do lugar. — Mas não se preocupem. Provavelmente são só histórias. — Continuava o digimon em uma tentativa de acalma-los.

Eles então percorreram um trecho do caminho sem falar nada até verem um pequeno raio de luz. Este invadia a caverna por uma pequena parte da saída que estava logo a frente. Aquilo reanimou o grupo que logo se dirigiu a esta chegando a floresta e sentindo novamente o ar fresco.

– Bom, é isso — Começou Commandramon. — Estamos na floresta e em breve chegaremos onde eu quero leva-los. Será por volta da hora do almoço o que é extremamente propício. Aposto que vão gostar de lá.

Eles retomaram após alguns segundos de pausa a caminhada.Porém agora conversavam e riam com diversas histórias engraçadas. Bruno contava sobre as histórias da viagem que faz todo final de ano com a família para um sítio. Apesar de morar em São Paulo, preferiam viajar para um sítio no interior. Felizmente isso também rendia várias histórias engraçadas que ele contava ali agora e todos riam muito.

Depois dele Jake começou. Tinha histórias de viagem, mas tinha também histórias de sua escola, de sua família, parecia que onde ele ia, algo engraçado estava fadado a ocorrer pois tinha muitas histórias que arrancavam vários risos de todos. Após Jake, Lisa começou a contar algumas histórias. Tinha poucas porém eram todas muito engraçadas. Todos riram muito. Tati fora a única que ficara calada até então, porém, com o incentivo de todos para que ela falasse ela decidiu:

– Tudo bem, tudo bem. Só me lembro de uma. Bom, no começo desse ano, eu, meus pais, minha tia e minha prima viajamos para o sul. Tudo bem que era verão, mas no sul é bem frio até no verão. Então, em um dia que fomos sair de noite, minha prima ainda não tinha se vestido e estávamos todos prontos já. Eu fui lá falar com ela e quando cheguei vi que ela estava olhando para a mala. Eu cheguei e ela disse: "Olha só prima, eu não faço ideia do que eu vou vestir ". Eu olhei dentro da mala dela e juro, só tinham vários shorts. Eu olhei para ela e disse: "Prima, você é louca? O que você vai usar?" e ela então enfiou a mão dentro da mala, tirou dois shorts, um verde e um rosa e falou: " Pois é, eu não sei qual eu escolho também!". — Todos então começaram a rir. — Mas ainda não foi a pior parte. Ela pegou o rosa por fim e como estava frio e ela é bem clara, as pernas ficaram avermelhadas de frio junto com um pouco dos braços e enquanto andávamos passou um garoto e disse : "Oi vermelhinha" e saíram ele e uns amigos dando risadas. Ela virou e disse "Ai que cara burro, não sabe a diferença entre rosa e vermelho. Devia ter pegado o short verde para ver se ele prestava mais atenção na cor!".

Foi o fim. Todos começaram a rir. Não podiam acreditar naquilo. Depois de por volta de um minuto de puro riso, começaram a se recuperar e por fim voltaram a falar.

– Sério isso? Eu tinha que estar lá para ver — Dizia Bruno ainda rindo um pouco.

– E vocês? — Lançou Lisa aos digimons. — Não se lembram de nenhuma história engraçada? — Perguntava gentilmente esperando mais algumas histórias.

– Bom, é que ultimamente, histórias engraçadas não aparecem mais. — Respondeu Biyomon.

– Depois que a guerra começou, essas coisas pararam de ter atenção, então começaram a se extinguir as histórias que não fossem de batalhas. — Completava Kudamon.

Todos os escolhidos então perceberam que seus parceiros a muito não se divertiam. Não haviam pensado nisso até agora e durante aqueles minutos em silêncio pensaram muito. Se lembraram de como em tão pouco tempo se tornaram tão amigos e como agora eles teriam de lutar juntos em uma guerra que provavelmente, muitos conhecidos e desconhecidos viriam a cair. Tinham de se manter unidos como Gennai disse. E então o silêncio foi quebrado.

– Mas é bom vocês terem histórias assim. Pelo menos podemos nos divertir com vocês. — Dizia Commandramon se virando para trás com um sorriso.

Todos ficaram felizes com aquilo. Sabiam que por mais simplório que o fato de contar uma história engraçada fosse, naquele momento ajudava mais do que muitas outras coisas. Todos seguiram andando e mesmo sem falar nada, sabiam a felicidade que percorria entre eles. A felicidade de poder ver seu parceiro feliz.

– Bom, é isso ai, se preparem para uma das melhores visões que eu já tive. — Dizia Commandramon parando em frente a dois ramos de folhas que cobriam a visão dos escolhidos do que tinha logo a frente. — Prontos? Então apreciem. — Dizia o digimon empurrando os ramos e os deixando ver.

Era incrível. O que tinha a frente deles era uma espécie de ilha em pequena escala. Na verdade havia um lago bem grande e circular e no centro deste uma certa porcentagem de terra. Não era pequena, longe disso. Era na verdade até bastante agradável em tamanho e exatamente no caminho deles havia interligado a esta ilha uma ponte de terra além de existir outra exatamente ao lado oposto desta. Você literalmente poderia atravessa-la em linha reta, mas somente se fosse louco você faria isso. A ilha tinha um chão coberto de grama, porém bem baixa, como se tivesse sido cortada daquela forma apesar de ser natural.

Tinha em uma parte dela uma rocha muito grande mesmo. Por volta de uns dois metros de altura por uns três de largura. Porém o que mais impressionava nela era o fato de ser longa. Ela se estendia do meio da ilha até uns quatro metros para trás e então virava para a esquerda e continuava por uns três metros formando uma espécie de "L" de cabeça para baixo.Ao lado desta, bem no finalzinho do "L" haviam dois coqueiros que cresceram um ao lado do outro sendo um deles um pouco menor que o outro.

– E então, o que acharam? — Perguntou Commandramon enquanto junto a eles adentrava na ilha pela ponte de terra.

– É incrível — Disseram juntas Lisa, Plotmon e Tati.

– Como vocês descobriram este lugar? — Perguntou Jake.

– Resolvemos tentar fazer um atalho em certa expedição e caímos aqui. Após isso, se tornou nossa rota oficial. — Respondeu Commandramon. — Aqui é onde montaremos a fogueira. — Disse ele indicando uma de três manchas circulares de queimado que haviam lá. As outras duas eram uma perto do lago e a outra próxima da caverna. Esta ficava no meio termo entre ambos e parecia realmente a melhor. — Sabem, essas marcas foram decididas como as únicas que poderiam ser feitas aqui. Depois de algumas expedições, decidiram que só poderia se montar fogueira onde já haviam sido montadas antes para evitar que ficássemos queimando toda a ilha, já que ela era tão boa.

Todos então começaram a se espalhar e observar diferentes pontos da ilha. Commandramon arranjou algumas pedras e um tronco os quais as tropas anteriores já usavam de banco a um bom tempo. Ascenderam a fogueira com o fogo de Biyomon, que por mais que fossem chamas fantasmas, ao fazer contato com algo inflamável se tornavam chamas comuns.

Todos chegaram a molhar somente as pernas e como estava muito quente, Jake e Bruno resolveram abandonar suas blusas que ficavam por cima em um canto e em uma decisão que saberiam que seria irreversível, cortaram suas calças até se tornarem bermudas improvisadas. Eles viram alguns peixes passando pela água e perguntaram a seus parceiros se também eram digimons.

– Bem, sim e não. — Respondeu Commandramon.

– O fato é que, eles são compostos de dados como nós, então seria sim. — Disse Kudamon.

– Porém, não possuem ataques e nem sabem lutar, então não. — Continuou Plotmon.

– É lógico que também existem digimons peixes, porém estes como os do lago não são o caso. — Disse Biyomon encerrando a questão.

Era estranho pensar naquilo, então preferiram esquecer. Não demorou muito até que pudessem almoçar. Quando todos começaram a comer, Commandramon resolveu contar uma história. Segundo ele uma história que ouviu das outras tropas.

– Olhem bem para esta caverna. — E todos estranharam. Ele explicou que a rocha era na verdade uma caverna. Tanto que em sua frente havia uma enorme Rocha circular que mantinha a entrada oculta. — Uma vez, as tropas da noite encontraram esta caverna aberta. Ela estava vazia e dizem que tudo que encontraram no seu fundo foi a marca na grama que indicava que algo grande dormia ali, e já a um bom tempo, pois seu contorno era perfeitamente definido ali. Eles foram embora o mais rápido que puderam. Até hoje dizem sobre o terrível monstro que existe ai dentro.

Todos estavam em silêncio quando a história terminou meio "surpresos" com o fato até que Commandramon finalmente disse:

– Ei, deixem de ser bobos. É somente uma história. Realmente é uma caverna, mas termina ai a parte verdadeira. Tem tanto monstro ai dentro quanto dentro do lago.

Todos então começaram a conversar normalmente. Jake e Bruno foram os primeiros a terminar e se levantaram conversando e indo em direção a caverna.

– Deve ser legal lá dentro não? — Perguntava Jake examinando a pedra que tampava a entrada com algumas batidas nela. — Será que é muito pesada? — Questionava ele em seguida forçando- se contra a pedra. Realmente era muito pesada, porém Jake só desistiu quando a pedra deu uma leve mexida que causou um pequeno tremor por toda a extensão da caverna. Todos congelaram de tensão durante um minuto aproximadamente e então se aliviaram. Se houvesse realmente um monstro ali dentro ele teria saído naquele segundo.

Todos começaram então a rir.

– Pois é, acho que não tem mesmo nenhum monstro aqui dentro. — Disse Jake dando dois socos com a lateral da mão na parede externa da caverna como se a cumprimentasse. Porém algo os fez calar. Um eco alto lá dentro dos dois socos seguido por uma voz alta.

– Querem ver o monstro? Ótimo! — E então pelos pequenos buracos existentes entre a pedra e entrada pequenas chamas azuis saíram levemente ao tempo em que um som surgiu como se algo houvesse batido contra a pedra. Todos se afastaram da caverna e então a pedra com um leve estalo seguido de um estrondo se moveu alguns metros sendo empurrada por uma rajada de chamas azuis. Um grande ser saiu de dentro da caverna e os encarou.

Garurumon

Nível: Adulto

Um digimon lobo que

vaga solitário pelas noites.

É acostumado ao frio, sua pele

é altamente resistente e

pela boca exala uma rajada de chamas

em temperaturas assustadoras.

Todos os digimons rapidamente se levantaram e se colocaram a frente de seus escolhidos.

– E agora? — Tati perguntou se virando aos outros três.

– Vamos tentar a tática que usamos contra o Meramon. Se derrubamos ele, podemos derrubar este ai. — Disse Jake.

Todos então concordaram, pois afinal, era esta sua única escolha.

– Commandramon, você já sabe o que fazer! — Gritou Jake a seu parceiro.

– Certo! — Respondeu este. — DCD bomba! Assalto M16! — Disparou o digimon ambos os ataques em sequência, porém, assim que Garurumon viu a bomba disparou suas chamas e a explosão não o atingiu. As balas acertaram em seu pelo, porém sua pele era realmente resistente e ele não fora ferido.

– Kudamon, vai lá! — Gritou Bruno.

Bala Veloz! — E o digimon saiu feito um raio contra Garurumon. Este porém, assim que o viu se aproximar lhe desferiu um golpe com as costas da pata que o fez voar direto no lago. A formação fora desfeita já.

– Biyomon, ajude o Kudamon! — Gritou desta vez Tati.

– Pode deixar! — Disse a digimon alçando voo ao encontro do digimon na água.

Rajada Uivante! — Disparou Garurumon enquanto fazia de sua boca chamas azuis voarem contra a digimon que voava.

Fogo Mágico! — Gritava Biyomon liberando de seu bico chamas fantasmas, e como ela estava em um mergulho, tais chamas a envolviam. Ela logo se desfaz delas deixando um agrupamento de chamas verdes em seu rastro. As chamas de Garurumon se chocam contra estas causando uma explosão e liberando muita fumaça.

– Acha mesmo que isso vai me impedir? Rajada Uivante! — Ele dispara novamente suas chamas, porém ainda em maior quantidade. Estas atravessam a cortina feita pela fumaça a dissipando e em seguida atingindo de raspão Biyomon. Com sua asa chamuscada a digimon cai na água juntamente com Kudamon.

– Biyomon! — Gritava Tati ao perceber o que acontecera com sua parceira.

– Kudamon! — Gritava Bruno logo em seguida pelo mesmo motivo.

– Não posso acreditar... Ele nos venceu sem nenhum problema... — Jake pensava.

Soco do Filhote! — Plotmon avançava contra Garurumon. Sua pata emanando um intenso brilho rosa, porém, ao se aproximar do digimon lobo, este bate nela com sua cauda e a faz voar contra sua domadora.

– Plotmon! — Dizia Lisa enquanto agarrava sua digimon.

– Não pode ser... — Jake pensava — Não, eu não vou deixar isso acontecer. Se tem alguém que ele quer é quem o acordou. O que é meu fardo é MEUfardo!

Jake se vira para o lado e vê Bruno e Tati prestes a se jogar na água.

– Vocês dois ficam aqui! — Disse passando por eles e mergulhando. Assim que voltou a superfície pode escutar Garurumon.

– Acha que escapara tão facilmente? Rajada Uivante! — Ele disparava suas chamas e Jake rapidamente mergulhava. Logo o ataque cessou porém não sem antes evaporar uma pequena porcentagem da água.

Jake se adiantou o mais rápido que pode e logo chegou em Biyomon e Kudamon jogando ambos sobre seu ombro.

– Se segurem e quando eu disser prendam a respiração. — Comandava ele.

– Jake? Obrigada. — Dizia o digimon pássaro.

– Valeu cara. — Continuava Kudamon.

– É melhor não agradecerem. Não ainda. Vamos lá. — Ele então voltou a nadar. Mais devagar pelo peso, porém ainda assim conseguiria voltar. Viu Garurumon disparar suas chamas de novo. — Agora! — Os três prenderam a respiração e Jake juntamente a eles mergulhou. Quando voltaram estavam bem próximos do lago. Garurumon se preparou para atacar de novo porém algo atingiu seu rosto. Balas. Muitas delas. Todas vindas do rifle de Commandramon.

– Não brinque com meu parceiro ou vai ter de se meter comigo! — Dizia ele. Seu rosto estava diferente. Ele já havia lutado várias vezes e sempre foi instruído em seu treinamento a nunca perder o controle. Porém, não estava fora de controle. Ainda estava dentro de si. Porém uma raiva tomava conta dele. Era como se mexer com Jake fosse o pior crime que alguém pudesse cometer.

– É melhor VOCÊ não brincar comigo! — Dizia Garurumon. — Rajada Uivante! — As chamas azuis voavam de sua boca em direção a Commandramon. Este pulou para trás e Garurumon ergueu a cabeça fazendo as chamas o seguirem. Porém, aquilo não seria problema, afinal, o próprio lobo ensinou a ele um novo truque.

DCD Bomba! — Dizia ele no ar lançando sua granada de encontro as chamas. A explosão proporcionada pela bomba contra as chamas o protegeu destas últimas.

Jake chegara a margem e Bruno e Tati o ajudaram a sair da água além de agradecerem a ele e pegarem seus digimons. Jake se pôs de pé e Commandramon caiu bem ao seu lado, também de pé.

– Você aprendeu alguma coisa dinossaurozinho, porém, sozinho você não tem chances contra mim. — Dizia o grande lobo listrado.

– E quem disse que ele esta só? — Perguntou Jake desafiando diretamente Garurumon.

– Você o abandonou para salvar digimons que nem eram o seu parceiro. — Lançou Garurumon.

– Sim. Mas antes de mais nada, eu nunca o abandonei, sempre estive do lado dele. E segundo, você mexeu com meus amigos. Fui eu quem te acordou, se tem alguém aqui que você vai ter que enfrentar meu amigo, garanto que esta bem na sua frente. — Dizia dando um passo a frente para não restar dúvidas.

– Se não devo enfrentar seus amigos, porque então esse projeto réptil esta te ajudando? — Dizia ele enquanto encarava de Jake para Commandramon.

– Eu já te disse — Começou Commandramon dando um passo a frente. — se mexer com ele — Apontava para Jake. — mexeu comigo.

– Ótimo. Então acaberei com os dois juntos. Rajada Uivante! — Chamas azuis em enorme quantidade voaram contra os dois, porém, nenhum deles se moveu.

Assim que as chamas se foram uma cúpula de luz os havia envolvido e protegido. Ambos estavam encolhidos, porém dava para perceber pela posição de ambos que Jake enfiara na frente de Commandramon porém este se moveu para enfiar na frente do primeiro, o que fez com que invertessem suas posições. Assim que voltam ao normal e vêem que estão bem tentam procurar uma explicação para aquela cúpula.

– A luz sagrada do digivice... Ela os protegeu. — Dizia Plotmon meio pasma com a situação.

– Impossível! Seres como vocês não seriam salvos pela luz sagrada! Impossível! — Gritava Garurumon assustado com aquela cena.

– É a segunda vez já... — Pensava Jake até que algo chamou sua atenção. A cúpula se desfez e seu celular deu um bip. Assim que ele o pegou e olhou havia uma mensagem na tela.

Download Completo

Novo aplicativo

pronto para uso.

OK

Ele apertou o botão "OK" e foi para a tela inicial de seu celular, este que só tinha bateria pois por algum motivo, no Mundo Digital a bateria de nenhum celular abaixava, somente aumentava. Ele viu logo que somente havia um aplicativo no centro da tela com seu nome escrito logo embaixo.

Ícone

Digievolução

Ele olhou para Commandramon que estava encarando o ícone e ambos perceberam o que era.

– Pronto? — Perguntou Jake já animado.

– Claro! Vamos acabar com esse cara! — Dizia Commandramon e voltava a encarar Garurumon com um sorriso.

– É o que acham! — E ele encheu sua boca de chamas, porém não teve chances de dispara-las.

Jake encarou o ícone e então foi como se milhões de memórias fossem para sua cabeça e de repente, ele sabia como fazer tudo. Ele olhou para cima e uma forte luz azul emanava do chão ao redor dele e Commandramon. Garurumon parou seu ataque ao ver aquela cena e todos prestaram muita atenção. A luz se tornara mais intensa os cercando mais, porém deixando pequenas brechas pelas quais se via ambos.

Soundtrack

Jake deslizou seu polegar direito sobre a tela do celular o desbloqueando e em seguida com o mesmo dedo tocou no ícone.

– INICIAR APLICATIVO!

Ele então levantou seu braço direito o cruzando em frente a seu corpo em direção a esquerda com seu celular na mão brilhando fortemente. Ele se virou de lado deixando sua metade esquerda para trás e cerrando o punho direito ao celular, descruzou seu braço o jogando com tudo para frente e apontando a tela para esta direção.

DIGIEVOLUÇÃO!!!

Feixes de luzes azuis saiam da tela de seu celular e circulavam ao redor dele e de seu parceiro formando um vortex. Logo esse se expande desfazendo-se um pouco e uma esfera de luz completamente azul envolve Commandramon. A esfera logo subiu a por volta de uns dez metros de altura e todos os feixes de luz foram em direção a esta.

COMMANDRAMON DIGIVOLVE PARA PARA PARA...

Commandramon então brilhava fortemente dentro da esfera

seu colete, seu capacete e seu rifle saíram dele enquanto este

ainda brilhando crescia assim como suas garras, cauda, tudo.

Estava agora um pouco maior que um adulto comum e com um soco

no ar seu colete começa a brilhar e se torna vários dados que

se unem a seu corpo se tornando um uniforme completo. Ele então

se vira em um chute e desta vez seu capacete volta a ele em forma

de dados que se tornam uma máscara. Ele por fim completa seu chute

e termina de frente com as pernas arqueadas e a mão lançada para frente

como se segurasse algo. Seu rifle agora se torna duas massas de dados,

uma grande que vai para suas costas e se torna uma espécie de arsenal

com várias facas enfileiradas e a outra massa menor vai para a mão que

parecia segurar algo se tornando uma faca dentro da mesma. Ele da um

último corte no ar com esta.

SEALSDRAMON!!!

A esfera então racha e como um raio um novo digimon chega ao chão.

– Jake, não se preocupe, isso é por nós. Estamos mais unidos do que nunca meu amigo. — Dizia Sealsdramon e com isso desaparece ressurgindo logo atrás de Garurumon. Este se assusta e se afasta, porém não sem levar um pequeno corte. O celular de Jake da outro bip e ele olha.

Sealsdramon

Nível: Adulto

É um assassino profissional

com grande poder e velocidade.

Seus inimigos costumam não ver

de onde veio o ataque

que os derrubou.

E isso era verdade. Garurumon corria extremamente rápido, porém Sealsdramon sempre estava atrás dele quando ele parava. Sempre o perseguindo. Nem sequer se podia vê-lo.

Morte Pelas Costas! — Disse ele assim que conseguiu uma abertura e sua faca pareceu se encher de energia pois deu um corte bem mais profundo do que o primeiro.

– Grrrr. Desista, pode ser rápido, mas conheço os movimentos que vocês treinam. Já enfrentei outros de seu time. São sempre os mesmos movimentos, evoluir não muda sua tática.

– Creio então que mudar de tática seja a coisa certa a se fazer. — E então ele desapareceu.

Por mais que ninguém visse ali estava ele, sobre um galho de uma das árvores da floresta, escondido. O olho especial de seu capacete seguia junto a cabeça de Sealsdramon todos os movimentos de Garurumon friamente.

– Batedor Tático... — Sussurrou e então conseguia ver mais e mais dados e memorizar tudo sobre Garurumon. Buscava um ponto fraco. Um único ponto fraco enquanto estudava seus movimentos. Então Garurumon subiu em sua caverna. Era o momento. Sealsdramon atravessou um trecho da floresta sobre as árvores e apareceu ao lado da caverna, no chão.

– Não adianta, eu conheço seus movimentos, já lhe disse. — Avisou Garurumon quando ele chegou e então se lançou no coqueiro no momento em que Sealsdrmaon apareceu sobre a caverna e em seguida pulou em direção a água. Porém Sealsdramon sabia seu próximo movimento. Surgiu um pouco acima dele em meio ao pulo. Ele o viu pelo canto do olho e tudo o que conseguiu foi arregalar este.

BATEDOR TÁTICO!! – Sua faca foi recoberta por uma aura azul e com um giro no ar ele desceu contra Garurumon e foi direto ao chão. Garurumon tinha um corte agora que o dividia em dois e sua boca estava aberta. Quando ele estava prestes a se separar em duas metades ele "explodiu" em dados.

Sealsdramon se levantou. Sua faca de alguma maneira estava sem nem sequer uma gota de sangue. Ele se virou para trás e viu Jake o olhando nos olhos inclinando um pouco a cabeça para cima e ele uma leve inclinação para baixo. Então ele brilhou e feixes de luz retornaram ao celular de Jake fazendo ele regredir e tendo que ele levantar um pouco a cabeça para ver Jake agora. Os dois então correram um ao outro, porém tudo que fizeram foi bater as mãos. Todos xingaram e então Jake abraçou seu digimon.

– Valeu amigão. Você foi demais. — Disse Jake a seu parceiro.

– Nós fomos. — Respondeu Commandramon.

Eles então seguiram sua viagem. Precisavam chegar logo ao acampamento #3 pois Biyomon tinha machucado sua asa um pouco seriamente. Eles seguiram e logo chegaram no portão do acampamento. Este também era como um forte de madeira, porém era bem menor. Tinha o tamanho no máximo de dois quarteirões. Eles chamaram o máximo que podiam, mas ninguém atendia ou sequer respondia.

– Kudamon, consegue voar até ali para ver se acha alguém para nós deixar entrar? — Pedia Bruno enquanto indicava o topo do portão de toras.

– Claro, pode deixar. — Respondeu Kudamon que simplesmente se prendeu com suas patas no portão e o subiu.

– Estranho. Normalmente se chegássemos tão perto do portão, deveríamos ser atacados até quase a morte, e agora, Kudamon pode subi-lo sem que ninguém reclame. — Estranhou Plotmon.

Kudamon agora descia e tinha uma cara meio ruim.

– E então, achou alguém? — Perguntou Bruno.

O digimon se aproximou e com um certo esforço, conseguiu abriu o portão. Este que já estava meio destruído pelas batalhas provavelmente. Logo que ele abriu todos olharam e tudo o que viram foi um acampamento abandonado. Chamas e vários objetos destruídos além de armas quebradas por todo lado. O Acampamento #3 havia caído sem ninguém saber.

Continua...

Notas finais
Bom, é isso ai pessoal, espero que tenham gostado do capítulo, depois de tanto tempo sem eu colocar nenhum kkk, espero que tenham gostado da digievolução também, a primeira de várias. É isso ai, obrigado por tudo e por favor, se tiver qualquer crítica, elógio, declaração de amor, essas coisas, não deixem comentar beleza? Bom, então falou ae e até o próximo capítulo galera.