Diário de um Felino

4 A caixa... e sushi!


Notas iniciais
OK,OK... eu atrasei, desculpem! é que minha criatividade foi dar uma volta e só voltou agora, então eu liguei o PC, abri o Word, e reescrevi mais um capítulo para vocês! Boa leitura o/

Acordo com um maldito pernilongo me atazanando as orelhas, seu zumbido irritante ecoando até o último pelo.

Sério, esses bichos nem deveriam existir, deveriam explodir!

Mas, por agora, preciso descobrir como abrir aquela caixa, ela está me dando nos nervos!

Quando minha humana saiu pra sua faculdade, eu corri até o quintal, e peguei a caixa, que estava dentro daquela buraco que eu cavara.

Arranhei, mordi e até tentei jogar a caixa longe — o que não deu muito certo, já que eu sou um gato, portanto não tenho mãos, apenas patas.

Acho que passei a tarde inteira naquele quintal, tentando abrir a caixa, porque quando percebi, minha humana estava estacionando a moto.

Saí correndo, peguei a caixa e empurrei ela para o seu ''esconderijo secreto'', tentando fazer isso rápido, pois Alice estava entrando dentro de casa...

Comemoro em silêncio: consegui esconder a bendita caixa à tempo!

Entro pela janela e deito no sofá, como se não tivesse me movido muito mais que isso o dia inteiro.

Ela parece nem notar, está mais preocupada com algum papel... O que será que tem nele?

Me aproximo e subo na mesa, de onde ela acabou de puxar uma cadeira para se sentar, tirando o notebook de dentro da bolsa. Enfim ela percebe que eu estou tentando olhar a tela, e muda a posição do notebook para que eu possa ver o site em que ela entrou: parece ser um documento, pois ela envia ele para a máquina barulhenta que copia tudo que aparece na tela e passa para uma folha branca.

Eu, definitivamente, não sei o que está acontecendo e estou boiando aqui. O barulho da máquina sempre me irritou, então, enquanto o documento é imprimido eu fico andando em círculos, tentando afastar aquele barulho.

Quando termina, eu paro de me movimentar, observando Alice comparar o papel com o outro que ela deve ter trazido da tal faculdade. Finalmente, ela se vira para mim e fala:

— O que eu faço, Tom? – ela percebe minha cara de confusão e tenta explicar – Minhas notas estão caindo, eu não sei o que está acontecendo! Olha aqui – ela coloca os dois papéis em cima da mesa, apontando para o que parece ser suas notas atuais e as do semestre passado – Desse jeito, minha bolsa de 82 % vai por água abaixo! Já pensou, eu sem faculdade, depois sem emprego ... ARGH! Vou tomar um banho, talvez isso me acalme.

Ao falar isso, ela entra no banheiro e tranca a porta.

Eu não entendi, mesmo com a explicação dela. O que raios seria uma bolsa de 82%? Uma bolsa com 82% de tecido? É isso? Mas minha humana estava muito abatida para ser algo tão banal assim... Deve ser algo mais importante que isso!

Eu não tenho ideia do que seja, mas, por enquanto, eu me contentarei em esperar ela sair do banheiro. Subo pelas escadas, até a biblioteca, lá o ar está mais fresquinho. Quando ela aparece, já está com uma cara melhor, e se joga no pufe azul, um canto que ela não deixa ninguém encostar!

— Hey! Tom! Que tal se pedíssemos comida japonesa hoje? Sushi e bolinhos de primavera! Claro que eu darei um pouco pra você! — Propõe, fazendo carinho na minha barriga. Ronrono, feliz com a expectativa de provar daquela comida gostosa de novo.

[...]

Aqueles sushis estavam maravilhosos! Alice me deu os com recheio de peixe e comeu os de vegetais e frutas, acho que ela não é lá muito fã de peixes, ou só deixou para mim os de peixe porque EU não gosto de frutas, nem de vegetais!

Mas que eu me esbaldei, ah! Isso foi! Espero poder comer dessas coisas mais vezes, fazendo-me ronronar ao pensar nisto.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Por hoje é só, pessoal.