Notas iniciais
Salva eu Fabinho :3

Gente ultima semana da novela :'( Posso com isso não! To com raiva da Socorro, mas não to com pena da Amora o/

Enfim reuni as sugestões e fiz algo, espero que gostem. Como tive muitas ideias, acabei escrevendo demais, então dividi em dois capítulos. Posto o próximo e ultimo ainda essa semana!

Obrigada pelos comentários, respondo em breve!

Giane desligou a ultima panela, e secou as mãos indo terminar de arrumar a mesa para o jantar. Enquanto ouvia sua filha mais velha cantarolando do chuveiro um musiquinha que aprendera na escola, ela tentava finalizar tudo, já que Fabinho estava pra chegar com seu caçula.

A vida de família era sempre muito atarefada, ela chegava a comparar com uma maratona. Além de dar conta de si mesmo, tinha que dar conta do marido, dos filhos e do emprego. Mas como no fim de uma prova pesada, ela adorava tudo aquilo.

Nos últimos anos,ela presenciou a Crash Mídia figurar entre as 10 agências mais influentes o país. Fabinho parecia sempre radiante com o trabalho, sempre cheio de ideias. Mesmo com o tempo, eles continuavam implicando um com o outro, mas a admiração e companheirismo e o amor eram sempre presentes. Ela cansara de vê-lo tirando inspiração pras suas campanhas, durante um simples jantar, ou mesmo uma brincadeira com Fabiane e Nicolas. E esses eram suas principais riquezas.

Quando Fabiane nasceu, os Campanas e os Queiroz-Souza, quase declararam feriado nacional. Giane recebeu tantas visitas, flores e presentes que quase teve de pedir um caminhão de mudança ao sair do hospital. Ela sempre teve certeza que Fabinho seria um pai babão, ele passou a gravidez toda mimando-a, ele sempre ligava dezenas de vezes, fazia questão de acompanhar nas consultas, e trouxe o primeiro macacão quando descobriram o sexo, e devido a uma aposta entre eles, Fabinho escolhera o nome.

– Fabiane! — cantarolou ele.

– Fabiane? — Giane arqueou a sobrancelha.

– "Fabi" de Fábio e "ane" de Giane. — expôs ele com ar genial.

– Sério isso? Cê cria campanhas premiadas, e quer juntar nossos nomes pra dar um nome pra nossa filha? — gargalhou.

– Larga de ser chata, eu adoro esse nome, e eu ganhei a aposta e o direito de escolher, então Fabiane.

No primeiro momento ela não curtiu muito o nome, mas o restante da família achou lindo, e ela passou a desconfiar que até seu pai participava de um complô contra ela.

Depois da primeira gravidez, Giane dividiu seu tempo entre o emprego de fotografia, conquistado com todo mérito destaque no mercado e a família. Quando a pequena completou seu segundo aniversário, ela sentiu que algo estava diferente, procurou um médico e a segunda gravidez estava confirmada. Dessa vez, ela escolheu Nicolas. Ela gostava do som do nome. Ele nasceu saudável, e animado. Se deixassem, ele e Fabi colocavam fogo em qualquer lugar. A garotinha de cabelos lisos, sorriso esperto, e talento para o futebol, assim como para natação o único defeito era ser são paulina, aliás, Fabinho se gabava o tempo todo sobre isso. E os jogos de domingo, era uma tremenda sacanagem. Então ela esperava que daqui a um tempo Nic se juntasse ao "bando de loucos".

– Mãe! — chamou Fabi. — Tô cheirosinha?

– Deixa a mãe conferir! — abaixou cheirando a curva do pescoço dela, — Hum cheiro delicioso!

– Posso assistir desenho?

– Pode, mais só até o mané de seu pai chegar!

– Tá legal — saiu saltitando para o quarto, ouviu a TV ser ligada, e de repente a filha estava de volta — Mamãe?

– Fala amor! — Giane guardou os ingredientes que sobraram na geladeira.

– O papai não é mané! — defendeu e voltou correndo pra TV.

– E eu aguento essa puxa saco? — disse pra si mesmo dando risada.

...

– Calma filho, a gente já tá chegando. — Fabinho estacionou o carro, desceu abrindo a porta passando a bolsa do filho pelo ombro, e desprendendo o cinto da cadeirinha. Nicolas estava impaciente, depois de passar a tarde na escolinha, e ir ao pediatra, ele estava se esgoelando. — Calma rapaz, assim estora as cordas vocais, e de quebra meus tímpanos. — apelou sem sucesso, ativando o alarme do carro e equilibrando todo resto. — Giane? — chamou abrindo a porta. — Giane pelo amor de deus, onde tá?

– Aqui na cozinha. — ela se apressou.

– O Nicolas vai explodir de chorar, e eu não sei mais como acalmá-lo, ofereci doce, água, mamadeira e meus rins e e nada feito.

– Vem cá vem? — Giane pegou o pequeno que coçava o olhinho, fazendo bico e se esticava todo assim que a viu. Como magica assim que foi para seu colo, ele se acalmou, engolindo o choro.

–O senhor é bem engraçadinho, precisava desse berreiro todo? — disse o publicitário colocando a bolsa do filho na mesa, e cheio de ciúmes.

– Que foi Fraldinha? Ele tá com saudades da mãe dele! — a ex modelo afagou o filho que agora pousava a cabeça em seu ombro, o pequeno Nic se levantou mordendo a ponta do indicador e sorrindo divertido para o pai, como se apoiasse a mãe.

– Mais olha só, ele tá me desafiando! — estreitou os olhos. — Cadê a Fabi? Porque essa sim, me ama! Filha? — chamou, e a garota veio de pés no chão correndo e abraçando as pernas dele.

– Paizinho — sorriu.

– Pés no chão senhora! — advertiu Gi.

– Sobe no colo do pai, que sua mãe maluca para de reclamar. — alçou ela, enchendo suas bochechas de beijos.

– Maluca é a vó! — rebateu Giane.

– Mãe, a vó Irene e a vó Margot são malucas não.

– Só a mãe que é, né?

– Não papai, a mãe é corintiana, só um pouquinho maluca! — fez com os dedos.

– Essa é minha garota! — se vingou Fabinho.

– Então vem cês dois pra mesa, antes que eu fique maluca de verdade e a janta esfrie.

Os quatro aproveitaram a janta, Nicolas acabou se melecando e ainda sujando a mãe e o pai, a unica a sair limpa da mesa, foi Fabi, já que estava de frente para o irmão.

lava louça, arruma a bagunça e eu vou dar banho nele e tomar um também. — alertou Giane.

– Ah senhor, o que eu fiz pra merecer essa louça? — olhou para o teto — fez de propósito né Pivete? Tirou todas as panelas, os talheres e os copos. Dava pra cozinhar pra África inteira. — dramatizou.

– Fraldinha, anda logo e para de reclamar. — deram um selinho, e ela se foi.

– Eu te ajudo papai — se oferece Fabi, e ele aceitou.

...

Fabinho saiu do banho e foi pra sala. Nicolas montava e destruiu seu blocos de construção, oferecia pra irmã e os tomava de volta. Fabi, estava colorindo vários desenhos, enquanto Giane estava de olho em ambos do sofá. Fabinho cutucou a perna dela, e ela se levantou para voltar a deitar agora em seu peito. Ele passou a fazer cafuné nos cabelos dela.

– Eles estão lindos né? — comentou divertido e abobalhado.

– E já estão tão grandes. — sentiu o impacto do tempo.

– Puxaram a mim. — brincou convencido, mas Giane tinha que concordar. Nicolas principalmente lembrava o pai em muitos detalhes.

– Mais é convencido até dizer chega, né seu Fradinha!– levantou estreitando os olhos.

– É por isso que você me ama! — continuou se gabando, antes que Giane pudesse acertá-lo, ele capturou seu rosto e a afundou no sofá com um beijo. Foram interrompidos com o comentário da filha.

Cê viu Nic? — cochichou Fabiane, segurando o irmãozinho em pé, meio molega. Ele já dava alguns passinhos, mas sempre acabava no chão. Como resposta, o pequeno soltou um gritinho e um monte de palavras da linguagem ainda não entendida.

– Ela tá falando da gente! — sussurrou Fabinho contra a boca de Giane, olhando pelo canto do olho.

–... O papai e a mamãe de namoro?

– A senhora tá espionando, ein? — acusou Fabinho.

– Não papai, eu tava falando pro Nic, que vocês dois tão... — ficou envergonhada.

– Liga pro seu pai não amor, — interviu Giane — ele é meio bobo.

– Bobo eu? Só porque achei o amor da minha vida? — se declarou o publicitário.

– Que nem nos contos de favas? O papai é um príncipe e a mamãe princepesa? — deduziu em busca de confirmação.

– Fadas, meu amor! — corrigiu Giane. — E é princesa!

– É exatamente assim! — confirmou Fabinho.

– Falando em namorico, sabe que tá de olho em um amiguinho? — começou Giane, vendo os olhinhos da filha grudarem em seu rosto.

– Que namorico? Que amiguinho? — se manifestou ele enciumado, mudando de tom.

– Um tal de... Pedro! Pedro né Fabi?

– Como é que é? — perguntou indo até a filha e pegando a no colo. — A senhora tá namorando?

– Não! — afirmou desesperada. — Eu disse pra mamãe, que eu acho os olhos do Pedro bonito, não to namorando papai.

– É bom mesmo! — disse ele com o rosto sério, e antes que a pequena começasse a chorar, ele a fez gargalhar com cocegas, Nic foi para o colo da mãe, e começou a rir dos dois, jogando os bracinho, doido pra participar da farra. — Vamos fazer um acordo?

– Qual? — perguntou ela ainda rindo.

– Quem pega a mamãe e o Nic primeiro!

– Nem vem pro nosso lado! — pediu Giane, e desatou a correr com o filho no colo, Fabinho foi atrás com a filha no encalce e os quatros foram parar no quarto, fazendo farra. Nicolas gargalhava animado com a brincadeira, enquanto Fabinho o pegou no colo e com os braços para o ar, rodopiava pela casa. Depois brincaram de guerra de travesseiros, e Nic correu da irmã, engatinhando. Quando os pais ficaram exaustos, os pequenos ainda tinham fôlego de sobra. Nic se apoiou na borda da cama e começou a dançar no ritmo da musica, que a irmã ligou.

– Vem pai! — pediu a pequena. Fabinho sabia o que ela queria, e logo estava dançando com ela em cima de seus pés. Nicolas engatinhou até o meio da cama, parando e admirando a irmã e o pai rodopiando pelo quarto.

...

As horas passaram rápido, e logo Nic adormeceu, Giane o levou para o berço, enquanto Fabinho contava para filha novamente a história de um ursinho que desobedeceu os pais, e cutucou uma colmeia de abelhas. Nem precisou chegar ao final conhecido, já que ela apagou abraçada a bola de pelúcia, que ganhara de presente da mãe. Ele puxou a manta, e cobriu a filha, depositando um beijo na testa dela. Repetiu o gesto com o caçula totalmente adormecido no berço e com outra bola de pelúcia na mão. Deixou a luz do abajur acesa, e saiu encostando a porta.

é mesmo um pai de primeira! — elogiou Giane, vendo ele sair do quarto.

– Um pai, um publicitário, um marido. Eu sou todo de primeira — disse convencido.

– Se achar é pouco pra você né?

–Eu não tenho culpa de ser verdade! — continuou se aproximando cheio da más intenções, e andando na direção dela que deu passos na direção contrária, e logo estava contra a parede gelada do corredor, com um braço dele de cada lado para impedi-la de escapar. — Eu também não tenho culpa de querer te beijar nesse exato momento.

– Não tem não? — estreitou os olhos tombando a cabeça de lado. — Nem um pouquinho?

– Nem um pouquinho. — repetiu beijando-a. Giane sentiu as mãos dele percorrer seu corpo com muita animação, então com certa dificuldade recuperou o foco.

– A gente vai acordar as crianças!

– O Nic, e a Fabi estão apagados. — argumentou de forma convincente e Giane concordou puxando-o pela gola do pijama, percorreram o corredor aos beijos, se chocando vez por outra contra a as paredes, até chegarem a porta do quarto, onde ela foi pega no colo e levada para cama. A mão dela brincavam com o cabelo dele, acariciando sua nuca, enquanto as mãos dele acariciavam o pescoço dela, deslizando por seus ombros, braços, chegando por fim a cintura e em um movimento rápido ficou sobre ela, passando a beijá-la no pescoço. O ritmo de suas respirações acelerando-se, e a cada novo beijo ou nova carícia, Giane suspirava mais. Eles precisavam um do outro, isso era evidente.

...

Há poucos minutos haviam feito amor. Com as respirações ainda descompassadas, eles estavam abraçados, trocando caricias suaves. Giane aninhada a Fábio usando o ombro esquerdo dele como seu travesseiro, ela podia escutar com clareza o compasso do coração do publicitário. Fabinho beijou o topo da cabeça dela, deslizando sua mão sobre o braço esquerdo dela, até apanhar sua mão sobre sua barriga, e passar a brincar com a aliança dourada. Giane moveu sua cabeça de modo que pudesse fitá-lo nos olhos, só de olhá-lo ela tinha certeza da escolha que fizera, mesmo que relutara em confessar seus sentimentos no inicio, agora não sabia onde estaria, se ele não houvesse insistido.

– Te amo Palhaço! — afirmou beijando o tórax dele.

– Eu também te amo Moleque. — devolveu. Ela voltou a se acomodar, fechando os olhos e sentindo toda a canseira lhe abater, logo adormeceu. Fabinho ouviu a respiração dela entrar no ritmo do sono, ele se esforçava sempre para ser o ultimo a dormir, gostava de presenciar aquilo.

Se parasse pra pensar um segundinho que fosse, a trajetória dos últimos anos vinha a sua mente com rapidez. Ele se lembrava do dia que descobriram que era uma garotinha, e quão animado ele ficou vendo o macacão na loja, e teve de comprá-lo, tinha adorado o rosto de Giane ao ver o presente, e se sentiu o máximo quando viu sua princesa na maternidade. No dia em que as duas saíram, ele quis gritar aos quatro ventos, no máximo achariam ele louco, mas ele não ligou. No segundo aniversário de Fabi, ele encontrou Giane passando mal, ela aguentou firme até o fim da festa, rejeitando as chances de ir ao hospital. Voltaram pra casa, mas ele marcou uma consulta e a acompanhou, e Nicolas estava a caminho. Na primeira gravidez, as coisas foram bem tranquilas, na segunda Giane ficou um pouco mais sentimental, e teve dois ou três desejos estranhos. Mas a animação foi a mesma ao descobrirem que era um garotão.

Fabinho sabia que a vida de casado não era fácil, vez por outra eles quebravam o pau. Eram esquentados, não levavam desaforo pra casa. Mesmo assim brigavam e se reconciliavam pouco tempo depois. Giane era uma mulher incrível, o apoiava sempre em tudo. Eles haviam enfrentado crises, doenças dos filhos, problemas de todos os tamanhos, e mesmo assim ela sempre estava lá por ele, e ele fazia de tudo para estar lá por ela sempre que preciso.

"Não, o amor não é uma luta

Mas vale a pena lutar por ele."

Notas finais
Obg pelas sugestões, tentei fazer um meio termo com as ideias, espero saber o que acharam dos Souza/Queiroz/Campana! shuahsa

Leitores novos, aos montes :3 Pode dar um alô! B)