Difference In Me - Fabiane
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Olá, voltei linda, diva e loira. Mentira!
Vocês devem me amar tanto quanto amam a Amora! Já pedi desculpas pra quem comenta, e agora pra geral "Desculpem-me pela imensa demora"
Ganhei uma segunda recomendação Amyh08, muito obrigada! :) Se alguém mais tiver com vontade, vai lá 5 minutinhos :3
Gente os últimos capítulos estão sendo digitados no e-mail, dai quando passo pra cá fica com a formatação ruim, tentei arrumar no ultimo, mas deixei um monte de erros! Sorry!
Por tudo de errado que você corrigiu
Por todo sonho que você tornou realidade
Por todo o amor que encontrei em você
Eu serei eternamente grato querida
(...)
- Fecha os olhos! — ordenou Fabinho.
- Eu to de venda se você não notou!- rebateu
-Tá vendo alguma coisa?
-Pô cara, já disse que não! — respondeu irritadinha.
- Tem certeza? Certeza absoluta? — indagou balançando a mão em frente ao rosto da florista.
-Cê quer que eu acerte seu nariz? Com alguma sorte eu consigo! — sugeriu.
- Mais é um doce! — riu. O táxi estacionou, e ele quitou a corrida, abrindo a porta e ajudando Giane descer em segurança.
- Seu eu cair, eu juro que te mato!
- Já vai senhora impaciência! — disse enquanto a guiava. Giane estava apreensiva, não gostava muito de surpresas, mas o Fraldinha parecia entusiasmado depois do almoço em família. Aparentemente a surpresa não podia esperar.
- Já chegamos? — ouviu um barulho do que pareceu ser uma estrutura de ferro.
- Quase! — ele abriu a porta. Ajudou ela entrar, então soltou suas mãos e foi desatar o nó. — Preparada?
- Já demorou demais! — quando a venda saiu, a senhora Campana teve de apertar os olhos para se acostumar com a claridade vinda da luz acesa, e da janela que Fabinho abria. Havia um tapete creme felpudo, um jogo de estofados pretos, uma TV de ultima geração com todas as polegadas disponíveis, além de aparelhagem como DVD. A cor das paredes, os detalhes da decoração, pareciam obra de decorador particular. -Caraca! Isso... Essa... A gente vai morar aqui?
- Não! — respondeu — Eu vou, já você pode ficar lá na Casa Verde. Quando eu tiver entediado vou te ver! — provocou.
-Ah é?- resmungousendo abraçada e recebendo um beijo estalado na bochecha.
- Gostou? Dá pra ver futebol em alta definição! Assistir filme agarradinho. Olha esse sofazão...Super confortável! — esticou-se sobre um deles, numa pose que Giane julgou sedutoramente falha. — E fica perto da casa dos meus pais biológicos, e perto da casa da dona Margot. Eu posso ir pra Crash, você pra Karmita com aquele entojado do Caio...Cê gostou? Dá pra abrir a boca Pivete? — pediu apreensivo.
-Cê tá tentando me vender o imóvel? Porque se for, preciso checar o resto. — Fez pose de madame e Fabinho entrou no jogo.
- Certo, a senhora quem manda! Por aqui!- apontou o caminho. Tomaram o corredor, ignorando a porta que a fotografa julgou ser a cozinha. Fabinho mostrou o quarto deles, o local era espaçoso assim como a sala. Haviam uma imensa cama, e Giane pensou que ia adorar dividi-la com seu Fraldinha. Depois de checar a suíte, voltaram ao corredor e Fabinho abriu a segunda porta. — Aqui eu pensei em transformar num estúdio.
- Estúdio?
- Eu sei que cê não quer ser modelo pra sempre. Apesar de achar que você é linda, eu também quero que você faça o que gosta. Ai pensei que aqui podia ser seu lugar pra se dedicara a fotografia. Cê podia fazer o curso pra valer, aprender até revelar foto daquele jeito antigo... Já pensou a senhora toda compenetrada aqui e eu abro a porta e estrago tudo?
-Cê é bem maquiavélico ein mocinho?Mas se quer saber, eu adorei a ideia. Obrigada amor! Quando eu poderia imaginar virar modelo, fotografa, casar com você e ainda ganhar um estúdio? — enumerou.
- Você não deixou eu abrir mão de publicidade, e eu não quero que você abra mão das fotos!
*Por todas aquelas vezes que você me apoiou*
Por toda a verdade que você me fez ver
Por toda a alegria que você trouxe para minha vida*
- Te amo sabia? — se encararam por alguns segundos, depois se beijaram em comemoração.
- Tá tudo ótimo aqui, e antes que eu te arraste de volta pro quarto vamos conhecer o resto da casa! — sugeriu, e arrastou ela pela mão.
- E as outras portas?
- A gente volta mais tarde. Agora vem ver a cozinha! — abriu a porta, balcão de granito, linha de eletrodomésticos em inox, e os móveis em preto. Giane constatou que eram feitos sob medida, haviam algumas flores pela casa, e ela adorou o jeito como ele cuidou dos detalhes, ou mandou cuidar. A casa parecia um pouco luxuosa demais, se ela tivesse montando o espaço muita coisa não estaria ali. — Eu pedi pro Plínio comprar só coisa de ponta!
- Eu realmente to amando tudo, mas você sabe que eu não ligo pra tanto luxo. Conforto sim, mas luxo...
- Eu ligo Giane! Fui abandonado quando pequeno, tinha pouca coisa pra chamar de minha lá no lar do tio Gilson, ai veio a adoção e minha família até era rica, mais perdeu tudo e meu pai morreu. Minha mãe Margot fazia salgadinho de festa pra me criar, eu nunca fui muito grato por isso. Eu sei que podia ter sido feliz como você foi, mas eu não fui. Então agora que eu posso te dar um pouco de luxo e também desfrutar eu juro que vou te dar a vida de rainha que você merece! — expôs — E por mais que eu adore a ideia de uma casa grande, confortável, bonita eu adoro ainda mais ideia de ter você. Eu juro, que tudo isso perderia o sentindo sem você aqui. E olha que isso vindo de mim... — sorriu -Cê é a pessoa mais importante da minha vida,cê é a mulher que eu amo!
*Por tudo de errado que você corrigiu
Por todo sonho que você tornou realidade
Por todo o amor que encontrei em você
Eu serei eternamente grato querid(a)
- Tá legal, eu já saquei! -sorriu satisfeita, mais do que nunca Giane tinha certeza que Fabinho ocupava uma parte muito importante em sua vida, do mesmo jeito que elaocupava na dele.
Você foi minha força quando eu estava fraco
Você foi minha voz quando eu não podia falar
Você foi meus olhos quando eu não podia ver
Você viu o melhor que havia em mim
Me levantou quando eu não conseguia alcançar
Você me deu fé porque você acreditava
Eu sou tudo o que sou
Porque você me amou
- Mais essa casa enorme é só pra gente?
- Por enquanto...
- A Margot e meu pai?
- A dona Margot e seu pai vão ficar na Casa Verde, mas eu já vou providenciar uma reforma, dar um pouco de conforto. E vou comprar uns equipamentos pra ela, já que ela quer continuar a fazer salgados e bolos, pensei em contratar ajudantes. Ai ela vira empresária! — contou seus planos. — Ai, é seu Silvério assinar os papéis e ficamos em família.
- Nossa mais você tá cheio de planos! Agora só falta abriu uma porta e sair o Messi pra jogar no Timão. — riu.
- Olha que eu tenho uns contatos!- brincou. — Agora vem para o grã finale!
-Cê tá de brincadeira né?
- Vem! — pediu fazendo a descer do banquinho onde havia sentando próximo a bancada e tapando os olhos delas com a venda novamente.
- Sério isso? Venda de novo!
-Shiuu, ingrata! — abriu a porta da cozinha que levava ao lado de fora da casa. — Dá o pé!
- Como é? — pensou ter ouvido algo absurdo.
- Anda Maloqueira. — pediu ele abrindo o fecho da sandália.
-Fraldex, Fraldex vê lá o quê cê vai fazer! — advertiu ela.
- Agora...
-Ui!- soltou um gritinho de gente pega de surpresa, quando foi alçada nos braços dele. Se agarrou ao pescoço eele se moveu durante alguns tempo e então chegaram ao destino. Giane foi colocada no chão. Sentiu os pés pinicarem um pouco, e teve certeza que aquilo era grama. Pensou em um jardim... Fazia todo sentido, ela adorava flores, trabalhara a vida toda com aquilo. Mas quando a venda foi retirada pela segunda vez naquele dia, ela quase não acreditou. De um lado havia uma trave e na parede atrás dela, o símbolo do Corinthians havia sido reproduzido com excelência. Quando olhou para o outro lado e a outra trave estava o brasão do São Paulo, por mais que não fosse muito fã do time, ela não se importou. Parte do quintal da sua casa era um campinho de futebol. Fabinho estava dando pra ela um campo de futebol. — Eu não acredito! — ela riu feliz.
- Sabe como é, você precisa treinar um pouco — chamou ela com um assobio, jogou bola de um lado para o outro nas mãos de forma provocativa. Depois soltou a bola que quicou no chão e foi dominada por ele. — Então qual vai ser?
- Você perdendo de lavada! — afirmou indo pra cima dele. Foram dribles, chapéis, elásticos, e muita piada. Fabinho até tinha melhorado, depois de praticar tanto, mas o grande talento do futebol era a garota de cabelos curtos e olhar desafiador. E ele não estava nem ai se estava tomando o sexto gol, e só fizera um. O importante é que ela estava sorrindo que nem louca, que seus olhos pareciam brilhar tanto quanto o sol quente daquela tarde, e que ela estava bem ali. Ele notou que amava futebol, mas era porque foi jogando futebol que muitas vezes notou sentir uma atração louca pela moleca de rua. As coisas cada vez mais indicavam que toda vez que ele a derrubava, ou a girava no ar, era porque adorava sentir sua pele e ouvir suas risadas ou protestos.
*Você me deu asas e me fez voar
Você tocou minha mão e eu pude tocar o céu
Eu perdi minha fé, você devolveu-me
Você disse que nenhuma estrela estava fora de alcance
Você me apoiou e eu me reergui
Eu tive seu amor eu tinha tudo
Eu sou grato(a) por cada dia que você me deu
Talvez eu não saiba o quanto seja
Mas eu sei que esse tanto é verdadeiro
Eu fui abençoado(a) porque fui amado(a) por você*
Com isso em mente, ele correu até ela, e chutou a bola pra longe.
— Hey perna de pau! -Fabinho a pegou pela cintura e girou pelo campo durante um bom tempo, enquanto ela gargalhava. — Eu to ficando tonta! — repreendeu. E Fabinho tentou mais perdeu o equilíbrio, caíram os dois na grama. Ficaram de olhos fechados recuperando o foco, e aos poucos Giane girou o corpo ficando de barriga pra cima. Fabinho virou o seu de lado e se apoiou o cotovelo contra o gramado, e a outra mão tirou os cabelos espalhados pelo rosto dela, e depois descansou a mão sobre sua barriga.
— Aqueles outros quartos, eu pensei que bom... Agente pode usar pra qualquer coisa, depois mais pra frente, quando os moleques chegarem, a gente reforma e faz do jeito deles. — explicou o publicitário
— Você quer mesmo ser pai?
— Eu sei que você é toda marrenta, mas cêa té casou comigo, torceu o nariz, fez bico. Mas casamos como manda o figurino! E você tava uma princesa! — elogiou.
— Tava? Eu sou uma princesa! — devolveu.
— Agora é rainha, e a nobreza...Precisa de herdeiros.
— Fabinho... — desviou o olhar. Pegou a mão dele que estava sobre sua barriga. — Hum...
Fabinho arregalou os olhos, focou o rosto dela e depois suas mãos sobre a barriga quase lisa. Ele pensou em dizer alguma coisa, pensou que deveria dizer, mas não sabia se interpretara corretamente.
— É panaca, to gravida! — contou.
-Peraí Giane... — se levantou surpreso e ainda incrédulo. — Tá mesmo falando sério?
— To! Eu não ia brincar com um treco desses!
— A gente acabou de chegar, e a lua de mel toda a gente não desgrudou. Como você sabe?
— Eu sei há algum tempo, descobri na semana do casamento.
— Sério? Por que não me contou?
— Pra quê? O senhor tem cara de super protetor! Não quis abrir mão de nada!
-Cê tá certa eu até podia ficar bravo, mas depois dessa notícia! — sorriu caindo em si. — Eu que achei que ia te dar uma tremenda novidade, e você acaba de dizer que eu vou ser pai. — sorriu começando a beijá-la na testa, bochecha, queixo pescoço, ombro e finalmente a barriga. — Hey, você tá me ouvindo?
Giane revirou os olhos constatando que o marido ia bater um papo com sua barriga que beirava o primeiro mês de gestação.
— Ouviu o que sua mãe disse? Essa maloqueira, acabou de me contar que vou ser seu pai. Pai.- repetiu — Eu te amo tá?Amo você e amo a pivete que cê vai chamar de mãe, e eu juro que nunca vou sair de perto de vocês, e pode se preparar, porque se você for menina, eu não quero ninguém se engraçando pra cima da senhora não. Olha e se tu for um moleque, eu acho que sua mãe vai ficar jogando futebol, mas você vai ter de ser do meu time. O papai precisa de uma força.
— Precisa mesmo, inclusive de um remedinho. — brincou ela sentando e puxando a cabeça dele entre suas mãos. Fabinho tentou desviar o olhar marejado, mas Giane percebeu e o forçou a ficar ali. — Hey — passou a mão entre os fios do cabelo espetado e desordenado dele. — Vai chorar?
— Claro que não, é só que... Pô eu to feliz. — esclareceu. Mas a verdade era que estava extremamente comovido, para alguém como ele, aquilo significava muito. Não importava que milhões de caras houvessem recebido a mesma notícia, e nem que diversas crianças enchessem as maternidades dia após dia, agora ele era o cara a receber a notícia, e em meses seria seu bebê a brilhar numa maternidade
Você sempre esteve lá para mim
O vento carinhoso que me levava
Uma luz no escuro brilhando seu amor na minha vida
Você foi minha inspiração
Através das mentiras você foi a verdade
Meu mundo é um lugar melhor por causa de você
- É um molega mesmo! — debochou o abraçando apertado. Depois ela voltou a se deitar, com ele em seu peito fazendo cafuné em seu cabelo, enquanto ele fazia o mesmo com sua barriga.
...
Como combinado Plínio e Irene levaram o resto da família algum tempo depois pra conhecerem a nova casa dos filho. Encontraram os dois deitado no gramado e sujos. Foram recebidos com a notícia, que deixou todos em polvorosa. Os avós em êxtase pelo primeiro neto, e Malu pelo sobrinho. Comemoraram a novidade com um jantar preparado na nova cozinha, Fabinho se deu conta de que a fome ainda maior de Giane tinha explicação, por sorte sintomas como enjoos, crises de choro e desejos ainda não estavam na lista.
Margot e Silvério fizeram o favor de levar as coisas de ambos pra nova casa, e então eles estavam oficialmente instalados na nova casa.
...
Aquela noite, Fabinho acordou ao olhar sua esposa adormecida pensou em que loucura sua vida havia se tornado. A mesma garota com quem implicara a vida toda, agora carregava seu moleque ou sua princesa. Ele sabia que era muito cedo, mas se pegou fantasiando como seria a carinha de seu bebê.
- Tomara que tenha os olhos, o nariz, e... tudo seu! — concluiu sorridente, beijando o topo da cabeça dela. Mal sabia que Giane alimentava o desejo contrário, queria que o bebê se parecesse com ele.
Eles podiam sonhar, desejar e planejar... No entanto teriam de esperar mais oito meses. Mas o que são oito meses para um casal que planejam viver um "Pra Sempre" juntos?
Notas finais
Eu pretendia colocar esse como ultimo capítulo, mas não sei se ficou aceitável! Eu realmente tive dificuldades pra escrever algo digno! Então se quiserem um capítulo com o bebê, eu adoraria escrevê-lo. Quem quiser sugerir um nome, menino ou menina? To aceitando!
Beijos
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