Digimon Beta - E o Domador Inicial
25 A História de Mummymon
Desde os primórdios do Mundo Digital que Culumon é um digimon muito poderoso, mesmo com sua aparência dizendo o contrário. E tamanha grandiosidade de poder estava saindo do seu controle. Sem que pudesse prever, lapsos de memória se tornaram frequentes. E sempre que a recuperava, se dava conta de que muitas horas ou alguns dias havia se passado. Junto com os esquecimentos, muitos digimons difundiam um perigoso boato: o digimon mais poderoso que existe, feria e destruía outros digimons sem nenhum motivo aparente.
Recuperando a consciência logo após um dos lapsos de memória, Culumon conhece Piccolomon, pequeno digimon redondo, de asas brancas, pernas e braços como os de humanos e uma lança proporcional ao seu tamanho. E esse digimon lhe oferece ajuda, mesmo sabendo do grande risco de enfrentar Calamon, o lado mal do digimon mais poderoso que existe.
Alguns meses foram necessários para que Piccolomon conseguisse construir o local ideal para ser feito todo o procedimento com Culumon. O Mausoléu fora erguido no Continente Perdido, região pouco habitada e de difícil acesso, dificultando uma provável sabotagem dos seus planos.
Culumon transpirava uma espécie de líquido preto, gritava de dor e ofegava bastante, até que suas técnicas se desprendem do seu corpo, sendo presas em cartas pelo Piccolomon. Já o líquido preto origina um ser idêntico a Culumon, a não ser pela pelagem negra, os olhos amarelos e extremidade das orelhas e pés na cor vermelha. O digimon com poderes místicos estava prestes a destruir Calamon quando Culumon interfere, deixando-o fugir. A partir daquele dia, Culumon havia estabelecido um grande elo com o Mundo Digital. A sobrevivência do mundo dos digimons dependia da sobrevivência do pequeno digimon branco, que começara a ser conhecido como deus-digimon.
Piccolomon e Culumon permaneceram no Mausoléu por uma hora, até que o pequeno digimon branco conseguisse reestabelecer todos os dados do seu corpo. Mais à frente, já sobrevoando uma floresta na superfície, o deus-digimon percebe que um pequeno digimon em forma de vela estava desacordado e perdia bits. Temendo ser aquela mais uma vítima de Calamon, a pedido de Culumon, Piccolomon agita sua pequenina lança na direção do digimon e cria um tapete de luz logo abaixo dele, fazendo-o levitar. A técnica acompanha seu criador, que segue juntamente com o deus-digimon até o “Planalto da Lua Platinada”, local inteiramente revestido de cerâmica negra polida, que ressalta o brilho do sol e do luar.
— Aqui será um bom lugar, Piccolomon?
— O local fica a seu critério, Mestre Culumon. Desde que seja bem seguro e que se torne conhecido em todo o Mundo Digital.
— Está bem!
O triangulo vermelho na testa de Culumon começa a brilhar e todo o chão abaixo dos dois digimons, e do Candlemon desacordado, passa a tremer. Uma pequena rachadura surge no solo negro e polido, e de dentro dela seis pequenas pontas seguem ganhando tamanho até revelarem ser a extremidade de grandes colunas, que seguiam brotando e, por sua vez, revelando fazer parte de uma mesma construção: um enorme castelo inteiramente feito de pedra.
Após finalizado todo o tremor de terra, estava construído naquela região um suntuoso castelo protegido por muros altos e circundado por um gramado. A enorme porta de madeira prontamente se abre como uma porta convencional, permitindo que os digimons pudessem entrar em seu interior.
Tão logo chegam ao salão principal, Culumon segue mais à frente e voa escada acima, seguindo pelo corredor da direita. Ao entrarem em uma grandiosa sala, novamente o pequeno digimon branco usa seus poderes e faz surgir uma pequena cama, na qual Piccolomon deixa repousar o pequeno digimon em formato de vela sobre um castiçal dourado.
Alguns meses se passam e o pequeno digimon do nível Novato seguia como um habitante do castelo, assim como tantos outros digimons do mesmo nível evolutivo que o seu.
Calamon e Piccolomon seguiam voando pelos corredores do castelo.
— Te agradeço muito, culú. Seus poderes conseguiram me livrar do meu lado ruim.
— O seu lado ruim, agora, é um digimon e se chama Calamon. E suas notícias já correm por todas as partes. Por isso insisti para que crie uma guarda repleta de digimons de sua total confiança. Escolhi alguns digitamas na Cidade do Princípio e os trouxe para cá com esse propósito. Teremos guerreiros completamente voltados a sua proteção.
— Não acha exagerado todo esse cuidado, culú?
— Infelizmente não temos boas notícias. Segundo soube, Calamon entrou em contato com alguns digimons do tipo Vírus. E precisamos, o quanto antes, escolher guardiões para os acessos ao Continente Perdido, tanto pela cidade Iluminata, quanto pelo labirinto próximo ao Deserto do Norte. A magia que empregamos no Mausoléu e na caixa que protege suas técnicas pode ser insuficiente perto da sua cobiça por poder.
Os dois digimons entram por uma porta e a fecha. Mais à frente, outra porta se abre e de dentro dela sai Candlemon, com os olhos marejados.
Um pequeno digimon bruxo de vestes velhas e rasgadas, capa e com um cajado de madeira com uma ponteira em formato de sol, segue correndo pelos corredores de pedra iluminados por tochas. Ao achar uma das inúmeras portas abertas, o digimon entra por ela e a fecha com forte estrondo.
— Abra a porta, Wizarmon. Não precisa ter medo, culú!
— Por favor, Mestre Culumon, preciso ficar só.
Lentamente seu corpo começa a brilhar e a ser envolto por um casulo de energia que cresce, revelando a presença de um digimon humanoide de bela aparência. Um cavaleiro que calça botas, luvas e colete de metal com detalhes dourados, além de uma roupa vermelha colada ao corpo. Usa uma capa e um gorro na cor roxa, além de portar uma espada feita do mesmo material que suas luvas.
Uma explosão acontece, derrubando a porta de madeira que impedia a entrada do deus-digimon. Culumon entra no ambiente e se depara com o novo guerreiro com um dos joelhos tocando o chão e espada dentro da bainha, em sinal de respeito. Ao se aproximar, o pequeno digimon branco nota que o digimon recém evoluído estava chorando.
— Não se desespere, Mistymon. Isso não te faz melhor ou pior que os arcanjos.
— Eu queria ser um arcanjo como os demais. Me desculpe por desapontá-lo.
— Não pense assim, culú. Sua dedicação e lealdade te fez ser esse imponente digimon que acabara de se tornar. E, sobre sua linha evolutiva, eu não tenho nenhum tipo de influência.
Mistymon sai do castelo voando, acompanhado de dois Angemons, em direção a uma floresta próxima ao planalto. Chegando ao destino, os digimons se separam. O cavaleiro de capa e touca de cor roxa segue por entre alguns arbustos e encontra um pequeno digimon redondo de cor amarela e longa calda, preso debaixo de um grande tronco caído.
Os olhos do digimon já enfraquecido, brilham de esperança ao vê-lo se aproximar.
— Me ajude, por favor.
— Você é um Nyaromon?
— Sim. Sou!
— Sabia que, a depender da sua linhagem, você poderá se tornar um belo arcanjo?
— Já ouvi falar nessa possibilidade. Mas, por que está me perguntando isso.
— Nada demais!
Com um rápido movimento, Mistymon saca sua espada e a crava no pequeno corpo do digimon, transformando-o em dados sem grandes esforços. A pequena quantidade de dados multicoloridos segue soltos pelo ar até desaparecer no horizonte.
— Vejam só quem está fora do castelo.
— Quem está aí? – indaga o cavaleiro místico de espada em punho.
— Pode baixar a guarda, servo de Culumon – diz o digimon humanoide que veste jaqueta, calça e luvas de couro, além de trazer espingardas presa ao coturno e as costas. — Vim apenas conversar contigo.
— Você deve ser Beelzebumon. “Três olhos vermelhos como sangue”.
— Olhos que me fazem enxergar quase tudo ao meu redor sem precisar que eu me mexa.
— O que você quer? Sabemos que está servindo Calamon. Você é um inimigo.
— Não sou inimigo seu. Apenas sigo o que penso. E Calamon já não existe mais.
— O que?
— Isso mesmo! Calamon foi destruído por mim e por dois dos meus aliados: Piedmon e Blackwargreymon. Queremos estabelecer uma nova forma de governo. Sonhamos com um Mundo Digital onde cada digimon faça da sua existência o que quiser. Que sejam digimons em essência. Que batalhem e que sobrevivam apenas os mais fortes ou mais espertos.
— Isso não é correto! – contesta – Precisamos viver em harmonia. Sem destruir uns aos outros.
— E por que você destruiu esse pequeno e frágil Nyaromon?
Mistymon nada diz, baixando a espada lentamente até guardá-la na bainha.
— Eu sei que você tem o desejo de batalha dentro de si. Não se sinta mal por isso. Você é um verdadeiro digimon. Um digimon corajoso e que merece viver num lugar a sua altura.
— Você não viria até aqui apenas para me contar isso. Adiante com esse papo que tenho pressa.
Mistymon retorna ao castelo. Estava pensativo com o encontro que tivera e não conseguira em momento algum disfarçar sua preocupação.
— O que aconteceu, Mistymon?
— Acabo de receber uma notícia preocupante: Alguns aliados de Calamon o destruíram e estão recrutando digimons dispostos a acabar com os desmandos de Mestre Culumon.
— Isso só pode ser loucura! Esses digimons estão achando que Mestre Culumon interfere na vida de todos eles, e justamente por conta das ideias malucas de Calamon. Precisamos alertar os demais!
A notícia trazida por Mistymon rapidamente se espalha pelo palácio, e em poucas horas a reunião estava formada em pleno hall de entrada do castelo, com Culumon e Piccolomon sobre os degraus da escada que dá acesso ao pavimento superior. O pequeno digimon rosa e redondo alerta sobre o perigo que todos corriam. Os novos inimigos estavam agindo sem grande alarde, o que dificultaria qualquer planejamento dos aliados de Culumon.
O digimon mago caminha apressadamente pelos corredores do castelo. Alguns digimons arcanjos o paravam, questionavam algo, e sem muitas explicações, ele seguia caminhando. Explosões na área externa do castelo assusta a todos. Uma grande quantidade de digimons seguiam voando para o lado de fora a fim de saber o que acontecia. Mistymon também se aproxima.
Um Angemon que estava no interior do castelo se aproxima de outro, que surge pela entra principal cambaleante.
— São eles! – diz o digimon ferido. – Os digimons que se intitulam Hexágono do Mal.
— E quem são eles? – indaga o outro arcanjo.
— Beelzebumon, Piedmon, Blackwargreymon, Skullsatamon, Vamdemon e Devimon.
— Devimon? – questiona, surpreso, o digimon cavaleiro místico.
O Angemon ferido se desfaz em dados na frente dos demais.
Explosões e lampejos são escutados. Diversos digimons do tipo vírus atacavam o castelo do deus-digimon por todos os lados. Outros digimons seguiam trancando portas e janelas com enormes pedaços de madeira e se mantinham em posição de defesa.
Mistymon, que estava estático no hall de entrada do castelo, ao ver tamanha movimentação e gritaria no lado externo, voa por um dos corredores do térreo. Mais à frente, o digimon Perfeito se esbarra em um Holyangemon.
— Precisamos de você lá na frente de batalha!
— Irei ajudar na porta dos fundos. O castelo está cercado!
— Acabei de vir de lá. Tudo está sob controle!
— Não se meta no que eu faço! Agora, vá ajudar lá na frente.
O arcanjo de espada roxa nada questiona e segue o seu caminho.
Mistymon continua caminhando até chegar ao portão dos fundos. Lá estavam um digimon pégaso de armadura e asas douradas e uma digimon esfinge alada de pelagem branca.
— Pegasumon e Nefertimon, estão pedindo os reforços de vocês na entrada do castelo.
— Não podemos sair daqui – diz o cavalo alado dourado.
— Holyangemon disse que devemos avisar a ele caso ocorra qualquer problema.
— Essa saída é secreta! – insiste o cavaleiro místico. – Pouquíssimos digimons aqui do castelo conhecem esse acesso.
— Entendemos isso, Mistymon. Por isso precisamos ficar de prontidão.
— Já que não querem sair por bem, sairão por mal! Espada Mística.
A espada do digimon se inflama, e ele avança na direção da digimon esfinge, que rapidamente contra-ataca:
— Maldição da Rainha.
O colar espelhado ao redor do pescoço de Nefertimon brilha, fazendo surgir uma imensa tábua de pedra a sua frente, protegendo-a do golpe. A tábua de pedra se desfaz em inúmeros pedaços.
— Pare com isso! – pede Pegasumon.
Mistymon novamente ataca, mas dessa vez é surpreendido por ambos os digimons, que contra-atacam:
— Chuva de Espinhos – diz Pegasumon lançando espinhos de energia a partir da sua crina.
— Joia do Nilo – brada Nefertimon lançando cristais explosivos a partir dos cristais cravados nas luvas da sua pata dianteira.
O digimon Perfeito segura uma das pontas da sua capa, trazendo-a para próximo do seu rosto, como um escudo. As técnicas se chocam contra ele e explodem. Ao se dissipar a nuvem da explosão, Pegasumon e Nefertimon são surpreendidos pela ausência do oponente, que já estava atrás si e de espada em punho. Mistymon rapidamente fatia os digimons em diversos pedaços, convertendo-os em dados.
O digimon se aproxima da porta e a abre. Os ditadores já o esperavam do lado de fora.
— Demorou para abrir – diz Beelzebumon após entrar e olhar o ambiente em volta.
Os outros ditadores o acompanham.
Ao ver que Devimon entraria no castelo, o digimon místico o impede de entrar.
— Esse não foi o nosso acordo, Beelzebumon. Você disse que reuniria mais cinco digimons tão poderosos como você e eu seria o quinto integrante! Quero saber o que esse Adulto está fazendo aqui?
— Esse Adulto é um digimon de poderes impressionantes. Você tem muito o que aprender com ele! Por isso, nós três nos reunimos e resolvemos aceitar Vamdemon, Skullsatamon e Devimon. Agora, somos o Hexágono do Mal e governaremos todos os digimons.
Beelzebumon começa a caminhar, sendo seguido pelos demais.
— Esperem! Eu detesto ser enganado e não vou deixar que ditem as regras. Eu achava que tínhamos um acordo.
Mistymon começa a criar uma imensa bola de energia incolor sobre uma das mãos, quando é surpreendido pela energia negra oriunda das mãos de Devimon, obrigando-o a lançar antes que a mesma pudesse atingir seu poder máximo. O digimon Perfeito tenta criar a técnica mais uma vez quando é surpreendido pelo digimon demônio de longos braços, que consegue cravar as garras no seu peito, perfurando sua armadura.
— Estou impressionado com sua teimosia, Mistymon – diz o digimon dragão humanoide de longas garras negras. – Agora, entenderá o porquê de termos escolhido Devimon, um simples Adulto, para integrar nosso grupo.
O digimon demônio de enormes asas começa a drenar a energia do cavaleiro místico, que tenta reagir agarrando o seu braço. Piedmon lança suas quatro espadas na direção do oponente, lhe ferindo gravemente. Devimon, então, solta Mistymon, que cai no chão bastante ferido e perdendo bits por diversas partes do corpo.
O digimon cavaleiro tenta ficar de pé, mas não consegue, levando os seis ditadores a gargalharem.
— O que ele tem de ambicioso, tem de ingênuo – pontua o digimon esqueleto que carrega um cetro de ossos.
Beelzebumon novamente se aproxima do digimon, abaixando-se próximo do seu rosto.
— Nunca! Eu nunca confiaria em um digimon capaz de trair o seu líder e de destruir digimons insignificantes feridos, sem forças para se defender. Você não é digno nem da nossa companhia.
Beelzebumon se levanta e segue caminhando, sendo acompanhado pelos demais.
Mistymon fazia uma força fora do comum para se arrastar pelo chão do cômodo mais isolado do castelo, quando Piedmon e Culumon surgem a sua frente, após se teletransportarem.
— Mestre Culumon, perdoe-me, não fui capaz de deter os ditadores. Eles conseguiram invadir o castelo e destruir Pegasumon e Nefertimon.
— Não minta, culú. Piccolomon e eu estávamos observando tudo. Já desconfiávamos da sua índole desde quando era um pequeno Candlemon.
— Eu me propus a ficar de olho em cada passo, em cada atitude sua. E pedi a Holyangemon que me avisasse quando presenciasse qualquer atitude suspeita.
— Nunca pensei que me trairia dessa maneira, culú. Te coloquei em posição de destaque. Você liderou equipes, me ajudou a tomar decisões. Não acredito que foste capaz de me apunhalar, culú.
— Me perdoe. Eu estou me dissolvendo... – balbucia o digimon sem muitas forças.
— É contra minha filosofia destruir um digimon. Por isso, você sofrerá uma punição.
Culumon passa a levitar de mãos unidas, enquanto o triângulo em sua testa brilha. Uma áurea rosada passa a envolver o cavaleiro místico, recuperando suas forças.
Mistymon se põe de pé, incrédulo com o que havia acontecido.
— Você é um digimon de aparência bonita, boas vestes e que sempre atrai todas as atenções por onde passa, culú. Muitos digimons queriam ser como você, se tornar um Mistymon. Por isso, culú, sua punição por toda a eternidade será essa.
— O que? – indaga Mistymon se olhando sem compreender o que o deus-digimon falava. – Qual a punição que eu vou sofrer.
Piccolomon rapidamente gira sua lança acima da cabeça e a porta atrás do digimon Perfeito se abre.
— Agora, você deve sair! – brada, apontando a lança na direção do antigo aliado.
Movido por uma força desconhecida, Mistymon é expulso do castelo.
Do lado de fora, o digimon percebe a grande batalha que se formou ao redor da construção, com diversos digimons batalhando uns com os outros e uma gama infinita de dados dispersos pelo ar. Mistymon rapidamente voa, desviando de técnicas e digimons que seguiam arremessados ou batalhando.
Já a uma certa distância, o digimon místico pousa e passa a observar o enorme castelo cercado por digimons do tipo vírus quando é acometido por uma forte dor de cabeça, que o leva ao chão. O digimon passa a urrar de dor enquanto seu corpo seguia lentamente se transformando.
Um grande tremor de terra toma conta da região, assustando Mistymon que rapidamente olha em volta até perceber que o castelo do deus-digimon se desprende do chão, levando consigo uma enorme massa de terra sob seu chão, originando uma ilha flutuante. Seis ondas negras de energia se desprendem da construção e avançam como esferas gigantes ganhando volume, varrendo todo o Mundo Digital e modificando os ambientes.
Mistymon tenta ficar de pé e não consegue. Não possuía mais forças para andar e voar. O digimon, completamente transtornado com sua nova condição existencial, rasteja até uma poça de água que surgira próxima de si assim que uma das ondas negras passou por lá e se desespera ao ver a sua nova imagem refletida. Seu olho esquerdo já não existia mais, apenas um tapa-olho ocultava a cavidade que surgira em seu rosto. Já o olho direito estava muito vermelho, como se tivesse com uma terrível infecção. Sua pele é ressecada e com diversas chagas, como se a mesma estivesse em eterno estado de putrefação.
— Eu me vingarei de todos vocês!!! – brada o digimon expressando toda sua revolta em um enorme grito.
Continua...
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