Digimon Beta - E as Cartas Acessórias
36 Destino: Continente Perdido!
Após a batalha iniciada pelo trio de domadores na Cidade do Princípio, com o propósito de destruir os digimons dos calouros, Júnior e Blaze acabam selando um acordo entre os seus grupos, onde trabalhariam juntos pela destruição dos Domadores Beta.
Flávia, Murilo, Carlos, Bárbara, Davi, Carlos, Verônica e João haviam retornado na intenção de encontrarem as Cartas Acessórias, quando acabam caindo em um enorme buraco que se abriu ao redor da réplica do Farol da Barra existente no Mundo Digital. Presos em um enorme salão subterrâneo, e impossibilitados de voltar a superfície, o grupo segue caminhando pelos túneis que se ramificavam pelo subsolo quando se deparam com uma bifurcação. João e Verônica, que já haviam se estranhado na noite anterior na casa da garota, tornaram a discutir, obrigando a garota loira, domadora de Lunamon, a dividir o grupo, que seguiriam por caminhos diferentes. Porém, eles não faziam ideia de que estavam sendo observados desde que chegaram ali.
— João, Verônica, cheguem mais perto.
Carlos, Verônica e João já caminhavam a alguns minutos, após terem se separado dos demais, e em completo silencio, quando a voz do garoto de óculos interrompe o silêncio.
— O que foi? – Indaga o garoto de barba cerrada assim que se aproxima do seu amigo. Trazia Betamon em seus braços.
Verônica também se aproxima com a sua digimon no colo.
Terriermon estava sobre o ombro do seu domador.
— Nada de importante. – Diz o garoto sorrindo. — Só quero que vocês andem juntos, próximo um do outro.
— Idiota metido a palhaço. – Diz João, sem alterar o tom de voz. — A pior coisa do mundo é nerd tirado a engraçado.
— Fazer o quê? – Pontua a garota magra de cabelos volumosos. — Ninguém me deu escolha.
— Esqueçam o que eu disse! – Diz o garoto de óculos, prevendo o início de uma discussão.
— Não achei nada legal o grupo ter se dividido. – Prossegue Verônica, ignorando Carlos.
— Você não disse exatamente o contrário lá atrás?
— Me erra, João!
— Então quer dizer que você concorda comigo, mas estava a fim de me contrariar?
— Deixa a Verônica falar, João. – Pede Carlos.
— Obrigada, Carlos. Eu to com um pressentimento ruim. Primeiro, estamos perdidos a quilômetros da superfície e não conhecemos esse lugar. Segundo, que não conseguimos abrir portais para o Mundo Real daqui. Terceiro, que só temos as evoluções de dados para nos ajudar. Nossos digimons não conseguem atingir a Extremidade. Estamos muito vulneráveis.
— O idiota do Blaze conseguiu o que queria.
— To louco pra pôr minhas mãos no Alex. Não vou com a cara dele desde quando ele ficou de gracinha pra cima de Verônica quando a encontrou sozinha.
A garota se esforça para segurar o sorriso tímido e envaidecido.
— Tenho certeza que até hoje ele sente algo por ela. – Finaliza João.
— Será mesmo? – Pontua o garoto de óculos. – Verônica, o que você acha?
— Achar o quê? Não perdi nada!
— Nossa, Carlos! – Diz João, sorrindo. – Poderia ir dormir sem essa.
— Desculpa, Carlos. To muito nervosa com essa situação.
Três minutos de caminhadas depois e o trio chega a outro salão. Sendo esse menor do que o anterior. Do lado aposto, havia três túneis.
— Mais bifurcações... – Pontua o digimon sobre o ombro de Carlos.
— Já não suporto mais cair em labirintos nesse mundo!
— Vamos pelo corredor do meio! – Diz João, animado.
— Vai querer dividir o grupo mais uma vez, líder?
João ignora a indireta da sua namorada.
Os três caminham em direção ao corredor escolhido: o central. Ao se aproximarem, grossas paredes de pedra brotam do chão fechando as três saídas com um estrondo estremecedor.
— Isso é uma armadilha! – Grita Veronica.
Os domadores dão meia-volta, indo em direção ao caminho que haviam tomado para chegar ali, quando se deparam com um ser de aparência nada agradável, olhando-os.
O digimon possuía um rosto cadavérico, boca minúscula, olhos saltados e cérebro exposto. Suas costelas ficavam evidentes devido a sua magreza excessiva. Braços finos com mãos desproporcionais e inúmeros tentáculos que faziam às vezes de pernas, ajudando-o na locomoção. Sua pele é rosada e gosmenta.
— Ai, que coisa nojenta!
Verônica se arrepia de nojo com a aparência do digimon e abraça Carlos.
João recolhe informações.
Vadermon, um digimon no nível Perfeito. Esse digimon alienígena de aparência gosmenta e horripilante, vive nos subsolos do Mundo Digital e é totalmente adaptado a vida subterrânea. Carrega consigo uma arma espacial. Sua principal técnica é o “Beijo do Demônio”.
— Vocês não irão a lugar nenhum, domadores. – Brada o digimon de voz tremula erguendo, na direção dos humanos e dos seus digimons, uma espécie de pistola que lembra um secador de cabelos. — Tenho por missão expulsá-los do subsolo.
— Ah, mas não vai, não! – Diz João.
Verônica e Carlos sacam seus digivices.
Rapidamente os domadores passam as cartas evolutivas pelo leitor de cartão dos seus digivices e seus digimons rapidamente evoluem, tornando-se Shurimon, Meramon e Ranamon.
Meramon e Shurimon avançam na direção de Vadermon enquanto Ranamon fica estática, aterrorizada com a simples possibilidade de ter algum contato físico com o digimon.
— Esferas de Fogo.
— Shuriken.
Com movimentos invertebrados, semelhante a uma ameba, o digimon de aparência repugnante desvia das investidas sem muita dificuldade.
Carlos, João e Verônica olham apreensivos para o digimon inimigo. Shurimon e Meramon continuam suas investidas contra Vadermon, que conseguia desviar sem muita dificuldade.
— Agora chegou a minha vez de atacar. Beijo do Demônio.
Um ambiente escuro e infinito, semelhante ao espaço, se apodera do local da batalha e, após o digimon alienígena beijar a palma da mão e lançar na direção dos domadores e dos digimons, vários meteoros se materializam e avançam nos seus oponentes.
— Pessoal, — brada João — se concentrem nos meteoros!
Os três digimons atacam em conjunto. Suas técnicas se fundem indo de encontro aos meteoros, atingindo um por vez. Ao final, cinco grandes meteoros foram destruídos pelos digimons, e os mesmo estavam exaustos.
Vadermon sorria para os domadores.
— Desgraçado. – Balbucia Carlos de maneira séria. – João, qual o nível evolutivo desse asqueroso?
— Ele é um Perfeito.
— Como é que é? E você pretende ganhar dele com nossos digimons nesse nível? Acho que já está mais do que constatado que não conseguiremos fazer frente a ele.
— Eu sei disso. Só quero ganhar tempo para fugir. — João vira-se para os digimons, que estavam ofegantes. — Pessoal, mais uma vez!
— Punho de Água.
— Punho de Fogo.
— Shuriken.
As técnicas novamente se fundem de maneira espiralada e avançam no Vadermon que, ao sentir uma gosma que havia escorrido do seu cérebro e estava na sua face, passa a língua e a engole com prazer.
— Francamente... – Diz o digimon, incrédulo. — Raio de Abdução.
O digimon Perfeito dispara um raio de cor roxa da sua arma espacial. A técnica avança na direção das técnicas dos três digimons elementais, que haviam se fundido, fazendo-a desaparecer.
— Agora, serão mandados de volta a superfície. Espero, sinceramente, não precisar me preocupar com vocês novamente. Porque, se não, será a última vez.
— Por que você quer nos expulsar daqui? – Questiona Carlos, causando certa aflição na Verônica, que ainda o abraçara. — Você é o guardião das Cartas Acessórias?
— Recebi ordens expressas do meu mestre.
— Quem é o seu mestre?
— Mestre Culumon.
Vadermon seguia mexendo na configuração da sua arma espacial quando uma semicircunferência de energia verde surge no ambiente extraterreste criado por ele e o acerta pelas costas, levando-o a cair de tentáculos dobrados, como se caísse ajoelhado. Uma pequena digimon fada que possui dois pares de asas em formato de folha, vestido rosa em pétalas de flor, galochas verdes e uma enorme flor envolvendo sua cabeça como um gorro, surge voando.
— Lilymon? – Diz Verônica, incrédula.
Davi e os demais domadores se aproximam. Aos poucos, o ambiente criado pelo Vadermon segue desaparecendo lentamente, dando lugar ao salão subterrâneo. Os corredores que havia sido fechado pelo Vadermon estavam abertos.
Yashamon, Digmon e Kazemon se aproximam da digimon fada.
— Pessoal, vocês estão bem?
— Estamos, Davi. – Responde o garoto de óculos.
— Como soube que estávamos aqui? – Pergunta João.
— Ouvimos explosões do outro lado da parede e, ao passarmos pela entrada do corredor, vimos que estavam em apuros.
O samurai com espadas de madeira avança no digimon alienígena com socos e chutes. Vadermon desviava de cada golpe como se não houvesse o menor sinal de esqueleto em seu corpo. O digimon do Murilo saca suas espadas e tenta atingir o inimigo, que é mais rápido e consegue se apoderar das espadas, disparando, logo em seguida, sua arma espacial, fazendo com que Yashamon se esquivasse com uma sequência de cambalhotas.
Kazemon aproveita a distração e ataca.
— Ciclone Imperial.
O ciclone negro criado pela digimon dos ventos avança em Vadermon, erguendo-o até o teto e depois se dissipa, fazendo-o cair como uma pedra solta no ar. Com a queda, o digimon Perfeito solta as espadas. Yashamon consegue recuperar suas armas, atraindo-as, e as unem, liberando o seu “Laço do Górdio”, que eletrocuta o oponente.
— Vamos fugir daqui. – Diz João aos demais. – Esse local não vai resistir a tantas explosões.
O grupo de domadores segue correndo, enquanto eram seguidos pelos seus digimons.
A digimon fada seguia voando mais atrás quando é impedida pelo digimon alienígena, que alonga um dos seus tentáculos e a segura por uma das pernas. O grito da digimon atrai a atenção de todos, que param de correr.
— LILYMON! – Brada Davi. – Ataque com tudo o que tiver.
A pequena fada não titubeia antes de unir as mãos e vê-las se transformar em um canhão rodeado por pétalas.
— Canhão Flor.
A técnica avança na direção de Vadermon, que rapidamente solta Lilymon e é atingido pela energia de cor verde, que o arrasta por alguns metros até se chocar contra uma parede e explodir de forma grandiosa.
Lentamente, o teto e as paredes do salão começam a desmoronar. Os digimons se aproximam dos seus domadores e os pegam no colo. Lilymon é a única a regredir, tornando-se o enorme cacto que usa luvas de boxe, para conseguir ajudar o seu domador durante a fuga.
Meramon, Togemon e Yashamon seguiam por terra, enquanto Ranamon levitava a poucos centímetros do chão. Já Kazemon, Digmon e Shurimon seguiam voando.
— Digmon, — diz Bárbara em meio a aflição de todos durante a fuga – você não pode parar esse desmoronamento?
— Trata-se de uma enorme quantia de terra para que eu possa controlá-la.
— Bárbara, — interfere Carlos – é melhor que seja assim. Ganharemos tempo com o soterramento de Vadermon.
Ladeiras acentuadas, pedras escorregadias, locais completamente escuros iluminados apenas pela chama que brotava do corpo de Meramon e regiões alagadas faziam às vezes de obstáculos.
— Pessoal preciso contar a vocês a mando de quem Vadermon estava. — Diz o rapaz que seguia nos braços do digimon de fogo.
— Quer dizer que mais alguém quer ditar as regras por aqui? – Manifesta-se o garoto ruivo abraçado a enorme luva vermelha de Togemon. — É isso?
— Não! Nosso amiguinho asqueroso estava a mando de Culumon!
— Fala sério? — Davi relutava a acreditar no que acabara de ouvir. — Vai ver Vadermon não nos atacou por mal. Ele deve ter nos confundido com alguém.
— Confundido com quem? Algum digimon? Impossível! Ele sabe que somos domadores.
Uma grande calmaria se apodera do corredor subterrâneo. O desmoronamento havia se encerrado.
— Acho que nos livramos dele! – Pontua a digimon besouro que possui brocas no focinho e nas mãos.
Lentamente os digimons seguem colocando seus parceiros no chão.
Murilo conseguiu tomar a dianteira e desapareceu das vistas dos demais após entrar numa curva a esquerda. Ao passarem por essa curva, todos veem um imenso clarão que ofuscava suas vistas. O garoto magro de sorriso largo estava estático, já no final do corredor.
— Murilo, sai da frente. – Diz a garota de voz rouca — Você está atrapalhando, querido.
Flávia empurra o colega para fora, liberando a passagem.
Ao saírem do túnel subterrâneo, os domadores e digimons percebem o que havia causado tamanha surpresa no rapaz. O interior do Mundo Digital era oco e dentro dele havia um enorme mar de água doce com ondas, uma extensa faixa de praia e vários coqueiros. O relevo também não deixava a desejar, havia uma planície que acompanhava a praia pelo litoral e logo mais ao fundo alguns morros, dos quais se tinha a ideia de que era possível ver todo o lugar.
O profundo silêncio atormentara Bárbara que, infelizmente, não podia ver o que causou espanto em todos os seus amigos.
— Olá! Tem alguém aqui?
— Chegamos ao núcleo do Mundo Digital, Bárbara. Aqui é muito idêntico a superfície. Por isso estamos tão surpresos.
— Não acredito que corremos tanto para retornar à superfície. – Pontua Flávia, chateada.
— Não é a superfície, loura! – Diz Murilo. — É o subsolo. O centro do planeta. Não vê que não existe horizonte?
Ao olhar sobre o mar, eles observam que o mesmo findava junto a uma parede côncava, como se estivessem dentro de uma esfera. O céu não existia, havendo apenas algumas nuvens que levitam sem direção certa um uma esfera incandescente que iluminava e aquecia o lugar. Essa esfera estava presa ao teto curvilíneo.
— Enfim, — diz Carlos — não há o que se questionar. Chegamos ao “Continente Perdido”!
Os digivices voltam a reagir indicando o local onde os domadores encontraram as cartas. Eles seguem andando pela praia, novamente o Murilo seguia na frente, agora acompanhado do seu digimon, o Yashamon.
— Por que será que Culumon mandou Vadermon nos atacar? – Questiona a garota de cabelos volumosos.
— Sei lá! – Diz o domador de Meramon. — Ta tudo muito estranho. Culumon organiza um torneio sem sentindo algum; Blaze consegue destruir os digivices de todos os domadores; depois ficamos sabendo sobre essas tais cartas. Sem falar que Culumon nunca havia mencionado a existência delas.
— Será que Blaze e Alex podem vir atrás de Davi para destruir o digivice dele?
— É melhor redobrar a atenção, meu primo. O que Fafá disse faz todo o sentido.
— Eles é que devem redobrar a atenção! Eu e Rosemon vamos dar uma lição neles.
Ao continuarem andando, agora por uma trilha dentro da mata, eles chegaram a uma espécie de Mausoléu. A construção, que tinha a aparência de bastante antiga e degradada, estava com seus enormes portões de madeira abertos. Murilo entra e é seguido pelos demais.
No local haviam compridos bancos de madeira dispostos em duas filas, com um corredor central por onde os domadores caminhavam admirando o teto do local, com vidros coloridos que formavam um mosaico com a imagem de Culumon. Murilo olhava de maneira fixa para o seu aparelho até que ele emite um ruído diferente e o garoto ergue a cabeça, vendo à sua frente um altar com uma mesa de pedra, de tamanho natural, no centro.
— É aqui!
Os domadores sobem os trinta e dois degraus aos pulos e se posicionam em volta da mesa de pedra. Seus digimons chegam logo em seguida e ficam atrás dos seus domadores. Todos observavam uma caixa de madeira com três presilhas de cada lado, que prendia a tampa da caixa ao restante do objeto.
Os olhos do domador de Yashamon brilhavam. Murilo era fascinado por novas aventuras e descobertas. Suas mãos lentamente avançavam sobre a caixa até que as mãos de Carlos intervêm, impedindo-o.
— Melhor não tocar. Pode ser perigoso.
— Perigoso, por quê?
— Sei lá. Tudo está muito fácil, acessível.
— Melhor ter calma, Murilo. – Pede a garota de olhar fugitivo.
— E vocês acharam pouco ter que enfrentarmos o monstro gosmento lá na gruta?
Sem hesitar, o garoto magro pega a caixa em suas mãos e a aproxima de si. A cada presilha lentamente aberta por ele, à caixa se agitava. Era como se algo vivo estivesse em seu interior.
— Por favor, não abre, não! – Pede Verônica. — E se não for às cartas? E se tiver algo de muito ruim aí? E se Vadermon estiver protegendo esse lugar por causa desse perigo? Lembram da história da caixa de pandora? Culumon deve querer que isso fique bem guardado.
Flávia põe a mão sobre a tampa da caixa, fazendo força.
— Eu não quero que saia nada de ruim daí de dentro.
— Calma galera. – Pede o garoto, sorrindo. — São somente as cartas que Culumon nos mandou pegar. Elas vão nos ajudar contra o grupinho mau caráter.
Murilo finalmente abre a terceira e última presilha, sob o olhar apreensivo dos demais, e a caixa não se move como das vezes anteriores. O que fosse que estivesse ali dentro preso, havia se acalmado. O garoto aproxima o rosto da fenda, formada entre a tampa e a caixa, e começa a erguer a tampa aos poucos, tentando observar o que havia ali. Repentinamente, um feixe de luz roxa sai do interior do objeto, lançando a tampa distante. Juntamente com o feixe contínuo de luz, vinte cartas seguem levitando envoltas por uma luz branca. Uma carta seguia à frente, liderando as demais.
— São elas! – Vibra o domador de Yashamon. — Eu disse que elas estariam aqui dentro!
As cartas seguem levitando até uma determinada altura e logo passam a voar de maneira desenfreadas e sem rumo, dentro do mausoléu.
— Kazemon, voe até lá e as pegue!
A digimon do vento acata a ordem da sua domadora. Apesar de ser muito rápida voando, Kazemon não conseguia sequer se aproximar das cartas.
— Kazemon não me decepcione. Pegue-as logo!
A digimon humanoide que possui asas de borboleta tenta controlar o vento e atrair as cartas para próximo de si, mas não adianta. A força que as envolviam era muito poderosa. Num repente, dois raios laser vermelhos avançam para dentro do mausoléu, destruindo algumas vidraças na parede, e atinge a digimon da garota loira de corpo musculoso, derrubando-a.
A digimon que possui asas de borboleta cai do chão com forte impacto, regride e permanece desacordada.
— Lunamon, o que foi que aconteceu? – Grita Flávia enquanto se aproximava.
Murilo e Bárbara, assim como a Flávia, estavam sem saber o que aconteceu, ao contrário de Carlos, João, Verônica e Davi que conheciam aquela técnica muito bem e uma onda de fúria os invadem.
— Megalogrowmon. – Balbucia o garoto de óculos de armação negra, pressionando o seu digivice de cor azul em uma das mãos.
— Como? – Indaga Bárbara. – Blaze está aqui?
— Acertou na mosca, ceguinha!
Ao olharem para entrada do mausoléu, o grupo avista Alex, Leomon, Fernanda, Solarmon e Blaze, que estava no meio das duplas aplaudindo. Seu digimon, um tiranossauro vermelho cyborg estava do lado de fora da construção e só era possível visualizar suas pernas e tronco através da porta.
Continua...
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