Difícil De Prender
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Os jurados ficaram reunidos por pouco mais de duas horas, em uma sala isolada, para finalmente chegarem a uma conclusão. Todos no Tribunal estavam inquietos e imaginando o final de tudo aquilo. Do lado de fora, os canais de televisão estavam com repórteres posicionados na entrada do Forúm para entrarem ao vivo assim que o resultado saísse.
- Olivia, parece que a Casey não está muito bem... – Sara comentou, enquanto olhava a promotora que estava sentada em seu lugar, com os cotovelos sobre a mesa e massageando as têmporas.
Benson olhou a cena e concluiu que, de fato, havia algo que a incomodava.
- Vou falar com ela – cochichou para a irmã – já volto.
Caminhou até o local em que a promotora estava. Olivia esticou o braço e o colocou levemente no ombro de Novak.
- Casey, está tudo bem? – perguntou delicadamente.
Ela pareceu se assustar um pouco, não havia notado a aproximação da detetive, virou-se e a encarou.
- Sim... – piscou algumas vezes – só não aguento mais esperar o resultado.
Benson também não podia negar que estava ansiosa.
- Você fez um ótimo trabalho, Casey – deu um sorriso – o júri irá condenar os dois.
Nesse instante, os jurados entraram no Tribunal e logo após, a juíza Petrovsk.
- A sessão irá recomeçar – anunciou a juíza.
Olivia deu apenas mais um sorriso encorajador para Novak e voltou para o seu lugar.
- Os jurados já chegaram a um veredito? – perguntou a juíza.
- Sim, Meritíssima – respondeu o representante do júri.
Um guarda caminhou até o jurado, pegou o papel que continha a decisão e o entregou a Petrovsk. Ela o abriu, leu e o entregou novamente para o guarda. Este foi em direção ao representante e lhe devolveu o papel.
O silêncio no local era absurdo.
- Peço que os acusados fiquem de pé para ouvirem a decisão – ordenou a juíza.
Joseph e Diego ficaram de pé, ao lado de cada um, os respectivos advogados.
Casey levantou-se e olhou na direção dos réus. Por alguns segundos, o seu olhar e de Kevin se encontraram e, embora ele tentasse sustentá-lo, ela desviou o rosto e olhou para a direção dos jurados. Finalmente o momento tão aguardado havia chegado.
- Pela acusação de estupro de Lana Sheldon e Mary Parker, como consideram o réu Joseph Demiris? – perguntou a juíza.
Os olhos de todo o Tribunal estavam voltados para o júri.
Na delegacia, o capitão Donald Cragen estava em sua sala, sentado na cadeira, atrás de sua mesa e olhando pela janela. A televisão estava ligada, mas a única coisa que estava passando em todos os canais eram os jornalistas totalmente ansiosos e desesperados, buscando um espaço no meio de tanta gente que se aglomerava na entrada do Fórum e dizendo, a cada dez minutos, que a sentença já havia saído, mas eles já estavam falando isso há horas. Apesar do barulho das vozes que vinham da TV, o capitão estava disperso e mal notou a entrada de Fin e Munch.
— O resultado já saiu? – Perguntou Fin, entrando na sala e sentando-se em uma cadeira encostada na parede.
- Ainda não – respondeu impaciente – juro que não vou aguentar mais se tiver que continuar esperando.
- Elliot ou Olivia ligaram novamente? – perguntou John, trazendo duas canecas de café e entregando uma delas ao capitão.
- Ele ligou rapidamente mais uma vez e disse que o júri ainda estava reunido para a decisão, mas isso já faz quase uma hora – pegou o café e deu um gole.
- Está acontecendo alguma coisa – Fin levantou-se agitado – Olha a correria na frente do Fórum – apontava para a televisão.
- Munch, aumente o volume! – disse Don, levantando da cadeira e indo para frente da mesa.
John fez o que foi pedido e assim, os três homens fixaram os olhos no aparelho de TV, prestando atenção nas informações. Os jornalistas empurravam-se em busca da notícia, falavam ao mesmo tempo e o cenário era de confusão.
- Parece que... – uma repórter ruiva tentava se manter parada, mas era empurrada pelas pessoas em volta. Apertava o ponto eletrônico que tinha no ouvido – Parece que finalmente... Sim! – deu um sorriso de vitória – A sentença já foi dada, por isso toda essa confusão – a câmera deu uma pequena virada para que os telespectadores pudessem ter mais noção de todo o caos que dominava o local. A câmera voltou a focalizá-la e foi possível ver o momento em que uma folha de papel lhe foi entregue – Senhores telespectadores, acabo de receber em primeira mão a sentença – tinha um grande sorriso no rosto, provavelmente fruto dos pensamentos em relação aos benefícios que essa notícia exclusiva traria para sua carreira – Joseph Demiris foi condenado à prisão perpétua pelos crimes de estupro e morte das duas jovens, além de tráfico de drogas e Diego Serpas foi acusado como cúmplice dos crimes e também por de tráfico de drogas e irá pegar quarenta anos de prisão...
A simpática repórter perdeu totalmente a atenção dos três homens que estavam na delegacia, pois estavam ocupados demais comemorando a notícia.
Notas finais
Finalmente... rsrsr
Gostaram????
Bjsssssssssss!
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