Notas iniciais
Enfim meus queridos deixo mais um capítulo (chapter) emocionante. Agora Paulo, Mia, Lúcia e seus digimons enfrentarão um forte inimigo. Será que conseguirão vencê-lo? Leia pra saber ^^

CAPÍTULO 054

VILA XMAS

Na querida vila de Xmas, os sinos pequeninos tocavam toda a noite. Os moradores comemoravam o Natal todo o santo dia. Esses digimons nasceram dos dados de computadores relacionados à festividade de 25 de dezembro, por isso só viviam para isso.

A vida era boa. Sempre uma festa e canções todas as noites. Aproveitavam a neve para decorar as casas com luzes pisca-pisca e montaram até um pinheiro adornado com bolinhas coloridas e uma estrela no topo.

O chefe da vila era Santa Jiji. Um Jijimon que adorava se vestir de vermelho e sair por aí entregando presentes para digimons crianças ou bebês. Ele tinha um assistente que sempre ia com ele. Um Daipenmon. Um pinguim gigante que servia para levar o saco de presentes. A residência do velho tinha um formato de panetone e ali que ele fabricava os brinquedos com um tipo de argila especial da região. Também era casado com Babamon e tinha um ajudante chamado Santa Agumon.

Na pracinha da árvore, os moradores usavam gorros e cachecóis. Eles cantavam Jingle Bell e toda a sorte de música natalina.

De repente, uma forte nevasca atingiu tudo. Os moradores foram soterrados e congelados com o poder do príncipe Vikemon. Com a ajuda do seu comandante IceDevimon, o lorde acabou com a vida em toda a região polar do continente. Já não havia mais estações do ano. Tempestades de neve eram frequentes. E a vida feliz congelou.

O pior de tudo era que Vikemon sequestrara Daipenmon. Jijimon tentou lutar, mas o lorde era muito mais forte. Babamon pediu clemência ao vilão. E assim, a vila feliz não teve mais noites felizes. Santa Agumon e Babamon foram os únicos que restaram como companhia do Papai Noel digimon.

Um dia, um viajante chegou na vila e informou que os digiescolhidos tinham derrotado KingEtemon. Os três moradores de Xmas nem sabiam quem eram, mas desejaram que um dia eles chegassem na região gelada e enfrentassem Vikemon.

E esse dia chegou.

...

Paulo e os outros acabaram de chegar aos domínios gélidos de Vikemon. A paisagem era bastante hostil. Geleiras e mais geleiras tomavam conta da região. Um frio insuportável era sentido pelas crianças.

— Que frio. Eu não aguento — disse Lúcia cruzando os braços.

— Precisamos andar e nos abrigar em alguma caverna ou esconderijo. Deve haver abrigo contra o frio por aqui — disse Paulo também friorento, mas que não queria transparecer por causa da irmã.

— Lúcia, deixa que eu te esquento — Lucemon abraçou-a para passar o calor das suas asas à ela.

— Obrigada, Lucemon.

— Olhem, deve ser algum esconderijo logo à frente — Mia observou o que parecia ser uma caverna em meio à neve.

— Mia, deve ser uma caverna. Vamos entrar rápido — disse Betamon. Os outros o seguiram e se protegeram contra o frio intenso.

— Pronto, aqui é mais aconchegante. Assim que o dia amanhecer e essa tempestade acabar, voltaremos a andar. Temos que sair dessa região — falou Paulo.

— Paulo, alguns gravetos aqui — disse Impmon. — Vai ser bom pra fazer uma fogueira. Noite de Fogo. — a pequena chama atingiu os gravetos e estes começaram a queimar.

— Parceiro, você foi muito inteligente em fazer essa fogueira. Por Deus, como é boa esse quentinho.

— Ah, Paulo, não me agradeça. Sabemos muito bem que o mais inteligente sou eu hahahahaha.

— Obrigada, Impmon. Pelo menos teremos com o que nos esquentar — disse Mia próxima ao fogo.

Eles ficaram se esquentando até que a noite passasse e a tempestade também. Como não tinham nenhuma roupa contra a temperatura baixa, eles não queriam se expor muito.

— Paulo.

— Que foi, Lúcia?

— Mamãe está bem?

— Sim, está. Ela é forte. Você a conhece. Não existe mulher mais forte do que ela.

Lúcia encostou a cabeça no ombro do irmão e disse que estava com saudade de casa. Paulo compreendeu e acalmou a caçula.

Mia abraçava Betamon. Pensou na sua irmã. Emma era forte, mas ficar refém da Lilithmon era um cenário adverso. Sempre rezava pela alma do pai para guiar a sua irmã e a proteger de algum mal.

Descansaram sentados perto da fogueira e bem próximos um do outro.

...

Ainda na nevasca, um Yukidarumon viajava pela região sem nenhum problema, pois era um digimon boneco de neve e produzia frio naturalmente no próprio corpo. Mas esse Yukidarumon era diferente. Ele patinava sobre o gelo com patins para neve e usava um cachecol laranja.

— Hoje o tempo está tão ruim. Piorou nesses últimos dias. Assim nem vai dar para oferecer as minhas panelas ao Jiji-sama.


CASTELO DE GELO

A morada do lorde viking era um castelo bem pontudo feito de rocha preta com uma camada espessa de gelo por cima. Localizava-se sobre um rochedo separado do permafrost. Havia uma ponte natural que ligava o rochedo do resto da formação geológica.

Vikemon era o governante da região gelada do continente. Era um local muito maior e mais frio do que a parte fria da Ilha Arquivo. E a sua ambição por riqueza fez com que roubasse muitas cidades e vilas nessa parte do Servidor.

Sentado ao trono de gelo, o príncipe teve a ideia absurda de escolher uma das digiescolhidas para ser sua princesa. O enorme digimon já havia recebido a mensagem do seu comandante IceDevimon de que as crianças chegaram em seus domínios.

— Mestre Vikemon, o que faremos? Destruimos os digiescolhidos? — perguntou IceDevimon no meio do salão do trono.

— Não. Ainda não. Precisamos capturar a minha futura princesa. Depois quem sabe os destruiremos. Agora vão atrás deles — Vikemon ordenou que IceDevimon saísse à procura dos digiescolhidos.

Vikemon não via a hora de pôr as mãos na sua futura princesa. IceDevimon juntamente com alguns Yukidarumons e Icemons saíram na tempestade à caça.


Mas o Yukidarumon viajante já estava cansado de perambular por aí e viu uma caverna. Pensou ser um ótimo abrigo para passar a noite e entrou.

— Quem é você?! — Mia se assustou.

Impmon e Betamon pularam sobre Yukidarumon e o derrubaram.

— Esperem! Eu não pretendo atacar vocês. Pensei que não tinha ninguém aqui.

Paulo pediu aos digimons que saíssem de cima dele.

O viajante agradeceu e falou que era apenas um vendedor de panelas. Seu destino era a vila Xmas.

— Eu pretendo falar com Santa Jiji. Ele é o responsável por distribuir presentes.

— Papai Noel? — perguntou Lúcia.

Paulo perguntou o que tinha de especial num digimon que imitava o papai noel. O boneco de neve afirmou que Jijimon era um cara muito gente boa que levava alegria aos digimons mais fracos. Porém, ele havia parado nos últimos dias.

— Essas panelas são feitas do mesmo produto que ele usa para fabricar brinquedos. Vou oferecer a ele para que fabrique para os meus amigos da minha vila.

Mia achou a atitude dele nobre.

De repente, uma explosão aconteceu do lado de fora. Eles saíram e viram um grupo com mais de trinta digimons.

— Sejam bem-vindos aos domínios do mestre Vikemon, digiescolhidos — falou IceDevimon.

DIGIMON: ICEDEVIMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 39.000

DESCRIÇÃO: A VERSÃO GELADA DE DEVIMON. CONSEQUENTEMENTE A SUBESPÉCIE MAIS FORTE PODENDO CONTROLAR AS TREVAS E O GELO.

— Eles nos acharam — disse Paulo.

— Digiescolhidos, vocês não têm saída. Entreguem-se já ao mestre Vikemon — disse IceDevimon.

— Nunca faremos isso! — retrucou Paulo.

— Deixa que eu luto contra o IceDevimon — disse Lucemon. — Realização Divina! — o pequeno anjo foi pra cima do digimau com uma espada de luz.

— Tempestade Glacial! — IceDevimon soltou várias estacas de gelo ao bater suas asas. As estacas foram direto para Lucemon.

— Eu consigo deter isso — o anjo destruía as estacas com a sua espada.

— Vamos ajudá-lo. Betamon é hora de digivolver.

— Betamon digivolve para... Seadramon. Flecha de Gelo! — o golpe atingiu os Icemons.

— Noite de Fogo! — Impmon atacou os digimaus. Mesmo sendo um digimon criança, era muito forte.

— Espera. Yukidarumons? Eles são os seus amigos? — Paulo olhou desconfiado.

— Quê? Não! Isso tudo foi a mais pura coincidência. Eu juro que não tenho más intenções.

Seadramon conseguia derrotar vários Icemons. Impmon ainda tinha dificuldade, mas derrotava sem muita preocupação, e Lucemon ainda lutava contra o IceDevimon.

— Massacre Imperial! — Lucemon começa a girar e formar um tornado que foi na direção do outro.

— Moleque imbecil, acha que isso poderá me afetar? — IceDevimon desviou do ataque de Lucemon e deu-lhe um golpe com suas garras. O digimon de Lúcia caiu no chão com o golpe.

— Lucemon, você está bem?

— Sim, Lúcia. Ele é forte conseguiu parar meu golpe. Mas eu não entendo. Sou claramente mais forte.

— Vocês não conseguirão me deter, pois sou o comandante do mestre Vikemon e ele me confiou para que eu levasse a digiescolhida como princesa dele.

— Não fale besteira. Nós o destruiremos como também destruiremos seu mestre — disse Paulo.

— Acabou pra vocês — IceDevimon atacou com suas garras Seadramon, fazendo-o a voltar à sua forma anterior. Depois atacou Impmon. Logo em seguida ele ia atacar as crianças, mas algo o impediu.

— Soco do Cavalheiro! — De repente um digimon atacou IceDevimon aplicando-lhe um soco. O digimau foi jogado bem longe com a tamanha força.

As crianças e seus digimons ficaram olhando o digimon que os salvou. Era todo peludo e possuía um cajado com o formato de uma pata de gato. Sinos tocaram.

— Ho Ho Ho.

— Quem é você? — perguntou Paulo.

— Olá digiescolhidos. Podem me chamar de Santa Jiji ou Jijimon. Até que enfim encontrei vocês.

O espírito natalino vibrou.

A presença de Jijimon chamou a atenção do Yukidarumon. Era a presença do próprio Papai Noel do Digimundo.

DIGIMON: JIJIMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: EXTREMO

NPD: 65.000

DESCRIÇÃO: UM DOS DIGIMONS MAIS VELHOS AINDA VIVO NO DIGIMUNDO. DEPOIS DE VIVER MUITO E TREINAR, CONSEGUIU EVOLUIR PARA A FASE EXTREMA, ALÉM DE SER DOTADO DE GRANDE EXPERIÊNCIA DE VIDA.

— Quem é esse velho bêbado? — perguntou Paulo.

Jijimon ficou furioso com a falta de respeito do menino e deu um cascudo nele. Paulo ficou com um galo na cabeça.

— Maldito velho. Não passa de um velho broxa.

E recebeu outro cascudo e outro galo na cabeça.

— Tenha mais respeito, seu garotinho mal educado. Eu vim aqui para ajudar. Recebo falta de consideração!!

Mia tentou acalmar os ânimos e pediu que Jijimon não se importasse muito com o Paulo. O digimon ancião falou que era o prefeito da vila Xmas e que precisava da ajuda dos digiescolhidos.

— Somos os digiescolhidos. Viemos para ajudar — respondeu Mia.

— Então por favor me acompanhem até a minha vila.

Yukidarumon se aproximou de Jijimon e falou sobre as panelas. O ancião agradeceu por tudo.

— Vamos conhecer a famosa vila Xmas? Estou muito ansioso — falou o boneco de neve.

— Não crie muita espectativa. Agora vamos antes que os bandidos voltem.

Eles o seguiram. Caminharam mais um pouco até chegarem numa região com uma cratera perfeitamente circular. A cratera tinha uns cinquenta metros de profundidade e era lá que ficava a vila Xmas.

— Que emoção — falou Yukidarumon.

Mas a emoção acabou em três tempos. A vila já não era a mesma. Não havia luzes, brilhos e colorido. Os moradores estavam congelados em blocos de gelo.

— Por que estão assim? — Mia.

— Foi Vikemon. Ele rouba tudo pela frente e depois congela. Ele fez isso em diversas cidades do norte, incluindo a nossa vila.

— Mas por que você não foi congelado? — perguntou Lucemon.

— Minha energia e a da minha esposa impediram. Mas não somos os únicos. Temos um Agumon ajudante.

A única casa iluminada era de Jijimon.

— Meu querido, quem são eles — disse uma velhinha que acabava de sair da casa com uma vassoura na mão.

DIGIMON: BABAMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: EXTREMO

NPD: 51.000

DESCRIÇÃO: A ESPOSA DE JIJIMON E A DIGIMON FEMININA MAIS VELHA DO DIGIMUNDO. UMA ANCIÃ E AO MESMO TEMPO FEITICEIRA.

— Esses são os digiescolhidos. Eu os salvei das mãos daquele Icedevimon.

— Ah, bem-vindo, crianças. Estão com fome? Querem alguma coisa para comer?

— Oba, o que tem pra comer? — perguntou Impmon.

— Temos alguns cereais aqui, mel, chocolate. A gente se alimenta disso — disse a velha.

A casa do Santa Jiji era um grande panetone. Havia uma chaminé em forma de biscoito. A porta vermelha adornada com enfeites natalinos.

— Bem-vindos à nossa humilde casa — Babamon abriu a porta.

A residência era grande e aconchegante. A sala toda mobiliada e colorida, cheia de enfeites. Uma lareira. No centro, uma árvore de Natal.

— Que lindo — Lúcia ficou encantada com a árvore.

Babamon levou os convidados até a cozinha. Preparou achocolatado para todos.

— Como está?

— Muito bom, senhora. A senhora é muito educada. Diferente do seu esposo que parece uma mula.

— Como é que é, moleque? — Jijimon tentou bater em Paulo.

Agumon entrou e avisou que precisavam consertar a máquina de fabricação de presentes. Yukidarumon ficou fascinado e correu até a fábrica.

Jijimon pediu que ninguém corresse.

— Venham. Aqui que fica a fábrica.

O velhote guiou os digiescolhidos até um cômodo onde havia uma escada que dava ao subsolo. Desceram. A surpresa era um são enorme com uma máquina de fabricação de brinquedos.

— Que maravilha! Queria resistrar tudo — Yukidarumon correu.

— É aqui que fabricamos os presentes. Colocamos a argila dentro do caldeirão, a máquina vai girando por dentro, separa em pedaços que passam por essa esteira e vai até as formas. Aí saem já na forma de brinquedos. Carrinhos, bonecos e outras coisas — explicou Jijimon.

— E depois a gente pinta manualmente — completou Agumon.

Lúcia correu e ficou maravilhada com a grandiosidade da máquina. Ela e Yukidarumon foram os que mais amaram.

— Você trouxe aquelas panelas de argila? — perguntou Babamon.

— Sim, senhora. Eu queria doá-las para fazer os brinquedos. A minha vila vai celebrar o Natal. Por isso eu peço humildemente que fabrique brinquedos para o meu povo.

Jijimon e Babamon se olharam e lamentaram não ser possível. O velho explicou que desde o ataque do Vikemon, a máquina não funcionava direito.

— Precisamos de um óleo natural para lubrificar a máquina. Mas infelizmente não o temos agora.

— Meu marido e eu já não temos mais estoques.

Mia perguntou o motivo de não terem mais o lubrificante da máquina. A dupla respondeu que o óleo vinha naturalmente de Daipenmon. Que era um pinguim gigante que ajudava a levar os presentes.

— O que houve com ele? — Mia.

— Ele foi sequestrado por Vikemon — respondeu Jiji.

Babamon chorou. O Daipenmon era um digimon tão gentil.

— Temos que saber o que realmente aconteceu nessa vila — falou Paulo.


CASTELO DE GELO

IceDevimon contou para Vikemon que Jijimon salvou as crianças. O lorde ficou muito furioso e não quis saber de nada, apenas que seu servo fosse atrás deles.

— M-mestre, não sei para onde foram. A região é imensa...

— Eu não quero saber de desculpas. Vão, vão logo. Já estou perdendo a paciência.

IceDevimon e os outros saíram pra procurar os digiescolhidos custe o que custar. Não voltariam até que capturassem a pretendente para seu príncipe. E a vida deles dependiam disso.

— Com a morte de quatro lordes, você não deveria ser mais digilente, mestre Vikemon? — Musyamon surgiu.

— Olha os seus modos. Falar tão casualmente comigo pode custar a tua vida — falou o lorde com cara de furioso.

Musyamon caminhou pelo salão e avisou que Lilithmon estava trabalhando num projeto grandioso e que precisava que os demais lordes derrotassem rapidamente os digiescolhidos.

Vikemon se levantou e bateu com a sua maça espinhosa no chão, rachando.

— Não importa o que ela quer! Não sou o subordinado dela.

O samurai deu de ombros e avisou que não se importava mais com os lordes. Ele apenas foi ali para dar o recado. Se retirou.

...

Jijimon pediu a todos que sentassem e ouvissem a sua história.

— Eu vivo no Digimundo muito antes do conceito de digiescolhidos. Quando nasci, aqui tudo era selvagem. Os digimons nem conseguiam falar a língua humana. Após a derrota dos Mestres das Trevas, o mundo foi reconfigurado e cresceu bastante. Os meus dados atualizaram para que eu virasse o Papai Noel.

— E eu sempre vivi ao lado dele — Babamon segurou a mão do marido.

— Por muito tempo vivemos para levar a alegria natalina aos digimons. Fundamos até a Vila Xmas, o único lugar em que comemoramos o Natal todos os dias.

— Querido, fale sobre Daipenmon.

— Sim, querida. Além do Santa Agumon, nós tínhamos um assistente chamado Daipenmon. Ele era como o nosso filho. Ele nos fornecia o óleo natural, ele que me ajudava a levar a sacola com os presentes.

Babamon começou a chorar.

— Nosso filho era muito gentil. Ele podia ser grande. Mas ele foi...

— Calma, querida. Ela se emociona fácil. Digiescolhidos, Vikemon sequestrou Daipenmon e o levou para o castelo dele.

Mia perguntou se ele havia ido até o castelo. Jijimon afirmou que o local era inóspito e de difícil acesso. Além disso, os soldados do Vikemon eram muitos.

— Ele endoidou e quis invadir o castelo, mas foi espancado pelo Vikemon. Eu tinha dito para ele não ir.

— Ora... Eu tinha que salvar Daipenmon. Alguma coisa precisava ser feita. Mas o meu poder não foi suficiente.

Mia prometeu que derrotariam o lorde Vikemon e salvaria Daipenmon.

— É pra isso que estamos aqui. Já derrotamos o ChaosMetalSeadramon e chegou a vez do Vikemon. Não é, pessoal?

Todos assentiram.

A noite passou e as crianças acordaram na casa de Jijimon e Babamon. O tempo melhorou a tempestade diminuiu. Eles agradeceram aos anfitriões pela estadia na noite anterior e por Jijimon ter salvo eles das garras do IceDevimon.

— Vocês precisam ficar bastante reforçados antes de lutarem contra Vikemon — Babamon assou biscoitos. — Podem comer à vontade.

— Dona Babamon... você é demais. Até que merecia um marido melhor, sabia?

Paulo levou uma paulada na cabeça.

— O que tanto fala, hein, moleque? — perguntou Jijimon.

No lado de fora, Lúcia olhou os digimons congelados e sentiu pena deles. Aquilo não era o destino que mereciam.

— Sei que vamos salvá-los, Lúcia. Eu prometo.

— Luquinhas. Tenho medo que algo ocorra conosco. Só queria que tudo isso acabasse logo.

Lucemon usou o seu poder para acalmar o coração da parceira. Ele compreendia a ansiedade dela.

— Obrigada, Luquinhas.

O digimon sentiu que algo não estava bem e colocou a mão sobre a testa da parceira. Ela estava febril.

— Melhor entrarmos. Você não pode pegar esse frio.

— Juro que estou bem.

Ela parecia doente e com tontura.

— Pois ey não acho que esteja. Puxa, eu sou o seu digimon guardião. Nasci para te proteger. Por favor.

— Sei que tá preocupado. Mas eu juro que não é nada.

Ainda dentro da casa.

— Senhor Jijimon, eu quero saber como vencer o Vikemon. Por que eu percebi que ele tem vários capangas. Aquele IceDevimon é bem forte, imagine o mestre — esse era o papo do Impmon.

— Vikemon é um digimon muito orgulhoso. Exterminou vários outros digimons na conquista de vários territórios. Essa parte do continente nunca foi controlada por ele. Só bastou aquele desgraçado vir pra cá que tudo desandou. Acredito que vocês são os únicos a destruí-lo — disse Jijimon.

— Uma coisa que pode ser útil. Ele reuniu vários tesouros nesse tempo. Dizem que e bastante ganancioso — revelou Babamon.


Em cima da casa, Musyamon ouvia a conversa dos digiescolhidos com os anfitriões. Ele decidiu não atacar. Entretanto, havia algo intrigante em um parceiro digimon de um deles que o deixou curioso. Talvez se tornasse a porta de entrada para a sua ambição de evoluir para a forma extrema.

...

A ordem para capturar os digiescolhidos deixou IceDevimon a ponto de perder os nervos. Ele sabia que a sua vida estava em risco, por isso apelou para uma solução que possivelmente seria mais efetiva.

Havia uma região que não havia vidas ou casas por perto. Era apenas uma floresta tomada pela neve. A exceção que existia era um tronco gigante cortado que servia de moradia para um digimon que o demônio de gelo conhecia muito bem.

Dentro do tronco havia uma casa cheia de objetos de rituais, imagens e símbolos como o pentagrama desenhado na parede de madeira.

— O que você quer? — perguntou a anfitriã.

— Você tem uma dívida com o mestre Vikemon — disse IceDevimon se aproximando da mesa preta.

A digimon mexia o caldeirão.

— Dívida? Eu paguei tudo o que tinha. Ele tem todo esse território por minha causa.

— É, mas ele te deu a energia que te fez evoluir para essa bruxa poderosa que é hoje. Não esqueça disso. Enfim, o que quero é que use a sua bruxaria para capturar os digiescolhidos.

A bruxa parou de mexer e olhou para o IceDevimon. Depois soltou um riso.

— Você não tem força suficiente para isso? O grande Vikemon não pode ir pessoalmente atrás de meros humanos?

— Ele não pode sair do castelo por muito tempo. Os seus poderes enfraquecem. E os digiescolhidos já venceram quatro lordes — IceDevimon se aproximou da bruxa. — E também os teus ex-mestres estão ajudando eles.

A bruxa ficou surpresa. Ela já tinha sido aprendiz de Babamon e Jijimon, mas a sua ganância e maldade ficeram com que o casal a expulsasse de Xmas.

— Eu vou pensar.

— Quando capturar os digiescolhidos, sabe como se comunicar comigo.

O vilão desapareceu e deixou a bruxa digimon pensativa.

...

Os digiescolhidos estavam para sair da vila.

— Não vem conosco, Yukidarumon? — perguntou Betamon.

— Que isso! Eu seria um estorvo. Eu não sei lutar. Mas vou torcer para que tenham sucesso.

— O castelo de Vikemon fica a alguns quilômetros daqui. O príncipe, como gosta de ser chamado, mora nele e quase nunca sai. Deve ser algum motivo relacionado a energia vital dele — falou Babamon.

— Nós o conhecemos fora do castelo. Mesmo enfraquecido, ele ainda era bem forte — lembrou Mia.

— Muito cuidado. Eu nunca entrei no castelo. Por isso não posso ajudá-los — disse Jijimon.

— Então seremos os primeiros e os únicos a confrontá-lo dentro do castelo dele? — Paulo gostou da ideia.

Assim, os seis partiram para o árduo desafio de acabar com Vikemon.

— Paulo, ainda estou exausto. Foram lutas em cima de lutas. Melhor pegar leve — reclamou Impmon.

— Não conseguimos digivolver para a forma extrema na noite passada. Precisamos de mais tempo — disse Betamon.

Paulo parou e concordou com os dois.

— Têm razão. Estou me excedendo. Juro que não obrigarei nenhum de vocês a digivolverem cansados. Desde que chegamos ao Digimundo, estamos apenas lutando quase sem parar.

Mia sorriu.

— Que foi?

— Nada. É que eu gosto quando você tem essa atitude de líder piedoso. Combina com você.

Paulo corou e olhou para o lado.

...

No mar das trevas, o Lord MagnaAngemon instruía seus generais à ficarem o mais perto possível da torre negra. Faltavam poucos dias para os seus planos começarem.

— Quatro dias, meus generais. Faltam quatro dias. Depois nós falaremos em invadir o mundo real. Por enquanto vocês têm que se preocupar com a integridade da torre. Os lordes fracassam a cada dia. Um por um estão perdendo para os digiescolhidos.

— Vamos guardar a torre negra, mestre. Não deixaremos que ninguém a destrua — disse BlackWargreymon.

— Acho bom. Agora vão e façam o trabalho de vocês.

...

Paulo e os outros caminharam uma légua até chegarem em uma parte onde havia árvores bem altas. Eram pinheiros. A neve deixou as copas todas brancas.

— Se pelo menos o Jin estivesse aqui, teriamos o terreno mapeado no tablet dele — falou Paulo enquanto liderava o grupo.

— Quanta neve. Parou de cair, mas a que ficou não derrete. As botas afundam muito — Mia.

Os digiescolhidos usavam casacos de pele e botas de couro. Foram reforçados contra o frio. O maior problema dessa vez era a neve fofa que dificultava a locomoção deles.

Enquanto isso, alguém observava as crianças a partir de uma bola de cristal. Era a mesma bruxa que havia falado com IceDevimon.

— Aos poucos se aproximam. Serão presas faceis para mim.

Paulo, que usa os óculos dados por Tai, foi o primeiro a observar o que parecia ser impossível. Havia uma lagoa, grama verde e um chalé aconchegante.

— Será que tem gente?

— Espera, Paulo — Impmon.

O resto do grupo seguiu o digiescolhido da coragem e ficaram na frente da casa. Passaram algum tempo analisando, dando uma volta ao redor da residência, esperando alguém sair.

— Será que alguém mora aí, Mia?

— Não sei, Betamon. Mas eu não tenho coragem de entrar. Vai que tem algum bicho pronto para atacar.

O brasileiro subiu o lance de degraus de madeira e foi até a porta. Tocou a campainha. Esperou alguns segundos até a porta abrir. Surgiu uma mulher loira num vestido vermelho.

— Uma humana?! — Paulo ficou boquiaberto.

A mulher fez cara de surpresa ao ver as crianças e falou que na verdade era uma humana digital. Então a figura de Gennai veio à mente.

— Por favor, entrem.

Paulo agradeceu e foi o primeiro a pedir licença. Os demais acompanharam. Quem não gostou muito foi a Mia, que teve ciúme do garoto ficar encantado com a beleza da mulher.

— Eu não esperava visita. A minha casa está uma bagunça — a mulher retirou livros do chão e colocou numa estante.

— Nós nunca encontramos um humano digital, tirando o Gennai. Tiveram digimons que possuíam habilidade de ficar na forma humana. Mas acho que são duas coisas diferentes.

— Senhorita, por favor, como esse lugar ficou tão verde no meio dessa neve toda? — Impmon gamou.

— Vocês não querem um café ou chá? Parecem tão cansados. Também preparei uns biscoitinhos.

Lúcia, Lucemon e Betamon agradeceram e pediram por biscoitos.

— Mas quem é você? — perguntou Mia.

— Desculpe por não dizer o meu nome antes. Podem me chamar de Sade. Eu trabalho como guia para aqueles que querem se aventurar pela floresta gelada. Mas ultimamente não tenho tido muitos clientes. Provavelmente por causa daquele monstro chamado Vikemon. Tomem.

Ela levou uma bandeja com biscoitos para eles comerem.

— Apreciem tudo.

Mia olhou para os biscoitos e percebeu que tinham o formato de sol e lua, iguais aos de Babamon.

— Você tem um gatinho? — Lúcia segurou o gato preto no braço.

— Você gosta de gatos?

— Sim. Mas mamãe nunca deixou criar porque ela é alérgica a gatos.

— Pois a sua mãe está perdendo muita coisa. Criar gatos é muito bom. Eu posso te ensinar a criar um. Talvez eu vire a sua nova mãe.

As crianças olharam para Sade e a viram sorrir. De repente, os humanos e digimons começaram a sentir sono e a desmaiarem cada um.

— Eu juro que cuidarei de vocês direitinho. Não é, querido? — ela segurava o gato.

Sade se transformou numa digimon bruxa chamada Witchmon. Até o seu gato se transformou. Ela gargalhou.

— Os digiescolhidos são tão ingênuos. De verdade, sua mãe é uma péssima mãe. Não te ensinou a não aceitar coisas de estranhos — ela pegou um biscoito e comeu. — Principalmente alguma coisa enfeitiçada. Agora durmam, meus anjinhos.

Witchmon retirou a ilusão de fora. A lagoa, a grama verde e a casa sumiram e deram lugar à floresta fria e quase sem vida de antes.

— Você conseguiu? — perguntou IceDevimon na bola de cristal.

— Sim. E foi muito fácil. São crianças. Vai levá-los?

— Não. O lorde colocou na cabeça que quer se casar com uma digiescolhida. Não posso permitir tal idiotice. Fique com as crianças até a segunda ordem.

A bruxa odiou a "puxada de tapete" de IceDevimon. Aquilo tudo era só para livrar a própria cabeça da punição de Vikemon por ser um comandante imprestável.


Na vila Xmas, Jijimon, Yukidarumon e Agumon cantavam cânticos de Natal. Eles bebiam achocolatado e mais pareciam inebriados pelo espírito natalino. A única que se mantinha fora daquela comemoração era Babamon.

Babamon varria a fachada da casa quando viu o caminho que os digiescolhidos tomaram. Ela pensou em algo.

— Tomara que eles fiquem bem.

— O que está pensando?

— Jijimon! Você me assustou. Eu estava aqui varrendo e pensando no caminho que eles tomaram.

— Ué? Eles vão passar pela floresta. Normal. O que foi?

— Nada.

Jijimon tentou beijar Babamon, mas levou uma vassourada. A velha voltou a varrer e a pensar naquele Ghostmon aprendiz que tivera.

...

PRÉDIO DAS TREVAS — 3 DIAS DEPOIS

Lilithmon armava mais uma maldade para os digiescolhidos. Desta vez, ela queria controlar um dos digimons das crianças para ser o seu servo. Por isso ela fez uma semente das trevas capaz de controlar a mente de um dos digimons.

— Com isto aqui, Lotusmon, eu poderei controlar qualquer digimon que inicialmente se oponha a mim. Isto quer dizer que se eu implantar esta pequena semente no corpo de algum parceiro dos digiescolhidos, já era.

— Amiga, como você é maléfica. Você já sabe em quem vai colocar essa semente? — perguntou Lotusmon.

— Sim, com certeza. Será hoje à noite o meu pequeno ataque.

Lotusmon sentou no sofá e perguntou se ela sabia do paradeiro dos digiescolhidos. Nem mesmo Vikemon fazia ideia nesses dias que passaram.

— Musyamon me contou que eles foram pegos por uma bruxa perto do permafrost.

— Lilithmon, você confia naquele Musyamon? Ele não me parece confiável.

— Queridinha, esqueceu que somos poderosas? O que ele poderia fazer? O fato é que tenho que implantar essa semente.

Um pouco longe dali, Musyamon escutava a conversa das duas após colocar uma escuta escondida na sala do apartamento.

— Semente das trevas? Isso e interessante. Muito interessante.

...

O salão do trono estava com grandes rachaduras por causa das pancadas que o vilão fizera em acessos de raiva pela falta de comprometimento de IceDevimon em pegar uma digiescolhida para fins matrimoniais. E, obviamente, o demônio não contou a verdade.

— Três dias se passaram e vocês, bando de inúteis, ainda não encontraram aqueles pirralhos? — Vikemon ficou muito injuriado com a falha de seus servos.

— Mestre, eles se esconderam por três dias. Em meio a essa neve toda não é fácil encontrá-los — respondeu IceDevimon.

O lorde das trevas mandou IceDevimon ficar calado ou o destruiria ali mesmo.

— Isso não me interessa. Bom, acho que eu mesmo preciso ir procurá-los. Não posso depender dos meus subordinados, porque são um bando de frouxos.

— Mestre, o seu jinx!

— Cale-se! Eu sei muito bem da minha limitação. Por causa do meu atributo vacina não posso utilizar todo o meu potencial, exceto aqui dentro. Muito bem. Eu vou aguardar sentado. Você vai trazer a minha futura esposa, não vai, IceDevimon?

O demônio de gelo suou.

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Por três dias, os digiescolhidos ficaram dormindo no domínio sombrio de Witchmon. Era como se fosse uma masmorra ou câmara antiga em que as suas vítimas ficavam dormindo pelo tempo necessário. A única maneira de acordar era com os próprios poderes da bruxa.

Witchmon pegou a sua vassoura e voou para a floresta a fim de pegar mais ingredientes para as poções que fazia.

Dentro da câmara, Lúcia passou a se mover aos poucos. Ela briu os olhos. Ainda desorientada por conta do sono prolongado, levantou. As suas pernas enfraquecidas. Era como acordar de um coma.

— Ma-maninho. Lu-Luquinhas...

O Brasão da Luz brilhou e o efeito da maldição passou. O segundo a acordar foi Lucemon. Depois foram Impmon, Betamon, Mia e Paulo.

— Ai minha cabeça. O que houve? — Impmon.

— Eu sabia. Vocês babando aquela bruxa e nem se tocaram que ele podia ser perigosa — disse Mia indignada.

Paulo olhou a irmã e perguntou se ela estava bem. Lúcia respondeu positivamente e revelou ter sido a primeira a acordar

— Ela acordou mais cedo por causa do meu poder. Lembra que eu utilizei a luz? — disse Lucemon.

Paulo passou a mão no rosto e ficou muito furioso por ter caído na lábia de uma golpista.

Witchmon retornava quando ouviu um estrondo vindo de sua casa. A porta da frente foi arrombada e dali saíram os digiescolhidos.

— Pegamos você, bruxa satânica! — gritou o brasileiro.

— Não vamos perdoá-lo pelo que fez — declarou Mia.

A bruxa gargalhou e falou sobre o fato de terem dormido por três dias seguidos. Tal informação deixou os heróis perplexos, pois acharam que ainda era o mesmo dia.

— Muito provavelmente os demais amigos de vocês foram derrotados. Chichichichichi!!!

Impmon usou as suas chamas para formar uma bola de fogo e atirar contra Witchmon. Mas ela formou uma barreira com magia.

— Betamon digivolve para... Seadramon!

— Lucemon digivolve para... Pidmon!

Seria essa a primeira batalha dos digiescolhidos no território gelado do continente?

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O príncipe viking descobriu a farsa de IceDevimon por intermédio de Musyamon e o segurou com apenas uma mão. O lorde ficou tão furioso que praticamente esmagava o comandante.

— Eu falei para você que teria consequências se não fizesse o que pedi.

— Perdão mestre...

— Que raiva! Como posso ser um líder tal como os outros lordes se os meus subordinados atuam contra mim? — jogou o IceDevimon no chão.

Quem estava ao lado do vilão o tempo todo era Daipenmon. Aparentemente estava manipulado.

— Por sua causa, perdi o meu tempo. Irei eu mesmo atrás dos digiescolhidos.

— Mestre... seu jinx...

— E eu sou o quê? João Ninguém? Mesmo perdendo poder, ainda sou forte. Agora levanta esse traseiro branco e vem comigo.

Vikemon saiu do seu castelo para caçar pessoalmente os digiescolhidos.

...

Dois contra um e mesmo assim Witchmon se saía bem na luta. Ela era formidável na arte de usar magia, e a usava tanto para ataque quanto para defesa.

DIGIMON: WITCHMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 33.000

DESCRIÇÃO: UMA BRUXA CHEIA DE TRUQUES E QUE CONSEGUE MANIPULAR A ÁGUA E O VENTO. TEM UMA PERSONALIDADE EGOCÊNTRICA.

A bruxa utilizou o seu truque de manipulação do vento para criar inúmeras lâminas de ar. Pidmon e Seadramon foram atingidos.

— Que raiva dessazinha — resmungou Mia. — Está se livrando dos nossos ataques.

A vilã retirou a água do ar e reuniu numa bola em sua mão. Atirou contra Seadramon.

De repente, Babamon deu um pulo e rebateu o golpe com a sua vassoura. Depois ficou de frente para Witchmon.

— Você?

— Olá de novo, Witchmon. Minha antiga aprendiz.

Os digiescolhidos tiveram uma surpresa.

Jijimon apareceu na sequência e ficou perto das crianças. Ele comentou que Witchmon era aprendiz de Babamon na época em que era um Ghostmon.

— Não vai me impedir de lutar, velha decrépita. Como vê, lorde Vikemon me concedeu o poder.

— É uma pena que chegou a esse ponto. Mas a culpa é minha por você virar esse digimon rancoroso. Largue mão dessa forma e volte a ser como era.

— Nunca!

Subitamente, algo aterrissou poucos metros dali, causando uma explosão. A silhueta em meio a fumaça acusou ser Vikemon.

— Não pode ser — falou Jijimon.

— Hahaha! Por fim achei vocês, digiescolhidos. E também os meus desafetos Jijimon e Babamon. Por acaso ganhei na loteria?

— Vikemon! — disseram os digiescolhidos.

— Sim, sou eu. Agora preparem-se para a subjugação.

A primeira vítima do lorde foi Witchmon. Ela recebeu uma pancada chamada Mjölnir. Witchmon voou vários metros.

— Maldito! — falou Babamon.

Pidmon e Seadramon atacaram juntos. Mas os seus golpes foram insuficientes para causar qualquer dano sério. Então Vikemon soltou um rugido tão forte que arrastou os heróis.

— Ele é muito forte — falou Paulo ao se levantar.

— Jijimon! — gritou Babamon.

O velho conseguiu dar um golpe em Vikemon que o fez cair de costas. Mas ele não contava com a aparição de Daipenmon. O pinguim colocou o seu tutor dentro de um picolé.

— Perfeito — vibrou o lorde.

Jijimon foi capturado por Vikemon. Mas ele não seria o único a virar refém do príncipe.

— Quem eu posso escolher como princesa?

— Princesa? — indagou Paulo.

— Sim — Vikemon corou e soltou fumaça pelas narinas. — O meu objetivo principal é me casar com uma digiescolhida.

— Pare de falar besteiras! Como um digimon pode ter algum relacionamento com humanos? — disse Paulo. — Mesmo assim, aqui só tem crianças.

— Garoto insolente e ignorante. Já deu pra perceber que os digiescolhidos não sabem de absolutamente nada. Mesmo assim explicarei. Quando um digimon e um humano têm relações, nasce um ser híbrido. Metade humano metade digimon.

— Nunca deixaremos que consiga o que quer — retrucou o garoto. — Nunca o perdoaremos por estar fazendo essas maldades. Impmon megadigivolva agora!

— Sim, Paulo.

— Deixem de ser patéticos. Nenhum lorde das trevas precisa de perdão dos outros. Fazemos porque gostamos de fazer e pronto. E não deixarei digivolver. Tempestade do Ártico! — Vikemon criou uma poderosa tempestade de neve, varrendo todos pela frente. No final do ataque, todos estavam sob a neve.

Mia saiu da neve e se levantou meio tonta por causa do ataque. Não demorou muito até que foi presa pelo poder mental de IceDevimon.

— Ahhhh! Me solta, seu monstro — gritava ela ao ser pega pelo Vikemon.

— Hahahaha eis a minha pretendente para ser a minha princesa. Vamos, querida, hoje nos casaremos. — e foi embora com Daipenmon.

— Mia! — bradou Paulo ao perceber que a garota tinha sido levada. — Droga, ele a levou.

— Não, Mia! Ele a levou pra longe — disse Betamon muito triste.

— Maninho, precisamos fazer alguma coisa — Lúcia muito preocupada.

— Daqui vocês não passam, digiescolhidos — disse IceDevimon.

— Argh ele outra vez. Mas será diferente dessa vez — falou Pidmon.

Qual seria o destino de Mia White e Jijimon? E uma luta entre o demônio de gelo e o anjo de fogo estava para começar.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Deixem seus reviews, é claro.^^