Notas iniciais
Vamos lá, meu povo!
Boa leitura!

- Diego, não diga nada! – ordenou o advogado.

- Dane-se você! – gritou – Não vou me ferrar por culpa daquele idiota!

O Dr. Stevan fez um sinal indicando que desistia de convencê-lo a ficar calado.

- Fala logo o que você sabe – disse Elliot voltando e sentando-se novamente.

- Aquele imbecil! – ele olhava para os detetives – Eu disse que não iria dar certo e que seríamos pegos! – gritava.

- O que ele fez? – Olivia também sentou-se.

- Ele...ele estuprou e matou aquelas duas meninas – sussurrou.

Os detetives se olharam.

- Tem que nos contar tudo desde o início – falou Stabler.

Diego levantou-se e ficou no canto da sala. Olhava para a parede.

- Bom, nós vendemos drogas para os estudantes das faculdades próximas. Joseph conheceu as duas na semana passada, nenhuma delas havia usado drogas antes – ele virou-se e olhou para os detetives – acho que foi isso que o deixou louco por elas, sabe? Dizia que eram lindas, doces, inocentes e que iria aproveitar, mas nunca imaginei que ele faria uma coisa dessas – buscou um olhar de compreensão — Eu juro!

- Continue – falou Olivia, secamente.

- Só fiquei sabendo depois que ele já tinha matado as duas. Primeiro ele se encontrou com a Lana e já sabia que no local não existiam câmeras, então a atraiu para uma viela, dizendo que havia levado algumas drogas para ela. Quando estavam lá, a estuprou e depois cortou a garganta com uma faca que ele ganhou do avô, um presente de quando era escoteiro. Ele disse que usou camisinha e que não deixou vestígios – deu uma risada – achava que ninguém ia descobrir.

- E quanto a Mary Parker? – perguntou Elliot.

- Foi a mesma coisa – deu de ombros – Ele a encontrou no dia seguinte da morte de Lana. A esperou na rua próxima a casa dela e disse que tinha uma encomenda. Contou a mesma história de ir para um local escondido para fazer a entrega. Como ela já o conhecia, o seguiu. Ele também verificou o local antes, como na primeira vez, e sabia que não tinha câmeras. Quando chegaram, ele também a estuprou e matou.

- Mas foram feitos exames nas duas e a perícia não encontrou vestígios de drogas – comentou Olivia.

- Nem poderia existir – ele a encarou – seria a primeira vez que elas usariam, mas ele não chegou a fornecê-las antes de matá-las, justamente para que isso não fosse um meio de ligá-lo as mortes – esclareceu.

- E como você sabe de tudo isso? – Questionou Stabler.

- Porque depois que ele matou a Mary, fui até o apartamento dele para pegar alguns livros. Ele estava todo nervoso... aí eu vi a faca e a luva sujos de sangue no chão do banheiro. Comecei a perguntar e insistir, ele confessou tudo. Parecia não se importar e disse que não precisava me preocupar porque nunca seria descoberto.

- E por que você mentiu quando fomos ao seu apartamento? – perguntou Olivia fazendo de tudo para controlar a raiva que estava sentindo ao ouvir aquele relato.

- Você está brincando? – ele estava perplexo com o questionamento – Não podia estragar os negócios! Eu sabia que se vocês descobrissem sobre as mortes, iam acabar descobrindo sobre as drogas também. Então combinamos de dizer que estávamos juntos, caso alguém perguntasse algo – deu um sorriso – aí vocês apareceram lá na faculdade. Eu estava sentado na mesma mesa que ele, jogando no celular, e ouvi vocês fazendo aquelas perguntas, o intimidando. Sabia que tinham descoberto tudo, então quando foram embora, procurei um advogado e inventei aquela história quando vieram me perguntar sobre a noite anterior – ficou irritado ao pensar – mas é claro que nós não imaginávamos que ele tinha sido filmado por aquele detetive particular – balançou a cabeça – isso é uma piada!

- Quer saber? – Olivia se inclinou na direção dele e o encarou – vocês dois são uma piada! – levantou-se da cadeira.

- Vamos, Olivia. Ainda temos alguns assuntos para resolver – disse Elliot também se levantando.

- E quanto a mim? Eu ajudei vocês! – perguntou o estudante aflito.

Os dois detetives viraram-se e Stabler respondeu:

- Você vai esperar quietinho aqui. Quando confirmarmos tudo o que nos contou, voltamos.

Eles saíram da sala.

- Ótimo trabalho – disse o capitão logo que os detetives saíram do interrogatório e foram ao encontro da equipe.

- Fin está com alguns policias no apartamento de Diego e Munch está com outra equipe no apartamento de Joseph para procurar as provas. Falta pouco para fecharmos o caso – disse Novak não conseguindo esconder um grande sorriso.

- Parece que o ânimo de alguém voltou, capitão – comentou Elliot olhando para o seu superior.

- Aos poucos. Só vai voltar completamente quando ganharmos no tribunal – respondeu Casey, apertando as mãos ansiosamente.

- Falta pouco – disse Olivia dando uma risada.

Nesse momento, seu celular tocou.

- Benson – disse ao atender.

Ela ouviu por um tempo o que a pessoa do outro lado falou, desligou o celular e anunciou para todos:

-Era o Munch. Encontraram as provas no apartamento de Joseph.

Notas finais
Aguardo comentários.
(Sempre com esperança rsrsrs)
Bjs!