Diário de Uma Suicida
2 Primeiros capítulos
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Passava das 23h00min e Emmy, não conseguia dormir, rolava de um lado a outro da cama. Sentia muita angustia, desespero queria gritar, mas não queria que a ouvissem, ela levantou- se e começou a dar voltas em seu quarto, olhou as horas no celular, que estava na cômoda, em cima do diário esquecido. E pensou por que não!
Pegou-o, e também uma caneta preta, sentou-se no chão, encostando na ponta da cama, com os joelhos próximos, a barriga, parecia nervosa, batia em um ritmo sincronizado, com a caneta no livro, as palavras não saiam e seus olhos lacrimejavam. Até que ela inspirou forte e deu o primeiro passo.
21 de Agosto de 2015
Não sei o que fazer, parece que estou perdendo todo mundo!
A Pámela não fala, mas comigo, a Jessy bem nós conversamos, mas não me atrevo à tormenta-lá com minhas dores já que sua ela também não está bem.
Hoje fui ver minha irmã, depois de muito tempo, precisava ver como ela me olhou, nossa, eu lhe sorri e ela sorriu de volta, mas não foi do jeito que eu esperava. Isso dói tanto.
Ela está brava, porque me tornei amiga do ex-namorado dela, pois o mesmo tem me ajudado muito. Sai de casa depois que fiz dezoito anos, e ela ainda estava com ele, e ambos me acolheram, mas pouco tempo depois, separou-se, ela foi morar com os avós paternos, eu não tinha para onde ir, ela me ofereceu a casa da madrasta, mas embora ela seja uma boa pessoa não me sentia confortável lá. Então o Allan me ofereceu um lugar para morar e um trabalho em sua empresa, e eu aceitei, sei que foi egoísta com ela, mas não achei errado pensar um pouco em mim.
A gora quando olho nos olhos dela, eu não sei!
Só quero sumir!
22 de Agosto de 2015
Faz um tempo que acordei, agora são 09h00min. Horas quando me levantei me sentia muito cansada, mas não era cansaço físico sabe?
Fui ao banheiro, e levei comigo um pequeno canivete que tenho a um tempo, no som passava Gorillaz, aumentei o volume, ao médio, quando entrei no banheiro liguei o chuveiro e mesmo vestida, de pijama, sentei lá em baixo, deixando a água cair sobre mim, acho que estava tentando limpar minha alma.
Com o canivete comecei a fazer cortes em meu braço direito!
Estava tentando por para fora minha dor.
Quando acabei, estava com o braço todo mutilado, água limpava o sangue, chorei!
Agora estou aqui escrevendo, em um calor infernal com uma blusa de mangas longas, não quero que vejam, me envergonho, não quero que pensem que sou fraca, fútil.
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