Diga que me quer.

77 Toda vez que eu te encontro, sinto os pés fora do chão.. ♪


Notas iniciais
Oi minhas vidaaaaas!! Como estão? Será que ainda lembram de mim? Pois é. Fiquei BASTANTE tempo sumida, eu sei :( Mas tô voltando pra matar a saudade de BruTinha e espero que vocês não tenham esquecido de mim! hihihihi Simbora.. ♥

POV FATINHA

Meu Deus, eu que pensei que não iria conseguir aguentar os dias sem o Bruno, tô aqui, depois de meses e mais meses sem ver, sem ter notícias e sem saber por onde anda. Mas tô levando a vida. Decidi não ficar mais tristes, certas coisas não valem a minha dor, minhas lágrimas, minhas noites de insônia. Cheguei a conclusão de que se ele me amasse de verdade estaria aqui comigo. Do meu lado. Mas de tudo que ele poderia ser pra mim, escolheu não ser nada. O deixarei em paz. Não procurei e nem irei procurar. Deixarei o tempo me dizer se a história de nós dois acabou ou se mais pra frente iremos ficar juntos. Mas nem quero saber disso. Quero viver a minha vida. Tô aqui me dando a segunda chance pra amar de novo, tô abrindo meu coração pra conhecer alguém especial. Quem sabe o Pablo?

Ah, falando nisso, hoje é aniversário dele. Minha malas estão prontas. Estou esperando o Vitor chegar para irmos. Vamos de avião, daqui até Brasilia não demora muito tempo! Chegaremos na hora da festa! Estou ansiosa.

Rio de Janeiro, 13h00

– Fatinhaaaaaaa, cheguei! Podemos ir? — o Vitor disse me gritando.

– Nossa, pensei que não iria mais. — eu disse sorrindo.

– E perder a festa do Pablo? Nada disso. Vamos logo. O voo sai às 15h. — ele disse pegando as malas e saindo.

Antes de sair resgatei a foto do Bruno que estava embaixo do meu travesseiro e guardei no meu closet. Eu sei que pode parecer idiota, você querer esquecer alguém, mas ainda sim guardar a foto da pessoa, mas por tudo que vivemos, eu não tenho coragem de joga-lá fora.

Fui até a porta e fechei-a de vagar. Quase que parando. Fixei minha testa na porta e naquele momento pareceu que o mundo estava desabando sobre minha cabeça. Me deu uma vontade de chorar; Não só vontade. Eu chorei. As lágrimas caiam sobre minhas bochechas e eu tentava me mexer, mas não conseguia. Até que olhei para o lado e vi o Bruno chegando em casa. Como o meu coração bateu forte aquela hora. Minha vontade era de abraça-lo e dar um beijo, mas eu me segurei. Limpei as lágrimas rapidamente e terminei de fechar a porta. Até que pude ouvir a voz dele.

– Tá tudo bem? — ele perguntou. Talvez por sentir pena por ver que eu estava chorando. E como eu queria não o responder. Mas quando vi as palavras pularam da minha boca.

– Tá tudo bem sim e com você? — eu perguntei ajeitando as malas e tentando não olhar pra ele.

– Está sim. — ele disse abrindo a porta. — Vai se mudar? — ele perguntou.

– Não. Estou indo viajar. — eu disse, na verdade querendo dizer "Vamos comigo?"

– Boa viagem. Até mais. — ele disse e sem nem sequer esperou eu responder. Entrou e fechou a porta.

Como esse desprezo acabou comigo naquele momento. Mas eu prometi que não ficaria mais triste com isso. Era difícil. Eu sabia que não ia ser fácil. Mas eu sabia que minha vontade de superar tudo aquilo era muito forte. Peguei as malas e fui até o carro.

– Você estava chorando? — o Vitor perguntou ao perceber que minha feição havia mudado.

Eu nem o respondi. Só fiz que sim com a cabeça, coloquei as malas no carro e fui até o aeroporto ouvindo IRONIC e me segurando pra não chorar. Como meu peito tava doendo. Mas eu não iria desistir daquela viagem. Não mesmo. Algo estava me dizendo que me faria bem.