Dia de diversão no festival - Imagine Tsunayoshi
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Em Namimori, muitos dos alunos só olhavam para o relógio que havia dentro da sala de aula, à espera que o toque de saída chegasse para finalmente entrarem em férias por uma semana, já que era a época do festival hanabi, que acontecia sempre durante o Verão.
A aula ainda não tinha terminado, a [Nome] já estava arrumando alguns dos seus pertences na mochila. Queria ver se conseguia encontrar o seu amigo antes de irem para casa, porque queria falar com ele por uns minutos, antes que sua coragem fosse embora e mudasse de ideia de saírem juntos durante o festival que aconteceria dali alguns dias.
Assim que o sinal de saída tocou, [Nome] foi uma das primeiras alunas a sair da sala correndo e dirigiu para a entrada da escola. Iria ficar à espera que Tsuna aparecesse ali. Como o conhecia bem, sabia que ia demorar a aparecer para voltar para casa. Se fosse à procura dele, poderia não encontrá-lo. Ele nunca ficava no mesmo lugar desde que conheceu os seus novos amigos, não ficavam quietos e sempre se metiam em algum problema.
Decidiu distrair-se um pouco com o celular, vendo as mensagens dos seus pais avisando que iam chegar tarde em casa, como de costume, eles estavam atarefados com o trabalhos deles. Depois de 10 minutos, [Nome] escutou as vozes animadas do grupo de amigos de Tsuna, que vinham contar algo que passou durante o dia.
Os amigos, enquanto se aproximavam do portão da escola, viram [Nome] parada. Perceberam que ela estava à espera do Tsuna, por isso, se despediram do Tsuna e decidiram ir primeiro para deixá-los a sós. Eles sabiam os sentimentos que [Nome] tinha pelo garoto, só que ele não se percebia disso porque estava sempre pensando na Kyoko, que até hoje não correspondeu aos sentimentos dele.
— Que milagre é esse dos teus amigos não te acompanharem a casa, Tsuna? — [Nome] perguntou quando Tsuna se aproximou dela e estranhou ver os outros irem embora sem ele. Normalmente de manhã e no final do dia sempre regressavam juntos a casa.
— Parece que ambos têm um assunto de família para resolver. — contou Tsuna com um sorriso no rosto. Fazia tempo que não estava junto de sua amiga de infância. [Nome] era um ano mais velha que ele e tinha regressado a pouco tempo a Namimori com os pais para ficarem perto da avó que estava vivendo sozinha.
— Estás animado pelo mini-descanso que vamos ter da escola? — a garota continuou a conversar até chegar ao assunto do festival. Queria ter certeza de que ele não tivesse algum plano para aquele dia antes de o convidar.
— Bem, queria ter tempo para descansar, mas estou prevendo que Reborn vai me infernizar a vida para estudar para as provas que vou ter quando acabarem as férias. — mentiu um pouco Tsuna. Sabia que sua amiga não conhecia nada sobre sua vida mafiosa que tenta manter secreta dela e da sua mãe, não queria que ficassem mais preocupadas do que são.
— Achas que consegues arranjar um tempo livre para ires comigo no dia do festival? — [Nome], ao ter a certeza que o jovem não ia viajar naquela data festiva, tomou a coragem de chamá-lo para irem juntos para aproveitar os fogos de artifícios e as barracas que haveriam naquele dia.
— Claro que arranjo tempo para estar contigo. A última vez que fomos juntos foi quando foste embora da cidade a uns dois anos atrás. — Tsuna ficou animado pelo convite da sua amiga. Queria fazer novas memórias com [Nome] antes de ir para Itália assumir o cargo de chefe da Vongola. Também queria ter um momento de sossego longe da confusão que seu tutor e amigos aprontavam todos os dias.
— Como te conheço bem, sei que não vais cancelar o plano na última hora. — Como conhecia o seu amigo desde pequeno, sabia que mantinha sempre e cumpria as suas promessas até ao final.
— Minha mãe, vai ficar feliz por tirar o tempo livre só para ti. — Tsunayoshi, sempre que chegava da escola, sua mãe perguntava como [Nome] estava, pois fazia tempos que não a via pelas as ruas, por causa das rotinas diferentes que têm.
Foram falando pelo caminho todo sobre vários acontecimentos que teve na escola. Se despediram um do outro com um sorriso, quando chegaram ao cruzamento, se separaram ali mesmo e seguiram caminhos diferentes porque moravam em lados opostos.
(...)
Os adolescentes quando deram por si, a semana passou num instante e chegou o dia aguardado, o festival Hanabi. [Nome] decidiu que ia a casa dos Sawada para buscar o Tsunayoshi. Aproveitava para fazer uma pequena surpresa à mãe do seu amigo para visitar por breves minutos.
Como tinha anoitecido a pouco tempo, a garota decidiu ir devagar até a casa do seu amigo, já que tinham a noite toda para se divertirem no festival. Reparou que o pequeno portão de jardim estava aberto e entrou sem tocar a campainha e, pelo barulho que escutava, sabia que ninguém ia receber com a confusão que se encontrava lá dentro.
Enquanto a [Nome] estava entrando pelo jardim, dentro de casa o Tsuna encontrava-se um pouco mais atrapalhado do que de costume, não sabia qual roupa iria vestir para o festival. Estava a revirar o guarda-roupa a procura da peça ideal.
— Mama, o Tsuna está desarrumado o quarto todo — falou Lambo, que puxou o avental da Nana, a mãe da família que estava na cozinha preparando o jantar.
— A esta hora? — Nana achou estranho quando a criança mais nova da casa falou o que seu filho estava fazendo. Pensou que deveria estar jogando videogame, por isso decidiu ir ao quarto confirmar.
Reborn, que estava com Bianchi na mesa a saborear o seu café, também seguiu a matriarca da família ao andar de cima. O que encontraram no quarto do adoslecente foram várias peças de roupas espalhadas pela cama e no chão.
— Tsu-kun, o que está passando aqui? — Nana entrou no quarto do filho com as mãos no quadril, fazendo cara de brava, mas por dentro queria rir. O seu filho ficava mais atrapalhado do que é, quando saía com alguém do gênero oposto.
— Experimentando roupa para ir ao festival com [Nome] — revelou Tsuna, que parou de jogar a roupa no chão quando viu a sua mãe, junto do seu tutor e a irmã do Gokudera no seu quarto.
— Era por isso que andava muito calado e no mundo da lua durante a semana — Reborn deu um sorriso discreto por ver que seu aluno tinha mais uma garota em volta dele, sem ser a Kyoko e a Haru, que tentavam de tudo para mostrar os sentimentos que têm: uns eram amor e outra era só por amizade.
— Só agora que me dizes que vais ter com [Nome]-chan. — A mulher saiu do cômodo e foi ao último quarto do fundo, entrou lá dentro e saiu com uma yukata dobrada e deu ao filho para vestir.
— Um problema a menos se tivesse pedido logo opinião a nós — murmurou Bianchi que decidiu voltar para baixo, vendo que o pequeno show do adoslecente já tinha terminado. Quando estava descendo as escadas, reparou que havia alguém na porta da casa.
Como estava todo mundo no andar de cima por causa do Tsunayoshi, a jovem decidiu abrir a porta para ver quem era a convidada que entrou no quintal, sem tocar a campainha.
— Boa noite, vim me encontrar com Tsuna. — Foi a primeira coisa que [Nome] disse quando ficou cara a cara com Bianchi que olhava para ela, já que nunca a tinha visto e era a primeira vez que se viam.
— És a [Nome]? — perguntou Bianchi, que lembrou que Nana havia falado da jovem com o filho. Reparou que a adoslecente era muito diferente comparada com Haru e Kyoko. Pensou que devia ser mais velha que elas por um ano por causa da maturidade que passava.
— Sou sim, vamos para o festival que começou hoje — [Nome] falou calmante, sem mostrar que não tinha medo da aura assassina que a jovem e do Reborn que descia as escadas transmitiam.
Os três ficaram em silêncio, depois de Reborn ter gritado para Tsuna descer que a [Nome] o esperava. Enquanto aguardavam, estavam analisando a personalidade de [Nome], a cara da garota não era muito estranha para eles, pois já tinham a visto em algum lugar, mas não se lembravam aonde.
— Não acredito quem está aqui. — Nana ao ver a amiga de infância do seu filho ali, caminhou até ela para dar um abraço.
— Faz bastante tempo que não apareço por aqui. — comentou [Nome], que aceitou o abraço da matriarca da família Sawada. Como estava ocupada com os estudos e o part-time que tinha para ganhar um pouco de dinheiro para ajudar nas despesas lá de casa, não tinha tempo para visitar os amigos.
— Pensava que só íamos nos encontrar lá no festival — falou Tsuna, que já estava pronto para ir ao festival com sua amiga. Só ficou surpreso de vê-la ali porque pensava que ia encontrar na hora do evento.
— Como não combinamos o ponto de encontro. Pensei que era melhor vir aqui. — disse, ainda nos braços acolhedores da mãe do amigo. [Nome] viu que havia mais gente a observá-la, escondidos pela outra porta que dá à sala. Muitos que viviam ali não a conheciam e estavam curiosos para ver com quem o Tsuna ia sair, sem ser os seus amigos de costume.
— Fizeste bem. Nas tantas acabamos por não encontrar com o monte de gente que vai estar lá. — Tsuna quando estava com [Nome] ficava mais confiante, mesmo na presença do Reborn. Os outros que vivem ali ficaram surpresos de ver como o garoto estava muito à vontade com a amiga, ao contrário de quando estava com Kyoko e Haru.
Os jovens despediram dos mais velhos e das crianças e foram caminhando calmamente pelas ruas até chegarem ao destino final, ao festival que acontecia no centro da cidade. Só havia uma coisa que os adolescentes não repararam: que estavam sendo seguidos pelo Reborn, que queria ver mais da interação de [Nome] com o futuro líder da Vongola.
(...)
Durante o caminho desde a casa dos Sawada até a rua onde acontecia o festival, [Nome] e Tsuna vieram a conversar sobre a infância deles que passaram juntos até ao ano que tiveram que se separar um do outro, quando a garota teve que ir embora do Japão com seus pais.
— Acho que a última vez que viemos juntos aqui, foi há 4 anos quando fui viver fora do país. — lembrou [Nome] quando ao longe já dava para avistar as barracas e os efeitos da decoração que chamava atenção ao povo para ver o que se passava por ali.
— Divertimos bastante naquele tempo, mesmo eu não sabendo que podia ser a última vez que podia te ver. — Naquela época, Tsuna estava feliz por partilhar memórias maravilhosas com sua amiga, só para descobrir no dia seguinte pela sua mãe, que [Nome] tinha ido viver para longe e não sabia quando poderia regressar.
— Desta vez, não vou sumir para longe. Vou continuar aqui até o fim dos meus estudos — [Nome] confirmou que não ia embora para longe, que ia continuar em Namimori por bastante tempo, porque queria estar perto das pessoas que amava.
[Nome] levou o Tsuna em direção das tendas de comida para comerem alguma coisa, para terem energia suficiente para fazer as diversas atividades que havia ali no festival.
O primeiro lugar que entraram para comer foi onde serviam panquecas recheadas com carne ou verduras como couves e molhos especiais, depois disso, ainda comeram bolinhos de Takoyaki. Os amigos estavam felizes de saborear aquelas comidas maravilhosas que faziam tempo que não provavam por causa da rotina ocupada que tinham com os estudos.
— Tsuna, como eu escolhi o lugar para comer, agora é tua vez de escolher a próxima atividade que vamos fazer. — Estava curiosa por saber qual atração que iam se divertir primeiro. Queria ver se as habilidades esportivas do seu amigo tinham melhorado comparado a última vez que jogaram ali nas tendas dos jogos tradicionais.
— Que tal aquela barraca de tiro ao alvo? — perguntou Tsuna, apontando para a tenda próxima deles, onde teriam que acertar as latas que estavam ali posicionadas com uma bola para conseguirem um prêmio, como um urso de pelúcia ou outros brindes de surpresa.
— É uma boa escolha. Quero ver quem acerta mais latas e é o primeiro a terminar o desafio. — [Nome] aceitou a ideia do seu amigo e puxou-o até o local para começarem a jogar.
Ficaram à espera da sua vez para começarem a jogar. Como um bom amigo, o Tsuna decidiu pagar a partida dele e de [Nome]. Enquanto o garoto decidia qual lugar ia atingir a lata com a bola, a [Nome] não teve nenhuma dúvida em como jogar sem estratégia nenhuma. O Reborn, que estava ainda escondido a observar este encontro do futuro líder da Vongola, reparou que [Nome] tem boas habilidades de pontaria porque acertou todas as latas sem falhar nenhuma, enquanto Tsuna tinha falhado bastante. Das dez latas, só conseguiu acertar em três.
— Como sempre os teus reflexos são sempre bons, [Nome] — falou Tsuna, admirado por sua amiga que acertou em todas as latas sem nenhum receio. Viu que ela melhorou bastante e aumentou o ritmo que atingia os objetos.
— Sempre estou praticando nos meus tempos livres a minha força e os meus reflexos. — No seu trabalho, [Nome] tinha sempre que desviar das caixas que ficavam espalhadas no armazém. No início, sempre tropeçava nas encomendas porque não reparava onde elas estavam colocadas quando estava a carregar outras caixas para arrumar.
— É uma pena queria dar uma pelúcia, mas mesmo assim acabaste por o ter. — Queria dar um presente de recordação de estarem juntos no festival. Na última vez, foi ele que recebeu um presente de uma fotografia deles quando se conheceram num infantário e ainda mantinha guardado no seu quarto para se lembrar de proteger as pessoas mais importantes da vida dele, incluindo a [Nome].
— Ter a tua companhia aqui me faz muito feliz. — sorriu [Nome]. Estava adorando passar este tempo a sós com Tsuna, sem ter ninguém para interrompê-los a cada hora, como por exemplo: amigos dele e os pais dela, perguntando se ela não estava em perigo, já que se metia em situações complicadas sem dar por isso.
Olhou para o relógio e viu que estava quase dando a hora que os fogos de artifício iam começar a aparecer. Foram em direção a ponte perto do rio, que é o melhor lugar para observar aquele evento único e mágico. Começaram a chegar mais pessoas para encher o local e não queria perder de ver o sorriso e olhos do Tsuna a brilhar enquanto viam os fogos, queriam recordar aquela memória para sempre, pois sabia que o tempo que tinham para passar juntos estava quase terminando.
Quando os fogos começaram a sair pelos céus, os jovens olharam um para o outro felizes por terem conseguido fazer mais memórias juntos no festival, que ia ficar sempre guardado nos seus corações. Não sabiam se iam ter mais uma oportunidade para se reunir quando acabassem os estudos e começaram a vida adultos deles.
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