Difference In Me - Fabiane
17 Capítulo 17
Notas iniciais
_________
Capítulo 17... Quis fazer algo Família, então...
- Tio Mau! — Fabi saudou assim que a porta foi aberta e ele estendeu os braços para pegá-la.
- Malu, olha só quem chegou! — beijou o rosto da sobrinha e depois o rosto de Giane, o topo da cabeça de Nic que estava no colo dela, e apertou a mão de Fábio.
- Meus sobrinhos! — saudou Malu vindo da cozinha do apartamento e pegando o sobrinho e beijando a bochecha dele. — Maninho, cunhada. — cumprimentou.
- Oi Malu! — retribuiram a saudação, e Fabinho beijou a irmã.
- Que bom que você vieram! — a pedagoga comentou, e eles entraram antes de fechar a porta, o elevador abriu no saguão e logo Irene, Plínio, Mário, Luz, Jonas, Mada e Kevin saíram.
Todos entraram se abraçando e cumprimentando.
- Quase que a gente chegou juntos. — comentou Irene. — O Plínio estava estacionando o carro, quando vocês entraram na portaria.
- Então já estamos todos aqui. — concluiu Plínio.
- Quase, faltam os pais do Mau... Mau? — chamou Malu, mas o marido estava brincando com Fabi e Fabinho batia um papo com seu irmão Mário. — Ai meu deus, ele tá entretido, vou buscar as bebidas.
- Eu te ajudo! — se ofereceu Irene.
- Quer que eu termine de arrumar a mesa? — sugeriu Giane, e Luz e Kevin se juntaram a ela na tarefa, enquanto os demais se acomodavam nos estofados.
Malu trouxe suco, Irene as bandejas com os copos, todo travaram uma conversa animada sobre o cotidiano. Malu e Maurício estavam casados há um ano, e haviam se mudado para o apartamento novo recentemente. O convite havia sido motivado pelas novidades que eles tinham.
Fabinho e Giane estavam sentados num sofá, e a fotografa conversava com Luz que ingressara de vez na carreira artística e fora convidada pra estrelar uma das campanhas publicitárias da Crash, foi quando ela notou Fabinho.
- Que cara é essa? — Giane seguiu o olhar do marido que fitava Malu, a dona da ONG sorriu confusa, quando os viu.
- Nada não!
- Anda fala.
- Cê não tá achando o Maurício e a Malu sorridentes demais? — insinuou.
- Ué sorridentes?... Eles tão casados há pouco tempo, mudaram de casa...
- Não é disso que to falando.
...
Malu estava na cozinha terminando de arrumar as travessas, e Giane entrou pra lhe dar uma mãozinha.
- Oi Malu, vim dar uma ajuda.
- Que isso, Gi? Cês são visitas, eu acabei me enrolando com os preparativos, e vocês chegaram na hora combinada e eu e o Mau não estávamos prontos. A Irene e você já ajudaram o bastante. Por sorte os pais do Maurício ainda não chegaram, ai eu posso botar a culpa neles. — riu
- Sei, mas eu tenho essas frescuras? — rejeitou a ideia, indo ajudá-la. — Eu não ligo, a Irene e o Fabinho engataram uma conversa danada, e eu fico lá só balançando a cabeça, as crianças estão com o Maurício e enfim eu quero me ocupar.
- Tá certo, vou aceitar dessa vez. — concordou entregando uma das travessas e a panela de arroz pra que ela transferisse o conteúdo. — Sem querer ser intrometida, mas é que você e o Fabinho estavam me olhando dum jeito, e eu acabei ficando curiosa. Eu não ia perguntar, então se não quiser falar tudo bem, mas é que já que cê veio pra cá...
- Cê sabe o irmão que tem, não é? — Giane sorriu — É só uma besteira de teoria que ele tá pensando.
- Teoria? Que teoria? — franziu o cenho, jogando mais sal no molho e provando em seguida.
- Ah, bom ele acha que além de apresentar o apartamento, vocês tem novidades.
- Hum... - deu a deixa pra ela prosseguir.
- Ele acha que vai ser tio, é isso! — soltou de vez.
- Nossa, de onde ele tirou isso?
- Sei lá, ele é meio esquisito, intuitivo. Lembra quando ele achou a Irene? Nem sempre funciona, mas...
- Dessa vez funcionou! — interrompeu a fala da cunhada que a olhou surpresa.
- Sério, é isso mesmo? — sorriu.
- É! Eu tava meio estranha esses dias, ai o Mau apareceu com um teste de farmácia, achei que ele tava doido, mas deu positivo. Procuramos um médico e saiu o resultado hoje cedo.
- Malu — Giane largou as coisas para abraçá-la. — Será que eu to sentindo você meio tensa?
- Tá, eu adoro criança, qualquer um sabe disso. Mas eu não sei se to preparada pra ser mãe, sabe? — explicou.
- Fala sério Malu, você com medo? — riu — Eu sou tão delicada quanto um trem, mas veja, o Nicolas e a Fabiane estão crescidos, bem cuidados e alimentados.
- Que história é essa? Ser mãe tem a ver com se importar com as pessoas, com dedicação, com amor e isso cê sempre teve de sobra!
- E a senhora também! — devolveu — Você amadureceu cedo, cuidou dos seus irmãos. Eles não são cabeças de vento, graças a sua pessoa. Olha só a Toca do Saci, você é brilhante Malu. Larga de colocar bobagem na cabeça.
- Ai Gi, você não sabe como é importante ouvir isso. O Mau tá todo bobo, quando o teste de farmácia deu positivo, ele tava com o telefone nas mãos. Se eu não tivesse pedido de forma convincente, ele já teria ligado para todos os contatos da agenda. Acho que até os padeiros já iam saber.
- Cê não lembra do Fraldinha não? Eu mal contei pra ele, e vocês chegaram lá em casa, e ele já jogou a noticia.
- É mesmo, eu fiquei tão contente. Acho que não tem motivos...
- Malu, Giane querem ajuda? — questionou Irene interrompendo a conversa. Ambas se calaram sorrindo. — To incomodando?
- Magina Irene, a gente já tá terminando.
- Ah, tudo bem. Eu só vim conferir, a propósito Giane, cada dia que eu vejo a meus netos eu os acho mais lindos. O Nicolas está tão esperto, tem a cara do Fabinho. Agora mesmo tá no colo do Plínio. E a Fabi? — tocou o braço da nora — Ela e o Mário estão combinando de jogar futebol, lá na casa de vocês!
- Só escolher o dia, que eu faço pipoca compro sorvete e eles se sujam lá no campinho até caírem de sono! — brincou.
-Aliás, eu tava pensando o aniversário de cinco anos do Mário está chegando, ai como depois vem o aniversário da minha netinha, eu pensei que talvez cê queira dar uma olhada!
- Claro, a dona Margot e meu pai já estão cheios de plano! — contou.
- Falando neles, por que não vieram? — Malu perguntou.
- Advinha só? — entrou Fabinho na cozinha e na conversa. — Aquela dona Margot e seu Silvério, depois que assinaram os papéis, quando eu acho que eles estão em casa e eles etãosurfando no Havaí. — abraçou Giane pela cintura.
- Exagero é o sobrenome dele. — brincou Malu
- Cadê as crianças? — indagou.
- O Nicolas tá com meu pai e os outros dois estão com o Maurício.
- Coitado!
- Magina Gi. O Maurício adora aqueles três. Vire e mexe ele quer sequestrar eles.
- Nossa a festa já começou aqui na cozinha, e não fomos convidados? — Plínio apareceu com o neto — O que o senhor acha disso Nicolas?
- A gente tá indo pra sala. — disse Malu — Vamos lá, cada um leva um pouco. — distribuiu as tarefas.
...
- Malu — disse Maurício desligando o celular — meus pais estão subindo.
- Ótimo amor, eles chegaram na hora. Agora é só eles entrarem pra gente poder jantar. — deu um selinho nele. — Cadê as crianças?
- Tão assistindo Rei Leão. — contou cruzando os braços.
- Mas cê é mesmo um domador de ferinhas. — disse Irene. — Nem parece que tem três crianças na casa. — riu.
Natan e Verônica bateram a porta, e Malu foi receber os sogros. A cantora entregou um presente pra casa nova, e então Natan saudou todos. Se reuniram em volta da mesa, e a comida foi distribuída e todos começaram a se envolver em um papo animado, lembrando a "família Calabresa". Quando o jantar havia passado para o momento da sobremesa, Maurício pediu atenção da família.
- Quero agradecer todos vocês, por terem vindo conhecer nosso apartamento novo! Mas a gente tem novidades que vai deixar todo mundo feliz...
- Então conta logo filho — pediu Natan.
Um dos meus clientes passou uma temporada fora do país, e voltou pra administrar uma das filiais da empresa dele. Durante a organização da festa que eu fiquei responsável, ele descobriu que eu era casado com a Malu, e me encheu de perguntas.
- O cara tava querendo furar seu olho! — concluiu Fabinho — Que isso ein maninha? Arrasando corações!
- Fica quieto moleque! — repreendeu Giane. — Desculpa gente, ele tem dificuldades pra ficar calado. — todos riram.
- Não Fabinho, ele tinha interesse em mim, mas não amoroso, como você e o Mau desconfiaram. Ele soube da Toca, e propôs para o Bento e eu abrirmos a terceira casa.
- Ual isso é maravilhoso — exclamou Irene.
- É mesmo minha filha! — emendou Plínio.
- Nossa e faço questão de fazer um show e reverter a renda pra esse novo projeto. — ofereceu Verônica.
- Olha que vai ser um estouro, modéstia a parte dona Palmira Valente está lotando as casas de show pelo país. — brincou Natan.
- Mais um motivo pra ficar feliz, vocês aqui! — disse Mau.
- Que isso, a gente é que tá feliz por poder vir a um jantar desses e ainda por cima se reunir com todo mundo — comentou a cantora — Mas, anda fala mais sobre esse empresário!
- Ele conseguiu patrocínio pra tudo. A gente até já tem um imóvel em vista — contou o organizador.
- Legal gente! Mais gritos, mais fraudas sujas, refresco derramado e desenhos distorcidos pra gente dizer que é lindo... — Fabinho interrompeu — Mas vamos pra melhor notícia da noite.
- Que notícia? — Irene perguntou.
- Tem mais Malu? — Kevin disse.
- Anda Malu, não deixa a gente com essa agonia! — pediu Luz.
- Nossa gente calma! — pediu.
- Calma nada, anda que a tua vó quer saber o que está rolando. Conte-nos tudo e não esconda nada! — Mada se manifestou.
- Fabinho cê podia disfarçar um pouco né? — cochichou Giane pela precipitação dele.
- O Fabinho sabe alguma coisa que a gente não sabe? — perguntou Plínio.
- Não sei como ele descobriu, mas tá chegando mais um membro pra nossa família — a moça contou finalmente. A reação foi unanime quando ela colocou a mão sobre a barriga, todos sorriram, suspiraram e passaram a desejar os parabéns.
- Eu disse, não disse? — se gabou Fabinho.
- Credo cara, cê é meio estranho! — provocou Giane.
- A cala boca sua Pivete — puxo-a para um beijo rápido, e depois envolveu seus ombros com um braço.
- Posso ter a palavra? — pediu Plínio.
- Claro Plínio. — autorizou o genro. O cineasta beijou a mão da esposa, e depois a cabeça de Mário.
- Primeiramente eu queria dizer que mesmo não sendo um crente, melhor dizendo mesmo que eu não acredite em nenhum tipo de divindade, a palavra que melhor descreve esse momento é benção. Eu me sinto abençoado. Há alguns anos eu era um cara sozinho num apartamento, minha unica alegria era o trabalho e minha filha. — virou-se na direção dela — Malu eu queria dizer mais uma vez que eu me orgulho muito de você. Mesmo meu relacionamento com sua mãe tendo sido um desastre eu não abriria mão de você, jamais. Agora que você vai ser mãe, eu tenho certeza que será uma de primeira. Você fez uma ótima escolha se casando com o Maurício, e o senhor trate de cuidar muito bem dela! — relembrou olhando para o genro.
- Pode deixar. — sorriu beijando a mão da esposa.
- Bom, eu reencontrei a Irene, ganhei o Mário. Oficializei minha paternidade sobre o Kevin e a Luz, só não fiquei com a Doroty, porque ela descobriu o Bolivar. E é claro, que só falta falar desse cara ai — apontou pra Fábio. — Ele me deu uma bela dor de cabeça, eu quase pirei. O distratei, mas a gente é família, e mesmo aos trancos e barrancos, eu quero dizer Fábio que eu me orgulho de você. Pela esposa linda que casou, — sorriu — Pelo dois netos incríveis que me deu. Por cada palavra que você me fez engolir, eu te achava um aproveitador, então você se provou um cara de valor. Então viva a santa Giane, ou qualquer outra nomenclatura — fez piada -Madá, Verônica, Natan também são parte dessa família, então eu eu só gostaria de dizer que amo essa família, e que esse carinha ou essa mocinha que está vindo por ai, pode ter certeza que você vai ter a família mais estranha e maravilhosa que existe.
Irene, Malu e Verônica se emocionaram com o discurso.
- O pai, assim eu choro! — Malu limpou os olhos e foi abraçá-lo.
- Posso dar uma palavrinha? — pediu Irene.
- Opa vamos lá, reunião dos Campanas anônimos! — brincou Fabinho — Vai lá mãe, pode abrir seu coração!
- Como diria Clarice Lispector "Apesar de...", eu faço minhas essa afirmação, apesar de tudo o que aconteceu, de todos os desencontros, de todas as armações, decisões boas e ruins... Estamos nós aqui. São quase cinco anos desde que a maior parte das coisas se resolveram, e que venham mais 50, 100 anos. Porque o maior poder que alguém pode obter, é a família.
- Vamos fazer um brinde então — sugeriu Natan. Todos pegaram seus copos e o som dos vidros se tocando ressoou no ambiente.
- Viva a família! — gritaram.
- Família - repetiu Nicolas de um jeito enrolado batendo palminhas e soltando sua primeira palavra.
Notas finais
Beijos enormes e me deixem saber ao menos as opiniões sobre o ultimo capítulo! Nos vemos por aqui!
Fale com o autor