Dia comum

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Aproveitem e deixem suas opiniões nos comentários!

O dia em si não tinha nada de especial ou incomum, havia um sol sobre a cabeça das mesmas pessoas que andavam pelos mesmos caminhos conversando sobre as mesmas coisas com o mesmo tom de sempre, tudo era igual a ontem e anteontem e a semana passada...

E ainda assim era diferente.

Havia uma aura, um sentimento angustiante e saudoso sob cada raio de sol, cada conversa, cada sorriso e a cada passo, era como se os sentimentos transbordassem pelas fissuras da rotina, eles sentiam isso.

Leo sentira enquanto construía e reformava em seu bunker, por algum motivo ele simplesmente parara com seus projetos atrasados e começara a construir fogos de artificio inteligentes;

Jason comprara o melhor vinho que havia na loja, mesmo que nunca bebesse nada com a menor quantidade de álcool e assim que saíra da loja vira sua irmã esperando por ele do outro lado da porta;

Hazel pusera roupas brancas no lugar de sua habitual armadura e chamara Arion para um longo passeio;

Frank se trancara em seu quarto usando roupas formais, ele preparou chá em uma louça tradicional chinesa e relembrou as histórias de sua família;

Anabeth fora a Boston com a família enquanto seu namorado estava em Nova York;

Will trabalhara incansavelmente na enfermaria cuidando de todos os semideuses que sofreram ferimentos graves na caça a bandeira do dia anterior;

Nico estava em uma área afastada da floresta, nenhum monstro ou animal se aproximavam, havia um forte cheiro de morte no ar, no chão. Diversas embalagens de comida fast food se entrelaçavam com raízes e fissuras.

O jovem estava cansado demais (invocações sempre o exauriam) para se manter em pé e acabou caindo entre a bagunça de terra remexida e embalagens, fitando a copa das árvores, exausto demais ele nem percebera que fechara os olhos até sentir dedos finos e frios acariciarem seus cabelos ao mesmo tempo que ouvia o nostálgico ‘mio caro’.

Enquanto trabalhava concentrado na proporção de metais para fazer a mais variada mudança de cores para os foguetes, Leo podia ouvir o bater constante de um martelo surdo e a cantiga em espanhol favorita de Esperanza.

A calçada da fama era um espetáculo por si só, cheio de mãos, estrelas e nomes, por ser de dia não haviam muitos turistas o que permitiu aos irmãos tempo para apreciar o nome da mãe e suas mãos sem problemas, eles não falaram nada, não trocaram olhares. Silenciosamente Jason derramou a bebida toda na placa enquanto Talia mantinha-se imersa em lembranças, nenhum dos dois percebera a linda mulher loira que os observava em prantos do outro lado da rua.

Hazel não questionara como sua antiga casa em nova Orleans se mantinha intacta ou mesmo como a comida estava tão fresca, quando seu pai é um deus certas coisas deixam de ser surpresa, ela apenas pegara os melhores ingredientes da geladeira e fizera sua sopa favorita e um prato de bife acebolado com arroz branco e batata frita, em silêncio pusera a mesa e começara a comer ouvindo o bater de talheres de rainha Marie a sua frente.

Frank sentia-se feliz ouvindo a voz da mãe recontando todos os contos de sua infância enquanto sentia o chá favorito de sua avó impregnar a casa, ele estava feliz.

Annabeth corria pelo parque de Boston com o primo, ora conversando ora lutando e dando dicas de como fugir de uma grande enrascada, cada vez que sentia um raio de sol reconfortante ou uma brisa refrescante sabia que a tia estava por perto.

Na enfermaria movimentada ninguém percebera os filhos de Apolo extras que ajudavam o irmão mais novo a curar e tratar os feridos, nem mesmo Will parecia notar que os irmãos se multiplicaram naquela tarde.

Aquele era um dia sem nada em especial, com sol pessoas e caminhos iguais, no entanto os sonhos foram únicos, presentes apenas naquele dia especifico do ano.

Notas finais
E foi isso, qualquer erro por favor avisar, até a próxima 0/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!