Diário de Uma Garota Quase Perfeita
4 Trabalho de Química
Notas iniciais
"Querido diário,
Quase nos beijamos!!!!
Meu Deus, eu não acredito que quase beijei o Cebola.
Agora que estou em duvida mesmo. Estou apaixonada? Ou estou apenas iludida? Ai, minha cabeça dói tanto pensando nisso, não estou conseguindo controlar meus sentimentos"
De repente uma mulher passa com o carrinho de supermercado e esbarra nos dois
— Me desculpe — Ela diz com educação.
— Não foi nada — Disse Cebola acordando pra vida.
— Bom, vamos comprar as coisas? — Disse Carmem parecendo um pimentão.
— Vamos — Disse Cebola parecendo um tomate.
Eles andam pelo mercado sem nem olhar a lista quando Carmem recebe uma mensagem.
— Ué, é mensagem do professor. Como ele sabe meu número? — Pergunta Carmem confusa.
— Quando você é matriculada na escola eles perguntam até a marca da sua TV se duvidar -Brinca Cebola descontraindo um pouco.
— Ele disse que na lista está pedindo um liquidificador mas que não precisamos comprar porque a escola está providenciando um.
— Ok, então você vai atrás do repolho e eu vou atrás do coador.
—Beleza.
Eles se separam para comprar as coisas.
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14:23h
Casa dos Menezes
— Estava com saudades de Fortaleza — Disse Tikara.
— Eu também, mas também estava com saudades do Japão foi saudável irmos pra lá ver alguns parentes.
— E as crianças puderam passar um tempo com a mãe delas.
— Na verdade, o Cebola não foi muito pra lá ele disse que ficou um dia lá e um dia aqui.
— Por que será?
— O garoto quer privacidade deixa ele.
— É,vamos comemorar a nossa volta com um champanhe?
— Claro.
Eles passam a tarde bebendo e namorando como se fossem dois adolescentes apaixonados.
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14:26h
Mercado Marejada
— Vamos? Já compramos tudo — Diz Cebola.
— Falta sabão em pó — diz Carmem verificando a lista.
— Vamos nós dois.
— Tá bom.
Cebola pega na mão de Carmem deixando ela nervosa
Ele também fica nervoso mas tenta esconder, e assim os dois vão vagando pelo mercado a procura do sabão em pó.
— Que marca levamos?
— Ainda temos 17 pratas.
— Reais Cebola, reais.
— Tá bom senhora perfeita, "reais".
— Não sou perfeita. Bom, quase, mas não sou.
— Pra mim você é.
Carmem nem ficava mais nervosa com aqueles tipos de comentários pois já tinha se acostumado com esse jeito de seu "amigo"
— Vamos levar OMO, se sujar faz bem.
— Não vamos nos sujar.
— Você que pensa. Você não conhece o professor, ele chega dando uns sustos na gente fazendo a gente derrubar tudo que temos nas mãos e fazer uma meleca.
— Nossa, que educativo.
Eles pegam um sabão em pó,pagam e vão embora
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14:45h
Colégio Lima Nogueira
— Estão 15 minutos adiantados, os outros alunos ainda não chegaram. Podem gastar esses minutos extras pra conferir se trouxeram tudo — Opina o professor.
— Conferimos antes de entrar, prof — Afirma Cebola — A gente vai ficar aqui só papeando mesmo.
— Ok, eu vou lá em baixo pegar uns tubos e já volto.
O professor desce e deixa eles lá sozinhos.
— Agora você quer ser minha amiga? — Pergunta Cebola.
— Por quê não iria ser? — Pergunta Carmem.
— Sei lá você tem um ar de querer ser superiora a todos.
— Na verdade não.
Carmem queria muito se abrir com Cebola e contar tudo sobre ela á ele, só que estava indecisa. E se ele ficasse com medo e não falasse mais com ela?E se ele denunciasse sua mãe? sua família nunca iria perdoa-lá, mas ela decidiu arriscar tudo isso:
— Eu preciso te contar uma coisa.
— O quê?
— B-bom é que eu...
Nesse momento o professor entra na sala com 3 duplas de alunos que tinham acabado de chegar.
— Eu te conto depois.
— Tá bom.
Eles conversam sobre vários outros assuntos e Carmem esquece de tudo: de sua irmã que á fica vigiando, da sua mãe a agredi, do tanto de azar que ela tem na vida.... Quando está com Cebola ela só pensa nele e em mais nada
Outros alunos começaram a chegar e a sala não demorou muito pra ficar cheia.
Então o professor começar a ensinar a lição
— Classe coloquem uma folha de repolho roxo e um litro de água no liquidificador. Batam bem até que o suco tenha uma cor uniforme.
A classe toda fez isso.
— Coem este suco, distribuindo-o igualmente entre os cinco copos.
— Vamos juntos? — Pergunta Cebola.
— Vamos.
Cebola levanta agacha atrás de Carmem,coloca as mãos entre o braço e a barriga dela e derrama o suco nos copos.
Carmem ficou arrepiada, ela adorou estar ali com Cebola ela queria ficar assim com ele pra sempre.
O professor vai até a mesa dos dois sem que eles percebam.
— Volte para o seu lugar Cebola.
Os dois tomam um susto e quase derrubam o suco todo na mesa.
— Eu não disse? — Brinca Cebola.
— Hahaha, bestão.
— Não acrescentem nada no primeiro copo, assim vocês vão poder comparar caso algo aconteça nos outros — Continua o professor.
Cebola volta pro lugar dele.
— Coloquem algumas gotas de suco de limão no segundo copo, até notarem alguma mudança.
Toda a classe coloca e todos ficam maravilhados.
— Nossa ficou rosa. Fica realmente muito lindo — Diz Carmem admirada.
— Igual a você — Diz Cebola.
Ela sorri e segura a mão dele entrelaçando ela adorava ficar com ele.
— Acrescentem agora sabão em pó no copo seguinte.
Todos acrescentam o sabão em pó.
— Agora ficou verde — Diz um carinha da sala.
— É incrível — Diz outro.
— Acrescentem ao quarto copo o vinagre e no ultimo copo o bicarbonato de sódio, sempre mexendo e notando a cor do suco de repolho, após a adição.
— Parece até mágica — Diz Carmem admirada — Agora ficou amarelo. E o outro azul.
— É uma química simples. Na sua outra escola não tinha?
— Não, é realmente lindo e divertido fazer com você.
— Bom pessoal, a aula de hoje foi isso, levem as receitas pra casa para irem treinando.
Todos guardam seus materiais e saem da sala.
Mas Carmem encontra quem menos gostaria de ver naquele momento: Sua irmã mais velha.
Carmem vai andando até ela, quando Cebola se aproxima.
— A aula hoje foi boa né?
Carmem gela e solta uma lágrima de leve que não dá pra ser vista em seu rosto
— Por que está aqui, garoto? Some; já falei mil vezes que não quero sua amizade, cai fora.
Cebola arregalou os olhos não entendo o por que daquele comportamento.
— Me desculpe — Ela sussurrou baixinho e quase não mexendo os lábios, depois se afastou, indo em direção a irmã.
Cebola ficou confuso e decidiu que ia tirar aquela história a limpo de um jeito ou de outro.
— O que ele queria? — Perguntou Marina num tom sério.
— Minha amizade — Diz Carmem — Assim como todo mundo, sabe como é.
— E você deu um fora épico nele não é?
— Claro, como faria um decente DiLaurents.
— É isso maninha, o mundo é dos esnobes, o mundo é dos Dilaurents -disse ela saindo com ar de superiora.
Carmem vai até a sala de Geografia e se senta do outro lado da sala pra ficar longe de Cebola depois de ter pagado aquele papelão com ele.
O treinador Átila entra na sala.
— Pessoal, a professora de Geografia não veio então eu pedi pra direção deixar eu dar outra aula pra vocês e eles concordaram vamos?
Todos se levantam e vão até a quadra.
— Agora vamos continuar com as aulas de basquete? Tem uns lances que eu vou ensinar a vocês pra ficar mais fácil de fazer uma cesta — Sugere o treinador — Quem não quiser participar da aula não precisa participar, eu não vou dar falta ou tirar pontos porque essa aula nem era pra ser minha.
Ao ouvir aquilo Carmem se acalmou. Ela não estava nem um pouco afim de fazer educação física depois do que rolou com o Cebola
Ela sentou na arquibancada e começou a chorar
De repente alguém tapou a boca dela e a puxou pra atrás da quadra da escola que é um terreno bem bonito com grama árvores e alguns brinquedos.
— Argh, me solta — Carmem consegue se soltar e descobre que é Cebola –Cebola? O que foi?
— Eu que pergunto o que foi — disse ele zangado — Qual é seu problema?
Carmem ficou em silencio.
— Uma hora você é toda legal e gente boa mas outra hora você me esnoba e me trata com lixo o que você tem?
— Já disse Cebola esse assunto é delicado e eu já falei pra conversamos depois.
— Depois? Depois quando? Esse depois nunca chega?
— Por favor me desculpe eu não posso falar sobre isso.
— E por quê não?
— Olha me desculpa — Ela vai saindo da quadra.
— NÃO — Cebola a puxa e a beija.
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