Notas iniciais
Vicent e Adelaide Amaral, deixa eu contar uma coisa pra vocês... Quando o resumo da novela que vocês escrevem diz que vai ter Giane e Fabinho abraçados, e isso que a gente espera.
Abraço, beijo, tapa, fogo, capoeira... e outras coisas que não rolaram ou não rolarão de verdade, a gente se contenta nas FICs. kkkkkk

Todo mundo animado que só u.u
Espero que gostem :)

Fabinho se remexeu sonolento, pegando o celular e saltando da cama assustado. Ele pretendia procurar emprego logo cedo, e havia perdido a hora. Trocou de roupa apressado e chegou na cozinha.

– Bom dia meu filho – disse Margot.

– Bom dia. Eu perdi a hora, preciso correr pra ver se arranjo trabalho.

– Eu pensei em acordar você, mas tava tão bonitinho dormindo abraçado aquela bola suja.

– Dormir bonitinho, não vai pagar as contas no fim do mês . – desviou do assunto comendo um pedaço de bolo, um copo de leite e correndo pra escovar os dentes. – Tchau e juízo to de olho na senhora! – advertiu beijando o topo da cabeça da mãe. Passou a jaqueta pelos ombros, abriu a porta.

– Fabinho! – chamou Silvia. — Precisamos dar uma palavrinha com você! — o menino viu Érico e Julia também.

...

Giane desceu do táxi com Silvério, haviam virado a noite com Caio na recepção do hospital. Como Cardoso estava na UTI e todos estavam acabados, resolveram que precisavam descansar. Depois de deixar o ex e Camila na casa dele, não sem antes prometer voltar para que fossem ter notícias do doente pela tarde, ela rumara pra Casa Verde.

– Ai to morta de dor nas costas – reclamou.

– Pois é, vou preparar um café forte, tomar um banho pra ver se dou conta do dia, tenho que ajudar com as flores.

– Que será que tá acontecendo ali? – Giane apontou para frente da casa de Margot. — Pai, entra e descansa um pouco que eu já venho! – sugeriu, enquanto corria pra saber o que se passava.

...

– Então e isso, a gente quer pedir desculpas. – Silvia concluiu o discurso.

– Então foi você, sua... – Fabinho se segurou pra não xingar Júlia.

– Desculpa ok? – a loira estava chateada. Edu não havia retornado suas ligações, e quando colocara os pés na Crash Mídia, descobrira o porquê. Todo mundo sabia que ela que tinha ferrado com a campanha, e ela já não era mais necessária.

– Tá vendo? Eu disse pra todo mundo, mas vocês me enxotaram que nem um cachorro pulguento. – o garoto estava revoltado.

– A gente errou e veio se retratar. – disse Érico – O quê quer agora um beijinho? – desdenhou.

– Eu devia era processar todos vocês!

– Posso saber o que tá rolando aqui? – Giane chegou.

– Esse bando de gente que me expulsou da Crash Mídia, agora veio se desculpar. Porque não fui eu que passei a ideia pro Natan. – o bad boy contou.

– Olha Fabinho, eu sei que você tá meio nervoso. E revoltado com todo o direito – ponderou Silvia – Mas a gente quer te convidar pra voltar. Se você topar é claro, mas pensa antes de dizer não!

– Ha, muito engraçado! – respondeu.

– Tá tudo bem gente? – Bento chegou com Amora.

– Quem te chamou aqui? – Fábio já ignorou.

– Que eu saiba a rua é pública marginal. – Amora se meteu.

– Cala a boca garota! – retrucou.

– Olha aqui Fabinho, eu nem sei o que tá acontecendo. Mas não se trata uma mulher desse jeito...

– Amora uma mulher? Isso é no mínimo uma cobra, e no máximo uma piranha.

– Olha eu vou quebrar a sua cara, se você não pedir desculpas. – encrespou querendo partir pra cima, mas Giane impediu.

– Dá pra parar a palhaçada? – gritou – Fabinho já pra minha casa, e você Bento leva sua mulherzinha pra longe daqui. Tá fazendo o que ainda aqui? – Giane empurrou Fabinho. O garoto travou o punho e saiu pisando duro, enquanto Bento tentava se desculpar. Giane dispensou explicações, conversou com Silvia, contou sobre Caio e Cardoso, a publicitária resolveu visitar o antigo enteado, e todos voltaram pra agência.

...

– Se acalmou? – Giane empurrou a porta e encontrou Fabinho e Malu– Olha quem tá aqui! — ela sorriu. Os dois olharam a dona da casa, e Fabinho tinha os olhos marejados. – Que foi ein marica? – riu.

– Nada não pivete. – ele tentou enxugar o rosto.

– Ai meu pai, eu não to me aguentando! – Malu também estava emocionada.

– Que quê tá rolando gente? – Giane estava ansiosa.

– A Malu me convidou pra trabalhar na Toca novamente. – explicou ele.

– Não é grande coisa, mas eu soube que você tava procurando emprego. Mas sei também que a Crash Mídia te quer de volta, se você não quiser voltar, você fica lá com a gente até arrumar uma coisa melhor. Afinal eu soube que talento pra publicidade você tem de sobra!

– Obrigada, Malu... Valeu, mesmo... Isso pode não ser nada pra você, mas pra mim significa muito. – agradeceu limpando as mãos molhadas pelas lágrimas na blusa.

pode sempre contar comigo tá? Apesar do que diz os exames eu te considero meu irmão. – contou e os dois se abraçaram, Fabinho não conseguiu conter as lágrimas que pingaram de teimosia. Giane ficou paralisada emocionada diante da cena, Fabinho chorando por conta da proposta da Malu.

–A propósito como você sabia que no lance da espionagem não fui eu? E sei lá... – se acalmou um pouco.

– A Giane me procurou ontem, e eu conversei com o Mau. Não achei que iríamos dar um jeito tão rápido, mas ele descobriu a armação do Natan, ai avisamos o pessoal ontem e eu vim avisar a Giane, mas pelo jeito já tão sabendo de tudo. A Giane é tipo seu anjo da guarda! – Malu contou.

– Eu anjo? – riu encabulada com o olhar que Fabinho lhe lançou. – Você o Maurício que descobriram.

– Mas foi você que nos procurou. – Malu retrucou. – Nem adiante, você tem créditos!

– Vocês são as mulheres da minha vida. – deixou escapar.

– Ouviu isso Giane? – Malu brincou.

– To fora de seu arem – Giane deu as costas pros dois coçando a nuca.

– Eu tava falando... Você a Malu, a Margot e a Irene... São as quatros mulheres que me apoiam. – se explicou. – Tipo duas mães, e duas irmãs. Mas não deixa a Irene saber, se não ela pode ficar meio emocionada, e se o Plínio souber é capaz de mandar me caçar!

– Olha Fabinho, eu até aceito ser sua irmã, mas a Giane tá mais pra...

– Então né Malu, soube do show que vai ter no Cantaí? – interrompeu.

– Show?

– É, aparece com o Maurício. – convidou pra cortar o assunto. A Campana riu da vergonha da amiga, e resolveu se despedir.

– Eu tenho que ir gente – beijou os dois no rosto — Eu vou chamar o Mau, e a gente se vê então de noite.

– Tá certo! – a morena levou a amiga até a porta. Fabinho estava sentado no sofá, ainda com carinha de choro. Giane se sentou do outro lado e pegou a almofada jogando nele. – Para de chorar fraldinha.

– Eu não to chorando! – retrucou.

– Não só tá com essa cara de pamonha – provocou. Mas percebeu que estava difícil pra ele se segurar. – Fabinho? – se sentou ao lado dele pegando sua mão. O toque que devia acalmá-lo, acabou sendo o ultimo golpe pra que ele voltasse a chorar copiosamente. – Pô cara não chora assim não! me assusta!

– To tentando. – disse entrecortadamente. Giane o puxou pra perto envolvendo seus ombros, Fabinho se apoiou no peito dela e se entregou as lágrimas. Tudo cooperava pra que ele não conseguisse parar. A comprovação de sua inocência, o gesto de Malu, as palavras dela. O fato de seu anjo ser tão bom. Seu cheiro ser tão reconfortante, acolhedor. Ele nunca se sentira tão importante, ele nunca sentira tanta vontade de chorar. Talvez fosse isso, ele nem sabia chorar direito. Mas agora parecia uma mulherzinha, e pra melhorar tinha desabado na frente da maloqueira. Ela ia fazer piada pro resto da vida. Mas ele não estava envergonhado, e quando pensou no resto da vida... Tinha certeza que queria que ela estivesse lá.

Giane esperou que ele se acalmasse, fazendo carinho em seus cabelos, e no ombro. Ela estava muito tocada com a cena, com a situação, com ele. Vê-lo tão frágil e desabando não por ódio ou decepção, mas sim por gratidão a fez sentir seu coração se aquecer ainda mais. Parecia cada vez mais difícil esconder o que estava sentindo. Apertou o braço dele, beijou seus cabelos. Sentiu necessidade de mostrar a ele que ela estava ali pra o que desse e viesse. Mas sem dizer uma única palavra. Quando ele finalmente se acalmou, Giane o soltou, e ele ficou compenetrado até sorrir e morder o lábio inferior.

– Vai pivete, pode começar a zoação! – cutucou ela com o ombro.

– Que zoação palhaço? – devolveu o empurrão.

– Pode fazer piada, eu sei que tá se coçando pra fazer isso! – autorizou.

– Ah faça-me o favor, só porque você chorou que nem uma mocinha, não quer dizer que eu vá fazer piada. – Não conseguiu esconder o sorriso que logo virou uma risada, quando Fabinho jogou a almofada nela.

vai no Cantaí hoje? – ele perguntou depois de pararem com a brincadeira.

– Ah não sei to meio cansada. – reclamou.

– Trabalhava que nem pedreiro carregando flor pra cima e pra baixo. Ai virou modelo e ficou toda fresca! – provocou.

– Fresca? – revirou os olhos. – Eu não sou fresca, só tenho que ver o Caio mais tarde, ai não sei se eu vou.

– Ver o Caio? – encrespou – Passou a noite toda de babá e quer ver o Caio?

– Larga de ser mané.

– Mané e você que fica dando trela pra ex. – repreendeu. – E você que se diz meu anjo, deveria me fazer companhia. Sabe que esse pessoal daqui é tudo doido. Se eu aparecer lá sozinho quem sabe não saia vivo. – fez olhar de cachorrinho pidão.

– Mas é muito mole mesmo!

– Anda Giane vamos? Eu quero muito ver esse show.

– Tá coisa chata.

– Eu venho te buscar. – beijou seu rosto de forma estalada e jogou a almofada saindo correndo porta a fora.

me paga! – ela gritou enquanto ele corria animado pra sua casa.

...

A noite caiu sobre São Paulo, e Giane terminou de se ajeitar dentro de um modelo básico e elegante. Arrumou os brincos e passou batom.

– Filha o Fabinho chegou! – Silvério apareceu. A garota sinalizou pegou sua bolsa e saiu atrás do pai. Fabinho que estava de olho em um retrato de Giane.

– Vamos palerma?– chamou ela. – Não quero me atrasar.

– Tu era em zoadinha quando pequena né? – se virou se surpreendendo – ...Em compensação, tá um arraso.

– Que foi Fraldinha? Você já me viu arrumada antes. – desdenhou.

– É já vi mesmo. Vamos embora! – disse puxando-a pra fora.

Chegaram ao Cantaí que já estava bastante cheio. Gilson, Rosemere, Xande e os demais teriam de dar um duro danado. Silvério logo se ofereceu pra ajudar, enquanto Giane e Fabinho escolheram um canto.

– Te falei, tá todo mundo lançando um olhar assassino pra mim! – Fabinho comentou, vendo que muita gente os observava. Por mais que tentassem disfarçar o burburinho estava visível.

– Aproveita a música e esquece. Infelizmente o povo fala de qualquer jeito.

– To tentando.

– Então tenta calado, porque eu quero ver o show!

...

O show estava delicioso, o pessoal animado, mas o clima de romance era desconcertante. Giane decidiu ir pra casa com a desculpa de cansaço, dizendo que Fabinho deveria ficar.

podia ter ficado. – disse a modelo.

– E deixar você voltar sozinha essa hora da noite? parece.

– Aqui não é o paraíso, mas até é sossegado. O Cantaí não é longe, to acostumada.

– Mesmo assim – ele deu de ombros.

– Quem vê pensa que é cavalheiro, e ajuda as donzelas indefesas. Aposto que se um tranqueira aparecer, você é capaz de me deixar sozinha.

– Pode ter certeza. Sei que você vai dar uns croques nele sozinha. E pensando um pouco, você é tudo menos uma donzela! – fez piada, recebendo um tapa no ombro. – Ô mão de pedra. – protestou, esfregando o local atingido.

sabe que pode piorar – ameaçou. – Pronto chegamos. – disse ela subindo na calçada já com a mão no portão. Fábio ficou parado olhando a moça, sem dar sinal que pretendia se despedir. – Quer entrar um pouco coisa chata? Tem bolo de chocolate. – sugeriu. Fabinho atendeu prontamente, teve medo de demonstrar-se ansioso demais. No entanto ele deixou tais pensamentos de lado. Entrou sentou no sofá, enquanto ela colocou a bolsa e as chaves na mesa e foi pra cozinha. Trouxe a guloseima e copos com suco. Sentaram-se comentando sobre a noite. Giane entrou no assunto Caio, o que fez Fabinho torcer o nariz, e desviou logo pra outras coisas. Conversaram sobre o futebol, Casa Verde, Toca do Saci. Giane não perdeu a oportunidade e fez piada com o chororô dele mais cedo.

– Eu sabia! – disse ele com a mão na testa – Tava escrito nas tuas fuças que não ia deixar passar.

– Eu tenho culpa, que você ficou ai todo sensível?

– Tem, tem muita culpa. Porque foi você que ajudou a Malu a descobrir tudo. – constatou.

– Para de jogar confetes! – revirou os olhos.

– Olha ficou toda envergonhada. – cutucou com o indicador.

– Para peste, não to envergonhada. Para Fabinho! – tentou empurrá-lo – Tenho cócegas.

Se ela tivesse pensando um pouco, não teria revelado aquilo. O olhar malandro de Fabinho se intensificou, e quando ela se deu conta estava gargalhando sob os dedos dele, ela até se levantou pra escapar, porém foi puxada de volta, caindo sobre o estofado. De repente se viu presa entre o corpo dele e o sofá, a brincadeira foi murchando, as respirações se intensificando. O olhar dos dois se conectou, daquela forma toda especial.

Fabinho afastou uma mecha da franja dela, e Giane o viu revezar o olhar entre seus olhos e sua boca. O moço foi quem se deu conta dessa vez, e recuou. No entanto Giane o segurou pelo pescoço. O quê custava ter certeza? Era chance de provar que Malu estava errada... Ou certa.

...

Notas finais
Vai Gi, vai Gi... kkkk

Eu pretendia me inspirar no abraço, mas como não teve eu cortei essa parte! :)

Beijos galera e me deixem saber se estão gostando!