Notas iniciais
Levando em consideração que estamos perto do natal, aqui vai um presentinho para minhas leitoras queridas: mais um capítulo.
Se o mundo não acabar amanhã, na próxima semana publico mais dois! rsrsrs
Bjs!

Olivia foi a procura de Elliot e Munch para contar os últimos acontecimentos. Os três seguiram para a sala do capitão e lá se reuniram. Ela explicou para todos a questão da imagem, como foi feito o processo de melhoria da resolução, a busca no banco de dados e finalmente, como conseguiram o nome do homem que aparecia nas imagens com Mary. Todos escutavam atentos e a ficha do suspeito passava de mão em mão. Quando ela terminou de falar, o capitão que estava sentado na cadeira atrás de sua mesa, levantou-se e falou a todos:

- Benson e Stabler, vão atrás do suspeito e tragam-no aqui para que ele preste maiores esclarecimentos – disse olhando para os dois.

- E Munch, vá até ao fórum e diga a promotora Novak que Eliiot e Olivia vão trazer o suspeito para interrogatório – concluiu e dispensou os detetives.

Os três saíram da sala para fazer o que foi ordenado. Munch seguiu para o fórum para falar com Cassey e Elliot e Olivia foram para o carro. Enquanto seguiam para a saída da delegacia, os dois falavam sobre o caso.

- Segundo a ficha, o suspeito tem 26 anos, é estudante e mora no Queens – disse Olivia enquanto analisava a ficha.

- Parece que ele vai fazer uma nova visitinha a delegacia. Estou ansioso por esse momento – disse Stabler olhando para a foto do suspeito.

Olivia conhecia muito bem aquele olhar.

- É claro que não preciso lembrar que ele é somente um suspeito por enquanto, então controle-se – disse parando de andar e fitando seu parceiro de forma séria.

- Como assim me controlar? Quando foi que eu me descontrolei? – perguntou incrédulo.

- Não sei, Elliot. Talvez naquela vez em que você deu um soco no suspeito. Ou seria naquela outra em que você bateu a cabeça de outro suspeito na mesa? – perguntou sarcasticamente.

- Mas eles eram culpados, Olivia! – respondeu na defensiva.

- Porém no momento em que você fez essas coisas, ainda não tínhamos certeza. Eram somente suspeitos – rebateu seriamente.

Ao perceber que ele estava prestes a se defender novamente, Olivia continuou.

- Elliot, precisamos realmente manter o controle neste caso para que consigamos resolvê-lo. O capitão está dependendo disso e você sabe. Ele está sendo pressionado pelo superior. Já nos livrou de situações complicadas. Devemos isso a ele.

Elliot fechou os olhos e respirou fundo.

- Ok, Olivia. Não vou comprometer o caso, se isso te deixa satisfeita – respondeu irritado.

Ela não continuou a falar, porque sabia que estava com a razão e também sabia que ele tinha entendido a situação, mas não esperava que ele admitisse isso.

Continuaram andando e chegaram ao carro. Os dois entraram e Elliot dirigiu para o endereço do suspeito. Depois de aproximadamente meia hora, Stabler peguntou:

- Qual é mesmo o número do prédio dele?

- É o número 246 – Olivia respondeu enquanto olhava na ficha.

- Então é aquele ali – disse apontando para o prédio.

Ele estacionou o carro do outro lado da calçada. Os dois desceram e foram em direção ao prédio. Este era simples, porém bem cuidado. Possuía oito andares e os apartamentos que davam para a rua tinham uma pequena varanda. Notava-se que havia sido pintado recentemente com um tom de azul de muito bom gosto. A rua era calma e tinha um fluxo muito pequeno de carros. Os detetives entraram no prédio e logo viram o porteiro que estava sentado atrás do balcão da recepção lendo o jornal.

- Boa tarde – disse Olivia – Viemos falar com Joseph Demiris, morador do apartamento 602.

O homem pareceu não se importar, simplesmente continuou lendo o jornal. Então Elliot encostou-se no balcão da recepção, puxou o jornal da mão do homem e lhe mostrou o distintivo.

- Unidade de Vítimas Especiais. Queremos falar com Joseph Demiris. Ah, boa tarde! Onde estão meus modos? – disse dando um grande sorriso para o porteiro.

Olivia já trabalhava há vários anos com Elliot, mas ainda assim sempre se surpreendia com a total falta de paciência dele. Ela ficou observando enquanto o porteiro, visivelmente amedrontado com o olhar dele, respondia:

- Bem...é...é... o Joseph está na faculdade essa hora.

- Obrigado. Ah, e agradeceria se da próxima vez nos desse mais atenção – disse Stabler com um olhar ameaçador.

Os dois viraram-se para sair, mas antes disso, Olivia pôde notar a cara de pavor do porteiro. Antes de entrarem no carro, ela parou e perguntou ao detetive:

- Elliot, você realmente precisava falar com o esse senhor daquele jeito?

Ele simplesmente entrou no carro, olhou pela janela e disse:

- Nós vamos atrás de Joseph ou você quer ficar e oferecer uma aguinha com açúcar ao porteiro?

Olivia já não estava mais aguentando o seu parceiro, chegou ao seu limite. Ela caminhou de forma firme até o carro, entrou e bateu a porta. O encarou demonstrando sua raiva com todo aquele comportamento e perguntou:

- Qual é o seu problema, Elliot?

- O problema não está comigo, Olivia. Está com você! Você fica defendendo os suspeitos a todo momento! Você é detetive e não advogada! – agora ele já estava gritando.

- Não fico defendendo os suspeitos, Elliot! É só uma questão de bom senso. Se eles são apenas suspeitos, como você mesmo disse, não podemos ultrapassar os limites! – ela também já estava fora de controle nesse momento.

- Bom senso?! Tudo indica que foi esse Joseph que matou aquelas duas jovens e você quer bom senso?! Olivia, ele as estuprou – disse olhando fixamente para ela – gente assim não merece bom senso!

- Eu, mais do que ninguém, sei que gente assim não merece bom senso, Elliot – desviou o olhar — Eu sei muito bem o que eles podem causar – Olivia tentava se controlar, mas sua vontade era sair dali e chorar.

Stabler se deu conta do que tinha acabado de dizer. É claro que agora Olivia estava se lembrando da mãe e de como isso a afetou. Ele se acalmou e respirou fundo por um tempo.

-Olivia, eu não quis...

Foi interrompido por ela.

-Elliot, pode fazer um favor? – o fitou por um momento – Cala a boca e dirige! – voltou a olhar para a rua.

O trajeto até a faculdade onde estudava Joseph, seguiu em silêncio. O endereço na ficha do suspeito indicava que o local era próximo. Chegaram em menos de dez minutos. Saíram do carro e entraram na faculdade. Era o horário do intervalo e os corredores estavam repletos de alunos. Dirigiram-se até a diretoria, onde foram atendidos por uma secretária atenciosa.

- Boa tarde. Detetive Benson – disse Olivia mostrando a identificação –precisamos falar como aluno Joseph Demiris.

- Boa tarde. Aguarde um momento enquanto verifico qual é a turma dele – disse a secretária enquanto digitava os dados no computador – Prontinho. Ele é da turma de engenharia. A sala é a número 6 e fica no segundo andar, mas está na hora do intervalo, então creio que ele deva estar na lanchonete.

- Muito obrigada – disse Olivia.

- É... algum problema? – a moça estava desconfiada.

Desta vez, foi Elliot que falou:

- Problema nenhum. É que o Joseph fez uma participação em um filme que assistimos. O rapaz é um grande ator, sabia? Viemos pegar um autógrafo – disse isso enquanto saía da sala.

Olivia não pode controlar o riso.

Notas finais
Adoro quando Olivia e Elliot se desentendem... rsrs
Eles estão chegando cada vez mais perto do suspeito, que legal!!!!
Nos outros capítulos, avançaremos mais!!!
Desejo um feliz natal a todas vocês que me incentivam a continuar escrevendo e aguardo comentarios!!
Um beijo e até a próxima semana!!!!!