Notas iniciais
Tenho conseguido escrever muito! Quero dedicar este capítulo à primeira leitora que fez um comentário, Belinha. https://fanfiction.com.br/u/581044/ Obrigada! Façam como ela! Boa leitura!

Achei por bem não responder ao Danieldri. Então deixei de jogar e de lhe responder durante dois dias. Mas ele parecia preocupado, pois deixou muitas mensagens.

Danieldri: Por favor! Precisamos de falar!

Danieldri: Responde-me!

Danieldri: Não te quero fazer mal!

Danieldri: Eu não quero arranjar problemas!

Danieldri: Vamos resolver isto.

Estava a ficar com pena dele, mas o mais acertado a fazer era deixar o assunto de lado.

Anna continuava sem me falar. Não ligou. Não mandou mensagens. Algo de errado se passava. Como já era sábado, achei que estaria em casa e fui lá.

Toquei à campainha. Esperei algum tempo. E finalmente alguém abriu a porta.

– Olá Clarissa! Como estás? Entra, entra. — quem abriu a porta foi a mãe da Anna, Isabella.

– Olá Isabella. Eu estou bem e vocês estão todos bem? – Anna tinha dois irmãos, o Fernando e o Carlos, ambos eram mais velhos que ela. E eles viviam todos com a mãe, pois o pai deles falecera há algum tempo.

– Estamos bem, obrigada. A Anna está no quarto.

Agradeci e dirigi-me ao quarto de Anna. Bati à porta e entrei. Ela estava sentada na cama, agarrada ao computador.

– Olá, posso entrar? — não sabia se ela estava chateada, por isso achei melhor perguntar.

– Claro. Então, está tudo bem? — colocou o computador de lado e dirigiu o seu olhar para mim, não parecia muito chateada.

– Sim. De ti não posso perguntar o mesmo. Estás doente?

– Não, porque perguntas isso?

– Primeiro disseste que ias só comer. Estiveste a comer até hoje? Segundo não atendes os meus telefonemas. E por último não deixaste mensagem nenhuma a dizer porque não falavas.

– Desculpa. — ela estava a pedir desculpa, mas não parecia um pedido muito sincero. – eu preciso de te contar uma coisa, mas não sei bem como, nem por onde começar.

– Com a boca e começa pelo princípio. — estava irritada, não me parecia uma boa razão para me ignorar assim.

– O Robert tem falado comigo. — ela falou entre um suspiro. — e tem falado sobre ti.

A conversa começava a ficar interessante.

– Não fiques magoada comigo. Ele disse que andas uma chata. Que te começa a achar convencida. Ele quer mudar de lugar porque não te suporta mais.

– Estás a falar a sério? — não estava a gostar nada da conversa. – não acredito que ele tenha dito isso Anna.

– Mas disse. E mais! Ele disse que te vestes mal! Que não suporta mais que gostes dele! Metes-lhe nojo. – Anna estava quase a gritar

– Anna eu não acredito. — eu não me cheguei a sentar ao lado dela e nem o iria fazer, ia-me embora. — eu vim só ver como estavas, já vi que estás ótima. Até tens tempo para mexericar nas minhas costas. Atender as minhas chamadas é que está de chuva.

Estavas prestar a sair quando ela se levanta.

– Não acreditas em mim? Há quantos anos nos conhecemos? — parecia irritada, mas não tinha razão para isso.

– Não, não acredito. Ele não iria dizer isso de mim! Muito menos à minha melhor amiga! Seria estúpido! Porque haveria ele de te contar a ti? Era óbvio que me irias contar! — eu estava super chateada com ela, estava mesmo a gritar com ela.

– Porque ele gosta de mim. — Anna finalmente disse alguma coisa, apesar de ter preferido que continuasse calada.

– E tu dele. Queres ver? — ao falar, ouvi alguém subir as escadas, deveria ser um dos irmãos da Anna.

– Sim! Eu amo-o! — Anna estava a gritar também.

Vinha mais que uma pessoa a subir as escadas.

– O que se passa aqui? — Era o Fernando, o irmão mais velho da Anna, ele tinha vinte e três anos, mais dez anos do que a Anna, ele entrou no quarto muito preocupado

Atrás dele vinha o Carlos, era o mais simpático e mais amável de todos, tinha dezassete anos, mas parecia ser mais velho que Fernando, devido ao seu corpo musculado.

Eu não devia explicações a ninguém, pedi licença para passar, desci as escadas, despedi-me de Isabella e sai.

Corri até minha casa. Estava a conter as lágrimas. Mas assim que entrei no meu quarto, elas escorreram pela cara abaixo.

Lucas entrou no quarto, eu invejava a idade dele, mas adorava-o, ele era muito querido, muito simpático e protetor. Eu lá no fundo até gostava que ele fosse mais velho.

– Clarissa, porque choras? — a sua voz era tão doce e eu queria mesmo dizer-lhe o porquê de estar a chorar.

– Vai embora! — foi o que saiu da minha boca.

– Clarissa, sei que queres falar. Diz logo. — ele conhecia-me bem demais.

Corri até ele e abracei-o com força, ele retribuiu o abraço, apesar de saber que a sua camisola iria ficar toda molhada.

Eu adorava o meu irmão. Um simples abraço seu era o suficiente para me consolar. Ele para além de querido, era giro. Ele podia ser meu irmão mas eu não era cega. Ele era loiro, tinha uns olhos azuis acinzentados, e tinha o corpo mais definido que alguma vez vi.

Ele olhou para os meus olhos e viu como eu continuava a chorar.

– Achas que é preciso chorares tanto? Os teus olhos vão ficar vermelhos e inchados. – ele estava preocupado, mas sabia que se me pressionasse para falar, eu iria inventar uma desculpa qualquer.

– Mesmo quando os teus olhos estão inchados e vermelhos, continuam mais bonitos que os meus. — não sei bem porque disse tal coisa, apenas disse.

– Claro! Os olhos azuis batem tudo! – soltei um sorriso com o que ele disse, o que o fez sorrir também.

Lucas tinha uma aparência muito semelhante à do meu pai, já eu, pelo aquilo que vejo nas fotografias sou mais parecida com a minha mãe. Cabelo com alguns caracóis com uma cor dourada e olhos castanhos.

– Vais falar?

– Acho que sim. — eu sabia que ele não ia desistir. — É uma longa história…

– Não te preocupes eu tenho tempo. — ele sorriu e eu também.

Levou algum tempo, eu chorei um pouco, mas contei-lhe tudo, exceto do jogo, também não achei que fosse importante para este assunto.

Ele não disse nada enquanto falava, o Lucas sempre me ouvia até ao fim. Quando finalmente acabei, ele estava com o olhar de infinito e com as sobrancelhas arqueadas.- Lucas, que estás a pensar? Não vais dizer nada?

– Hum? Nada, não estava a pensar em nada. — quando ouviu a minha voz pareceu sair de transe e voltou a olhar para mim.

– Sim… — estava à espera que ele falasse, ele sempre dizia alguma coisa.

– Eu não sei bem o que te dizer. Mas sei no que estava a pensar. A tua amiga não presta.

– Não digas isso! — por mais que estivesse magoada, não queria falar mal dela.

– O que queres que diga? — Lucas estava confuso, realmente a sua teoria estava correta, Anna estava a demostrar ser um lixo.

– Não sei! Se soubesse não estava a pedir a tua ajuda!

– Olha Clars, eu acho que a tua amiga pode gostar de quem quiser. Mas a história dela… a atitude dela… isso não bate certo. Ela está a tramar alguma coisa. — o Lucas chamava-me muitas vezes de Clars, é uma coisa que a minha mãe fazia.

– Talvez tenhas razão. — estava triste por admiti-lo.

– Sim, eu acho que sim. — ele levantou-se da cadeira onde estava sentado, deu-me um beijo na testa e foi para o seu quarto.

Sentia-me melhor. Iria esperar até segunda para falar com Robert, queria ver qual o seu lado da história.

Entretanto tinha de me entreter com algo. Porque não jogar.

Abri o jogo, mas com todas aquelas mensagens não conseguia, tinha de falar com ele.

Eu: Oi

Danieldri: Oi! Finalmente uma resposta.

Eu: Pois…

Danieldri: Eu só te queria pedir desculpa.

Eu: E porquê?

Danieldri: Por te ter assustado.

Eu: Desculpas aceites.

Danieldri: Então, tens treze anos?

Eu: Sim e tu tens dezasseis.

Danieldri: Como fazes perguntas tão difíceis? És boa aluna?

Eu: Sim, eu acho que sou.

Eu: Tenho de te fazer uma pergunta.

Danieldri: Tudo o que quiseres.

Eu: Porque estavas tu interessado numa rapariga de 20 anos.

Danieldri: Não me dou bem com pessoas da minha idade. E tu também não te deves dar.

Eu: Aí não? E porque dizes isso?

Danieldri: Porque se te desses não continuarias a falar comigo. Terias outro entretenimento.

Ele tinha razão, eu não me dava muito bem com pessoas da minha idade, ou talvez apenas não me desse bem com ninguém. Talvez o problema fosse esse. Eu não me dar bem com as pessoas.

Eu: Talvez tenhas razão, ou posso estar apenas curiosa.

Danieldri: Sobre o quê?

Eu: Sobre a tua ex-namorada.

Danieldri: Pois… tenho de ir, diverte-te.

Pela segunda vez, ele foi-se embora assim que falei da ex-namorada. A rapariga deve tê-lo magoado muito.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem!