Notas iniciais
Fala galera! AMORA - Fuuuuuuuu!!

Capítulo 12...

Irene abriu a porta assim que as visitas bateram. Fabinho apareceu com um buquê de flores e entregou pra mãe.

– Boa noite Irene! Trouxe pra você!

– Obrigada querido. São lindas! – sorriu pegando com uma das mãos, e usando o braço livre para abraçá-lo. Giane entrou com o vinho, e Margot e Silvério com sobremesa. – Muito obrigada por ter aceitado o convite.

Magina! – Entrou indo cumprimentar Malu, Maurício e Plínio. A primeira sorriu entusiasmada e abraçou o irmão, desejou bem vindo a família. Já Maurício que não era um grande fã de Fabinho, havia começado a se dar conta do monstro de quem fora noivo, e que prejudicara muitas pessoas, especialmente o cunhado, com quem dali em diante precisaria tentar ter uma boa convivência. Plínio já não sabia exatamente o que sentia, apenas que de algum jeito precisava concertar as coisas.

– Boa noite Fábio. – estendeu a mão.

– Boa noite Plínio – apertou a mão do pai.

– Eu já disse que queria ter uma palavra com você, o jantar ainda não tá pronto... Será que você topa conversar agora?

– Pode ser. – respondeu. Giane se aproximou saudando o novo sogro e abraçou a cintura do noivo. – Eu vou conversar com Plínio... Eu já volto!

– Tá certo – concordou. Plínio apontou o caminho e Fábio o seguiu.

Irene voltou da cozinha com uma bandeja.

– Aqui trouxe umas bebidas. E arranjei um vaso para as flores filho... – olhou em volta – , cadê o Fabinho?

– Irene, o pai levou ele para o escritório. – explicou Malu.

– O Plínio...

– Relaxa Irene, eu não acho que o Plínio vá estragar o jantar. – opinou Maurício, afagando os ombros de Malu.

...

Plínio se sentou e ofereceu o sofá livre para Fábio, que acatou o gesto. Ficaram alguns segundos em silêncio se encarando de forma desconfortável.

– Bom, acho que eu mais uma vez não sei por onde começar. – confessou o cineasta.

– Acho que não é tão complicado. Pode falar que não gostou da novidade!

– Olha Fábio, eu gostaria de dizer que estou feliz por ter finalmente esclarecido essa história... Mas se você pensa que eu odiei a ideia, também não é o caso! A Irene está radiante, não houve um instante que ela não tenha te tratado com nosso filho, já eu não conseguo saber direito como reagir. – explicou.

– Sei!

– Então vamos direto ao ponto! – suspirou – Agora que você é nosso filho, vai ser reconhecido e vai passar a ter direito sobre a herança...

– E quer saber se eu vou querer a grana! – afirmou.

– É acho que é essa a pergunta.

– Se o senhor tá pensando que eu sou um Bento na vida, que não quer, nem se interessa em dinheiro, que prefere viver numa garagem, o senhor tá muito enganado! Eu quero sim um adiantamento da minha herança. – esclareceu.

Plínio soltou o ar, e se recostou ao seu estofado como se tivesse previsto aquilo. Talvez no fundo aquele fosse o mesmo Fabinho de meses atrás. Um pouco menos áspero, ou apenas sem nenhuma máscara.

– É direito seu! – concordou.

– Mas dessa vez eu só quero o suficiente pra comprar uma casa grande. Dar um pouco de conforto pra minha mãe Margot, ela cuidou de mim até agora! Além disso, eu vou me casar com a Giane, e logo vamos ter filhos, e eu não quero filho meu jogando bola na sala. Quero dar pra eles um quintal grande, um lugar pra se divertirem. E a Giane merece uma vida de rainha. – Plínio arregalou os olhos, dessa vez por surpresa. – E também quero o suficiente pra entrar na sociedade da Crash Mídia.

– Você quer ser sócio da Crash Mídia?

– Isso, quando eles me demitiram injustamente e depois descobriram a verdade eu disse que só voltava pra lá como sócio. E aquela agência é um ótimo investimento, conta com a experiência da Silvia, o talento do Érico, os desenhos do Jonas e eu sem modéstia sou um ótimo criativo. Com essa equipe e um novo investimento no capital a Crash Mídia tem chance de crescer, de se tornar o nome da publicidade no Brasil. — enumerou com os dedos suas razões.

– Então você quer dinheiro pra comprar uma casa pra sua namorada e pra sua mãe, e dinheiro pra trabalhar? – Plínio não sabia se deveria dar crédito ao que acabara de repetir.

– É isso ai. – deu de ombros.

– Essa garota, quero dizer a Giane parece realmente ter feito um ótimo trabalho com você. Ela deve ser importante mesmo.

– A Giane não é importante, ela é a mulher da minha vida. Foi ela que me ajudou quando eu não merecia, quando ninguém mais acreditava. Se não fosse ela eu podia ter morrido, ou ido pra cadeia, ou sei lá mais o quê. A Giane é a minha melhor metade. – confessou. Plínio ficou pasmado com o ar de sonhador que o filho tinha enquanto discursava sobre a modelo. – O que eu sinto por ela, eu nunca senti por ninguém. É a primeira vez que eu abro meu coração desse jeito. A Giane conhece o meu melhor e o meu pior. E com ela eu não tenho medo de ser o Fábio Queiroz. Então Plínio, se eu posso cuidar dela eu quero fazer isso. – voltou a focá-lo.

– Eu nem consigo acreditar – Plínio deixou escapar um sorriso, e se recompôs em seguida. – Pode ficar tranquilo, eu vou procurar meu advogado, ele vai contatar você e te passar o dinheiro necessário pra tudo isso.

– Muito obrigado Plínio.

– Só não decepciona a Malu, nem a Irene. E você vai ter minha gratidão! – disse. — Dessa vez eu espero que a gente consiga se dar bem!

...

Quando retornaram a sala, todos fitaram os dois. Fabinho fingiu não perceber, Irene serviu o suco pra ele, que foi se sentar com Giane.

– Não são lindos esses dois? – elogiou Margot em busca de apoio.

– Eu fiquei tão feliz em saber que a Giane é sua namorada meu filho. – Irene confessou.

– Quem diria né Gi? Nós duas amigas e ainda por cima cunhadas. – Malu brincou.

– Pois é, mas Irene a Giane não é minha namorada não! – Fabinho disse, Irene revezou o olhar confuso entre os convidados. – Ela é minha noiva. A gente vai se casar logo. – contou a novidade com um sorriso encantador.

– Sério? – Malu disse entusiasmada com a notícia – Meus parabéns!

– É, pois é, olha só onde eu fui amarrar meu jegue. – Giane desdenhou envergonhada.

– Eu que sou a grande vítima aqui. Pensa: ficar casado com um pivete. – devolveu Fabinho.

– E eu com um palhaço, metido, chato e marrento.– retrucou a noiva.

– Eles estão bem? – indagou Plínio para Silvério.

– Eles são românticos assim mesmo! – respondeu o velho.

...

O jantar foi servido, e todos aproveitaram a noite. Eram talheres tamborilando nos pratos de louça fina, enquanto a carne, o refogado, o arroz de forno eram devorados. Na hora da sobremesa todos se acabaram no pavê de chocolate com morango feito por Margot. Não houve um segundo de silêncio, cada hora um assunto vinha a tona. Terminaram a noite satisfeitos em todos os aspectos, Fabinho recebeu um abraço apertado da mãe biológica, outro de Malu e um aperto de mão do cunhado, e outro agora muito mais amistoso de Plínio.

– Eu não tenho certeza se esse é o mesmo Fabinho que eu conheci! – Plínio comentou assim que Malu fechou a porta.

– Nem eu Plínio – Maurício apoiou.

– Às vezes um pouco de credibilidade, e amor pode ser a porta pra uma pessoa melhorar. – disse Malu – Não é o que dizem? O amor é a magia mais poderosa que existe?

– Se é a mais poderosa eu não sei, mas que ele está louco pela Giane, isso tá! – Plínio disse.

– Pode acreditar, olha só pra mim e pra Malu – disse Maurício.

– Eu só sei que depois de tanto sofrimento, ter você e o meu filho de volta – começou Irene – e de quebra ganhar uma filha, um genro, uma nora e mais uma família que vai dos seus irmãos, a mãe do Fabinho, e o pai da Giane, eu não posso ser mais abençoada.

...

– Visitar o Bento? – Fabinho fechou a cara enciumado.

– Não seja bobo! – Giane advertiu – O Bento tá enfrentando a maior barra. E eu me preocupo com ele, mas quem eu amo é você!

promete que não demora? – pediu com carinha de coitado.

– Prometo. – revirou os olhos. — Prometo Fraldinha meloso!

...

– Bento? – Giane entrou na casa do florista. – Bento? – empurrou a porta. Ele estava com o olhar vago, a casa quase toda escura. – Bento! – chamou pela terceira vez.

– Giane? – a encarou – Oi... Eu tava aqui... Eu tava... – olhou em volta em busca de uma resposta.

– Fazendo um chá – respondeu.

– Como sabe?

– A água tá fervendo no fogo! – apontou.

– Nossa eu até me esqueci.

– Fica ai que eu preparo. – seguiu pra cozinha, desligou o fogo, derramou a água quente na xícara com o sachê de chá e pegou o açúcar na prateleira. – Toma, espera dar uma esfriada. – entregou.

– Brigado Giane. – agradeceu desviando o olhar e fitando o chão.

– Eu sei que é uma pergunta meio cretina, mas tá bem?

– Sabe que eu não sei – confessou – ...Eu me sinto vazio, como se eu estivesse de fora, vendo minha vida que nem um trem descarrilado, pronto pra cair no precipício.

– Acho que não é bom, mas você passou por muita coisa nos últimos tempos. A Amora te manipulou muito, você precisa reconhecer e lidar com essa verdade agora.

– Eu sei. Mas é como se não tivesse por onde começar. Eu julguei o Fabinho esse tempo todo, e eu tava abrigando a maior bandida da história. Como eu pude ser tão cego, tão burro? Me diz Giane?

– Não sei cara, eu quis socar a sua cara um milhão de vezes. Parecia que quanto mais a gente falava, mais cego ficava. – a corintiana disparou, arrancando um sorriso do amigo. Giane não era do tipo que ficava passando a mão na cabeça de quem não merecia, e por mais que doesse saber que ele tinha sido e se comportado com um otário, ele estava grato por tê-la ali.

tem toda razão. Eu merecia uma surra das mais doloridas. – soltou o ar sorrindo. – Brigado Giane, e a Malu foram muito pacientes, enquanto eu estava...

– Em estado vegetativo de burrice. – completou ela.

– Por isso que eu te adoro garota! – de repente o sorriso sumiu, e ele assumiu uma expressão séria. – Eu sei que não mereço, eu sei que você tem todos os motivos pra não olhar na minha cara nunca mais... Mas eu não tenho muitas pessoas, e pelo menos quero que você me perdoe. Só pra eu voltar a ter um pouco de paz.

– Eu posso até ter ficado brava contigo pra valer, mas eu não consigo deixar de gostar de você mané.

Brigado – apertou os olhos úmidos e se aproximou. Giane o acolheu num abraço. – Eu nem sei o que seria de mim sem a sua amizade, principalmente depois que eu descobri que posso ser filho do meu maior inimigo.

– Wilson – Giane disse depois de soltá-lo. – Que barra ein? E o quetá pensando em fazer?

– Eu não sei, só que não quero ficar perto daquele desgraçado! — afirmou. Giane sabia o quanto aquilo podia ser complicado para o amigo, por isso não inventou nenhum tipo de conselho.

– Olha mais cedo ou mais tarde as coisas se acertam — explicou. — Você vai saber o que fazer quando tiver de fazer!

– Eu espero que sim — afirmou — Por enquanto eu só quero recuperar o que eu perdi. Eu não preciso de um pai biológico, eu já tenho o tio Gilson, e o Silvério. São esses meus pais e ponto!

tá esgotado, acho melhor ir pra cama! — Bento concordou, agradeceu a visita com um abraço apertado e Giane apagou a luz restante quando saiu. Fez o caminho de volta pra casa, e entrou no quarto dando de cara com Fabinho.

– Achei que tinha se mudado pra lá — resmungou.

– Mais é um melosinho mesmo! Não fiquei nem meia hora lá.

– Se ficasse eu já ia te buscar! — afirmou.

– Bobo, o Bento tá mal pra caramba. Descobriu que pode ser filho do Wilson!

Peraí, como assim? Wilson Rabelo, o marido daquela louca da Dâmares? O dono do Kim Park? — indagou confuso.

– A dona Glória, mãe da ex mulher do Wilson foi quem entregou o bebê para o meu pai na estação. Se você é o filho do Plínio, o Bento só pode ser filho do Wilson! — esclareceu.

Vish o florzinha deve estar acabado mesmo! Se o cara ainda tivesse rico... Mas falido e ferrado e ainda um odiando o outro!

– Fabinho! — Giane repreendeu.

– To mentido? — deu de ombros. — Mas como o Bento não gosta de dinheiro, e o pai dele não tem nenhum, ele pode continuar vivendo.

– Falando nisso, e a conversa com o Plínio... Com seu pai!

quer saber se eu pedi dinheiro? — sugeriu.

– Quero saber o que conversaram! Só isso.

– Ele disse que vai me assumir, e que vai adiantar um pouco da grana só isso. E ai eu vou poder ser sócio na Crash Mídia.

– Sério? — sorriu — Então você vai pegar a grana, virar sócio da Crash Mídia — repetiu.

– É agora eu sou um cara sério! — afirmou — Tá orgulhosa do seu homem? — enfatizou a nomenclatura com um estalou a língua de forma divertida.

– Meu homem? Você é no máximo meu Fraldinha– desdenhou, fingindo indiferença, mas a verdade era que estava muito contente pela novidade. — Deixa de ser metido e ficar se gabando!

– Confessa dona amarga, sua vida tá bem melhor depois que eu apareci! — brincou.

É?

– É!

Notas finais
Obg por todos os comentários, só avisando que não pretendo estender muito a história! Então se quiserem comentar essa reta final seria legal.
Mais de 40 leitores e menos de 10 comentando com frequência...

Beijos e hoje nosso "zoinho" que nem diz algumas fãs, vai descobrir a verdade!

Quanto a nossa fruta de fim de feira, sabe o que eu acho? Eu acho é pouco! Vai se ferrar e eu eu vou aplaudir.