Difícil De Prender
15 Capítulo 15
Notas iniciais
O que será que vai acontecer?
Só lendo para saber.
Boa leitura!
Benson e Novak chegaram à delegacia e juntaram-se à equipe que já havia sido avisada por telefone que não tinham conseguido o mandado. Na sala do Capitão Cragen, Casey explicou o que tinha acontecido no Fórum. Depois de muitos protestos de indignação, Don procurou acalmar os ânimos e explicou qual seria o próximo passo.
- Sabemos que Joseph está mentindo, isso não é novidade – olhava para todos – Ele criou um álibi que confirmou sua versão. Se a juíza não aceita as imagens, isso é outra questão, mas nós sabemos que elas são verdadeiras e que mostram o Joseph com a vítima. O Diego também mentiu ao confirmar uma história falsa, só temos que descobrir o porquê. Saber o que estão escondendo.
- Exatamente. Vocês precisam vigiá-los – Novak dirigia o olhar aos detetives – Tenho certeza que estão escondendo algo além do que já sabemos, e no momento em que eles fizerem qualquer besteira, teremos um motivo para conseguir um mandado e encontrar as provas que precisamos.
- Estou doido para ver esse tal Joseph aqui novamente na delegacia. Não fui com a cara dele – disse Munch.
- E eu nem tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente – comentou Fin.
- Não perdeu nada. O garoto é um arrogante – respondeu Stabler prontamente.
- Então está decidido. Vocês quatro – disse Don olhando para os detetives – quero vocês na cola de Joseph e Diego. Descubram o que estão escondendo. Não deixem escapar nada – fez um sinal com a cabeça – Podem ir.
Os detetives fizeram um gesto de concordância e saíram da sala. Colocaram seus casacos, pegaram suas armas e saíram da delegacia, indo para os carros. Elliot e Olivia foram em um e Fin e John em outro. Antes de saírem, Benson olhou o relógio.
- Já são 9h15... pelo horário, já estão na faculdade. Vamos direto para lá.
Todos concordaram e foram em direção à faculdade.
Benson e Stabler ficaram estacionados do outro lado da rua, em frente ao local. Os outros dois detetives ficaram mais afastados. Eles estavam com os vidros fechados e atentos ao movimento na rua.
- Por que essas pessoas estão aqui do lado de fora, quando deveriam estar lá dentro assistindo as aulas? – Elliot apontava para um enorme grupo de jovens que estavam conversando despreocupadamente.
- Porque estão matando aula. Provavelmente foram à algum hospital, fingiram uma indisposição e conseguiram um atestado – sorriu ao ver a cara de Elliot- O que foi? Eu também já fiz besteiras das quais não me orgulho. Todo jovem faz, mas é claro que os seus filhos nem devem pensar em fazer algo assim, porque você toca o terror – deu uma risada.
- Pode ter certeza disso – concordou imediatamente com ela – Mas você não me parece do tipo que matava aula – não conseguia sequer imaginá-la assim.
- E com que “tipo” eu pareço? – perguntou curiosa.
- Com o tipo que fazia tudo certo, provavelmente era a melhor aluna da sua turma e todos deveriam querer sentar perto de você para tirar boas notas. Devia ser bem popular por isso – a analisava enquanto tentava fazer uma análise de suas “características estudantis”.
- Popular... – falou a palavra bem pausadamente – passei longe de ser isso. Eu era do tipo que ficava sentada na minha e procurava passar despercebida – ela olhava pela janela – Só acertou a parte das boas notas – lhe deu um sorriso.
Ele sabia que aquele era um dos raros momentos em que Olivia falava sobre a sua vida, principalmente no que dizia respeito ao passado. Tentou fazer com que ela falasse mais.
- E por que você queria que os outros não a notassem? – virou-se para encará-la.
Ela desviou o olhar e pareceu se lembrar de algo... as recordações aproximaram-se, mas ela logo as afastou. Ficou assim, em silêncio por um instante antes de responder:
- Não queria muito contato com eles, sabe? porque... não queria criar intimidade o suficiente para que começassem a frequentar a minha casa e descobrissem que eu era filha de uma alcoólatra – tentou forçar um sorriso.
Elliot imaginava o quanto deveria ter sido difícil para Olivia e Sara viverem nessa situação, mas é claro que por mais imaginasse, não sabia o real inferno daquilo tudo.
- Eu sinto muito – foi a única coisa que lhe ocorreu dizer.
- Tudo bem. Já se passaram muitos anos – respondeu tentando parecer firme, mas ele sabia que aquele assunto era doloroso para ela.
A conversa foi interrompida quando Stabler olhou para a rua e finalmente viu algo.
- Olha que legal, parece que as crianças também vão matar aula – disse Elliot apontando para a entrada da faculdade. Diego e Joseph estavam saindo juntos.
- A dupla dinâmica – os observava caminhando pela rua — E ainda são 10h35, só assistiram duas horas e meia de aula – Olivia olhava o relógio – Seja o que for que vão fazer, deve ser muito importante. Sabe o que isso significa... – deu um sorriso malicioso.
- Significa que vão fazer alguma “arte” e que nós estaremos por perto para detê-los – Elliot também tinha o mesmo sorriso nos lábios.
Benson pegou o rádio comunicador para entrar em contato com os detetives do outro carro.
- BD1, BD1, aqui é o GF2. Está na escuta? – perguntou.
- Positivo, pode falar – respondeu Fin.
- Os suspeitos estão saindo do local agora e estão indo na direção de vocês. Os dois estão usando o casaco da faculdade, calças jeans, tênis e mochila.
- Entendido, GF2. Vamos segui-los — confirmou Fin.
- Ok. Estaremos logo atrás de vocês – encerrou Olivia.
E assim eles começaram a seguir os dois jovens. Havia vários carros na rua, estava bem movimentado, o que ajudou a fazer com que os dois carros não chamassem a atenção dos jovens. Depois de dois quarteirões, os estudantes entraram em uma fábrica que parecia desativada.
- Eles entraram no prédio – disse Fin pelo comunicador.
- Certo. Nós vamos entrar e vocês dois ficam aqui fora para o caso deles tentarem escapar – falou Olivia com a voz transbordando ansiedade.
John e Fin ficaram na entrada do prédio, enquanto Benson e Stabler entraram. Era um local sujo e mal iluminado. Os dois logo ouviram uma conversa vindo lá de dentro. Fizeram sinal um para o outro e entraram com as armas em mãos. Eram cuidadosos e não faziam barulho, para não serem notados.
- A conversa vem daquele cômodo – sussurrou Elliot.
- Vai na frente que eu te dou cobertura – respondeu Olivia.
Ele fez um sinal positivo e seguiram. Quando chegaram ao local, não entraram. Ficaram parados atrás da parede, apenas ouvindo. Tinha uma outra pessoa com os estudantes.
- Trouxe a encomenda? – perguntou a voz desconhecida.
- É claro – respondeu Joseph.
- Mas precisamos ver o dinheiro antes da entrega – adiantou-se Diego.
- Está aqui – respondeu a voz enquanto entregava uma sacola à Joseph.
- Foi ótimo fazer negócios com você – respondeu Demiris abrindo a mochila e lhe entregando um pacote.
- Aqui está o outro – Diego também retirou um pacote da mochila e o entregou ao desconhecido.
- Espero que seja tão bom quanto o outro – comentou a voz.
- Nós garantimos que é e que você não vai se arrepender – foi Serpas quem respondeu.
Elliot fez um sinal para Olivia e os dois entraram no local.
Notas finais
Finalmente os dois vão conseguir prender o Joseph!
Mas será que vai ser fácil ou teremos uma perseguição??????
Acho que não é muito pedir comentários para continuar... rsr
bjs!
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