Diamond wa Aijobukai
1 Prólogo: O stalker de CUJO nome Jotaro / Vamos caçar Mickeys
Notas iniciais
'Belas garotas.
Nada se compara a uma bela garota que se destaca na multidão.'
O meu nome é Momoko J. Higashikata, me chame de Kojo! –, sou o exemplo de beleza feminina! Isto é, sem querer me gabar nem nada. Não pretendendo soar arrogante, estou apenas relatando um fato. Até porque não fico me vangloriando sobre a minha beleza simplesmente perfeita, sabe?
Um rapaz de penteado engraçado com duas cicatrizes no rosto invadiu do nada meu caminho, apaixonado e timidamente pedindo-me pra passearmos juntos. –O-olá, a-aceita ir a um encontro comigo agora?
Veja só! Se eu fosse uma garota normal...
"Por que não vai a um chiqueiro e convida um porco pra você?", diria algo assim!
Porém eu sou diferente♡.
–Sinto muito – propositalmente disse numa voz dócil, sendo kawaii – Tenho mesmo que ir estudar! Desculpe♡.
O garoto sangrou pelo nariz, sorrindo deixando-me ir como se fosse uma modelo numa passarela. A próxima frase dele será: "Tome cuidado, por favor!"
–Tome cuidado, por favor!
–Obrigada! E tome aqui – Dei-o meu lencinho de seda para estancar seu sangramento, só o piorando ainda mais porque o garoto engraçado se emocionou e corou até os cabelos. –Tchau, tchau!
Viram? Sou linda por dentro e por fora! Além disso ainda sou uma boa garota com educação e gentileza.
Sabem o que isso significa?
Que sou incomparável!
E perfeita e única — se quiserem adicionar também.
–Ei Okuyasu, para de ficar aí parado que nem um idiota e vem logo! Droga, você hein. – Um loiro, aparentemente conhecido dele, o chamou impacientemente e tratei de seguir meu caminho, não querendo que ele brigasse com o garoto achando que ele se perdeu na minha beleza. Ele não tem culpa de ter se deparado com uma beldade!
Fiquei me perguntando se meu irmão não iria me acompanhar a tempo, pois peguei um caminho diferente do dele para a escola. De longe cheguei a vê-lo brigar — como sempre — com nossos senpais justo no primeiro dia e depois, papear com um moço gigante de mais de 1,85, quase entrando em confusão! E realmente curiosa sobre o que tanto falavam, mas como não haviam me visto continuei até a escola. Afinal a garota perfeita tem que chegar perfeitamente no horário exato!
–Oh! – percebi uma garota desconhecida no pátio da escola, como eu era caloura, teria que conhecê-la!
E uau! Até que ela é bonita... E muito! — mas não mais que eu claro! Ela parece meio triste, preciso iluminar o dia dela com minha aura angelical e jeito doce, acho que assim ela vai ficar melhor!
–Oláaaa!
–...Oi.
Um oi morto.
O-OQUE? U-um 'oi' TÃO SECO ASSIM? NÃO PODE SER...ela deve estar com vergonha de ter alguém tão perfeita assim na sua frente! Deve estar sem acreditar que alguém foi educada com ela hoje, de tanta tristeza e sofrimento que já passou em sua vida!
Pois continuei:–Está tudo bem?
–Me deixe só.
MEU DEUS, MINHA PRESENÇA É TÃO BOA QUE JÁ TEVE LIMITE PARA ELA!
–Tudo bem... – já ia me indo, até que...
–Espere! – pegou o meu pulso, gentilmente, com uma face... Envergonhada e tímida? Ué?! – Me desculpe pela minha grosseria, não foi realmente minha intenção, eu estou num dia ruim...
–Oh eu compreendo, não tem problema. A propósito eu sou Higashikata Momoko, do primeiro ano. – virei-me diretamente a ela, dando um sorriso compreensivo e amigável – Qual seu nome?
–Yukako Yamagishi. – devolveu-me o sorriso. – O prazer é meu.
–Espero que possamos ser amigas!
–Pode apostar que seremos, Higashikata-san.
•ו×
O dia passou de forma bem tranquila. Tive que me esconder de vários rapazes por ter sido a primeira paixão a primeira vista de cada um deles, dá pra acreditar?! Fazer o que, não é, sendo tão linda e graciosa como eu. Mas, por conta disso não consegui encontrar com meu irmão, sequer ficamos na mesma sala. Uma pena! Porém Yukako-san foi uma companhia muito agradável, e no almoço contou-me que estava apaixonada, ainda no início das aulas quando 'conheceu' seu amor.
Atenta à detalhes percebi diversas moças me encarando no caminho de volta pra casa. Uma mistura de inveja, admiração? Mal sabiam elas o quão bobas eram! Porque um dia ainda seriam lindas como eu. É uma questão de lógica! O grafite, enterrado bem fundo, demora, porém um dia torna-se um lindo diamante! Bem bobo, mas com sentido, hwa.
Uma das moças em especial me chamou mais a atenção, estrangeira aparentemente; era loira, esbelta, olhos claros e possuía uma sombra (?) misteriosa atrás de si, embora não muito visível a mim. Li seus lábios e podia jurar que balbuciou algo como "Cinderella". Pareceu me olhar bastante, entretanto seu foco estava mais para as letras gravadas na placa de ferro da casa que eu acabara de passar perto. Ela estava vigiando a pessoa daquela residência? ... Nome, "Kira Yoshikage"...?
De qualquer jeito, ignorei e corri para chegar em casa rapidamente. Sendo também uma atleta perfeita, não foi muito difícil!
Comecei a cantarolar. –Chegando em casa, chegando em casa, a princesa então chega em ca... – Até que... – HÃ? – quase gritei em surpresa. O mesmo moço de sobretudo branco! Parado na frente da minha casa! AAAAH, mas o que significava aquilooo-
Eu sei que é ele! Aqueles golfinhos na roupa sao inconfundíveis! Escondi-me atrás dum poste a alguns metros de distância, aproveitando que ele não me viu. Pelo jeito meu irmão não tera chegad... Que, não pode ser, então ele realmente está esperando meu irmão? Ele quer o quê, chama-lo pra sair? OU ENTÃO, FAZER UM PEDIDO DE NAMORO? DE CASAMENTO?
E-E-E...E... ELE É UM STALKER APAIXONADO!!
MEU IRMÃO TEM UM STALKER DE DOIS METROS NA COLA DELE!
–OOOOH MY GOOOD...!! – AAAA EU ACABEI GRITANDO MEUS PENSAMENTOS EM VOZ ALTA
Pisquei, congelei, paralisei e o moço não estava mais na frente da minha casa. Sumiu, DO NADA! EM UM SEGUNDO!
–COMO EU PENSAVA, OS STALKERS SÃO RÁPIDOS. – comentei num misto de medo e surpresa.
–Oy. – Uma voz atrás de mim.
UH...
Me virei. Lá estava ele. Com uma boina pro lado, altasso, olhos verdes tão verdes que até os meus verdes ficavam com um tiquinho de inveja.
Oh. My. Kami.
–Você é Momoko Higashikata, certo? – ele disse, tão naturalmente, não me deixando nem pensar em falar... – Momoko Higashikata, 16 anos. Nascida em 1983, gêmea mais nova de Josuke. Mora nesta cidade desde que nasceu, juntamente com seu irmão, sua mãe e avô.
Engoli em seco. O stalker era bom mesmo.
–Então isso que é ser profissional. – deixei escapar. Ele não ligou e continuou com seu stalkernismo. A.
Senhor stalker, eu ainda não perguntei pro meu irmão se ele prefere príncipes à princesas, ou ambos, então por favor não me pressione, eu não sei de nad...
–Sua mãe é Tomoko Higashikata. Na época de seu nascimento, fazia faculdade em Tóquio, aos 21 anos. O nome do seu pai é... – suspirou, parecendo cansado.
OH!, sendo um stalker tão bom ele deve saber que não uso maquiagem. Hah! O segredo está no meu sono de beleza. Será se ele sab...
–O nome do seu pai é Joseph Joestar.
....Ha?
»POV off
–JOTARO-SAN. – Josuke chega rápido até os dois. – Momoko! Finalmente achei vocês!
–Jojo-nii, o stalker-san quer falar com você! – disse a menina com os olhos brilhantes.
–Não é um stalker, é o Jotaro-san! Eu procurei você por toda parte, por que não ficou junto comigo??
–E você, planejando seu casamento às escondidas! – Momoko finge chorar e ignora totalmente Jotaro – Não foi assim que eu te criei, pra você namorar escondido e fazer tudo pelas minhas costas! Jojo-nii! – colocou as mãos nos ombros de Josuke – Acabamos de entrar no colegial, eu entendo como se sente, mas mantenha seu amor e coração puros!
–Mas que droga você tá faland-
–Oy. – A aura ameaçadora de Jotaro os interrompe. Muito putasso ele estava. – Discutem seja lá o que for depois, o assunto é importante.
»O casamento de vocês não é importante??, Momoko pensa já dando menos 1 ponto pro stalker do irmão.
–D-de qualquer forma – Josuke tenta acalmar os nervos de ambos – Vamos entrar e conversar melhor...
✰
Assim, Josuke convida Jotaro até sua casa. Momoko parece intimidada com a presença do suposto sobrinho, embora a ideia de stalker ser tão assustadora a ponto dela esquecer do detalhe de Josuke e ela serem seus tios mesmo. – Hum, vocês querem que eu me retire? Pra dar mais privacidade…
–Nesse caso, prepare um chá pro Jotaro-san, Momoko? – Josuke pede e pisca a ela. A menina assente e vai à cozinha rapidamente.
–Na verdade, eu não vou demorar. – Jotaro fala.
–É que ainda não conversei com ela sobre você. E minha mãe e meu avô não chegaram também, então...
–Eu já expliquei a situação a ela, lá fora no momento em que chegou.
–Nah, minha irmã é do tipo que não escuta nada do que falam pra ela, a não ser se for da sua aparência e especialmente o penteado.
–Ah. Mulheres. – Jotaro deu de ombros. – E Josuke, esse corte no seu lábio.
–Hã?
–Esse – Jotaro aponta bem de perto – Quando eu te soquei você se feriu. Seu Stand não cura suas feridas?
–Sim, ele não pode curar minhas próprias feridas. – cutucou o lábio inferior, se inclinando reflexivamente até Jotaro – Como está, a cicatriz?
–Não é permanente, fica tranquilo. – “Esses irmãos tem algum tipo de narcisismo pra tanto cuidado quanto à aparência? É só um corte.”
–A-AH! – Momoko exclamou em surpresa, quase derramando os chás, vermelha percebe a distância entre os dois – Me p-p-p-p-perdoe, eu não queria interromper o momento de vocês! Por favor desfrutem intensamente sua estadia na escuridão desta noite! – pôs os chás na mesa e saiu correndo.
Até que veio um “ORA” bem alto e a parede do corredor foi esmagada com um soco ‘invisível’, impedindo Momoko de raciocinar e bater a cara na mesma com o susto.
2 minutos depois Josuke estava curando seu galo na testa e seu nariz quebrado, Momoko choraminga mas escuta novamente — dessa vez de verdade — a explicação do Kujo stalker e compreendeu tudo. Ou quase.
–Você tá bem? – Jotaro perguntou no final de tudo.
–Ela vai ficar. – Josuke dá um joinha
–Hum, então eu tenho um sobrinho! Uau, eu já sou titia. – Ela assente várias vezes processando a informação. – Por alguma razão isso não me agrada muito. Você vai chamar a gente de titio e titia agora?
–Claro que não vou fazer essa bizarrice, quantos anos acha que eu tenho?
–Mas enfim, meu querido, o que foi esse corte no seu lábio? – o ignora e se vira para Josuke.
–Ah, Jotaro-san havia me dado um soco e....
–Deu um soco nele?! – Se vira para Jotaro – Que tipo de sobrinho você é??
–Eu estava só me defendendo – E por que caralios logo Kujo Jotaro estava se justificando? Percebendo isso ele se cala.
Momoko se vira novamente para o irmão – Você arrumou briga com seu sobrinho??
–Ele falou do meu cabelo! – Josuke aponta
–Não foi minha intençã...
–Falou do cabelo dele?! – Momoko se vira a Jotaro, que já tava com uma escuridão por parte do rosto, sinistro.
Do nada Momoko se levanta da mesa e Jotaro faz o mesmo, ambos ficando cara a cara, separados somente por uma MESA que magicamente sai voando e se quebra toda na parede.
–Falar do cabelo do meu irmão é falar do meu. _Ela não se mostra furiosa, apenas séria e intimidadora. – Que corajoso, você mal chega na nossa cidade, stalkeia meu irmão e já quer sentar na janelinha?
–Sinto muito pela sua mobília – Jotaro diz irônico – Significa que quer resolver isso aqui e agora? Não vou mais me justificar, posso ser seu oponente a qualquer momento.
... E aí...
–DORA! – ventureira. Em segundos Momoko desfalece nos braços de Josuke nocauteada por um golpe seu na nuca, cortando toda a moral da bagaça. Ele a carrega até as escadas, Jotaro o questionando com o olhar o segue. Que merda tinha acontecido?
–Momoko tem lá suas doideiras, mas eu realmente não quero que ela lute – Josuke explica enquanto a põe na cama, já em seu quarto estilo Barbie. – E sobre isso também Jotaro-san – se direciona seríssimo até Jotaro –, quero que evite o máximo isso, de Stands ou de até outros assuntos perto dela. Momoko não tem consciência exata de que eu tenho um Stand ou que existem usuários dessa parada.
–Como assim? – pergunta, um pouco intrigado.
–Bom, ela também não tem um Stand próprio acredito eu, porque ele nunca se manifestou até agora, mesmo eu possuindo um desde os 4 anos. – Embrulha Momoko na cama e se dirige até a porta. – Enxergando somente a silhueta do Crazy Diamond ela sempre acreditou que eu tenho um anjo da guarda do meu lado, por isso que consigo curar as feridas dela e de mais outras pessoas. Embora infantil, quero que permaneça assim.
–Entendi. Me desculpe por mais cedo. – Josuke deu de ombros e Jotaro decide estudar mais sua irmã, estranhando aquilo tudo. –... Yare yare daze.
Isso o obrigaria a fazer uma investigação.
Josuke agradeceu por sua irmã se amar tanto a ponto de ter seu complexo de grandeza, assim ela esqueceria seus momentos de raiva súbita e acordaria mais tarde provavelmente confusa, mas não ligaria e diria o quão maravilhosa estaria em mais um dia. Todo o resto que teve de fazer fora só consertar a casa com o Crazy Diamond. Disse a Jotaro que não se recordava de muita coisa e nem estava interessada.
Algum tempo tempo passa e, Josuke continua a manter segredos sobre sua investigação de usuários de Stands, pela segurança de Morioh, de sua mãe e avô e Momo, sempre tão alheia a tipos de conflitos, seguindo uma vida ordinária.
»Talvez Josuke tenha cometido um engano por tanto tempo. Não há provas que de sua irmã não possua um Stand. Isso é estranho demais.«
Jotaro pensa em seguir Momo, observa a rotina dela junto da de Josuke, não encontrando nada de anormal, a não ser a própria cabeça de vento sem limites da Higashikata mais nova. Aparentemente, independente do seu irmão. Ela tem amigas, admiradoras e admiradores de ambos os sexos, popular na escola e fora dela, conversa com Koichi regularmente mas não possui nenhum contato ainda com Nijimura Okuyasu.
Em determinado momento de sua investigação, Momo se pôs atenta, procurando com os olhos quem estava a seguindo.
–Poxa... – e ficara decepcionada por não ter encontrado. Deveria estar imaginando coisas, mas não estranharia se alguém resolvesse stalkeá-la, linda e divina do jeito que era seria muito natural.
Quase pego, Jotaro tinha parado o tempo por uns segundos e aproveitado para se afastar de Momoko. Suspirou mais uma vez. Tsk, talvez Momo seria uma oponente difícil, em muitas questões. »Ela não abaixa a guarda. Eu não posso arriscar um ataque ou criar uma situação em que ela possa se mostrar...»
-Ah! Achei você!
Kujo Jotaro congelou, sentindo a mão esticada de Momoko até seu ombro. – Então era só você mesmo! Hah! – por cima do ombro a encara podendo jurar que ela havia usado algum poder para encontrá-lo, considerando que tinha se distanciado e apagado sua presença o suficiente.
–... Vamos conversar, Higashikata Momoko.
✰
Naquela tarde eles tomam chá calmamente, dentro do restaurante do Grand Hotel, a pedido de Jotaro. – Naquela hora, em um instante você estava distraída, como foi que me encontrou?
–Hum, não foi difícil. Imagine a facilidade de encontrar um tio de dois metros ambulante todo de branco! – respondeu, rindo como se não fosse nada
Tio?
–Mas você estava me ignorando e ao mesmo tempo me stalkeando? Como você é mal! – Momo o encara feio – JoJo-nii não pode admirar um modelo como você.
–Modelo? – »Quanto mais ela abre a boca mais sem sentido tudo fica.«
–Eu sei porque está na nossa cidade, Kujo-san. – põe a xícara com chá na mesa, num ar de seriedade. – Além de nos relatar sobre nosso pai. Você é...
–Continue. – »O quanto você pode saber por si só?«
–... UM CAÇA TALENTOS. – aponta. Jotaro se questiona se era tudo uma brincadeira, não poderia existir tamanha viagem dorgada. – Você é um caça talentos disfarçado de biólogo marinho! ... Já decidiu quem vai ser o escolhido especial? Será eu, não é??
Por alguma razão aquela bobagem toda fazia lembrá-lo de sua mãe levemente abidolada, Holly-san, porém uma amável mãe. – Momoko...
–Me chame de Momo, Kujo-san!
–Momoko – a ignorou –, se acontecer algo estranho, avise-me. Seu irmão tem o numero daqui.
–Ok... Mas estranho como?
–Me responda uma outra pergunta. – pede Jotaro – O que você acha sobre... Lutar?
–Lutar significa violência – balançou a cabeça – Eu não aceito nenhuma das duas, de forma alguma!
–Hum, se sua convicção é essa... – »Pode ser que seu Stand não tenha se manifestado pelo seu espírito pacifista. Mas, Josuke também não escolheu ter um Stand, quando Dio despertou foi uma reação em cadeia para o clã Joestar.« – Venha comigo, vamos chamar seu irmão também.
–Que? Mas... – tomou todo seu chá rapidamente – Ah! Quando veremos o sr. Joestar?
–Atualmente ele está muito velho, provavelmente mal vai conseguir chegar até aqui – a essa altura, ele já contatava Josuke. – Sou eu, vou precisar de sua ajuda.
–A. – Momoko somente exclamou.
–Vamos caçar.
✰
–Caçar ratos? Mas pra quê caçar ratos? – Josuke encara a irmã, que levanta os ombros também sem entender.
–É importante – Jotaro responde – Talvez tenhamos que arriscar nossas vidas pra isso, se for complicado...Que eu imagino que vá ser.
Josuke bufa e aproxima-se do Kujo murmurando – Então por quê ela está aqui? Você não escutou o que eu disse? Minha imotö não vai ser útil aqui Jotaro-san.
–Exatamente por isso que esta é uma oportunidade de nos certificarmos da verdade, Josuke.
–Mas eu... – chega mais perto pra evitar que Momo os escute. – Eu não queria, hum, sabe, pô-la em qualquer tipo de perigo... Já falamos sobre isso mais cedo!
–Se não der certo pedimos pra ela ir pra casa e seguimos. Como eu disse, é importante. – O Kujo dá de ombros.
»Provavelmente a teimosia é de família.« Josuke suspira, se questionando afinal quais eram os planos do biólogo.
–Licença, eu ainda estou aqui... – Momo se emburra pelos dois rapazes excluírem ela da conversa.(¬u¬ ')
–Escute, Josuke. –Ainda assim a evitam de chegar mais perto. –Akira Otoishi confessou ontem. Antes de revelar sua identidade, ele usou o arco e flecha e atingiu um rato. O bicho não morreu depois de ser atingido e, se contorcendo em dor, ele se livrou da flecha e fugiu. Ou seja, apesar de ser um rato ele certamente adquiriu poderes de Stand. Nós temos que encontrá-lo antes que algo aconteça eliminá-lo.
–Que pressão...! Primeiro humanos e agora bichos, eu tenho um pouco de nojo de ratos...
–Ei, ei. Não me deixem de fora. –Momo apertou os ombros de cada um, forçando menos distância entre si. –Sério, vocês são tão estranhos! Olhe Kujo-san, Jojo-nii não era de guardar segredinhos com outras pessoas, mas ultimamente eu percebo que vocês dois escondem alguma coisa de mim. –Jotaro desvia o olhar dos irmãos e Josuke não deixa de expressar nervosismo diante de sua fala, fazendo Momo piscar.
–Quer fazer a honra, Josuke? Vamos acabar de vez com o mistério.
–... Não acho que seja necessário, aliás a Momo a essa hora deveria estar com a nossa mã-
–Não me diga que estão de verdade num relacionamento às escondidas! ... Esse seu papo de sobrinho, "Joestar", herança, é história pra boi dormir Kujo-san! Fiz bem em não ter descartado a minha teoria de primeira... Esse súbito encontro de nós três, afastados de quem quer que seja...Iriam me revelar isto? Ooh, vocês querem contar comigo...! Não se preocupem, eu sei guardar segredo e apoiarei vocês dois! – os olhos de Momo brilham em pequenos corações, lançados ao suposto 'casal'. Jotaro não se contém e diz a Josuke com um olhar "Bata nela antes que eu o faça. Imediatamente."
–Por isso também que não era pra ela vir...
Negando toda a história de casal e amor às escondidas, Josuke somente diz que Jotaro, seu legítimo sobrinho quer testar se os irmãos são bons com a mira. Momo encara o "sobrinho" no processo sem questionar mais nada entendendo como um desafio, pondo as mãos na cintura. –Kujo-san... Você está nos desafiando?
–Pode entender como quiser. Sendo netos de um policial, o que podem fazer com esses rolamentos? – o Kujo mostra algumas bolinhas de metal, com direito a um alcance de 20 metros se lançadas com precisão.
»Em quê tem a ver sermos netos de um policial se vamos usar rolamentos?« Josuke se pergunta e sua, achando que Jotaro atiça demais Momo como se tudo aquilo fosse um mero jogo.
–Como um humano normal lançaria a quase 20 metros? –Momo questiona – Você é capaz disso?
–Você não? – Jotaro arqueia uma sobrancelha.
–Hunf, eu sou perfeita, não sou? – Momoko pisca ao se posicionar, mira bem nas latinhas de refrigerantes um pouco distantes e com força, lança uma, duas bolinhas de metal e acerta todas com sucesso. Jotaro se arrisca a dizer que, com força demais pra alguém como ela. – Oh! Eu até não posso ser tão ruim... Yatta! Yatta! Yaattaa! –dava pulinhos, com o punho erguido numa pose de vitória
–Pra ser honesto eu estava esperando que você errasse todas. – Jotaro diz, Momoko o encara ao inflar as bochechas em descontentamento.
–Ok Jotaro-san, então acho que é minha vez, não é?
–Esperem um pouquinho, eu vou buscar as que lancei. – Momo na medida que se afastava o Kujo sentia o olhar confuso de Josuke sobre ele, até escutarem a gêmea mais nova soltar um gritinho, do nada ao tropeçar e cair no chão.
–Que ela está fazendo? – Jotaro murmura
–Hã? – Josuke a observa voltar uns metros até eles – Ela tá... Vindo pra cá e... Chorando??
–JoJo-nii – Momo fungava, as bochechas vermelhas por conta das lágrimas, soluçando mostra seu belo uniforme customizado completamente manchado – Quando tropecei cai naquele tanto de cocô de rato, o que eu faço? ...
–AAAAAHHH – Josuke se afasta com nojo – Mas que merda! ... LITERALMENTE. Calma, tem certeza? Merda de rato não costuma ser tão enor... CREDO QUE HORROR!
–O m-meu... Uniforme fofo-!
–Está tudo bem, eu posso te dar um 10 pela sua mira. – Jotaro fala e ela só faz chorar mais
–Pare de sentir pena de mim! Aah, chega! Eu não quero mais! Não, não! – aos prantos Momoko corre pra longe dali, o rosto contorcido em nojo e choro
Josuke tosse enfim se livrando de toda a repulsa que sentiu, Jotaro vai até o canto onde sua irmã caiu. – Hum, parece que nosso alvo esteve por aqui. E, bem, Momo não serviu pra descobrir muita coisa sobre ela mesma.
–Ah, você acha?! – O Higashikata estala a boca num "tsc". – Ah... Esqueci que eu poderia ter feito a roupa dela voltar ao normal.
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