Diary of Demigods
1 Capitulo 1
Notas iniciais
Crystal Chance
Acordei com o sol entrando em meu chalé, fazia uma semana que havia voltado ao acampamento, tenho essa rotina desde os meus 13 anos quando fui trazido junto com minha prima para cá. Esse ano ela não veio, ou melhor, ela ganhou uma missão assim que chegou e se mandou sem mim.
O que me deixa irritada é que o Pedro (o sátiro que me trouxe junto a ela) também não está aqui, traidores.
Deixa eu explicar melhor essa historia, bem de acordo com o que me foi ensinado, os Deuses do Olimpo, sabe os maiorais? eles mesmo!
Eles existem e as vezes pulam a cerca tendo filhos com mortais, eu assim como todos nesse acampamento sou a cria de um Deus, mais precisamente Ares o senhor da guerra. Agora veja bem, Ares além de ter Afrodite ainda tem ou teve (estou tentando digerir) a minha mãe, que safado esse meu pai é. No meu chalé, que é o de número 5, dormem apenas os filhos de Ares, ou seja: Vários homens e duas meninas. Eu e Clarisse.
Clarisse é mais velha que eu, assim como os outros aqui no chalé, normalmente aos 18 os campistas paravam de aparecer no acampamento e ia cuidar de suas vidas, mas as coisas mudaram um pouco depois das guerras, os antigos ficaram para treinar os novatos e os ajudar com tudo que precisam. Os sátiros não são mais os únicos guardiões aqui.
— Crys? Sr.Quíron quer te ver.
— Mas de novo? Eu não fiz nada Bran, juro para você.
— Eu sei pequena, mas ele quer vê-la, acho melhor ir.
Dei um beijo em sua bochecha e sai, Brandon é um dos únicos meninos a qual eu sou carinhosa, o que é um detalhe engraçado já que quando eu cheguei no acampamento a gente brigou e eu só fui reconhecida graças a isso.
Fui em direção a casa grande e assim que peguei na tranca da porta torci para que não fosse encrenca, eu costumava vir muito aqui quando mais nova, pois eu e os Stolls ficávamos trollando todos do camp. Normalmente era quando eles ficavam enlouquecidos porque meus primos chegaram, Percy e Annabeth sempre causavam um alvoroço eu nunca entendi o porque disso já que todos de certo modo eram parentes mas é claro que alguns eram mais chegados a eles. Foi a mesma coisa quando os 7 foram formados, achei muito legal quando Leo chegou ao acampamento, a única coisa que me irritada era os enormes fãs clubes com placas se esbarrando em mim sempre que eu tinha que ir ao chalé dele.
Respirei fundo e abri a porta, já pedindo desculpas pelo que eu não fiz.
— Olha eu juro que não foi eu, eu estava no meu chalé quieta...nossa, quanta gente.
Tinha mais ou menos umas 7 pessoas na sala me olhando, o que me causou um leve desconforto já que eu havia virado o centro das atenções.
— Tudo bem Crystal, você não fez nada, eu só gostaria que acompanhassem esses semideuses pelo acampamento os apresentando a tudo. Já que são novos e todos os outros estão ocupados treinando ou algo do tipo, eu pensei que você seria a melhor opção.
A então eu seria segunda opção, nossa eu adoro me sentir amada. Mas pensando bem se eu fosse o Sr.Quíron pensaria em mim como última opção, pois o que garante a todos que eu não levaria todos ali para o mal caminho.
— Claro, vai ser um prazer. — Sorri e logo em seguida a minha expressão deve ter sido de puro susto. — Clark? O que faz aqui? Você é semideus? Acho que estou passando mal.
Clark é meu primo mais novo, normalmente a gente brincava que eramos casados e ele era o meu "mor", coisa boba eu sei. Antes de vim para o acampamento passávamos todas as férias juntos, Marina, ele e eu.
— Bem, foi o que mamãe disse, ele sorriu sem graça.
— É, vou esperar vocês do lado de fora.
Acabei saindo enquanto Sr.Quíron os passava algumas instruções, acho que uma delas era "Não confie muito na Crystal, ela pe louca."
Quando todos saíram achei melhor que se apresentassem, lógico que sendo breves ou ficaríamos ali eternamente.
— Oi pessoal — Falei forçando meu melhor sorriso. — Bem, eu sou Crystal Chance filha de Ares e moro no chalé 5 durante meu tempo no acampamento, se precisarem de algo é só me procurarem por lá. Gostaria de saber o nome de vocês, idade e se sabem o pai ou mãe de vocês para que eu possa leva-los até o chalé de vocês para que deixem suas coisas.
— Você fala como uma militar.
— Obrigada.
Sorri com sinceridade dessa vez, eu convivo por tanto tempo com meus irmãos que acabei aprendendo a ser assim, na nossa vida normal fora do acampamento muito deles são militares ou lutadores, Clarisse é médica e Bran...bem ele vai ser algo algum dia.
— Olá, eu sou Rose muito prazer — Ela disse me dando um abraço e seu perfume tinha o cheiro de colonia francesa, o que era muito bom. — Eu tenho 16 anos e sou filha de Afrodite, é um prazer finalmente estar aqui.
— Por onde esteve?
Sim, eu sou extremamente curiosa.
— Eu estava no Júpiter com um filho de Nêmesis, eramos como um acordo de paz, mas os romanos acharam melhor que fossem mandados outros Gregos, assim como os romanos daqui foram substituídos.
— A entendi, seja bem vinda de volta.
— Prazer, sou Rochelle e sou filha de Nêmesis, tenho 15 anos.
— Olá, eu sou Alice, filha de Apolo e tenho 16 anos.
— Olá pessoas, eu sou Isaac e essa é minha irmã Polly. Sim eu sou Japonês e ela Americana, tenho 17 e minha irmã 16 anos e somos filhos de Deméter.
— Cara, isso é louco. — Comecei a rir de como Isaac se apresentou e apresentou sua irmã.
— Bem, eu sou Clark pessoal, filho de Hermes e tenho 16 anos.
— Baixinho, estava com saudades. — Baguncei seu cabelo e ele me deu um tapa leve. — Bem agora vamos ao chalé de vocês para que eu possa os apresentar o acampamento. E caso queiram saber, eu tenho 17 anos.
Passamos em cada chalé para deixarmos suas malas, o que eu me arrependeria assim que chegasse no chalé de Nêmesis, como Rose tinha falado ela havia ido com um filho de Nêmesis para o CJ, e esse garoto na época era meu melhor amigo mas uma filha de Afrodite chamada Katty acabou me entregando uma carte onde ele dizia me odiar e mesmo com Mari falando várias vezes em minha cabeça que aquilo era armação eu não me despedi dele e a gente não se falou desde então.
— Rochelle te esperarei aqui na porta e assim que estiver organizado volte que buscaremos os outros.
— Tudo bem.
Eu resolvi que levaria um por um ao seus chalés e deixaria com que se acomodassem, fazer com que eles apenas jogassem as malas lá dentro para acompanhar os outros séria sacanagem.
— Olha só, a que devo a honra de ter Crystal Chance em minha porta?
— Nada por você Dylan, estou aqui por Rochelle.
— Minha nova irmã? A sim, Sr.Quíron me ofereceu para um tour no acampamento e acho que me interessei agora.
— Você não faria isso, né?
— Faria. — Ele sorriu olhando para porta assim que Rochelle parou na mesma. — Maninha, vou com você.
— Tudo bem, eu acho.
Eu apenas bufei e segui para buscar os outros. A questão é que eu não gostava de ficar perto de Dylan, ele me trazia lembranças boas e isso me dava raiva.
— Estou com uma sensação de que o amor está no ar.
— Rose, guarde comentários sem noção para você.
— Obrigado Rose, eu concordo.
— Smith cale a boca. — Como ele podia ser assim? Tão idiota. Revirei os olhos e continuei mostrando o acampamento para os outros, paramos no campo de treinamento e combinamos que esse séria o fim do passeio já que a única coisa que faltava era a floresta onde acontecia a caça a bandeira e isso eles conheceriam na prática.
— Por que?
— Por que o que garoto?
Estávamos só eu e Dylan sentados em uma pedra olhando os outros treinarem.
— Por que não foi se despedir de mim?
— Eu lhe mostraria, mas ficou no chalé.
— Do que está falando Crystal?
— Não se faça de burro, você sabe.
Me levantei indo em direção ao chalé, ele não poderia ser tão desmemoriado para não se lembrar da carta que eu sabia todos os versos decorados. Ele estava me seguindo e assim que cheguei em meu chalé e fui bater a porta em sua cara ele a segurou.
— Sou filho da deusa da justiça, acha mesmo que eu faria alguma coisa com você e ficaria bem? Logo com vocês Crys?
Eu não respondi suas perguntas, apenas entrei em meu chalé e deixei com que ele entrasse, me sentei em minha cama e comecei a procurar por um papel muito conhecido por mim.
— Você ainda não arruma a cama? Qual é, velhos hábitos nunca mudam.
Ele sorriu e eu me arrependi amargamente de ter aparecido naquele chalé. Lhe entreguei a carte e ao terminar de ler ele começou a rir.
— Acha mesmo que eu escreveria isso de você?
— Acho.
— Está enganada, quando eu fui embora do acampamento pensei em você todos os dias, tentei te procurar fora daqui mas a única pessoa que encontrei foi a Mari, ela estava correndo por NY e parou quando me viu. Ela me disse que mesmo não admitindo você sentia minha falta, e claro eu a avisei que sentia a sua, então eu não recebi mais noticias de vocês, havia perdido minhas duas melhores amigas por essa maldita mudança, na real os romanos resolveram trocar os campistas pois eu sempre causava algum problema e eles ficaram sabendo que aqui não estava diferente. Eu nunca te odiei Crystal...
Ele olhava no fundo dos meus olhos e eu podia sentir a corrente elétrica que sempre passava em meu corpo quando isso acontecia, fazia tanto tempo que eu havia me esquecido da sensação, então ele chegou mais perto e eu pude sentir sua respiração quente em minha pele.
— Esperei 5 anos para dizer isso, a verdade é que eu te amo Crystal Chance, eu sempre te amei e isso nunca mudou.
Assim que ele disse essas palavras, me puxou para perto de si e colou nossos lábios. Um beijo com gosto de saudades e desejos, não podíamos negar que esperávamos por isso desde que nós nos conhecemos e finalmente estávamos acabando com essa vontade.
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