Diamond wa Aijobukai
3 Deselegância X Quando seu pai é mais velho que seu avô
Naquela noite, Momo acorda na madrugada e boceja, seguindo para o banheiro. Até que escutou um barulho estranho no andar de baixo. Então desceu rapidamente as escadas. – Ué?
Barulhos de passos vieram e alguém escorregando na cozinha, Momo vai até lá de fininho e no a luz, até seu rosto se tranquilizar – Oxe...Maninho, o que tu tá fazendo acordado a essa hora?
– É a hora.... – Josuke roncava e caminhava dormindo.
– Hora do quê? São três da manhã ainda.
– Eu quero bolo de chocolate...Quero rámen... – falava de boca cheia, comendo uma banana pela metade.
– A gente compra na escola, agora vai dormir.
Ele ronca em resposta – Mas eu...quem tá falando comigo?
– Ahh...Entendi a parada. JoJo-nii ficou sonâmbulo... Lascô.
– Jotaro-san, eu não quero matar mais ratos... Ratos são... Do capeta...
"E sonâmbulos também", a mais nova pensa. – JoJo-nii, acorda.
– Dattebayo! – Ele escorregou na própria banana que deixou saltar da sua boca e caiu de cara no chão.
– Você ficou assim desde sua ida até o tio enfermeiro da escola. Hum. – Momo cruza os braços. – É suspeito? Nah... Mas eu pedirei pro seu amigo Okuyasu-kun perguntar pra ele o efeito do remédio que ele te deu. – Josuke havia quase adquirido um nariz quebrado horas antes, então se indagou se tinha sido somente remédio pra dor ou algo a mais. – Ara, ara. Que problemático. Vamo, eu te levo pra cama, você já ficou Out Of Character demais por hoje.
Foi difícil pôr ele na cama, mas Momo deu um jeito ao empurra-lo no caminho inteiro. Como Josuke horas mais tarde não acordou e sim aparentemente adquiriu um resfriado, ele não foi a escola, ficando de cama e com febre. Porém até o final daquele dia Momoko tinha certeza de que ele ficaria melhor.
– Okaa disse que idiotas não pegam resfriado e mesmo assim você parece bem mal. — Ela analisava bem seu irmão de máscara e com uma toalha na testa, pareceria mais engraçado se não fosse por seu estado — Por quê isso? — o balançou — Nee, por quê, por quê?
– Ah, céus. Me deixa, vai, vai pra escola. — Josuke tossiu se virando para o lado oposto na cama.
– Oh, isso é tão maneiro. — Momo concentra seu olhar na sua máscara, chegando próximo de seu rosto — Isso é tão daora, wo, eu também quero usar uma. Ei, JoJo-nii, eu também quero ter uma máscara, aposto que ficaria bonito no meu rosto lindo. [A/N: eu quando vi meus pais de máscara pela primeira vez]
– O quê que há com essa garota? — Josuke indaga para o nada
– Sabia que você tava sonâmbulo nessa madrugada?
– Mentira sua...
– É sério! — Momoko sorri, rindo sem motivo algum do cabelo solto do irmão sem o típico pompadour armado, até estranhando um pouco sua aparência. — Você sempre fica melhor quando eu e a okaa te beijamos.
– Argh...
– Você sabe que é verdade. Beijo de despedida! — Momo inclinou-se e forçou Josuke olhá-la para ter acesso a sua testa, depositando ali um beijo antes de sair do quarto.
– Como diria Jotaro-san... 'Yare yare daze'. — Josuke suspirou, enrolando-se nos cobertores
Momo deu um beijo em sua mãe também, encontrando o avô na porta de casa prestes a sair pro trabalho.
– Bom dia, jiichan. Vai fazer sua ronda agora?
– Sim, eu vou, querida. Tenha cuidado no caminho da escola. – Vovô Ryohei disse, dando-lhe um beijo na testa.
– Pode deixar!
Momoko não diz uma palavra sobre seu mal pressentimento em relação ao seu avô ou sobre o estranho resfriado repentino de Josuke. Ela quer perguntar, quer saber o que tanto Jotaro e Josuke escondem dela, e não parece que estão muito dispostos a revelarem a ela... Que somente sentia que era crucial para a segurança da sua família naquela casa.
Uma repentina chuva chegou de manhã bem cedo. Momo foi pra aula junto de Koichi e Okuyasu na sua Harley Davidson — os 3 juntos nela mesmo na chuva, Koichi no meio, como se fosse um bebê ilegalmente entre eles — acompanhando-os para falar sobre a situação de seu irmão. Eles combinam de visita-lo após todas as aulas. Yukako Yamagishi fica a espreita e usa do mesmo caminho deles para observar Momoko e Koichi, estranhando aquela aproximação repentina entre eles.
E na hora do intervalo Lenne mais uma vez tinha a companhia de Momoko. Juntas no terraço, sozinhas. Por alguma razão ela não largara de seu pé agora. Ignorando sua existência e comendo desanimada, resolveu comentar aleatoriamente: – Hoje meus pais fariam aniversário de casamento.
– Uhm... Sua mãe é uma esposa de Junho. Que maravilhoso. – Momo respondeu.
– Como essa – Encarou o céu nublado –, estação tão úmida e deprimente pode ser sinônimo de felicidade?
– Oy oy, seus pais tem uma união feliz, eles casaram em Junho afinal.
Lenne crispou os lábios em irritação. – Como você acha que pode saber de alguma coi-
– Eu sei sabendo! – Momo mais uma vez não a deixa falar. – O nome junho não se derivou da deusa romana Juno? Provavelmente seu nome é de Ju-
– Não me interrompa quando eu estiver falando, por fav...
– Na mitologia grega, Juno era chamada de Hera, a deusa do matrimônio e da fertilidade. Sendo assim os que casam no mês de Hera recebem proteção e bênçãos. – os olhos de Momoko piscam ao imagina-la num lindo vestido de noiva. – Eu adoraria casar no mês dela, mas sou perfeita demais para aceitar um pedido pela minha mão.
"Você deveria casar de uma vez com você mesma.", a loira pensou ao suspirar. – Mas Hera não era esposa de Zeus? Eu associo a imagem dela a ciúmes doentios, então não consigo ver felicidade nenhuma nisso.
– Isso não é verdade.
Como se fosse mágica Yukako Yamagishi surge para elas. – Não é verdade... – Um sorriso suspeito desenhado nos lábios. – Não tem outra forma de demonstração mais sincera e singela no amor do que ciúmes. Hera como sua esposa ama mais que tudo Zeus.
– Yukako-san! – Alheia a aura sinistra que emanava da jovem Momo corre para cumprimenta-la. Lenne torce os lábios, não gostando do contato e nem de Yukako de primeira. – Eu achava que você não viria mais! Estava doente?
– Não... Eu estava... Cuidando de umas coisas. – Olhou de relance para Lenne. Em seguida de volta para Momoko. – E voltarei a cuidar delas agora mesmo. Com licença.
– Que foi isso? – Lenne indagou
– Vai saber. – Pôs a mão sobre o rosto – Ara, ara. Yukako-san anda tão distante de mim e acabamos de virar amigas.
– Amigas. Sei. – Lenne teria dito com certeza de que Yukako não as encarou de maneira amigável, mas não adiantaria comentar isso com Momoko. – Vamos voltar pra sala.
– Ok!
Ambas se direcionam a porta que leva a saída do terraço, a mesma que Yukako usara, até perceberem que estava trancada pelo outro lado. — Isso é algum tipo de brincadeira? — Lenne irritou-se — Aquela garota. Ela trancou a gente aqui.
– Yukako-san? ... Ela não é do tipo de pessoa que faria i...
– Pois ela só em uns segundos me pareceu ser uma pessoa que é capaz de coisa pior. Não viu como ela te olhou?
– Bom — Momo põe as mãos no rosto, os olhos brilhando -, eu sou linda, então...
– Não foi nesse sentido de... Ah esquece. — Lenne suspira profundamente forçando mais a maçaneta da porta, sem sucesso algum. — Tsk, maldita, que brincadeira sem graça. O que ela tem contra você?
– Nada, ué.
– Aham, tá... — Lenne revira os olhos e Momo pigarreia.
– Beleza, ninguém vai conseguir nos escutar daqui, então vamos arrombá-la juntas. – Lenne balança a cabeça em negação contra sua ideia – É nossa única solução!
– Se vamos arrombar, ok, mas eu faço isso sozinha. Você não é forte nem maromba como seu irmão. – Momo arqueou as sobrancelhas. – Além disso se arrombarmos juntas com certeza no final acabaremos numa situação constrangedora, então quero evitar que você...
– Que tipo de situação constrangedora??
– Não sei, é que você tem tendência em sempre nos meter em uma. – suspirou, escutando o badalar do sino indicando que deveriam voltar à sala. Deveria ser rápida. – E se meu cotovelo bate nesse seu peitão no meio da confusão? Vai, se afasta, tola.
Momoko infla as bochechas vermelhas em irritação, não acreditando que estava ouvindo aquilo. – Então me toque.
– Hã?
– Eu ficarei bem, eu provarei que não vou poder a calma tão facilmente. Me toque.
– Por que eu tenho que tocar em você? Eu quero evitar todo tipo de 'trouble' aqui!
Momo escuta e entende a palavra 'trouble' pronunciada no dialeto japonês, ficando confusa. – Por que do nada começou a falar de To-Love-Ru? Que bobagem, anda logo e me toque.
– Eu não disse 'To-Love-Ru', eu disse 'toraboru/trouble'... – Lenne piscou enfim notando que ambos tinham o mesmo som saindo de sua boca. – Enfim eu não tava falando disso, eu não acordei com nenhuma mulher nua do meu lado, nem mergulhei na virilha de ninguém, muito menos da 'minha irmã'! Trouble e To-Love-Ru devem ter o mesmo significado por conta disso. – citou a obra novamente
– Eu disse que nada vai acontecer! Anda loga e me toca! – Momo parecia prestes a socá-la
– Pode parar por aí. Você não é a tal 'dama de Winter'? Damas não ficam falando coisas assim. Além do mais, você pretende ficar repetindo isso até quan... – Lenne sentiu algo roçar em seu braço, olhando direito percebeu que era uma aranha — muito provável que tenha subido nela ao sentar no chão -, aracnofóbica como era, surtou internamente alguns segundos antes de berrar – AHYAA! UMA FUCKING ARANHA, MERDA!
No processo de tentar tirar ela de si jogou seu corpo para todos os lados, ao obter sucesso em ter afastado o bicho notou tarde onde tinha se posicionado no meio de seu pavor. Momo sustentava seu peso com os braços, com sua cabeça quase que entre seus peitos. Paralisadas.
Foi a vez de Lenne piscar em confusão, lerdamente não entendendo aquela pose nem como chegara até ali, apertando inconscientemente um dos seios de Momo – Eh? Isso é... Eh? O que...
E ASSIM QUE O MUNDO PAROU, PELA SEGUNDA VEZ.
– O quê... – o rosto de Momoko se transformou num pimentão, seus olhos brilharam em chamas de ira – Você... – rapidamente se posicionando apertou a barriga de Lenne com os dois braços – PENSA QUE TÁ FAZENDO?! –, arremessando-a para trás — na direção da porta. Retired.
Lenne nocauteada se perguntou no fundo da sua consciência que espírito de luta livre tinha se apossado daquela garota pra um super german suplex ter sido executado, fazendo-a bater com a cabeça. Porra, tinha doído.
– OH NO! Eu matei a Nene! – Momoko gritou, se recompondo e vendo a colega no chão – Ah, mas a porta abriu com o impacto da sua cabeça, que ótimo!
– Eu é que ainda vou te matar, menina...
– Mas o que foi que eu fiz!? Violência não é coisa de damas! Eu sou terrível, uma brutamontes! – choramingou num drama forçado, nem reparando que Lenne estava acordada e com uma cara de pastel, uma veia pulsando em sua testa.
"Meu nome não é Nene, droga." Lenne sorri minimamente em pensar em se fingir de morta, fechando os olhos adormecendo de verdade e dane-se. "Talvez seja minha deixa pra tirar uma soneca, tomara que a otária aí não faça meu túmulo. Doida do jeito que é..."
– Ei... Nene, você tá viva? – Momo agacha-se até seu corpo cobrindo o rosto com as mãos – Oh my God, eu sou uma... Assassina... A.
Momoko sente um calafrio na espinha. Ela esquece de dramatizar sobre o estado em que pôs Lenne, por conta de uma atmosfera tenebrosa invadir seu espaço repentinamente. Há algo vindo até ela e parte das escadas, que levam a saída do terraço logo depois da porta — agora arrebentada.
– Eu não diria que você é assassina. – a sombra de Yukako Yamagishi reaparece até ela revelar-se por inteira a sua frente. – Mas que é arrogante, atirada, irritante por chegar perto do namorado de outras pessoas, eu posso concordar.
– Yukako-san. – Momo não sabe o que pensar de início e nem porquê sente-se intimidada pela sua repentina entrada, Yukako parece estar possessa, a aura que a invade é assassina e seu alvo é a Higashikata. – Mas, você...
– Eu notei que você era uma ameaça desde que nos conhecemos. Você quase me convenceu, no entanto, no início de que era inofensiva, mas dada suas habilidades e seu charme pra cima do meu Koichi-kun...
– E-espera! – o cérebro de Momo buga e ela entende ainda menos. Foi Yukako que as trancou no terraço? Uma vingança tão pequena antes de descer a porrada? O que ela pretendia afinal, deixa-las ali até morrerem de fome? Quem sabe. Momo até se questiona quem é Koichi, achando que a garota a sua frente está confusa e não ela. – 'Koichi-kun'? Você fala do Hirose-kun?
– NÃO SE FAÇA DE DESENTENDIDA, EU VENHO SEGUINDO VOCÊ POR TODOS ESSES DIAS... Você não para de se aproximar dele, andam juntos, você o vê várias e várias vezes, chegam juntos aqui na escola na mesma hora e se cumprimentam como se fossem um casal... EU VOU MATAR VOCÊ!
Num momento, Momo estava agachada perto de Lenne e no outro, ela não compreende a situação direito mais e se encontra arremessada longe, sua cabeça dói, fios negros e grossos amarraram seu corpo e ela bateu contra o chão num movimento que ela foi levantada até quase alcançar as nuvens, voltando pro solo em segundos num baque surdo.
Abrindo bem os olhos e os arregalando em susto, Momoko visualiza melhor que os cabelos de Yukako estão emaranhados nela como cordas inquebráveis, a apertando cada vez mais sem piedade. – Yukako-san, por... Favor! – na medida que a Yamagishi se aproxima ela sente sua frieza e desprezo mais de perto. Yukako está ardendo em fúria e ela nem entende direito porquê. Se levanta com dificuldade, cara a cara com Momoko.
– Você não tem nada a dizer?
Momo engole em seco. — Eu... Usarei minhas pernas.
– O quê? – Yukako fica na defensiva.
– Mesmo minha cabeça doendo um pouco e eu não entendendo uma palavra sua, terei que fazer isso com elas... – Momo a surpreende correndo diretamente em sua direção, Yukako espera algum golpe ou investida e se posiciona, mas Momo passa reto por ela numa corrida incrível, sem mais nem menos. — NIGERUNDAYOOO!
*PLAFT! (onomatopeia da Momoko caindo no chão por ter tropeçado no corpo de Lenne)
– OH NO! NENE! EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME ATRAPALHOU NO ÚLTIMO SEGUNDO! MARDITAA!
Tudo o que ela ouve é o ronco fofo de Lenne no chão.
– FALA ALGUMA COISA!
É tarde e Momo não tem tempo de tentar voltar a fugir, Yukako já está na sua frente e ela, se abaixa para ficar a sua altura e aperta seu rosto com uma só mão para machucá-la, usando suas unhas afiadas e a força brutal que possui, nem ligando que Momo esteja sangrando na testa. – Então realmente a sensação que tive de você foi puro engano.
– N-n...
– Por que Koichi-kun permite a aproximação de uma garota como você? – seus dentes rangem um contra o outro, Yukako morde o lábio até sair sangue. – Se você é só lixo. – cuspindo o mesmo diretamente em sua face. – Com esse ninho de passarinho, feio, sem classe, imbecil e horrendo! Você merece a morte por não ter o senso do rídiculo! Que penteado desgraçado, tão horroroso que nem aguento mais olhar pra isso... Sinceramente, você... – Com a outra mão apertou o colarinho da Higashikata a deixando próxima e com muita raiva barra satisfação, desfez seu penteado inteiro sacudindo seus cabelos até não poder mais desgrenhá-lo/arruiná-lo completamente.
Momo sequer balbucia alguma coisa, ela fica em choque, o rosto pálido e seus olhos vazios.
– O que há de errado, você está triste por perder seu penteado odioso? Deveria me agradecer por eu ter te livrado dele.
Yukako solta uma risada, até começar a se afastar instintivamente, percebendo o rosto inexpressivo da garota, que pouco a pouco começou a escurecer.
Um URYA ressoa alto e forte, a Yamagishi é surpreendida por um soco em seu maxilar. Ela não tem oportunidade de reagir, logo vem mais um soco, e mais outro, e mais, e mais.
– O-o quê que...
Yukako estava vacilando, depois ter sido atingida. E justo ela, tão obssessiva com sua vontade de proteger o que era dela — Koichi — e ainda assim, perderia tão fácil? ...
– Cala a merda da boca, vadia... E se prepare pras consequências.
Consegue detectar com sua visão já falha por conta do olho inchado, Momoko possessa e com uma silhueta estranha atrás de si, misteriosa.
– Eu vou te destruir! — A 'sombra' agora ao seu lado manifsta-se na visão periférica de Yukako, incapaz de identificá-la mais precisamente. Momo respira fundo, e desfere um chute no queixo da stalker, amassando sua cara com o pé em seguida. — Você consegue repetir o que disse do meu cabelo agora? Hã?! — pressionada contra o chão os cabelos de Yukako tentam acertá-la, mas é incompreensível a ela os momentos que eles passam a ser inúteis contra Momo. Yamagishi é pega imediatamente por uma leva de tiros e impactos monstruosos com o intuito de matá-la. — URYAURYAURYAURYAURYAURYAURYAURYAURYAURYAURYA- URYAAH!
– Tsk. — Momo cospe no chão do terraço, observando o corpo de Yukako em câmera lenta chegar ao solo, brutalmente atingido. — Você é deselegante.
*
Quando Lenne acordou na enfermaria já era quase horário de ir embora. Na cama próxima dela estava Yukako, dormindo serenamente e sem algum ferimento no rosto ou no corpo, como se fosse um anjo. A enfermeira responsável logo apareceu e lhe deu um sorriso, assegurando que se já estivesse bem poderia voltar pra casa.
E estranhamente a Zeppeli não possuía nenhum galo ou dor. Sentia-se até revigorada! Era de se suspeitar, realmente. – Sensei, quem me trouxe até aqui?
– Ah, a sua colega Higashikata. – sorriu mais – Ela estava preocupada e carregou vocês duas até aqui! Ela era tão forte, e tão gentil – comentou admirada – Por sorte vocês aparentemente estão boas de saúde.
– Boas? Mas... Eu tava com um galo enorme na cabeça-
– Aquela mocinha ali desmaiou na mesma hora que você, está anêmica, coitada. E você perdeu a consciência. Pressão baixa. – a enfermeira assentiu como se desse mais ênfase e certeza quanto as conclusões que teve dos exames que fez. Lenne não compreendeu mais nada.
— Nossa... Que bugado.
•
Josuke não sabe exatamente o que está sonhando, sobretudo não é uma sensação tão reconfortante, até imaginar que alguém pousa uma mão quente e pesada em sua testa e ele suspira por isso, incomodado com o toque. O Higashikata abre minimamente os olhos e ele pensa que ainda está sonhando quando vê com dificuldade um vislumbre de sua irmã e em seguida, uma silhueta não-identificável, dona daquela mão que acariciava sua cabeleira. E, a voz de Momo, que ecoa em sua cabeça por uns segundos.
"JoJo-nii. Eu tenho um anjo da guarda como você." Ela dizia. "Ele é um pouco violento, mas... Ele sempre esteve comigo aqui pra me proteger."
Talvez não passasse de um sonho e fosse delírios de sua febre, o fazendo imaginar coisas e vozes.
"Josuke, nos conhecemos desde a barriga de nossa mãe...Você não esconderia nada de mim, não é?"
Sua dor e agonia passam e Josuke pode respirar mais tranquilo agora.
Ele desperta e sente-se 100% novamente. Sem resfriado, sem rinite, nem ouvidos tapados, nariz entupido ou garganta inflamada. Ele estava ótimo. E sua febre, se foi. Era Josuke Higashikata revigorado e.... Confuso. Tudo bem que resfriados são resfriados, mas ele se livrou muito rápido. Sem o Crazy Diamond capaz de lhe curar, era o natural. Ele levanta de boas e abre a porta do seu quarto.
Tera sonhado mesmo com sua imotö? Se sim, tinha sido uma experiência bem dorgada.
Há uma música nostálgica vinda da sala de estar, e Josuke é capaz de detectar outras vozes presentes também. Na cozinha estão sua mãe Tomoko e seu avô Ryohei, preparando normalmente um rango totoso — lanchin — e existe um... Karaokê otaku na sala, composto por principalmente Okuyasu e Momo na frente da TV, cantando.
– FAÇA ELEVAAAR!
– O COSMO NO SEU CORAÇÃO!
– TODO O MAL, COMBATEER — DEESPERTAAR O PODER!
Eles cantavam com o coração. Josuke ficou paralisado.
– SUA CONSTELAÇÃO – Momo agarrou mais o microfone. – SEMPRE IRÁ TE PROTEGER!
– SAINT SEIYA! O GUERREIRO DAS ESTRELAAAAS! – Okuyasu pulou um refrão inteiro – SAINT SEI-
– OY! – Josuke gritou interrompendo a bagaça, deixando pra questionar depois o motivo de Momo estar toda embalada em roupas quentinhas e máscara, optando por encarar a dupla musical. – Que raios é isso aqui!?
– Viram? Eu disse que ele ia acordar com o barulho – Koichi murmurou, sentado como um garoto comportado no sofá
– YOOSKE! VOCÊ LEVANTOU! JÁ TÁ BEM! – Okuyasu sorriu e Momo assentiu, compartilhando de sua euforia – Uma música pra você agora, meu parceiro!
– Ah, não. – "Yoske" murmurou
–... Konna ni tanjun de atarimae na koto ga hontou wa, ichiban miushinaigachi DAKARAA NEEE!... Meh wo aketta mmama miru yumee, SHIRANAI ashita eh haboku Merry-go-round GOOEES! – Okuyasu cantava — lê-se gritava — a opening que já passava na TV
– Kimi to katta wo kunde kimi to tte wo tsunaide — koibitto dattari tomodachi de ittai kara – até Koichi que não estava envolvido cantou um pouco, tímido
– 'Ohayou' tte itte matta yume wo misete, shizen na sono ikikata de ii kara saa – Okuyasu e o Hirose finalizaram juntos. Momo os aplaudiu, emocionada.
1 minuto de silêncio...
– Gente que ridículo – 'Yoske' riu sem humor. Okuyasu soltou um muxoxo e jogou o microfone nele – Ai!
– Ai ai esses jovens – Vovô Ryohei comenta para si, como sempre
– Josuke, tira esse pijama e se arrume adequadamente, seus amigos fizeram questão de vir aqui te visitar, vamo! – Tomoko lhe bate com a tampa de uma panela – E ainda cantaram uma música tão linda pra você agora!
– Au! ... Não dá nem pra chamar de música, foram só alguns trechos de um ani-
– Cantamos com carinho, tá? Pela sua recuperação do resfriado! – Okuyasu aponta, fingindo-se de magoado enquanto Momo só faz rir, fanha
– De qualquer forma, como vocês vieram parar na minha casa?
– Na verdade...
[Flashback ON]
Próximo a escola Okuyasu e Koichi comiam Takoyaki junto de Momoko, numa barraquinha das mesmas iguarias como Taiyaki. Momo estava agasalhada — até demais — e usava uma máscara cirúrgica para esconder os ferimentos na face, resultados da briga com Yukako. Nem maquiagem poderia esconder aquilo. Claro, ela era linda até coberta de sangue, porém não achara necessário mostrar-se daquele jeito para os amigos do irmão. Com o cabelo de volta no penteado nos trinques, Koichi não a questionou, somente aceitou o convite de lancharem juntos depois da aula.
Após tanto meter uns socos, Momo ficara com fome.
– Koichi-kun, tem uma amiga minha que está apaixonada por você. – Ela soltou, para ver o que ele diria. O pobre menino engasgou-se com Takoyaki e Okuyasu o encarou incrédulo.
– Isso é verdade Hirose?! Droga, até você com uma na sua cola! – Okuyasu resmunga de boca cheia, engolindo choro – Enquanto que eu-
Koichi recompôs-se – D-deve ser um engano! Eu não sou popular ou algo assim! Além do mais, a única até agora que quis se aproximar de mim foi a Yu... – tapou a boca, impedindo-se de terminar quando recordou que na sua frente era Momoko.
– Uhm? Yu? – a menina piscou confusa, a voz abafada pela máscara – YugiOh?
– S-sim, isso! YugiOh!
– Mas o que YugiOh tem a ver com você sendo crush de alguém?
Uma voz ecoava na mente de Koichi, do seu querido amigo Josuke-kun. "Não mencione qualquer pessoa que esteja relacionado a Stands. Momo é cabeça de vento, mas não vacile perto dela. Quando ela mete uma coisa na cabeça é o fim, e eu quero evitar qualquer perigo perto dela."
Okuyasu esperou Koichi sair do seu momento de tela azul – O que foi, travou? Você não ia dizer Yuka-
Koichi tapou rapidamente a boca do Nijimura – Aaah, deixa pra lá!
Alguém pigarreou atrás deles
– Vocês pensaram esse tempo todo que era o tio da barraquinha de Takoyaki, mas era eu, Maranhão!
Os três viram o rosto – SEU MARANHÃO!
– É Maranhão-sensei pra vocês. – além de prof de educação física era cozinheiro nas barraquinhas super tops em horas vagas – Enfim, eu vim aqui pra cozinhar, mas também tenho uma mensagem do além.
– Do além?
– Sim, o rei da escola vai dominar tudo em breve, mas ainda vai demorar. Vocês e aquele Josuke devem treinar com o Renatinho, o mestre das beibleides. Ele vai ajudar vocês nessa luta. Depois eu apresento ele para vocês, beleza?
– Tá bom... – Ele saiu pra fechar a barraquinha de Takoyaki e Koichi travou de novo – WTF?! Renatinho? Mestre das beibleides!?
– Ele deve ser muito apelão! – Momo exclama – Sugoi...
– Okuyasu-kun...acorda...acorda. – Koichi cutuca Okuyasu que do nada havia caído no sono, mas ele só roncava e tinha uma bolha de catarro no seu nariz. – Putz.
– Ele morreu. – Momoko esbugalhou os olhos de susto. Até que... – Okuyasu-kun, a Lenne tá afim de você.
– SÉRIO!? – ele acordou e a bolha estourou
– Não, kkk. – Momo corrigiu-se – A Nene.
– Affz.
– Que coisa, não – Koichi disse rindo fraco e Okuyasu riu também, mas ainda irritado.
– Tó aqui uma sopa pá nóis. – Seu Maranhão trouxe uma tigela gigante de sopa.
– MÓ SOPÃO VELHO!
– Momoko, leva pro seu irmão Josuke, ele precisa repor as forças! – o tio diz – Eu faço de graça! O destino depende de vocês!
– Ok! – Ela pega uma tigela vazia de Ramen e enche até a borda com a tal sopa. Após guardar pegou em seguida sua harley davidson, oferecendo carona para Koichi e Okuyasu. – Vamo simbora, bros.
Do jeito que estava toda coberta lembrava muito uma delinquente em cima de uma moto, Koichi não pôde deixar de reparar e rir com isso.
Após o lanchin com Okuyasu e Koichi Momo percebeu que estava começando a gostar muito deles. Sentiu-se no dever de protegê-los, eles eram bons garotos, não os que prometiam mundos e fundos a ela só para namorá-la, eles suspiravam, sim, por si — naturalmente — e Okuyasu o fazia mais, porém a partir de tantos rangos compartilhados surgira uma amizade.
Assim sendo ela muda o percurso com sua moto, decidindo que os levaria para visitar Josuke em sua casa.
Perdoara Yukako — depois de um espancamento — mas se fosse necessário, não a deixaria encostar em Koichi. Com sua psicose mostrou ser capaz de fazer mal a ele também. E Lenne, esperava que pudesse perdoa-la pelo nocaute.
[Flashback OFF]
– Ah... – Josuke solta, estranhando – Tá beleza então...
– Eu vou trocar de roupa! – Momo pede licença e se dirige até seu quarto. Josuke a analisa e nota como ela está estranha, sem ter dado algum ataque de estrelismo ou ter enchido ele de abraços por estar recuperado.
– Okuyasu-kun, Koichi-kun, venham – Tomoko diz e seus dois amigos assentem, admirando as habilidades culinárias de sua mãe
– Ai que maravilha de lanche.
Enquanto isso Ryohei tomava um drink de whisky, encarando Josuke – Depois vá ver como sua irmã está. Estava preocupada com você e não saiu do seu lado quando chegou. Eu tive que arranca-la do seu quarto.
– Ok... – Josuke assente.
– Mas quem diria que sem seu penteado de sempre você também é handsome né meu mano? – Okuyasu fala de boca cheia – E você tem esse tanto de cabelo, que daora.
– Solto fica bom em você também Josuke-kun – Koichi comenta junto se servindo de mais gyözza. Josuke cora por esquecer que estava sem seu pompadour e é alvo das risadas de sua mãe e avô.
"Putz primeira vez que meus parças vem aqui em casa e eles só virão agora pela comida."
– Tsc. Eu já volto, vou dar um jeito nisso. – bagunça seus próprios fios, ficando com uma mecha enorme para o lado. Era engraçado, parecia um Joseph Junior, uns centímetros mais baixo – Momoko? Ei! – Bate na porta de sua gêmea – Eu queria conversar com você... Momo?
Nenhuma resposta e Josuke se atreve a abrir a porta, arregalando os olhos pela surpresa que o invade e berrando internamente.
– O-o quê que...
Por meio segundo, Josuke vê algo atrás da cabeceira da cama, a escuridão do quarto destacando olhos dourados que se voltaram a ele e depois desaparece. Está lá por apenas um instante, tão rápido quanto um piscar de olhos. Josuke bate em seu rosto, entrando no quarto enfim. E nada. Tera sido um engano?
Será a menina do exorcista? Josuke não era do tipo cagão, porém o filme dos anos 70 fora o único capaz de lhe dar medo.
Percebe que sua irmã não estava no quarto e sim no banheiro. E provavelmente tivesse mesmo uma assombração ali. Josuke suspira e escuta o telefone tocar. – Josuke! Atenda por favor! – Tomoko grita e assim ele o faz. Vai até o telefone.
– Hai, casa dos Higashikata.
– Josuke – a voz de Jotaro do outro lado – Venha imediatamente até o porto. Vamos agir hoje.
– E-eh? Agora??
– Tem mais alguém com você aí?
– O... Okuyasu, Koichi-
– Ótimo. Venham os três. Agora.
A linha ficou muda e Josuke espraguejou. Mais usuários de Stands. E ele finalmente iria chegar. Logo ele!
Arrumou-se rapidamente e agarrou Koichi e Okuyasu no meio do rango cada um pelo colarinho – Desculpem, mas é importante! TCHAU! – saindo a todo vapor da casa
– Ai ai, vê só como ele já está bem? – Ryohei olhou para a filha
– Não foi essa a educação que eu dei pra ele. Eles ainda estavam comendo! – Tomoko balança a cabeça
Momoko que observou tudo — até da ida do seu irmão ao telefone — range os dentes, salta pela janela do seu quarto disposta a seguir Josuke. Ela queria respostas e as teria, sobre os tantos de segredos que ele mantinha guardado dela.
• Lenne fazia os preparativos para seu objetivo, o mesmo que se localizava no porto de Morioh-cho. Pôs seu boné customizado, o nome bem grande "Speedwagon" na frente dele e mais roupas masculinas, sentindo-se confortável e pronta. – Um velho Joestar vai estar aqui em breve, é melhor eu ir. – sua missão e foco era receber o velho, guia-lo e mantê-lo em segurança de acordo com o seu trabalho.
Saindo de seu quarto alugado Lenneth se dirige até sua lambretinha italiana super daora, estaria indo bem e tranquilamente se dois doidos numa moto não tivessem passado por si tão rápido que quase arrancara sua cabeça. – PORRA! – esbravejou pelo seu boné ter sido levado junto.
Observou os dois indivíduos da moto louca — uma Harley Davidson — darem meia volta e irem até ela, segurando o boné.
– Isso aqui é seu? – um gordinho engraçado no assento de passageiro da motoca ergueu o boné até ela, seu nariz escorria e ele era careca.
– Sim... – Lenne lutava para não soar grossa – É, é meu.
– Vê se toma vergonha na cara e para de jogar porcaria na rua! Isso é muita falta de educação – o gordinho diz
– QUE MANÉ PORCARIA?! – tacou o boné de volta nele – Isso faz parte do meu uniforme de trabalho! Vocês que tem que ser mais responsáveis e- ... – percebeu que quem dirigia a moto era ninguém mais que Momoko, embora disfarçada ela a reconheceria em qualquer lugar – Que diacho você tá fazendo?!
– Nene! – Momo finalmente olhou para trás, se escondendo entre os braços em seguida. Por que ela estava com uma máscara? – Q-que bom que você já está bem! Desculpe, estamos com pressa.
– Pra onde estão indo?!
– Momo me pediu ajuda pra seguir o irmão dela! Eu vi pra onde ele ia. Meu Harvest não perdeu o rastro do Josuke ainda – o gordinho bufou
– Oh, sim... O Josuke. Mas por que você aceitou?! – olhou-o com desconfiança
– Eu faço tudo pela amizade! – Shigechi diz, ofendido pelo seu tom – Se a Momo, que sempre me paga lanche quando nos vemos, me pede algo, eu a ajudo!
– Que seja, e o que diabos é Harvest??
Shigechi revira os olhos – Não é hora pra isso! Como você é insistente!
– Vocês vão acabar morrendo antes de chegarem lá – Lenne fala – Eu sei pra onde Josuke foi, eu estava indo pela mesma direção também, antes de vocês voarem com meu boné.
– Oh então você é uma aliada! – os olhinhos do gordinho brilham – Momo e Shigechi agradecem pela ajuda! ... Mas temos que ir logo, eu não acho que a Momo-san esteja muito bem – o pequeno aponta para a motorista da harley, que ofegava em cima de sua máscara
Lenne chegou mais perto e checou sua temperatura – Ow, ela está com muita febre. Mas que raios? Ela tava bem na escola..! – Shigechi olhava a 'amiga', preocupado – Eu vou dirigir essa bagaça, Higashikata Josuke pode cura-la.
Assim Lenneth tira Momo e Shigechi da motoca para se ajeitar, sobe primeiro com a Higashikata no colo. Não houve objeções de nenhum dos dois — Momo sem ter condições pra isso mesmo
– Bele, desse jeito a gente chega mais rápido.
– Você é tão maneiro, wo! – Shigechi por alguma razão estava admirado
– Eu não sou um meni... Ah deixa.
– Eu não sei mas, sinto que posso confiar em você! – Shigechi pisca a ela, todo bobão – Cuide da minha melhor amiga, onegai!
– Ahn, tá bom.
Lenneth acelera e se assusta com a potência daquela Harley, inclinando um pouco a cabeça para trás enxerga Shigechi a dando tchauzinhos. – Como é que você se tornou amiga dele, afinal?
– Oh! – Momoko desperta repentinamente, soltando-se do pescoço de Lenne e girando em cima da moto – AAAHH! O VENTO!
– O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? – Lenne berra incrédula sentindo a moto abaixar a cada salto de Momo
– O VENTO É TÃO MARAVILHOSO! Eu sinto que posso ficar melhor só sentindo-o! Se tem algo que vai me impedir – abria os braços –, PODE VIR!
Elas passaram em alta velocidade debaixo de uma árvore cheia de galhos e por ter ficado em pé, Momo recebeu o nocaute de um dos galhos direto no nariz, a fazendo cair com tudo da moto quando Lenne parou subitamente. – QUE PORRA VOCÊ TÁ FAZENDO?
– Urgh – o sangue que saia de seu nariz manchava sua máscara – OH GOD, BLOOD!!
– VOCÊ É UMA IDIOTA! Anda logo e sobe, disgrama!
Momo voltou a sentar bem atrás de si com dificuldade, reparando que tinham parado em cima do sinal vermelho. – OH NOO! Nene, por favor, EU TENHO PRESSA, ACELERAAA!
– E-espera – a pobre loira diz – Não vai demorar muito, aguenta mais um pouco!
– Mesmo que seja rápido, eu não consigo ESPERAR MAAIS – Momo se inclina metendo-se nos controles da Harley acelera duma vez passando o sinal vermelho
– NÃÃAO!
Por conta disso um caminhão enorme surge na frente delas no cruzamento – AAAAAAAAH! – e elas conseguem ir adiante, após Lenneth no desespero fazer uma manobra suicida passando por baixo do veículo, com sucesso estabilizando-se de volta – NYAHAHAH! – Momo parecia se divertir – NENEE ISSO FOI FANTÁSTICO! O vento! Nós vamos nos tornar o ventoO! – erguia os braços para o alto
– Espe- não! Cala a boca, cale-se um pouco! – seu coração estava na goela e seus olhos esbugalhados – Eu fui muito ingênua, NUNCA MAIS ANDO NISSO AQUI DE NOVO! – E por alguma razão, desde que Momo tinha acelerado a moto, Lenneth viu que não era mais possível reduzir a velocidade. – AAAHH PORRA! O QUE ACONTECEU COM O FREIO?
Uma sirene foi acionada e um carro policial já estava no encalço delas – Vocês aí, delinquentes! Estacionem imediatamente! A que velocidade vocês acham que estão?!
– Calem a boca! – Lenne gritou irritada – Se fôssemos delinquentes já tínhamos parado há muito tempo!
– Nós vamos nos tornar o vento, beleza?! – Momo deu tchauzinho a eles
– Estacionem imediatamente, eu não irei dizer de novo! – gritaram cada vez mais se aproximando de sua moto
– Droga, logo quando já estamos tão perto...! – Lenneth já podia visualizar o caminho que dava direto para o porto de Morioh-choh
– Deixa comigo, só segue em frente! – Momo fala a dando tapinhas no ombro, se concentrando e manifestando um ‘espírito’ ao lado – Black Betty!
Lenne por estar concentrada – surtando pilotando a moto – não conseguiu ver o que aconteceu, mas uma ciborgue humanoide que apareceu como mágica paira no ar próximo a Momoko deixou seu braço criar um canhão, assim apontando para o carro da polícia. 'URYAH!'
— ESQUEÇA O PAPO DE DELINQUENTES, NÓS SOMOS TERRORISTAS! – a Zeppeli berra vendo tudo quanto era peça de carro destruído voar por todos os lados depois de uma enorme explosão, seguida dos gritos dos policiais – DROGA MOMO! Eu vou ser demitida carai! Vou pra cadeia!
– Eu explodo a cadeia quando te prenderem!
– A QUESTÃO NÃO É ESSA! – “Eu não posso acreditar que essa pirralha tem mesmo um Stand! ... Merda, eu vou ter que relatar isso também!?” – SUA HOMICIDA!
– Eu não matei ninguém – volta a fraquejar em seus ombros, sentindo o corpo febril – Os tiras estão vivos!
– AAAH! ESTAMOS CHEGAND-
E enfim, o porto!
Lenneth detectou Josuke e Jotaro há alguns metros, Okuyasu e Koichi perto do mar. Josuke segurava a mão de um senhor de idade, enquanto Jotaro parecia... sorrir praquilo?! Foram em segundos, Lenne manobrou para não causar um acidente com a moto enlouquecida, mas fora impossível, ao perder o controle e atravessarem pro mar diretamente – MMAMA MIAAAAAAAAAAAAA..!. – e morreram.
*
– Eu não posso acreditar nisso – Parecia ser a voz de Josuke... ele estava revoltado, num misto de emputecido e preocupado... – Ela está cheia de machucados! E com o corpo nesse estado...
Momo consegue abrir os olhos com dificuldade. Ela não tem tempo para desculpas, está deitada no chão, molhada e com seus machucados a mostra. Josuke a encara, sério, um velhinho engraçado de olhos verdes aparenta estar preocupado com ela e Jotaro, com um olhar duro na face.
– É melhor que tenha uma explicação pra isso, mocinha. – ele disse, como se fosse um pai que tinha descoberto segredos da filha indisciplinada/maluca.
– E... – balbucia, sendo interrompida pelo seu próprio gemido de dor. Josuke se aproxima.
– Fica parada, eu vou curar você. – está prestes a tocá-la, entretanto Momo o impede na mesma hora. – O que tá fazendo??
– Se você me curar... Vai desfazer o meu poder – responde, deixando-os confusos.
– Como assim?
– Eu curei seu resfriado. Eu curei os machucados que fiz a Yukako-san, e a Nene. – explica – Mas em troca, eles todos passaram para mim, como se eu tivesse sofrido eles. Eu precisava perguntar a você umas coisas o quanto antes, então eu vim...
Lenneth que estava numa situação um pouco melhor que a dela, assente. – Isso explica porque eu acordei 100%. – espirra, com tanta água no seu pobre uniforme – Quero uma indenização por trauma emocional, essa doida quase me matou ali, acho que não encosto em mais nenhum veículo nunca mais.
– Que bom que está bem – É tudo o que Kujo a diz, cagando praquilo, antes de Lenne lhe dar uma cara de pastel.
– Momo, não me diga que isso é.... Que tem um Stand.... Isso não é possível – Josuke vira o rosto, encontrando o de Jotaro, que não parecia nem um pouco surpreso
– É possível, sim. Momoko só não tinha pedido para ela manifestar-se, Josuke.
– Mas... – ele se encontra sem palavras, com a sensação de ter sido trollado por quase 10 anos.
– Se sua habilidade a fará desfazer a dela – É Joseph Joestar quem fala agora, agachando-se perto de Momo encharcada de água –, provavelmente, eu consiga fazer algo com meu Hamon para ajuda-la.
– Pode ser, jiji. – Jotaro chega mais perto, ajudando Momo a se manter sentada. — Vá em frente.
– Não vai doer, eu prometo – o velho engraçado lhe sorri confortador e Momo se perde em suas características, ao que sua mão encosta em sua testa e uma energia magnífica flui para ela através do seu contato. Os danos de Momo vão sumindo conforme os segundos passam, ela sente-se muito melhor. – Pronto.
Por alguma razão, no canto, Josuke parecia incomodado com aquela aproximação, não sabendo se ficava apreensivo ou até contente por ter dado certo.
– WOH SUGOI – Okuyasu exclama – Parece novinha em folha agora, a bishoujo!
– Jii-san – é a primeira coisa que Momo lhe fala – você cheira a cebola verde.
– Pfft – Koichi prende o riso – Desculpa.
– Momoko. Este é Joseph Joestar, aquele de quem eu falei a vocês. – Jotaro os apresenta, enquanto o velhinho não para de cheirar ele mesmo mais.
– Eh?! – ela arregala os olhos – Ele é....
O Kujo assente. ‘Sim é seu pai’. – Isso mesmo.
– Mas ele é mais velho que o meu vovô Ryohei!
– É a vida... – Kujo divaga, não dando mais respostas. Josuke não sabe como se sentir mais, relembrando de que jeito seu pai era Joseph Joestar.
– A. – tudo o que Momo diz a seguir, observando o velho Joestar ficar todo alegre com sua atenção voltada a ele. –... Joestar-jiisan!
– EH?! – grita o velho, como se dissesse ‘você não vai me chamar de pai ou algo do tipo?’ – M-mas eu-
– “Jiji” também serve – Jotaro acrescenta.
– Parem, oush! – Joseph vira o rosto. – Já deu pra mim esse capítulo!
– Mas o senhor acabou de aparecer... — Lenne murmura
– O que aconteceu com a moto? – Okuyasu indagou, encarando as ondas calmas do mar, brisando
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