Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
24 As Revelações de ShadowLord
Notas iniciais
CAPÍTULO 024

Com a chegada do ShadowLord, o tempo na região do castelo mudou. Nuvens surgiram no céu e nublou tudo. Começou a chover e o clima no castelo era sombrio. Uma neblina pairou no solo.
Lucemon recebeu a notícia bombástica de que era o parceiro de Lúcia. Picklemon havia dito a ele, antes que matasse a garota. Para completar o dia, o misterioso ShadowLord surgiu junto de LadyDevimon e SkullSatamon. O vilão começou a rir ao ver Lucemon se humilhando perante ele.
— Não posso acreditar... você me usou? Como? — perguntou o anjo sem entender a risada do seu superior.
— Por onde eu começo? É uma história muito complicada e grande. Enfim, eu pretendo contar tudo, portanto, sente-se. Pode ser ai no chão mesmo — o homem então tomou fôlego e começou a falar. — Eu sou um humano híbrido. Meu DNA é metade humano e metade digimon. Na verdade, nos dias atuais, sou mais digimon do que humano, apesar da minha aparência falar o contrário. Eu nasci humano, meu nome é Kyoto Raymond e sou de Odaíba, Japão. Tudo começou há dez anos, quando eu tinha 17 anos. Ainda me lembro da invasão dos digimons. Enfim sou um gênio da internet, crio vários softwares e programas avançadíssimos para o nosso tempo. Além disso, também crio vírus de computador... Agora entra os digimons nessa parada toda. Após o ataque em Odaíba, eu estudei profundamente sobre o digimundo e sobre os digimons com uma pessoa que não importa agora. Sempre quis vir para cá, mas como não sou criança e muito menos escolhido, era impossível. Mas com cinco anos estudando apenas sobre o Digimundo, eu pude descobrir um jeito de driblar as regras, normas e leis. Criei um programa potente chamado D-GATE e consegui vir para cá. Incrível, né? O mais incrível ainda foi quando comecei a viajar por aqui sem ser percebido. Eu estudei sobre os dados dos digimons. Você, os dois que estão comigo e todos os digimons são feitos de dados ao invés de átomos. Daí eu criei um potente programa ainda mais avançado que possibilitou mudar toda a minha composição e metade do meu DNA, troquei meus átomos por dados definitivos. Hoje eu posso dizer com muito orgulho que sou um semi-digimon. Mais alguns anos de estudo e pude absorver o poder e os dados de alguns digimons na fase extrema. Eu consegui muitas habilidades, sabia? E tudo isso graças a uma certa pessoa que me deu inteligência extrema para fazer tudo isso e governar o Digimundo. Um homem que eu admiro muito, mas que prefere viver na Terra.
SkullSatamon e LadyDevimon ficaram chocados com as revelações de ShadowLord. Um humano que conseguiu poderes de digimon. Nunca em toda a história ocorrera algo assim.
— E quando eu entro nisso? — perguntou Lucemon.
— Existe uma antiga lenda no digimundo de que um dia surgiria um digiescolhido lendário capaz de destruir todos os inimigos. O digiescolhido mais poderoso já visto. Daí fiz um estudo profundo e descobri que ele apareceria quando houvesse ameaça no digimundo nesta época. Sabe que o meu objetivo maior é conquistar este digimundo e, para isso, eu tinha que destruir meu rival. Comecei a recrutar uns digimons até a fase extrema pra serem meus colegas de empreitada. Mas ainda não conseguíamos chamar atenção suficiente, visto que não éramos organizados. Então eu quis tomar a liderança da organização chamada de Exército Negro.
Picklemon fez cara de poucos amigos e mandou Lucas tampar os ouvidos, contudo o menino afastou o pequeno e preferiu ouvir tudo.
— O Exército Negro era o objetivo real ou apenas uma distração? — questionou Lucemon.
Raymond sorriu e admitiu que existiam outros objetivos além do Exército Negro.
— Quem me deu essa responsabiliade foi o mesmo homem que me deu bastante inteligência. Enfim, seria a distração perfeita para os digiescolhidos enquanto trabalhávamos nos bastidores.
SkullSatamon e LadyDevimon tentaram falar com o líder, mas Ray não quis escutar os ex-generais.
— Seu objetivo era conquistar o digimundo sem depender do exercito? — perguntou Lucemon.
— Claro. Você faz ideia do que é o Digimundo? Para além da Ilha Arquivo e do Continente Servidor, há um mundo vasto. Portanto, um simples exército provinciano é insuficiente.
ShadowLord sabia que o número de dados no Digimundo em pleno 2012 era infinitamente maior do que em 1999 ou 2002. O tamanho do planeta digital era imensurável. Havia locais inexplorados por digiescolhidos.
— Para resolver uma parte inicial dos meus objetivos, criei um digimon a partir dos meus próprios dados. Com meu DNA, eu pude criar uma digimon na fase extrema chamada Lilithmon, que é minha esposa no digimundo e Imperatriz do Mal. Agora ela pode, igualmente a você, ter a forma humana, e foi a Grande Soberana antes de ti.
Lilithmon assistia ao discurso de Raymond. A mulher estava sentada na poltrona e via pelo telão. Seu semblante era de indiferença.
— Prepare o carro. Vamos para a região do planalto cinza — falou ela no celular.
— Sim, madame.
Aiko continuou no quarto, mas percebeu que a "cunhada" havia saído do apartamento.
— Lilithmon era a Grande Soberana e se comunicava com os meus generais em forma de anjo só para esconder a substituição por você. Uma ilusão perfeita — SkullSatamon e LadyDevimon se impressionaram com a notícia. Ambos sabiam da existência de Lilithmon, mas achavam que o Grande Soberano tinha sempre a aparência angelical e que era uma outra criatura. — Por muito tempo ela ficou no cargo maior. Até quando eu decidi passar para ti. Aí ela se revelou como Imperatriz do Mal. E vocês dois conhecem o resto da história. Você chamava a atenção dos digiescolhidos enquanto eu terminava meu trabalho, mas nunca imaginei que meu exército fosse ser derrotado em poucos dias por um bando de moleques. Nem deu tempo terminar meu servicinho. Isso foi uma decepção.
— Mestre... quer dizer que o Exército Negro era só fachada? — perguntou LadyDevimon.
— Mas até a Imperatriz Lilithmon sabia disso tudo. Então não tenho que questionar — falou SkullSatamon.
— Nenhum membro do meu exercito ficaria para trás. Entretanto, eu já disse que tudo que está acontecendo hoje é por culpa dos digiescolhidos. Eles ficaram muito poderosos.
— Ora fale de uma vez por todas quem sou eu? — perguntou Lucemon, impaciente com ShadowLord com uma conversa fiada.
— Você é um digimon anjo único no digimundo. Sua história passada eu nem quero comentar, porque não vem ao caso. Saiba apenas que há alguns anos, os digimons divinos resolveram te renascer e te selaram até que a digiescolhida lendária viesse lhe buscar como parceiro. Mas descobri sobre o paradeiro do seu digitama e fui buscá-lo, ou melhor, roubá-lo. Descobri que havia seis digitamas guardadas para emergência e me prontifiquei em roubá-las. Cheguei no laboratório para fazer isso, mas fui impedido por um homem chamado Gennai, porém consegui roubar uma digitama, a melhor, a sua. Gennai resolveu enviar uma digitama primeiro onde nasceu um Kiimon, forma bebê de Impmon, por isso aquele garoto recebeu seu digimon há mais de um ano. Resolvi deixar a poeira baixar, por isso o digimundo ainda estava calmo, mas depois fiz o exército negro e você sabe da história toda...
— Como eu não me lembro de nada... é porque eu sou um digimon. Eu sabia. Como fui parar no mundo dos humanos? — perguntou Lucemon.
— Você passou muito tempo na forma bebê. Precisava que você ficasse assim, para as minhas experiências. Coloquei um pouco do meu DNA em você, o que te deu a habilidade de ficar na forma humana. Daí resolvi te colocar no mundo real, precisamente próximo ao local em que o primeiro digiescolhido morava, no Brasil. Enfim foi um sucesso ter você como espião para os meus planos. Primeiro descobriu sobre o primeiro digiescolhido. Você me deu a oportunidade para influenciá-lo a se juntar ao exército, mas ele não continuou. Depois você descobriu que essa menina era a 6ª digiescolhida. Essa parte foi pura sorte. Quem iria imaginar que ela era a irmã do Paulo?
Lúcia ficou apreensiva ao ouvir sobre o irmão.
O problema com o Paulo não era tão grave assim. Contudo, quando descobri que você tinha descoberto acerca da digiescolhida da luz, tive que imediatamente sair dos bastidores e chegar até este momento. Ah, já ia me esquecendo. Aquela sua mãe era um Bakemon disfarçado o tempo todo.
— Minha mãe?
— Dona Ana? — perguntou Lúcia.
— A verdadeira aceitou um dinheiro para se mudar dali e deixou o caminho para o Bakemon se disfarçar nela e perpetuar a mentira. Quem te criou todo esse tempo foi um digimon.
— Minha vida é uma mentira. Não tenho mãe e nem um nome.
— Você acreditava mesmo que possuía uma origem humana depois de viver como Lucemon? Acorda, criança. Eu te dei uma vida. Te dei poder e um exército. Além disso, te dei um nome. Lucas é o nome que eu mesmo escolhi, porque foi o primeiro nome que me veio à cabeça, foi uma escolha randômica e sem importância. Aquele apartamento será esvaziado e o Bakemon sairá de lá pra sempre. Ninguém vai sentir a sua falta.
Lucas apertava o chão com as mãos.
— Não precisa fazer essa cara de horror, porque você fez parte disso. Ajudou-me a trazer a digiescolhida da luz e de quebra os digiescolhidos. Fique e assista enquanto elimino todos — concluiu ShadowLord com o seu ar de superioridade.
— Desgraçado — Lucemon se levantou e ficou com muita ira. — Você me enganou todo esse tempo. Mentiras e mais mentiras. Fui criado como gente, mas ao mesmo tempo como digimon. Eu nunca vou te perdoar pelo que você fez.
O vilão sorriu de maneira cínica. Havia uma grande satisfação estampada em seu rosto. Até mesmo LadyDevimon e SkullSatamon ficaram chocados com as palavras ditas pelo chefe.
— O que houve? Vai me enfrentar numa luta? Não tenho medo. Venha, Lucas.
Uma aura escura começou a surgir em volta do digimon, preocupando Picklemon. A forma como Lucemon ficou parado e cheio de ódio deu até um calafrio no pequeno guardião.
— O que houve com ele? — perguntou Lúcia.
— O poder das trevas que quer se apossar do digi-núcleo dele. Se isso acontecer, será o fim-pi.
Lúcia resolveu agir e segurou na mão do loiro, fazendo a aura escura desaparecer aos poucos. A luz do digivice dela era muito forte e influente.
— Ei, você não tem culpa. Não se culpe, por favor. Nós somos parceiros, irmãos. Não deixe que as trevas te dominar— a menina chorava enquanto falava com ele.
Lucas voltou a si e viu a garota chorando perto dele. O loiro não entendia o motivo da humana perdoá-lo. Até pouco tempo era vítima dele.
— Me... perdoa, por favor — o digimon começou a chorar também.
— Sim, eu te perdoo parceiro — os dois se abraçaram num ato fraternal como se fossem irmãos.
— Que lindo ato de afeto. Agora chega, não é? Pronto. Agora é o fim de vocês. Acho que nem preciso mover um dedo. SkullSatamon, mate-os. — disse o vilão.
— Será um prazer — disse o digimau.
— Lute comigo-pi. Não posso deixar que acabe com a felicidade do meu mestre e da sua parceira. Fujam-pi.
— Não, Picklemon! Esta luta é minha — disse o loiro. — Você fica por aí e protege a Lúcia.
Mas Lúcia se preocupou muito com a condição de Lucas e tentou impedi-lo.
Enquanto isso, SkullSatamon balançou o cajado, girando-o ate formar uma corrente de ar. O vento arrastou os três.
— Foi mal aí, Grande Soberano. Eu te admirava, mas pelo visto era a Lilithmon que eu admirava de verdade. Você é um maldito impostor!
DIGIMON: SKULLSATAMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 6000
DESCRIÇÃO: UM DOS DOIS GENERAIS DO EXÉRCITO NEGRO. UM DEMÔNIO SEM BONDADE ALGUMA QUE ATACA AS SUAS VÍTIMAS COM O SEU CAJADO DE OSSOS.
O digimon morto-vivo balançou mais uma vez o cajado e jogou na direção de Lúcia. Picklemon não deixou barato e utilizou a sua bomba para afastar a arma do inimigo. Uma explosão mais contida fez uma fumaça.
— Quer ajuda? — LadyDevimon balançou o braço e fez a fumaça dissipar.
— Não fale bobagens! Esse trabalho é meu. Acabar com esses três será tudo para mim.
Picklemon praticamente arrastou Lúcia para longe do salão. Ambos fugiam por um longo corredor.
— Vai ser fichinha! — o vilão se pendurava no teto durante a perseguição.
Lúcia pediu para Picklemon parar, pois estava cansada de correr. O pequenino continuou atônito, haja vista era perigoso demais ficar parado naquele momento.
— Achei vocês!!
— Bomba de Bits!!
A bomba pegou no rosto do ex-general e o fez cair. Picklemon utilizou uma bolha mágica para colocar Lúcia dentro e ser mais fácil carregá-la.
ShadowLord e LadyDevimon pararam bem em frente aos dois.
— Quem será o próximo-pi?
De repente, Lucas pousou bem no meio de todos e avisou que estava preparado para tomar aquela batalha como sua.
— SkullSatamon!
— Sim, mestre ShadowLord.
— Acabe com esse aqui primeiro. Eu não terei mais nenhum remorso só porque eu te criei com parte do meu DNA.
O menino não se intimidou e prometeu vingança.
SkullSatamon riu da cara de Lucemon e achou que o anjinho não seria páreo para ele.
Lucemon e SkullSatamon começaram a lutar ali mesmo. A habilidade de ambos assombrava Lúcia. O esqueleto tinha uma rapidez incrível, principalmente quando usava seu cajado. Lucemon tinha uma habilidade especial como se fosse um campo de força em que se defendia dos ataques dos inimigos.
— Cajado de Ossos!
A arma voou como um bumerangue e saiu destruindo as paredes do castelo. Mas Lucemon esquivou do golpe.
— Ah! Essa foi perto, droga eu não tenho nenhuma arma — disse o anjo ao quase ser pego em cheio.
A arma parecia ter vida enquanto SkullSatamon manipulava com telecinese.
— Vai Luquinhas, não deixa ele vencer, acaba com ele — disse a menina ainda dentro da bolha.
— Vamos logo, SkullSatamon! Lucemon é um digimon na fase criança, é fácil destruí-lo. — disse ShadowLord já irritado.
— Segura essa, pirralho, Explosão de Ossos!
O cajado voltou para o inimigo. A joia começou a brilhar e a soltar raios potentes. Lucas desviou, mas sentiu um calor e uma sensação que havia perdido um pouco de dados.
— Cuidado-pi. Ele tem um poder que drena dados, mestre!
O cajado soltava raios constantemente e em várias direções. O teto daquele parte do castelo caiu.
Os digiescolhidos corriam por várias partes do castelo, mas ficaram perdidos. O local era insano de tão grande. Passaram dez minutos desde que entraram e nada de acharem o Grande Soberano.
— Estou cansada — reclamou Rose enquanto se sentava no chão.
— Não é o momento para isso — disse Mia ao passar pela britânica. — Algo ruim está acontecendo.
— Ela tem razão — falou Kari. — O tempo mudou completamente. É como se um poder do mal pairasse neste castelo.
Rose deu razão e se levantou. Palmon ficou feliz pelo esforço da parceira.
Então um estrondo e um tremor pegou os digiescolhidos de surpresa. As paredes de mármore começaram a rachar facilmente.
— Agora é minha vez. Realização Divina! — o digimon materializou uma espada de luz e começou a atacar o digimau. Ambos voavam pelo salão todo num ritmo intenso até que Lucemon se esquivou de mais outro ataque e contra-atacou com êxito. Ele conseguiu enfiar a espada no tórax do digimau, atingindo o seu digi-núcleo das trevas.
— Maldito. Cajado de Oss...
Luzes começaram a sair do corpo do vilão até ele ser tomado e destruído numa explosão branca.
— O quê?! Não é possível! SkullSatamon é um digimon na fase da perfeição... — LadyDevimon ficou incrédula.
— Agora é sua vez, ShadowLord. Prepare-se pra ser destruído — o digimon avançou com sua espada de luz, mas ShadowLord conseguiu segurar a espada com sua mão e ainda quebrar. Depois deu um soco no estômago do rapaz.
— Isso é imbecilidade sua. Achar que o meu nível é igual daquele reles SkullSatamon. Você não faz ideia do meu poder!
— Eu não permitirei que você encoste um dedo no mestre-pi. Lá vai Bomba — porém o homem conseguiu desviar o golpe apenas com um sopro fazendo acertar o digimon fada.
A bolha de Picklemon se desfez assim que ele caiu após ser atingido. Lúcia ficou desprotegida.
— Agora não há ninguém que possa te salvar. Eu vou te torturar e sentirá dor aos poucos. — o homem começava a pisar no estômago do menino, fazendo o coitado sentir dores.
— AAARGH!!
— Deixa ele, seu malvado! — Lúcia tentou partir pra cima do homem, mas foi afastada com um movimento de ar de LadyDevimon.
Os demais digiescolhidos chegaram bem na hora da sessão de tortura e mandaram o homem parar com aquilo. Todos, menos Paulo, estavam no local.
— Deixa ele, quem é você? — perguntou Daisuke sem entender direito.
— Mais interrupções. Enfim toma ele pra vocês — O homem pegou o Lucemon pelo braço e jogou na direção dos digiescolhidos.
— Ele vai cair. Alguém o segure — disse Kari ao ver o loiro cair.
— Deixa que eu seguro. Tailmon superdigivolve para... Angewomon! — a digimon conseguiu segurar Lucemon a tempo. O digimon se achava quase desmaiado.
— Ei, você está bem? — perguntou Ruan ao ver o estado do anjo.
— Si...sim. Eu ficarei... por favor salvem a Lúcia. Ela é a sexta digiescolhida e sou o parceiro... dela. — o digimon desmaiou nos braços de Angewomon. Apesar do susto, ele não estava morto e sobreviveu.
— Sexta digiescolhida? Então precisamos salvá-la — falou Jin ao analizar no tablet.
— Deixe ele comigo — disse T.K para Angewomon no intuito de segurar o digimon.
— Eu não acredito que um humano está fazendo todas essas maldades. Isso não tem perdão — disse Mia com os punhos cerrados.
— Perdão? Eu pedi perdão? Calem-se, inúteis. Finalmente que consegui a digiescolhida lendária e não vou deixar essa oportunidade passar — disse o vilão ao raptar a Lúcia. — LadyDevimon é sua vez.
— Sim, ShadowLord. Será um prazer destruí-los depois de várias tentativas fracassadas.
— Deixem-na comigo. — disse Angewomon já se adiantando.
— Então vamos para um local melhor para lutarmos. — ShadowLord fez um buraco na parede do salão apenas com um movimento com a mão e saiu com Lúcia.
— Vão, eu ficarei com Angewomon — disse Kari.
Picklemon acordou e avisou aos garotos que Lúcia precisava ser salva antes de ser tarde.
— Meu mestre Lucemon?
— Estamos cuidando dele — respondeu Takeru com ele no braço.
Os demais digiescolhidos seguiram ShadowLord até um campo à beira do lago. Enquanto LadyDevimon e Angewomon se enfrentavam dentro do castelo, os outros digiescolhidos teriam que enfrentar o inimigo maior no lado de fora.
Paulo e Beelzebumon já estavam próximos do local, precisamente no lago da luta em que surgira MarineDevimon.
— Lúcia... espere por mim — Paulo disse.
Fale com o autor