Diga que me quer.

72 É ter alguém pra contar, na indecisão ♪


Notas iniciais
Thiaguinho - A amizade é tudo ♪

Cheguei em casa um pouco nervosa. O Vitor estava sentado no sofá e logo percebeu que eu não estava com a cara muito boa.

- O que houve Fatinha?

- Por que? — eu perguntei ainda mais nervosa.

- Você está estranha. Quer conversar?

- Quero. Na verdade, não sei.

- Como assim?

Ai meu deus. Talvez seja melhor contar logo que estou namorando o Bruno, ele é meu amigo e nada mais justo do que ele saber. Me sentei ao lado dele. Eu mal conseguia olhar em seus olhos de tanta vergonha que eu estava.

- Vitor, eu passei a noite com o Bruno. — eu disse rapidamente, sem fazer pausas.

- Como assim Fatinha? — ele perguntou surpreso. — Foi pra isso que você quis dormir no Hostel?

- Não amigo. Eu quis ficar um pouco sozinha, eu não fazia ideia de que o Bruno iria lá. Mas ele foi. Eu não queria ficar com ele, mas não resisti.

- E quando você acordou ele te tratou mal de novo?

- Não. Ele me pediu em namoro e disse que me ama.

Pude perceber que o Vitor respirou fundo naquela hora. Eu também. Eu fiquei com medo do que ele pudesse falar. Eu estou começando a me arrepender de ter aceitado namorar o Bruno. Eu o amor e sempre quis ficar com ele assim, mas foi tudo muito rápido e estou com medo de me magoar de novo.

- Fala alguma coisa. — eu disse olhando pra ele.

- Eu não sei o que dizer. Você já sofreu muito por esse cara, mas se ele gosta de você e te pediu em namoro, espero que ele te faça feliz e não te machuque mais. Mas você sabe que não confio nele.

- Pra falar a verdade, eu também não. Estou com medo. — eu disse e as lágrimas começaram a cair dos meus olhos.

Não fazia nem 5 horas que eu estava namorando o Bruno e eu já estava sofrendo com tudo isso. Eu to com medo de que ele me magoe de novo, que ele sinta vergonha de mim. Eu não quero passar por tudo de novo, as humilhações.

- Não chora. — o Vitor disse colocando minha cabeça em seu ombro e fazendo carinho no meu cabelo. — Vocês conversaram?

- Não muito. Ele se declarou e me pediu em namoro e eu aceitei. Quando foi de manhã eu acordei e fiquei olhando pra ele e quando ele acordou me viu chorando e perguntou o que era, aí eu disse que tive medo dele ir embora e sabe o que ele respondeu? — eu respirei fundo —

- O que ele respondeu Fatinha?

- Que também teve medo de ir embora. Quando ele falou isso, meu peito doeu muito, fiquei com medo de que ele pudesse ter se arrependido, mas ele disse que não e me pediu em namoro.

- Então fica calma. Deixa as coisas rolarem. Agora que vocês estão juntos vão poder se conhecer mais e viver um pouco juntos. Ele vai ter que te aceitar do jeito que você é e vice e versa.

- Obrigada amigo, eu sabia que você iria conseguir me acalmar de algum jeito. Eu te amo. — eu disse abraçando-o.

- Eu também te amo, no que precisar eu estarei aqui. Mas olha, se o Bruno te machucar mais uma vez, ele vai se ver comigo.

POV Bruno

A Fatinha não me ligou até agora, não se ligo pra ela ou não. Sei lá, ela deve estar ocupada. Acho melhor não atrapalhar.

Peguei meu notebook e fui tentar estudar, ou melhor, ver algum filme pra relaxar. Até que meu celular tocou. Era o Pablo.

Chamada: Pablo → Bruno

B: — Fala aí cara.

P: Tudo beleza meu brother?

B: — Tudo tranquilo. A Ju me disse que você ligou mais cedo e disse que vem pro Rio na sexta.

P: Pois é, eu ia. Aconteceu um imprevisto e eu vou ficar aqui mesmo.

B: — Por que cara, o que houve?

P: Eu ia para o hospital daí fazer uma cirurgia, só que a paciente teve uma piora no estado dela e foi transferida pra cá agora a pouco e eu vou fazer a cirurgia hoje mesmo e não dá pra esperar até sexta.

B: — Entendi. Pô cara, mas vê se qualquer dia chega aí pra gente sair e pra eu te apresentar uma pessoa.

P: — Hm sei, que pessoa? Aquela garota que você disse que não estava apaixonado?

B: — É.. então. Pedi ela em namoro.

P: — Sério? Que ótimo cara. Daqui a pouco você me conta essa história, já te ligo, ok? Estou indo em casa buscar minhas coisas pra voltar para o hospital. Abraços.

B: — Beleza, abraços. Até mais.