Digimon Adventure - The Real Journey

1 Capítulo 1 - Os primeiros escolhidos.


Notas iniciais
O capítulo é subdividido em 4 partes.

1.1 — Abasi Azikiwe

Abasi, um garoto de 17 anos, moreno, alto e forte o suficiente para ser capitão do time de basquete, sai da escola no seu último dia de aula, se despede demoradamente dos seus amigos e começa a caminhar em direção à sua casa para jantar com sua família. Ao percorrer cerca de 2 quadras, percebe que em uma lata de lixo, mais à sua frente, uma luz laranja brilha incessantemente, a ponto de lhe causar dificuldades para enxergar. Ele vai em direção àquela claridade e ao pegar o objeto em suas mãos, o brilho automaticamente desaparece. O garoto acha estranho e acaba por abandoná-lo no mesmo local.

Ao chegar em casa, sua mãe, Abena Azikiwe, o recebe com um abraço longo e logo diz que uma caixa com seu nome havia sido deixada na porta fazia pouco tempo. Por não estar esperando nada, fica confuso vai logo ver o que era. E ao abrir, para por uns segundos boquiaberto, sentindo um certo medo e estranheza diferente de qualquer coisa que ele já pudesse ter sentido... É o mesmo dispositivo que ele havia deixado no lixo anteriormente. Então Abasi guarda a caixa e prefere deixar para analisar melhor aquilo após o jantar.

Ao voltar para o quarto, pega o objeto desconhecido e procura algo que o permita descobrir alguma informação a respeito daquilo, mas não tem êxito. Muito cansado, acaba pegando num sono com o aparelho em suas mãos.

...

Depois de um tempo, ele acorda, toma um enorme susto e chega a se encolher e esconder o rosto. Após olhar e olhar novamente, Abasi conclui que definitivamente não está mais em seu quarto, ou em sua cidade. O local se parece com uma selva, com altas e verdes árvores, cheio de plantas, tendo o céu mais azul que o usual e dominado por um silêncio profundo. Ele se levanta, pega o estranho objeto que havia encontrado antes, e sai a caminhar pelo local desconhecido à procura de entender o que aconteceu e onde estava. Ao não encontrar nada que o ajudasse a decifrar a situação, ele senta ao pé de uma árvore, encosta a cabeça em seu tronco e respira fundo, procurando se acalmar.

— Ei! Ei!

Abasi então toma um grande susto e dá um pulo.

— O que tá acontecendo?! Quem tá falando?!

— Sou eu! Zurumon! Aqui embaixo, "ó"!

Ao olhar para baixo, Abasi vê uma espécie de gosma amarela.

— Ah! O que é isso?! O que é você?!

— Eu sou o Zurumon! Sou um monstro digital!

— Monstro?!

— Isso! Sou um digimon.

— Calma aí, isso é uma pegadinha? Um digimon? Isso não existe, só no desenho.

— Não sei que desenho é esse que você tá falando, mas eu existo sim, viu!

— Eu só posso estar louco, eu estou vendo um digimon... E o que é esse lugar? O Digimundo por acaso?!

— Você acertou em cheio!

— Ah meu Deus...

— E eu sou seu digimon. Você, Abasi, agora é um digiescolhido, e juntos nós vamos salvar esse mundo! — Zurumon pula nos braços de Abasi que grita e pula para trás.

— I... Isso aqui é de verdade mesmo? E como você sabe meu nome?

— E por que não seria? — Diz Zurumon pulando novamente nos braços de Abasi.

— Porque isso é impossível! Quer dizer... sempre foi meu sonho ter um digimon, ma... mas é impossível!

Abasi então começa a andar de um lado para o outro, desesperado e sem acreditar no que estava acontecendo. Até que escuta um barulho vindo de arbustos atrás dele...

1.2 — Hiroshi Sato

Hiroshi, um garoto de 15 anos, baixinho com os cabelos curtos pretos, estava indo encontrar seus amigos em um campo de futebol. Ele adorava jogar bola e praticar qualquer esporte, por isso ia correndo entusiasmado para chegar logo ao seu destino. Até que de repente tropeça em algo e acaba caindo com a cara no chão. Ele se levanta e ao passar a mão nos lábios, percebe que está com a boca sangrando. Ele olha para trás para ver em que havia tropeçado, e já estava prestes a chutar o que quer que o tenha derrubado, mas uma luz azul muito forte o impede.

Ainda com a adrenalina correndo pelo seu corpo devido à corrida, Hiroshi instintivamente pega o objeto, que para de brilhar no mesmo momento. Com um pouco de raiva por ter se atrasado alguns minutos por conta da queda, ele atira o aparelho, já não mais brilhante, em um lago que havia ali perto, e volta a correr em direção aos seus colegas.

No intervalo do jogo, Hiroshi vai até o banheiro para lavar o rosto, e ao chegar na pia, se depara com o mesmo objeto que ele havia jogado no rio anteriormente, brilhando mais intensamente. Estranhando toda aquela situação, ele acha melhor sair e deixar aquilo pra lá. Mas ao chegar na porta, a luz aumenta ainda mais e acaba deixando-o temporariamente com dificuldades de enxergar.

...

Ao conseguir enxergar nitidamente novamente, Hiroshi toma um enorme susto, e acaba por deixar escapar um grito de espanto. Ele logo percebe que não está mais no campo, ou no banheiro, ou em qualquer lugar que o fosse familiar. Estava em um local completamente desconhecido e incomum, com altos coqueiros, um mar e um céu extremamente azuis, flores e plantas por toda parte, e o que mais o inquietava era o silêncio absoluto que reinava naquela espécie de praia.

Quando ao olhar para todos os lados, teve certeza de que estava sozinho, uma voz surge de dentro do conjunto de árvores:

— Olá! Ei! Oi!

— O que?! Quem tá falando? Cadê você?

— Sou eu aqui! Petitmon!

— O que é você?! Onde eu estou? Como eu volto pro campo de futebol?

Hiroshi olha para baixo e vê uma espécie de um pequeno dragão verde. Vê também o estranho aparelho que acabou por deixá-lo cego, e percebe que tudo aquilo tem uma ligação.

— Ei, você, dragãozinho aí, o que é isso aqui hein? — Hiroshi pergunta enquanto aponta para o dispositivo desconhecido.

— Ah! Isso é um digivice! Todo digiescolhido tem um.

Hiroshi faz uma careta a acaba soltando uma risada.

— Digivice? Digiescolhido? Isso é alguma brincadeira?

— Claro que não. Você foi escolhido para salvar o Digimundo das trevas junto comigo!

— Cara, é sério, isso é uma brincadeira, não é? Digimon é um desenho! Não existe!

— Mas você tá me vendo, você tá no Digimundo, tem um digivice! Como você não acredita?!

— Você só pode tá de brincadeira comigo.

Hiroshi perde a paciência e sai estressado andando pela floresta, e Petitmon vai seguindo-o, tentando fazê-lo parar.

1.3 — Luana Ailika

Luana, uma garota de 13 anos, havaiana, morena, alta, com os cabelos marrons e ondulados, trabalha na loja de pranchas de surf de seu pai, Kaleo Ailikila. Ao terminar o expediente, Luana vai até o depósito, deixa o uniforme e quando já estava fechando a porta, uma grande luz vermelha brilha vindo de seu armário. Ela volta até lá, e ao abri-lo, ela se depara com algo que a lembra uma espécie de celular, como já estava atrasada, ela o coloca em sua bolsa e vai pra casa.

Ao chegar na porta de casa, abre sua bolsa para pegar a chave. Mas para sua surpresa, o aparelho que havia parado de brilhar, volta com sua luz ainda mais presente. Ela então, acaba tomando um susto e cai para trás, batendo a cabeça no chão e desmaiando por alguns minutos.

...

Ao acordar, ela se depara com um lugar desconhecido cercado de árvores escuras e altas... E com algo em cima dela também.

— Ah! Socorro! O que é isso?! Sai daqui!

— Olá! Eu sou o Ketomon! Seu digimon!

— O que? Digimon? Corta essa! Eu não sou mais criança, eu sei que isso é só desenho.

— Desenho? Não sei do que você está falando, só sei que nós dois, juntos vamos salvar o Digimundo!

— O que?! Digimundo?! Pelo amor de Rangi! O que aconteceu? Eu já estava na porta de casa...

Luana escuta algumas vozes e vai correndo em direção à elas, com esperança de conseguir voltar para sua casa, e Ketomon a segue.

1.4 — Conhecendo-se

Hiroshi estava andando estressado pela floresta já havia um tempo, até que se deparou com outra pessoa. Ao ver outro humano em meio àquela loucura toda de Digimundo, ele já foi correndo em direção a ele.

— Ei! Ei! Meu nome é Hiroshi! Me ajuda, por favor! Esse bicho aqui disse que é um digimon, e eu não sei mais o que fazer, eu estava jogando futebol, aí... — Hiroshi foi interrompido por Abasi:

— Calma, calma aí! Eu também não estou entendendo nada. Meu nome é Abasi, tenho 17 anos, sou de Niaróbi. Relaxa, eu estava assim há uns minutos atrás. Mas então, me conta mais sobre você.

— Espera, você é africano? Então como eu estou entendendo você? Eu sou asiático!

— O que?! Como eu estou entendendo você?!

Os dois começaram a ficar um pouco eufóricos novamente, até que foram interrompidos por uma voz que aparentava ser feminina e vinha de dentro da floresta:

— Graças a Rangi! Humanos! Gente, alguém me ajuda! Esse bicho aqui disse que é um digimon.

— Estamos na mesma situação então! — Disse Hiroshi.

— Mas... você, de onde é? — Disse Abasi.

— Eu sou do Havaí! E vocês?

— Ah meu Deus! — Falou Hiroshi confuso.

— Eu sou da África, meu nome é Abasi. E ele se chama Hiroshi, da China.

Luana ficou confusa com tudo aquilo e perguntou:

— Mas então como nós estamos nos entendendo?

— Não sabemos também! — Disse Hiroshi desanimado com a voz abafada por estar com as mãos no rosto.

— Estou começando a me perguntar se nós realmente não estamos no Digimundo... — Disse Abasi enquanto se encostava em uma árvore.

— O que? Você não está falando sério! — Disseram juntos Luana e Hiroshi.

Os digimons que desde o primeiro encontro estavam calados, se manifestaram após o comentário de Abasi:

— Finalmente alguém que acredita na gente! — Disse Ketomon.

— Você está certíssimo, Abasi! — Disse Zurumon.

— Eu estou sonhando, só pode ser! — Resmungou Hiroshi.

— É simples! É só vocês acreditarem no que nós dizemos! — Disse Petitmon já um pouco estressado com a teimosia dos digiescolhidos.

Depois de algum tempo com todos em silêncio, cada um mergulhando em seus pensamentos, Abasi levantou e disse:

— O que é aquilo que está vindo ali?

Todos se viraram na direção apontada por Abasi, e os digimons disseram em conjunto:

— Finalmente ele chegou! Agora vocês vão ter uma explicação melhor disso tudo. Viva!

— Mas quem é "ele"? — Questionou Luana.

E os digimons, mais uma vez em coro, disseram:

...

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.