Notas iniciais
Eu conto as horas pra poder te ver ♥ Ai Sangue Bom já quer começar agora? Só espero que beijar alguém na língua dos autores, ainda seja: beijar alguém! Dessa vez tem fotos, então to com fé!!!

Lá vamos nós... Vai Gi... Vai Gi...

Giane o puxou pra perto juntando suas bocas, foi se erguendo até estar sentada, e ambos iniciarem o beijo sincronizado e cheio de ternura. Conforme o beijo ia se desenvolvendo, os planos dela iam por água baixo. Ela sentia seu coração pular no peito de forma especial, não era só uma reação corporal, era uma reação de gente apaixonada. Fabinho só tinha uma certeza, que não queria que aquilo acabasse, enquanto uma mão redesenhava a nuca dela, a outra desceu pelo ombro, braço chegando à cintura a trazendo mais pra si.

Quanto menos tempo eles tinham até que o fim eminente do ato acontecesse, menos vontade de se separar lhes ocorria. Desgrudaram os lábios, mas ninguém estava disposto a deixar o outro fugir, Giane continuou segurando-o a centímetros de si, e ele nunca esteve tão feliz, mesmo que naquele segundo as coisas não fossem tão claras em sua mente, que estava perfeitamente ocupada pela imagem dos olhos dela fitando os seus. Ele pensou que talvez tivesse de dizer alguma coisa, mas foi interrompido quando Giane voltou a beijá-lo. E dessa vez as coisas ficaram ainda mais intensas. A garota interrompeu o beijo em algum momento, segurando sua mão e o puxando para se levantar. Passaram pelo corredor, até darem com a porta do quarto dela. Girou a maçaneta, empurrando a madeira, aquele mini templo do Timão, de repente se tornou o melhor lugar para o São Paulino apaixonado.

Ele ousou puxar a cintura da morena, prendendo-a contra seu corpo. Se encararam firme por um momento ansiosos pelo beijo de continuação, e esperando que o outro tomasse a iniciativa. Quando este aconteceu, a explosão de novas sensações e desconhecidas cores preencheu a ambos, Fabinho procurou o zíper do vestido dela, mas foi ela que empurrou primeiro seu casaco pelos ombros, de encontro ao chão. A cada peça que saia, mais perto de um caminho sem volta, eles se encontravam.

- tá bem? – Fabinho disse enquanto a deitava na cama com muito cuidado, pois parecia que Giane tinha algo a dizer.

- Ótima. – foi a resposta dada antes de voltar a beijá-lo. Assim encerraram a noite, compartilhando seus mais íntimos sentimentos. Depois de tudo, Fabinho a aninhou em si, de forma que seu nariz pudesse inalar o cheiro de seu cabelo, assim como um braço apoiar sua cabeça, e o outro envolver sua cintura e entrelaçar seus dedos.

Por fim adormeceram.

...

Já em avançada madrugada, Silvério chegou em casa. Viu os copos e os pratos, presumiu que Fabinho tivesse entrado depois de acompanhar Giane na saída do show. O velho havia ficado pra ajudar Gilson e os demais no bar movimentado. O show havia sido como ele gostava, além de tudo Margot trocara uma centena de palavras com ele. Ele normalmente checava Giane quase todas as noites, mas o cansaço tornou aquela madrugada uma bela exceção. Até porque se fosse até lá, encontraria sua filha aninhada ao ex bad boy que ele tanto ajudara. Bocejou levando a bagunça pra cozinha, aproveitando para tomar água, e depois ir direto até seu quarto descansar.

...

Quando o dia deu sinal de sua presença, Fabinho se remexeu, sentindo que não estava sozinho. Abriu os olhos vagarosamente, e ao invés dos cabelos deu de cara com o rosto adormecido de Giane, que durante a noite se movera, e agora também abraçava sua cintura. Ele sorriu involuntariamente, porém como nunca se achava digno de nada, seus pensamentos se perturbaram.

Quando pequeno, bem perto dali quando as crianças se reuniam pra jogar algum esporte, ou outra brincadeira, ele quase sempre era o ultimo a ser escolhido, ou nem mesmo era convidado. Ele aprendera a contar uma pequena mentira, dizendo que não se importava, que preferia ficar de fora, e longe daquele bando de pirralhos metidos, e mais ele não precisava de ninguém ali. Vez por outra Giane gastava seu tempo com ele, mas não com outra intenção a não ser debochar dele.

E foi exatamente o que pensou naquele instante. As lembranças onde ela mencionava sentir pena o atingiram, os recordações antigas onde ela só o chamava pra brincar porque Bento estava correndo atrás de Amora, se apresentaram. E ele se desvencilhou dela, sentando na beirada da cama. Seu maxilar e punhos travados, seus olhos se apertando pra não romperem em mais uma crise estúpida de choro. Ele não queria ser digno de pena, não da mulher que amava. Ele não queria que ela fosse com ele pra cama, porque o outro não a queria. Ele não desejava ser a ultima opção, ele não podia aceitar aquilo.

Giane abriu os olhos depois de um tempo, encontrou as costas de Fabinho ainda descobertas. Ela não conseguia ver muito mais, afinal ele parecia cabisbaixo. Sorriu tentando adivinhar o que se passava, levou sua mão até a pele dele, desenhando a coluna vertebral com os dedos.

Fabinho sentiu o toque gelado contra si, e se virou lentamente olhando-a por um segundo. A expressão divertida da moça se transformou em um ar preocupado.

- O que foi Fabinho? O que tá acontecendo? – a moça perguntou alarmada.

- Nada.

- Como nada? – aumentou o timbre – Anda fala! Que cara é essa?

- Cara nenhuma! Não tá acontecendo nada. – ele respondeu rapidamente.

- Anda, olha pra mim e diz. – ela se ajeitou sentando e o puxando pelo ombro. Fabinho se desvencilhou irritado, não queria gritar com ela nem nada, mas sua voz estava chegando muito perto disso.

- Olha o nosso estado. – ele apontou já de pé. Embora não estivessem ambos exatamente nus, também não estavam vestidos.

- Tá – concordou com o obvio – E daí?

- Como e daí Giane? – resmungou – A gente passou a noite juntos!

- Eu sei! E daí que tem de errado nisso? Ontem a gente chegou em casa e nos beijamos novamente e terminamos a noite juntos.

- Terminamos a noite juntos – repetiu – fala isso como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- tá arrependido? É isso seu imbecil? Você não queria? Porque se você tá a fim de agir como canalha eu até entendo. Só que é bom você dar o fora daqui agora. – apontou a saída, apertando mais a coberta que havia sido dos dois aquela noite, em torno de si.

- Eu arrependido? – chiou ele voltando a se sentar dessa vez de frente pra ela, e mais na ponta da cama. – Eu não to arrependido, eu to triste, to bravo. – tratou de explicar, vendo que a menina estava entendendo errado.

- Por quê? Com o quê? – perguntou também irritada.

- Porque eu sou louco por você, porque eu to apaixonado por você! E só de pensar na possibilidade que você foi pra cama comigo por causa do Bento, pra causar ciúmes nele me machuca.

- Que história ridícula é essa?

- Eu sei muito bem que você me beijou por pena outro dia. Você deixou bem claro, assim como agora deve ter feito isso pra se vingar do florista idiota.

- Você vai mesmo meter o Bento nessa história? – ela perguntou indignada. – Acho bom você aumentar sua lista, fala do Caio, do Douglas, do Jonas, do Lucindo, ah e não esquece do tio Lili. – esbravejou.

- Eu to falando sério Giane. – ele bateu contra o colchão.

- Você realmente não me conhece, né? – revirou os olhos cruzando os braços contra si. – acha que eu ia pra cama com alguém só pra causar ciúmes no Bento? Um cara que eu tive uma paixão de criança? E que nem nunca notou que eu não era irmã, nem só sócia dele? Acha mesmo que eu ia ter a minha primeira vez, por um motivo tão fútil. Que eu ia me entregar pra um cara sem que eu estivesse afim dele?

- Eu não sei, eu pensei... – finalmente seu cérebro perturbado analisou a fala dela por completo. – Espera aí! Como assim Giane? Sua primeira vez? – tentou absorver o choque.

- Que foi? Achou o quê? Ontem quando perguntou se eu estava bem, no mínimo você percebeu que eu tava meio travada. Era por isso. – deu de ombros, anda chateada.

- Giane, você disse que tava afim de mim... É verdade?

- Não eu não to afim de você. Eu... Eu amo você! – cuspiu a declaração, jogando o travesseiro contra ele. – Eu amo você seu panaca, imbecil, idiota. – se levantou furiosa e ainda envolta na coberta, tentando achar uma roupa. Fabinho demorou a assimilar a declaração, mordeu o lábio inferior, enquanto um sorriso tentava escapar. Viu ela vestir uma camiseta larga, e um shorts.

- Giane... – tentou tocá-la.

- Tira a mão de mim, ou eu parto você em dois.

- Você acabou de dizer que me ama. – disse ele todo sorridente.

— Isso não muda o fato de você ser um panaca. Um idiota, fraldinha, ridículo.

- Eu sou, eu sou tudo isso. Pode acrescentar, medroso, bundão, mulherzinha. Eu achei que você só era minha amiga, e eu estava tão louco com a possibilidade de só ser seu amigo, que eu pirei moleque. Eu pirei. – repetiu – Giane eu to louco por você. Até minha mãe já se deu conta.

- Então agora vai lá e diz pra dona Margot, que o filho dela é um palhaço de marca maior... – Não teve tempo de completar, Fabinho impediu quando usou seu beijo para calá-la.

- A única coisa que eu vou dizer pra dona Margot é que agora estamos juntos. Que você é meu moleque de rua oficial.

- Moleque de rua oficial? – ela questionou revirando os olhos.

- Na nossa língua, minha namorada. Minha maloqueira, minha marrenta, minha marginal. Você escolhe. – sugeriu.

- Mais é um romântico nato mesmo! – ela desdenhou, batendo nele. Mas no fundo estava adorando a ideia toda.

...

Mais tarde depois de se arrumarem, Giane resolveu que era bom ele ir embora, tentou se certificar que a casa estava vazia e o caminho livre. Deu de cara com o pai na cozinha.

- Bom dia pai.

- Bom dia filha. Acabei de levantar também, eu dormi que nem uma pedra.

- Que nem uma pedra? Ouviu alguma coisa estranha hoje cedo? – perguntou como quem não quer nada.

- Alguma coisa estranha? – o velho olhou curioso pra filha. – Não! Giane você lembra onde eu coloque aquela assadeira grande, antiga?

- Não pai por quê?

- A dona Margot tá precisando de uma, ela me pediu ontem!

- Bom dia sogrão! – Fabinho interrompeu os dois. Giane o fuzilou com os olhos, o combinado era que ele só sairia se a barra estivesse limpa. Pra piorar enquanto Silvério virava, ele abraçou Giane pelas costas e beijou o pescoço da namorada.

- Fábio? – o velho lançou um olhar que pedia explicações pra filha.

- Procurando uma assadeira pra minha mãe, é seu Silvério? Que coisa não? – insinuou – Mas não tem problema não. Eu beijo sua filha, então você pode dar uns beijos na minha mãe.

- Como é que é? – se referiu a filha, mas é claro que o genro sabia.

- Não faz essa cara de santo não, que eu sei muito bem que o senhor tá de olho da dona Margot. Mas pode ficar tranquilo, que eu deixo.

- Olha como você fala da sua mãe – Silvério ficou encabulado – A dona Margot é uma senhora de respeito!

- Exatamente por isso. – contou – Ela é uma senhora de respeito, e o senhor muito respeitador. Pronto agora é só marcar a data do casamento. Se fosse outro eu botava pra correr. Agora o meu sogrão, tem bandeira branca.

Giane tentou se controlar, mas estava se divertindo com a palhaçada toda do moleque. Ele estava virando o jogo e deixando seu pai envergonhado. Enquanto ele é quem tinha que dar algumas explicações. Ele não teve nenhum tato, jogou a bomba do namoro no ar logo de cara sem pensar suas vezes, e ainda por cima foi Silvério que não soube onde enfiar a cara.

- Ali pai – Giane apontou – Não é aquela ali?

- É essa mesmo! – o velho pegou o objeto. – Vou... Vou entregar e já volto. – saiu apressado.

- num presta mesmo! – Giane repreendeu Fabinho rindo.

- Que foi que eu fiz gente?

- Que foi que você fez? – continuou rir. – deixou meu velho todo constrangido.

- Falei alguma mentira? Todo prestativo ajudando a gente na mudança, torta pra lá, lasanha pra cá.

- uma praga mesmo né? Quando a sua mãe souber...

- Vai me agradecer! – respondeu – A velha tá toda derretida pelo seu pai. Capaz até de eu ser o padrinho! – riu, aproveitando pra roubar um beijo da maloqueira.

...

Notas finais
Quem quer me contar o que achou?

Revisei algumas vezes, mas pode ter escapado algumas coisas!! ;)

Entre as 19:30 e 20:30hrs, estarei em greve, sentada dentro da televisão e ameaçando de morte quem ousar entrar no meu caminho! hsuahsuahsuahsaushuahsuahs Só eu?