Dia de Aula
1 Oneshot
Notas iniciais
Quanta alegria a minha, vim pra escola num dia em que não foi praticamente ninguém, pode isso? Dá pra contar nos dedos as pessoas da minha sala, e agora estou eu aqui, vegetando apoiada na parede. Mas antes né, melhor me apresentar: Oi, eu sou Maka Albarn, uma simples adolescente que tem ódio profundo à escola, eu estudo na Shibusen, uma escola pública que a cada ano fica mais feia, as classes são todas iguais, paredes amareladas e cinco fileiras de carteiras com 6 carteiras cada, mas são detalhes apenas, o que importa agora é o enorme tédio que estou sentindo agora. O professor de geografia agora está corrigindo seja lá o que for, ao menos deixou a gente conversando. Ah, quem foi pra escola hoje, ao menos da minha sala? Bem, eu, Tsubaki, Liz, Patty, Black*Star, Soul, Kid e Chrona. Eu fiquei apenas lendo um livro qualquer, sempre que leio algum livro tudo ao meu redor desaparece, e apenas me foco no que estou lendo.
Como eu já estava pelas últimas páginas, acabei lendo rápido, então resolvi ficar olhando os outros conversarem. Chrona estava na “rodinha” de conversa (na qual só participava Tsubaki, Kid, Black*Star e Chrona) mas, como era muito tímida, apenas observava, Kid fitava rigorosamente as roupas de cada um pra ver se estavam simétricas, Tsubaki tentava “silenciar” Black*Star que berrava o tempo todo. Liz estava pintando as unhas, Patty fazia girafas de papel e destruía logo após e o Soul... não acredito! Soul estava estudando, incrível como milagres acontecem. E eu aqui, vegetando ainda encostada na parede.
— Hei Maka! – pelo jeito não é o forte dele estudar... sozinho
— O que foi Soul? – ele no num canto da sala e eu no outro, berrando
— Vem aqui...
— Tá, tá... – já falava indo em direção a ele – Fala.
— Eu to lendo isso daqui, mas não adianta, não consigo aprender. – como ele fica fofo nervoso, espera! O que?
— Quer ajuda? – nossa, que pergunta ridícula
— Claro. – falava com um tom de “é óbvio”
— Tá, mas em qual?
E ficou a aula de geografia e de matemática tentando ensinar ele, ao menos deu certo, creio eu. Estranho como ele me olhava de vez em quando, parecia que nem tava me ouvindo, apenas me encarando com aqueles olhos vermelhos no qual eu tanto adorava olhar, ai ai... droga, o que eu to pensando? Pareço até aquelas meninas que ficam suspirando por ele totalmente bobas.
No final ele conseguiu aprender... as três primeiras frases, que decepção. Mas tudo bem, estávamos na 3ª aula, tínhamos ainda mais 3 aulas pela frente. Então eu não desisti e continuei tentando, em vão. Quando dei por mim, já tinha tocado o sinal de saída, e ele... nenhum avanço.
- Maka... desculpa pedir mas... você podia vim na minha casa tentar me ensinar, claro... se não tiver nenhum problema.
- E-eu na sua casa? – agora que eu percebi, eu nunca fui na casa dele, pelo menos não sozinha
- É... claro, se for incômodo, eu posso ir na sua casa. – que bonitinho, se auto-convidando (notem a ironia)
- Bem... que horas que eu tenho que estar na sua casa? – de certo modo, se meu pai (que eu odeio com muito amor) me visse levando um garoto pra casa, não quero nem pensar
- Pode ser agora mesmo.
- Então tá, deixa só eu pelo menos avisar meu pai. – falei pegando o celular – Alô? Pai, eu vou na casa da Tsubaki um pouco, não sei que horas volto, tchau...
- Tchau. – uma conversa muito duradoura
- Casa da Tsubaki? – dava pra ver de longe a cara de interrogação dele
- É claro, se eu falasse pro meu pai que eu iria na casa de um garoto, ele vinha me buscar e matava o garoto.
- Entendi. – tão bonito, mas tão burro, espera... que droga, o que tá acontecendo comigo!? – Então, vamos? – apenas acenei com a cabeça
A casa dele, que na verdade era um apartamento, parecia ser bem carinha pra pagar, claro que aí vem a minha pergunta: Como alguém que tem dinheiro para um apartamento desses, estuda num colégio tão... ridículo como a Shibusen!?
- Pode entrar. – dizia ele jogando os tênis para qualquer canto da sala
Apesar de ser um apartamento bem “chique”, tinha uma bagunça bem ao estilo Soul: Vários, vários mesmo, tênis empilhados num canto da sala, a pia cheia de pratos sujos, enfim, uma bagunça só, agora você me pergunta: Mas a mãe dele não faz nada? E eu te respondo: A mãe e o pai dele morreram há uns 2/3 meses, no testamento eles dividiram o dinheiro por igual para ele e o seu irmão, Wes. A primeira coisa que ele fez, foi comprar uma casa nova, pois não agüentaria viver na casa de seus, por trazer várias recordações, e também porque não agüentar conviver com o seu irmão.
Enfim... eu estava completamente nervosa por estar sozinha com o Soul, não que eu sentisse alguma coisa por ele, claro que não. Impossível gostar de alguém tão burro, cabelo branco, lindo, sexy... espera! Por que eu disse isso!?
- Pode sentar no sofá, vou pegar alguma coisa pra beber.
- Se eu achar o sofá.
Recebi como resposta uma risada irônica.
- Pronto, voltei. – falava trazendo dois copos com suco de morango, meus favoritos
- Ah, espera só um pouquinho, deixa eu ligar pra Tsubaki só pra avisar uma coisa. – peguei o celular – Droga! Sem bateria, sabia que tinha que carregar ele.
- Tudo bem, pode usar o telefone. – respondeu sentando no sofá apontando pro telefone sobre a mesinha de centro
- Brigada. – disquei os números – Alô, Tsubaki? Pode me fazer um favor?
- Claro.
- Se meu pai ligar pra você, diz que eu estou com você, e que não dá pra atender na hora.
- Por quê? Onde você tá?
- Eu to na casa do Soul.
- O quê!? – Tsubaki de um berro que com certeza o Soul deve ter escutado
- É que ele me pediu pra ajudar ele numa matéria, e você sabe como meu pai é em relação a ir na casa de garotos.
- Sei, muito bem aliás. – dei uma risada sem graça – Tudo bem então, qualquer coisa, eu falo que você tá no banheiro ou sei lá.
- Brigada Tsubaki, o que eu faria sem você? Então tá, até.
- Até.
Desliguei o telefone e o coloquei de volta na mesinha.
- Pronto. Agora sim podemos começar.
- Espera só um pouquinho, posso te fazer uma pergunta? – legal, agora ele é quem vai enrolar
- Claro.
- Bem... o que você acha de mim?
- C-como assim? – que pergunta mais... de repente (grande descrição)
- Sei lá, como você me definiria, de personalidade.
- Bem, uma pessoa legal, de bom coração, divertido, sexy...
- O quê!?
- Q-quer dizer... – droga, de tanta coisa pra falar, tinha que ser bem isso – Sexy sabe, atrai facilmente qualquer garota.
- Qualquer uma?
- S-sim.
- Até você?
- Q-quê!? – o Soul estava um pouco vermelho, mas nem se compara a mim
- Última pergunta.
- F-fala.
Logo depois, ele me agarra pela cintura e me puxa para um beijo. Depois de uns 10-20 segundos (perdi a conta), ele para o beijo.
- O que achou do beijo?
- B-b-bem... – não conseguia nem falar direito, mas agora eu sabia muito bem o que eu sentia – Acho que... isso.
Me aproveitei do abraço não-desfeito (existe essa palavra? Quem liga?) e dessa vez eu o beijei. Dessa vez durou um pouco mais... não que eu tivesse contado.
- Isso diz muita coisa. – falou ele brincando – Mas então, ainda a fim de tentar me ensinar? – no final, ele não estava nem aí pra matéria
- Ah, quem sabe...
- Bem, tem várias outras pra se fazer numa ocasião dessas.
- Devagar aí, não vamos com tanta pressa.
- Eu sei, só to brincando.
- Espera até a noite. – dei uma risada leve
- Olha que se for o caso, eu espero. – falava bem perto do meu ouvido, o que me causava arrepios involuntários
Não, não vou negar que já tive sonhos com o Soul sobre isso, mas não quer dizer que eu queira fazer com ele, percebam que eu também não disse que não queria fazer.
- Bem, então não tem problema em esperar até eu estar pronta, né?
- Se for esse o caso, eu espero o tempo que for, até porque, eu te amo Maka.
- Eu também te amo Soul.
Depois disso, ele me puxou para um beijo profundo e apaixonado.
Notas finais
Mandem reviews :3
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