Notas iniciais
Oi!

AYATO

– Ayato! Eu não vou mais discutir com você, seus irmãos já entenderam, por que você tem que ser teimoso? — Karl Heinz dizia já impaciente.

– Mas, por quê? Como Renji aceitou isso?! Não vou aguentar garotinhas mimadas, não sou obrigado a isso! — Respondeu-lhe frustrado.

Karl viera passar a tarde na mansão Sakamaki, para dar uma "pequena" informação para seus moradores. Ayato ficara furioso.

– Você vai! E me escute, por que vou explicar-lhe as regras, e você, desta vez, irá segui-las por bem ou por mal! — Aumentou o tom de voz, fazendo-o recuar acanhado. Ayato bufou contrariado. Não estava gostando de nada disso.

– Ótimo, eu mereço! — Reclamou.

– Merece! Preste atenção. — Karl prosseguiu. — Suas convidadas chegam hoje a noite, e você será simpático, educado, na medida do possível.

– Mas isso não é possível!

– Então trate de tornar possível! — Grunhiu. — Muito bem, quero esclarecer uma coisa, essas meninas, guardam um segredo, uma carta, muito importante para a família Sakamaki, e é de extrema importância, que você e seus irmãos não as tomem como alimento! Você me entendeu?

– Mas... Não posso nem se quer me divertir?! Já vivo nesse inferno, e terei de aguentar uma menininha mimada nas minhas costas!

– Ayato! Não quero saber de discussão, você vai fazer, ponto.

Ele se levantou, com raiva, deixou Heinz para traz e seguiu para a entrada da grande mansão, precisava de algum jeito esfriar a cabeça.

E assim, como em um filme de comedia romântica, que definitivamente não era lá seu gênero preferido, ele foi atingido, atingido por uma pessoa, uma pessoa gelada e molhada.

– Ah, caramba! O que é isso? Assedio? Agora? — Ele ironizou, levantando-se e trazendo a aparentemente, garota, junto. Ela o fitou dentro dos olhos por um minuto inteiro, logo falando com uma voz baixa e um tanto livre de emoções.

– O que é assedio? — Ayato levou a mão a própria testa, não era possível que a menina apenas tivesse registrado isso.

– Quem é você? — Ele indagou, ignorando a pergunta feita por ela. — E porque está toda molhada?!

Haruka Takahashi. Eu estava nadando. — Respondeu curta, mas suave.

(HT — 0.1)

– Nadando? Onde? De roupa? — Ele olhou para os lados, a procura de algum rio, mas sabia que não havia nenhum. Estava incomodado, normalmente, ele não era o que fazia as perguntas.

– Na fonte. Você prefere que eu as tire? — Perguntou, preparando-se para tirar a saia, sem o menor pudor. Ayato, pela primeira vez na morte, sentiu-se corar, e se odiou por isso.

– Não, não! Espera, na fonte? Você é louca? — Perguntou atrapalhado, o que era incomum. Ela o olhou por alguns instantes.

– O que é louca? — Ele piscou duas vezes antes de revirar os olhos e puxa-la pela mão.

– Você é uma das novas moradoras, não é? — Disse, entrando com ela de volta na mansão.

– Sim. — Ayato suspirou.

– Acho que vou levá-la ao seu quarto então.

– Eu tenho um quarto?

– Claro que tem! Onde você pensou que ia dormir?

– Na fonte.

– Meu deus!

Notas finais
Tchau!