Notas iniciais
Espero que gostem da história e desculpe por qualquer coisa!

Sim, nós eramos muito diferentes,eu sei disso! Enquanto ele é alto, até bonitinho mas não aqueles gatos que você olha e tem que limpar a baba, e tinha piercings em alguns lugares do rosto (principalmente na boca) , e uma tatuagem no ante-braço direito; eu era uma super careta que não tinha coragem nem de fazer um segundo furo na orelha, estudava o suficiente para conseguir passar de ano, era mediana, nem muito alta e nem muito baixa, mas ele era maior que eu, eu tinha cabelos castanhos escuros ele era grande batia em minha cintura, era um tanto armado mas eu gostava dele, não era nem liso e nem cacheado, era indefinido, ficava no meio do caminho, mas eu não tinha coragem de usar química no meu cabelo, ele podia ser como fosse mas eu gostava dele do jeito que ele era e assim continuaria!
E, a propósito, meu nome é Susan e o dele é Felipe. Nossa história, posso dizer, é um tanto confusa. Ele entrou na minha sala depois que as aulas já haviam começado, ele era de dar medo admito, era calado, serio, e ficava na sua, não parecia o tipo de pessoa que gostava muito de conversar! Enfim, o único lugar que sobrava naquela sala era uma carteira ao meu lado, e foi la que ele se sentou, na minha frente sentava meu melhor amigo, Danilo, e não demorou muito ate Danilo começar a fazer amizade com Felipe, Danilo ao contrario de mim era bem sociável, com o tempo eu percebi que aquela pose de durão e serio de Felipe era so um disfarce, na verdade ele era bem retardado mas era bastante legal também, eu também comecei a conversar com e depois de um tempo eu, Danilo e Felipe éramos um trio inseparável, conversávamos a aula toda e riamos o tempo todo, era super divertido!
Já estávamos perto das férias de julho, isso era bom por que não agüentava mais escola, precisava de um descanso daquele inferno. No ultimo dia de aula antes das férias,estávamos no ultimo horário, educação física, Danilo gostava de jogar futebol com os outros da sala, mas Felipe não gostava muito de esportes e eu raramente jogava, então eu e Felipe ficávamos conversando a aula toda e irritando um ao outro! Todos estavam na quadra jogando, eu e Felipe descemos para tomar água, Felipe disse que tinha que me contar uma coisa, ele começou a falar e depois parou, eu odiava quando ele fazia isso, começava a dizer uma coisa e falava pra eu esquecer.

- Se não ia terminar de contar não devia nem ter começado, idiota! – disse, brava com ele.
— Eu adoro fazer você ficar curiosa, você fica fofa. – disse Felipe rindo da minha cara e piscando pra mim.
— Eu não sou fofa, e não gosto de ficar curiosa então me conte de uma vez por todas tudo o que você tinha que me contar! – disse empurrando-o pra que ele parasse de rir de mim.

- Ok,ok é você quem manda, mas não sei se vai gostar de saber, você pode se assustar e muita coisa pode mudar entre nós Susan. – ele falou me olhando serio, ele ainda me dava um pouco de medo quando ficava serio.
— Conte-me de uma vez imbecil, e para de falar lorotas, eu quero saber e ponto! – falei decidida.
Ele foi se aproximando de mim, cada vez mais, ele estava serio, eu estava com um pouco de medo, ele dava um passo na minha direção e eu um passo para trás, para me afastar dele, foi mais ou menos uns cinco passos assim ate o espaço atrás de mim acabar e eu esbarrar na parede, não tinha mais como eu sair, ele estava perto de mais, nem sei por que estava tão nervosa, ele já tinha feito brincadeiras desse jeito comigo, mas dessa vez parecia serio mesmo, mesmo assim tentei me acalmar e me lembrar que ele era so o Felipe, so meu amigo Felipe!
Ele colocou um braço de cada lado da minha cabeça e aproximou o seu corpo do meu sem tirar os seus olhos dos meus.

- Tem certeza que você quer saber Susan? – ele perguntou sussurrando no meu ouvido, eu sentia a respiração dele no meu pescoço, o que me fez arrepiar todinha. Eu não era BV mas fazia uns três anos que eu não pegava ninguém, não era por falta de escolha, era simplesmente por que eu não queria pegar ninguém, por isso fazia bastante tempo que eu não ficava tão perto de um garoto assim. Eu era virgem, tinha apenas 14 anos, ele não era, eu sei que não era por que já havíamos conversado sobre muitas coisas e a coisa que mais conversávamos era sobre sexo, não sei por que mas eu gostava de falar sobre aquilo com ele, eu já havia conversado sobre tudo com ele, eu confiava nele e ele deixava os assuntos engraçados, e so pra constar, ele tem 16 anos e sim ele bombou dois anos!
— Sim! – sussurrei de volta no ouvido dele.
Ele me apertou mais na parede e o pouco espaço que tinha entre nossos corpos ele preencheu encaixando o seu corpo no meu e falando no meu ouvido:
— Eu gosto de você, Susan!
Ele me soltou no momento em que disse isso, e sem olhar para minha cara, ele subiu novamente para a quadra e me deixou la no bebedouro com uma cara de taxo, meus olhos estavam arregalados enquanto eu observava ele subindo as escadas. Eu nunca tinha imaginado uma coisa dessas, Felipe gostando de mim? De mim? Eu? Por que? Eu estava completamente perdida, ele podia não ser tão gato assim mas era pegador, as garotas gostavam dele e do seu estilo e sempre pediam pra ficar com ele e as vezes ate mais do que uma ficada, eu era careta, pedia sempre pra ele tirar os piercings e parar de fazer maluquices, eu odiava que ela fumasse, sim ele fumava, odiava que ele bebesse, sim ele bebia, e sempre pedia para ele mudar, por que então ele gostava de mim? Eu nem era bonita e era uma tabua, não tinha nada que chamava atenção em mim, então por que?
Eu estava pensativa e isso não era bom, eu nunca tinha parado pra pensar se eu gostava ou não do Felipe, mas agora que parei e pensei, eu percebo que tem uma grande chance disso ser verdade. NÃO! Me censurei, eu não podia gostar de um dos meus melhores amigos e aquilo que ele sentia por mim ia passar, éramos so amigos, só amigos!
Subi as escadas e percebi que tinha passado um bom tempo la em baixo pensando e me preparando para enfrentar Felipe, todos já estavam pegando suas mochilas e indo embora, olhei ao redor e encontrei Danilo e Felipe conversando, fui ate eles , eles pararam de conversar quando cheguei perto e Danilo praticamente pulou em cima de mim.
— Ei, Susan, vamos para a feirinha hoje? – disse Danilo todo animado para mim.
— Quem vai? – perguntei a ele, Felipe agia com naturalidade, como se nada tivesse acontecido, melhor assim, não quero que as coisas entre nós mude.
— Não sei, foi Felipe que nos chamou, — ele se virou para Felipe – Ei, Felipe, quem mais vai?
— Uns amigos meus, eles querem conhecer vocês! – disse Felipe, nessa ultima parte ele olhou especificamente para mim, senti meu rosto corando e abaixei a cabeça sem graça.
— AAAAH que legal, sempre quis conhecer seus outros amigos, eai vamos Susan?! – Danilo que perguntou quase implorando.
— Se meus pais deixarem eu vou! — disse a eles.
— De boa então, vejo vocês de noite na feirinha, xau retardados! – despediu-se Felipe.
Eu e Danilo morávamos para o mesmo lado então íamos embora juntos, conversando, rindo, xingando e nos batendo, eu era praticamente um homem também!

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Já eram 18:00hr da tarde, tínhamos marcado de nos encontrar la as 19:00hr por que eu tinha que voltar as 22:30, foi a condição dos meus pais para deixarem eu ir. Tinha acabado de tomar banho, estava so de toalha olhando para o meu guarda-roupa e escolhendo a roupa que eu iria, eu já tinha minha roupa na cabeça, eu iria com minha calça jeans de sempre, meu all-star surrado de sempre, e uma camiseta preta que eu tinha, procurei minha calça jeans e lembrei que estava lavando, procurei a outra e lembrei que ela também estava lavando pois eu praticamente so usava calça jeans ou calça legue e todas estavam sujas e lavando, por que logo hoje??? Eu procurava alguma coisa para vestir, encontrei uma saia jeans que eu tinha ganhado a dois anos atrás, nunca havia usado ela pois odiava saia, principalmente curta, na época ela era muito grande para mim, experimentei-a , ficou perfeita em mim, é pra tudo tem uma primeira vez, teria que ir de saia, e em vez de ir com a camisa preta que tinha pensado, peguei uma blusinha branca que parecia mais um corpete e o coloquei, me olhei no espelho, uau, como meu corpo havia mudado com o tempo, fazia tempo que não o via assim e a roupa que eu estava usando mostrava claramente as curvas que eu havia ganhado com o tempo, era a primeira vez que eu me olhava no espelho e dizia que eu estava linda e gostosa! Mas eu iria de all-star de todo jeito, desse eu não abria mão. Soltei meus cabelos que geralmente ficavam em um coque e passei lápis de olho e gloss nos lábios, era o Maximo de maquiagem que eu passava pois odiava maquiagem!
Quando terminei de me arrumar já eram 18:45hr, tinha 15 minutos para chegar na feirinha, por sorte ficava perto de casa. Marcamos de nos encontrar em um banquinho praticamente escondido da praça onde a feirinha acontecia, eu cheguei em 10 minutos mas todos já estavam la, rindo e conversando, todos homens é claro e eu a única garota como sempre, mas já estava acostumada, sempre foi assim, mas hoje tinha uma diferença, eu estava de saia e de corpete, enquanto chegava perto do local percebi que eles também notaram essa pequena diferença, eu estava feminina hoje, e isso com toda certeza, era uma enorme diferença!
Enquanto me aproximava cada vez mais percebia quem estava la, Danilo, Felipe e outros três garotos, um bem moreno, outro bem branco e o outro pardo, eu conhecia aqueles três e percebia que eles também estavam me reconhecendo. O moreno parou de olhar e fechou a boca, ele abriu um enorme sorriso e veio em minha direção, eu corri ate ele.
— James seu preto gostoso! – gritei pulando nele e o abraçando!
— Su, que saudade sua gata! – disse James me levantando do chão pois era bem mais alto que eu e me rodopiando.
— Sua bixa desgraçada, sumiu e esqueceu de mim neh?! – disse me soltando do abraço e dando um soco no seu ombro, mas meu sorriso estava do tamanho do mundo.
— Eu sumi???? Escuta aqui sua lambisgoia, foi você que me esqueceu, ruuum! – disse ele rindo também. O abracei de novo e parti para aquele branquelo que vinha em nossa direção.
— Lucas, vem Ca xuxu do meu coração! – gritei agora com aquele branquelo lindo, ele me abraçou forte também.
— Susan, sua linda, some e esquece neh?! – disse Lucas.
-Escuta aqui o seu leite azedo, você me abandona e vem falar de mim?! – disse rindo.
E por ultimo abracei o irmão de James.
— Jason, seu leite com café misturado com perfeição! – disse pulando nele também.
— Eae Su , sumiu. – disse ele me abraçando e rindo.
— Vocês me abandonam e eu que sou a sumida, vou bater em vocês! – eu disse, super feliz.
A verdade é que, eu conheço eles, eu já fiz teatro uma época e no local que eu fazia teatro eles também dançavam em um grupo de street dance la, eles eram incríveis na dança, nos tornamos amigos, mas depois que eu sai do teatro nunca mais os vi, estava muito feliz por reencontra-los. Olhei para o banco e lembrei que Danilo e Felipe também estavam la, eles tinham acabado de voltar ao normal do choque que tinham levado de me ver me saia. Fui ate eles para os cumprimentar.
— Eae garotos como vão? – perguntei a eles.
— Escuta Susan, desde quando você usa saia? – perguntou um Danilo perplexo me olhando de cima a baixo.
— Para tudo tem uma primeira vez! – respondi rindo de sua expressão.
— Susan desde quando você conhece meus amigos? – perguntou indignado Felipe.
— Eles que são os seus amigos? – perguntei na mesma hora que os três, James, Jason e Lucas perguntaram – Ela que é a sua amiga?
Nós rimos por termos perguntado na mesma hora.
— Ela fazia teatro la onde dançamos cabeça de vento. – respondeu James a Felipe – ela saiu mais ou menos um mês antes de você entrar.
— Ah entendi – respondeu Felipe.

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Conversamos umas meia hora ali naquele banquinho, eu não parava de rir, todos conversavam mas tinha um que estava consideravelmente calado, Felipe, eu não entendi o por que.
— Vou ali comprar algo pra mim comer, to com fome! – disse Felipe se levantando e seguindo para as barraquinhas.
Todos concordaram com a cabeça e voltaram a conversar , ficamos mais umas meia hora la.
— Vamos para outra pracinha aqui perto? – chamou James – Ela é bem melhor!
Todos responderam sim por que aquela feirinha estava realmente um porre, e ainda estava longe da hora de eu voltar para casa, mas tinha um problema, Felipe ainda não tinha voltado e ninguém tinha reparado que ele tinha sumido.
— Podem ir seguindo na frente, vou procurar o Felipe e nós já alcançamos vocês. – disse preocupada e procurando Felipe com olhos.
Aquele banquinho em que estávamos era um dos mais escuros daquela praça, mas tinha um que ainda era mais escuro e mais escondido, ele era praticamente no meio de um monte de arvores, era ali que pessoas que queriam se pegar escondidas iam. Esperei que os garotos virassem a esquina e me encaminhei para la com esperanças de que o Felipe estivesse la para alcançarmos os garotos logo. Entrei no meio das arvores tentando fazer o menor barulho possível por que não queria atrapalhar se tivesse alguém se pegando la, andei mais um pouquinho e reconheci Felipe sentado de costas para o lugar onde eu estava. Estava sozinho, o que estranhei na hora, por que alguém viria pra Ca so pra se sentar? Foda-se, caminhei devagar ate ele e tampei seus olhos com as minhas mãos, por trás.
— Adivinhe quem é? – disse em tom brincalhão, mas ele so abaixou a cabeça, não me respondeu e nem tentou tirar as minhas mãos de seus olhos. Olhei pra ele sem entender, dei um tapa em seu rosto e voltei minha mão para seu olho.
— Eu disse pra você tentar adivinhar quem é, e não pra você ficar mudo e abaixar a cabeça, idiota! – eu disse ficando brava já com seu comportamento.
— Deixe-me tentar adivinhar então, você é a garota que estava tão animada conversando com seus outros amiguinhos la que se esqueceu deste amiguinho aqui? – perguntou ele com ironia.
Não acredito nisso, ele estava com ciúmes, meu deus ele estava com ciúmes de mim!
Tirei minhas mãos de seus olhos, contornei o banco e me sentei ao seu lado, ele não olhou pra mim, estava olhando para o chão.
— Se eu tivesse me esquecido deste amiguinho aqui, eu não estaria aqui te procurando! – disse num tom brava – vamos Felipe, eles foram para uma outra pracinha aqui perto, temos que alcança-los então levante-se!
— Pode ir la com os seus amigos, eu vou ficar aqui! – disse Felipe teimando comigo.
Okay então, eu tinha que fazer alguma coisa com ele para eu provar que ele vale mais pra mim do que os outros. Me aproximei mais dele e entrelacei os meus dedos nos dele, ele deixou a mão frouxa não reagiu, nem parecia que alguém a segurava, estava ficando com raiva já, mas o que eu queria? Segurar na mão Susan, serio?! Tinha que esquecer o meu lado careta agora e me ousar mais, foi o que eu fiz, coloquei uma perna de cada lado das suas pernas e sentei em seu colo, peguei seu rosto com as minhas mãos e fiz ele olhar bem nos meus olhos.
— Eu não faria isso com os meus outros “amiguinhos” ! – disse da maneira mais sensual que consegui.
— Não, claro que não. Você faz muito mais neh?! – disse ele me fuzilando com os olhos.
Aquilo me deixou puta da vida, como ele ousava dizer uma coisa dessas pra mim.
— Eu não acredito que você disse isso para mim Felipe, — disse a ele com tom magoado, por que realmente magoou – mas pode acreditar, eu não faço isso nem com eles e agora, nem com você, idiota!
Comecei a tirar minhas pernas de cima dele com cuidado pois estava de saia, mas antes que eu conseguisse tirar uma só perna Felipe pegou minha cintura com as mãos me puxando e grudando nossos corpos.
— Você fica muito sexy de saia sabia, Su ?! – ele sussurrou no meu ouvido – mas eu queria que so eu te visse de saia e não todos os outros pra eles ficarem babando em você!
Eu tava paralisada,que surto de bipolaridade foi esse?!Quando ele me puxou para grudar nossos corpos a minha saia levantou e agora a minha parte intima estava exatamente em cima da parte intima dele e eu sentia o dele endurecer através do pano da minha calcinha. Tentei parecer indiferente.
— O que pensa que esta fazendo Felipe? – perguntei incrédula.
— Estou aproveitando o momento Susan, eu não estava mentindo quando disse que gostava de você e ver você se dando bem com um monte de garotos me deixou morto de ciúmes! – Felipe disse ainda sussurrando no meu ouvido.
— Me solte Felipe, eu ainda não estou pronta pra te perdoar pelo o que você me disse! – disse, tentando me levantar de novo.
— Desculpa, mas não vou deixar você ir! – disse ele me puxando de novo, mas dessa vez ele passou o braço pela minha cintura e agarrou minha nuca com a outra mão, e me puxou selando nossos lábios, ele pediu passagem com a língua e eu cedi, fazia tanto tempo que eu não sentia essa sensação e era ótimo. Agarrei seus cabelos com uma das mãos e com a outra segurava sua nuca, ele desceu sua mão que estava na minha cintura até a minha bunda e apertou, estávamos em um beijo envolvente e louco por desejo, o beijo começou a ficar mais quente e mais desesperado, nos separamos em busca de ar, ele se levantou me levando junto em seu colo, segurando na minha bunda para me “segurar”. Ele me encostou em uma arvore e eu entrelacei minhas pernas na cintura dele
— Pelo dia pra você usar saia, Su! – disse ele me olhando com um olhar super pervertido.
— Por que? – perguntei sem entender. Como eu era ingênua, ele riu da minha cara com a pergunta. Ele mordeu o lóbulo da minha orelha e foi deslizando a mão na minha barriga por cima da roupa, chegou ao final do corpete e enfiou as mãos dentro dele subindo as mãos ate encontrar meu sutiã, eu não devia, mas estava gostando, ele colocou as mãos dentro do meu sutiã e começou a massagear os meus seios.
— Seu pervertido idiota! – eu disse tentando segurar um gemido, isso mesmo tentando, mas não consegui, ele saiu depois da palavra “idiota”. Felipe sorriu e começou a massagear mais rápido.
— Eu sei que você gosta Su, não precisa segurar o seu prazer! – sussurrou ele no meu ouvido.
Ele foi descendo as mãos ate tira-las de dentro do meu corpete e chegar ao inicio da minha saia, ele enfiou a mão dentro da minha saia, comecei a desesperar.
— Felipe você sabe que eu nunca fiz isso, sabe que sou virgem e sabe que tenho medo! – disse a ele.
— Su, eu sei disso, mas não é melhor você fazer isso com uma pessoa que sabe dos seus medos, e que vai te respeitar, você já sabe que gosto de você e isso não é de ontem não, eu gosto de você faz muito tempo Su e meu sonho era te beijar, você não faz idéia do tanto que estou feliz!- disse Felipe sorrindo para mim.
— Mas, aqui? Sem uma cama nem nada? – disse preocupada.
Ele gargalhou alto, na verdade sempre que falávamos sobre sexo eu dizia que seria horrível e desconfortável se não tivesse uma cama.
— Su, é so você deixar o momento rolar, você vai ver que não é tão ruim assim sem uma cama, as vezes é ate mais gostoso! – disse ele, logo após ele terminar a frase ele me beijou de novo, e continuou o caminho com as mãos enfiando-as dentro da minha saia, ele tocou na minha intimidade por cima da calcinha e começou a brincar com os dedos me fazendo ficar excitada, eu soltava pequenos gemidos entre nossos beijos, ele parou de brincar com os dedos por cima da calcinha e enfiou a mão dentro da minha calcinha, a mão dele estava fria e seu toque com a minha intimidade de me fez arrepiar e soltar um gemido mais alto, ele começou a fazer movimentos circulatórios com um dos dedos no clitóris, era assim que eu me masturbava. Enquanto ele fazia isso eu gemia e puxava-o mais para perto de mim enquanto fazia esse movimento com uma mão, com a outra ele me penetrou com dedo, enquanto isso ele beijava o meu pescoço, depois começou a intensificar os movimentos e enfiou um segundo dedo dentro da minha vagina.
— Felipe, eu vou gritar! – adverti ele entre gemidos, antes que eu soltasse o grito ele me beijou para impedir. Desci minhas mãos que estavam na sua nuca até encontrar sua calça, abri o zíper e os botões e desci suas calças, depois desci sua cueca, segurei o seu membro e sem o olhar sabia que era enorme so por toca-lo, comecei a masturba-lo com movimento devagar de vai e vem, era a vez dele de gemer. Intensifiquei os movimentos e ele começou a gemer , eu não tinha feito isso nem a um minuto, ele tirou sua mão de dentro da minha saia, subiu ela de vez abaixou minha calcinha e enfiou com tudo seu membro na minha vagina, mordi seu ombro para não gritar, mordi com muita força pois aquilo tava doendo de mais, ele deixou seu membro la para eu me acostumar, uma lagrima rolou dos meus olhos.
— Tudo bem Su? – ele me perguntou ainda dentro de mim.
— Sim . – demorei um pouco a conseguir responde-lo .
Ele começou a fazer movimentos de vai e vem devagar em mim enquanto eu gemia e gritava, arranhava suas costas e o mordia para não ir muito alto. Eu estava me acostumando com aquilo e a dor foi sendo substituída pelo prazer, ele percebeu isso também pois começou a dar estocadas mais rápidas e mais fortes e agora eu e ele so sentíamos prazer. Chegamos ao ápice juntos. Eu descruzei as minhas pernas da sua cintura e ele me soltou devagar, arrumei minha roupa enquanto ele arrumava a dele, quando ele terminou e eu também ele me olhou com uma cara de preocupação.
— Esquecemos a camisinha! – disse ele começando a desesperar.
— Você não lembra que eu te disse que tomo remédio?! – perguntei a ele rindo de sua expressão.
— Ah é, meu deus meu coração quase parou. – respondeu ele aliviado.
— Eu não acredito que fiz isso, e sem uma cama! – disse a ele com tom brincalhão.
— Se arrependeu Susan? – Felipe me perguntou se aproximando de mim.
— De jeito nenhum! – respondi.
Fiquei na pontinha dos pés e puxei sua nuca ate consegui alcançar sua boca e te lascar um beijo, ele passou os braços pela minha cintura me puxando para ele enquanto nos beijávamos, terminamos e demos alguns selinhos, ficamos nos olhando depois.
— Desde quando você gosta de mim? – perguntei a ele.
— Desde o primeiro dia em que te vi, me apaixonei por você! – ele respondeu olhando em meus olhos.
— E por que de mim? Tem tantas melhores que eu que queriam ficar com você, por que não gosta delas?! – perguntei tentando entender.
— As outras não me enteressam Susan, eu quero você, eu gosto é de você, você me encantou com o seu jeito de ser, me deixa maluco, quando estamos muito perto um do outro tenho que me segurar para não te beijar, quando comecei a conversar com você fiquei tão feliz e depois ficamos inseparáveis, morro de ciúmes de você com outras pessoas, as vezes até mesmo com o Danilo, mas eu tento esconder, o seu jeito de ser me conquistou, eu te amo SU, e farei de tudo para estar ao seu lado e para que você também goste de mim! – disse Felipe.
O olhei nos olhos por um longo tempo, eu não teria me entregado para alguém tão fácil assim se eu não gostasse ou sentisse algo pela pessoa, sempre tive simpatia por Felipe mas nunca pensei se isso seria algo a mais que amizade.
— Eu já gosto de você Felipe! – disse a ele essa verdade que ate alguns segundos atrás nem eu sabia se era realmente verdade.
Nos beijamos de novo, um beijo mais apaixonado e doce, ate eu me lembrar que já demoramos muito ali e que os garotos devem estar preocupados.
— Felipe, temos que ir para a pracinha que os garotos estão, eles devem estar preocupados e já faz mais ou menos um hora que estamos aqui! – disse com urgência.
— Anão Su, deixa eles la, vamos ficar aqui, aqui ta bem melhor! – ele disse com uma voz de suplica e me dando alguns selinhos, eu ri.
— Eu sei que aqui ta melhor,mas precisamos ir! – disse a ele, olhei para aquela carinha de cachorro pidão dele e dei-lhe um beijo de tirar o fôlego. – não se preocupe, estamos de férias, teremos um longo tempo para nos pegarmos ainda. – disse rindo. Mas ele estava serio, ele olhou profundamente, tirou os braços da minha cintura e se ajoelhou sem tirar os olhos dos meus.
— Susan, eu não quero ficar me “pegando” com você escondido, eu quero você so pra mim, eu quero você, então, namora comigo? – ele me pediu. Tava de boca aberta não imaginava que ele faria isso, não agora.
— Eu, namorar com você? – perguntei perplexa. – Sim, eu aceito.
Ele se levantou e nos beijamos de novo, mas agora, como namorados.
Sim, eu também gostava dele, não restava mais duvidas disso!

Notas finais
Se tiverem gostado por favor comentem, favorite, recomendem, enfim, muito obrigado por ter lido!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!